ONID 2011, por Vilmar e Regis Bailux

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Regis Bailux e Vilmar compartilharam as perspectivas que tiveram durante a ONID, em Porto Alegre. Regis um metarec da Bahia que se comunicava muito com a lista e hoje passa por processos de análise e introspecção. E Valmir, de Brasília, que está se aproximando cada vez mais das pessoas e da lista:

1) O que foi a ONID para você?

Regis Bailux: Foram encontros com os parentes das redes e reafirmação de estarmos juntos em projetos de apropriação dos softwares livres para conectar pessoas e aldeias.

 

 

Vilmar: Pra mim a ONID foi um marco, uma reflexão, o inicio de um novo tempo. Nós, dos movimentos sociais, pautamos o governo durante muito tempo em várias questões e muito rápido o diálogo vai se enfraquecendo, deixando de existir. No caso em específico da temática inclusão digital o governo rompeu o diálogo com os movimentos e ainda tentou desarticular esses. A Oficina é um marco se olharmos nossa capacitação de mobilização, de convencimento do governo (de outros setores) para o financiamento e também da capacidade de sensibilidade nossa com a ponto, com os atores com promovem e incluem as comunidades na ponto. E é uma reflexão porque esse talvez seja um desenho para o futuro, que já começou.

2) Como você identificou a tag #metareciclagem nas temáticas da ONID?

Regis Bailux: Em todas as oficinas que participei, com Fabiana Pataxó, tínhamos um metarecicleiro ou éramos vizinhos de alguem contaminado com os desvios metarecs. Os conhecimentos que eram compartilhados estavam focados em autonomias e quebra de controle das conexões em rede.

Vilmar: A oficina acima de tudo tem se comportado com uma oportunidade de reunir a galera da metareciclagem. Pelo menos tenho percebido isso de algumas edições para cá. As temáticas desse ano tinham mais a ver com a mobilização social, articulação em rede e troca e fomento de conhecimento, e uma bagagem muito menor de conhecimento técnico. Adorei por conta disso, não podemos limitar aos parafusos e placas, mas na nossa capacidade de convencimento, de articulação e de disseminação dos saberes. Para mim isso é metareciclagem.

3) Como você tem visto sua participação e interação com a rede MetaReciclagem?

Regis Bailux: A rede MetaReciclagem criou vários desvios e apropriações,tenho transitado no kernel metarecsx, onde ideias libertárias sobrepõem tendências de engessamento e verticalização de relações.

Vilmar: Estou na lista de 2007 e somente agora estou entendendo a dinâmica da lista e das pessoas. Era um leitor assíduo mas um tímido participante. Não devo negar que ela sempre foi uma fonte de informação importante para mim. Mas agora estou interagindo mais e me sentindo mais parte da lista. Durante a Oficina conheci pessoas como o Iuri e a Lelex e reencontrei outras com o Isaac, HD e a Silia. E ainda viagem com o Webert, desde Brasília. É isso, uma mistureba de saberes, crenças, diálogos e, é claro, de pessoas. Isso me seduz.

4) O que foi mais interessante na ONID?

Regis Bailux: O desvio da desconferência metarecsx para o fim do mundo.

Vilmar: Várias coisas foram legais. Desde a visita ao CRC e a promessa de diálogo com o Minicom até o encontro dos CRCs e iniciativas similares num visão sistêmica e de emancipação, passando pelos diálogos com telecentristas de todo o Brasil. O Encontrinho Metareciclagem foi muito bacana. Mas o mais interessante para mim, ativista e representante do movimento social organizado, foi o fato da oficina ter acontecido, e bem por sinal. Que venha Fortaleza 2013.