Entrevista à Ocas

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Vamo lá, então…

> -O projeto Metáfora tem vários programas de Inclusão Digital envolvendo o
> software livre GNU/Linux e a reciclagem de computadores para reutilizaçao.
> Explique um pouco sobre o uso do software livre nas máquinas recicladas.

O projeto metáfora esvaziou-se há mais de um ano. O projeto MetaReciclagem surgiu dentro do projetometafora.org como uma solução para providenciar hardware para os outros projetos de tecnologia que foram gerados a partir da interação dos integrantes do projetometafora.

> -O projeto Metareciclagem é desenvolvido por quem?

O projeto MetaReciclagem começou como uma idéia desenvolvida coletivamente. Podes dar uma olhada aqui pra ver o histórico das mensagens:
http://wiki.projetometafora.org/index.php?MetaReciclagem%20%2F%20Hist%F3...

De uma idéia em uma lista de discussão, começou a andar a partir de uma parceria com o Agente Cidadão (agentecidadao.org.br) e da grande dedicação do Dalton (Dalton Martins, que hoje defendeu sua tese de mestrado na Unicamp).

> -Geralmente são jovens de baixa renda que participam dos trabalhos de
> inclusão digital?

Olha, há controvérsias sobre “inclusão digital”. O Hernani Dimantas, um dos articuladores do MetaReciclagem, defende uma posição do projeto como expoente do que ele chama de terceira onda da inclusão digital. Mais sobre a posição dele aqui:
http://www.marketinghacker.com.br/epac/wakka.php?wakka=ParqueDigital

Eu já penso um pouco diferente. Escrevi sobre isso, vou procurar e te mando…

Sobre jovens de baixa renda, depende muito. A gente já fez diversas ações: na zona leste de são paulo, com trezentos jovens de baixa renda, na sacadura cabral, núcleo habitacional de Santo André, que se enquadram nessa descrição, mas também no Sesc pompéia e outros lugares, que atendem a diversos outros públicos.

> -A diferença é grande de um software para outro?

Como assim? De software proprietário para software livre? Para os aplicativos mais utilizados, como browser, editor de textos, planilha de cálculo, software de apresentação e edição de imagens, a diferença é mínima. A interface do sistema operacional para software livre, hoje, também é bastante intuitiva.

> -Como as pessoas lidam com isso, já que a predominância é do software
> proprietário?

Olha, a maioria das reclamações não diz respeito ao software objetivamente, mas sim ao fato de os usuários terem que reaprender a posição ou o formato de um ou outro ícone ou a operação de alguma funcionalidade. Mas a imensa maioria de críticas ao software livre vem de pessoas que não sabem do que se trata ou de pessoas que precisam defender interesses ligados à indústria do software proprietário. Muita gente ficou rica criando, empacotando ou revendendo software proprietário, e essas pessoas reclamam bastante quando se propõe uma lógica libertária e coletiva de desenvolvimento de software. Eles trabalham forçando a escassez, e o modelo de produção do software livre estimula a abundância e a livre circulação de bens intelectuais. É aí que reside o cerne da “crise”.

> -Se há uma metodologia, fale um pouco esta, desenvolvida nas aulas que
> tratam de inclusão digital.

As ações de metareciclagem propõem a desmistificação da comunicação, e a reapropriação de tecnologia para a transformação social. Nesse sentido, os espaços permanentes ou temporários criados pelo projeto usam computadores usados, que são montados preferencialmente pelas pessoas envolvidas com a operação do espaço, no que pode ser visto como uma espécie de artesanato tecnológico. Elas aprendem o papel de cada uma das partes que compõem um computador, montam os computadores e os interligam em rede. Procuramos levá-los a interagir com outras pessoas que estejam participando de projetos semelhantes, em espaços como o liganois.com.br . Outra característica dos espaços de metareciclagem é que procuramos sempre pintar os gabinetes dos computadores, buscando um diálogo constante sobre identidade local e apropriação. O resultado, que também nos surpreendeu em um primeiro momento, é que o computador pintado perde aquele ar de “máquina-velha-que-era-usada-em-banco-ou-repartição-pública”, e vira um brinquedo.

Um pouco mais sobre metareciclagem aqui:
http://ogum.metareciclagem.org/wiki/index.php/MetaReciclagem

E fotos de um dos centros montados com computadores pintados:
http://ogum.metareciclagem.org/midia/imagens/cybersocial/

Mais alguma coisa?