Sob Mistérios

/maira begalli

E, bikini ficou fora do ar (porque esquecemos de pagar http://veredas.net) bem agora. Esperei para ver se voltava, mas ainda não reativaram a conta. bleh.

Nessas, fiquei pensando numa coisa que estava presente em algumas conversas com outros metas há tempos: desse site ser um lab, e do Mutirão ser um "showroom" pra externalizar as produções da Rede de forma organizada e objetiva. Em meios às temáticas propostas nesse mês, acho que vale, nem que seja uma brevíssima reflexão de cada um sobre como e com que freqüência usamos essa plataforma e pra que/quem ela serve.

Seja como blog, seja como wiki temos que tomar conta desse espaço.

Parte dessa inquietação surgiu de um chat com Orlando, no final de semana. [Sim, o Orlando que agitou esse #mutsaz. Brigada Orlando], e de uma troca de email com o Daniel - que ficou de reportar uma ideia pra lista, mas não deu tempo. Então, estou fazendo isso agora :)

"maira e galera,

liguei pro narigudo agora.
tive uma ideia e vou mandar mais tarde na rede:
metaidentidade. um outro eixo de ação,
complementar a infralogica e mutiraogambis,
pra produção, rastreamento, resgate e cultivo dos
nossos símbolos, artefatos, bandeiras, selos, bonsais,
focando na nossa multi-re-identificação e significação
como bando.

por exemplo, podemos usar braçadeiras ou lenços
no fórum de cultura digital, podemos sempre levar nossa bandeira. podemos fazer artefatos duradouros e nos
presentear uns aos outros entre famílias, etc. podemos cultivar bonsais de volts, que vão conectar gerações.

o lance é escapar do design e comunicação em sua significação meramente utilitarista-industrializada e retomar o cultivo mitológico de logomarcas e pixações.

a partir disso, uma conectaz no site servirá de espaço de articulação da brincadeira e a demanda do mutirão estaria listada ali, com tantas outras.

o que acham?

beijinhos,
dp"

 

Não quero, não vou, nem pretendo começar a perguntar o que significa MetaReciclagem [ou metareciclagem, ou como a wikipedia-querida mostra "metarreciclagem"] para cada um, se estamos indo para algum lugar, ou o que significa esse bando de malucos bem diversificado juntos tentando raquear coisas em meio ao mundo conduzido pelo #choque. Acho que essa fase/ tipo de questionamento passou.

Faz uns dez dias estava com efe na apresentacao do #zasf no MIS @ Mobile Fest, e ele perguntou: "Ainda existe mistério no Mundo"? Creio que sim, existe. Não mais o mistério de grandes descobertas, que foram e são devoradas pela ânsia do novo instantâneo consumível e seus absurdinhos rasos. Isso foi desencantado.

O grande feitiço desnudado, entretanto meio-que-especialmente-escondido, torna-se o encontro.

"Torna-se" foi pretensão de mais. Pois sempre foi. Mas, em algum momento, passamos a ignorar ou dar menos valor para eles, muitas vezes imersos por aquilo que achamos ser problemas ou suas grandes resoluções.

Não digo do encontro fugaz de quem diz um "oi" e vai embora. Digo do encontro de almas, que por algum motivo buscam algo em comum, pra deixar pro infinito.

Dizem que amanhã  dezembro virá ao nosso encontro.

Que ele traga novos mistérios.