Depois da comilança muita coisa aconteceu.
O mutsaz continuou rolando de vento em popa até completar 2 anos, com o ciclo das 4 estações. Da primavera de 2009 ao inverno de 2011, o trabalho não foi interrompido e naturalmente foi passando por pequenas mudanças. Se, no início, a brincadeira era um dia de blogagem coletiva, agora já tínhamos lindas ilustrações, musas, oráculos, projeções para o futuro. E foi bem nessa hora, de imaginar o futuro, que o Mídia Livre voltou à cena.
O prêmio anunciado 14 meses antes, enfim, virou realidade e o dinheiro chegou. Sorte do governo que os cidadãos não podem cobrar o mesmo percentual de juros que ele nos cobra. Eu não sei o porquê, mas sempre acho que a “dívida ativa” é o exemplo concreto de que a relação hierárquica entre governo e população é algo que faz a monarquia parecer justa e os bancos privados, mirins. Desconfio até que por isso é que continuam chamando de primeiro mundo esses lugares onde ainda tem rei e rainha... Mas sei lá... Isso não vem ao caso agora...
Acabou a hora dos reclames e voltemos pra novela, com os seguintes caracteres na parte inferior da tela:
MUITO, MAS MUITO, TEMPO DEPOIS
Se há uma coisa que tem ficado cada vez mais clara nesse mundo de redes formadas no universo digital é a importância dos encontros presenciais. Flavia Vivacqua [1], do Coro Coletivo, já tinha ressaltado isso lá no evento no Paço das Artes em que efeefe mediou uma das mesas [2]. Pra não ir muito longe dessa rede (ou talvez sim, onde quer que ele esteja), Dpadua já dizia “Tecnologia é mato. O importante são as pessoas”. E tenho quase certeza que um monte de gente concorda, pois do contrário não colaria essa frase abaixo do nome, em suas assinaturas.
E o coletivo mutgamb, atualmente formado por um tantinho de gente que conversa semanal ou diariamente via internet, apostou nisso [3]. Efeefe foi o anfitrião do Ubalab; Orlando se desbancou lá de Sousa numa viagem de quase 24horas; Belisário engasgou na véspera, mas apareceu; Téia ressurgiu, leve como sempre; Sília chegou em grande estilo com sua bolsinha de festa; Mariel veio acompanhada da sua interminável tarefa de escrever posts; Tati Prado e Tati Wells puderam se ver, finalmente; Maira se fez presente com as ideias que já havia mandado antes (e, é claro, nos contatos de 1o. [4] e 2o. grau [5], como bem puderam observar).
Ah, um detalhe importante: Isadora [6] veio nos fazer uma visita ao final – um delicioso brinde porque nos comportamos bem e fizemos o encontro render, discutindo tudo o que havíamos proposto. Acabou numa deliciosa pizza com massa fina e cheirinho de manjericão. Ou melhor, recomeçou em pizza.
Ah, outro detalhe importante: o pai da Isadora estava lançando um livro lá no Sobradão da Fundart de Ubatuba. Mas sobre isso eu não vou falar muito, porque ele fala bastante e o livro tá aqui, pra baixar [7]. Fiquem com uma foto e acompanhem as cenas dos próximos capítulos.
foto do André