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 <title>Mutirão da Gambiarra - cultura e mercado</title>
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 <title>Controvérsias MetaReciclentas</title>
 <link>http://mutgamb.org/fonte/Controv%C3%A9rsias-MetaReciclentas</link>
 <description>Ótima discussão na &lt;a href=&quot;http://www.colab.info/cgi-bin/mailman/listinfo/metarec&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;lista MetaRec&lt;/a&gt; sobre esta matéria do &lt;a href=&quot;http://www.culturaemercado.com.br/setor.php?setor=4&amp;amp;pid=3012&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Cultura e Mercado&lt;/a&gt;
-- a própria matéria gerou comentários bem interessantes. Ânimos
exaltados, flames controlados -- em parte... --, todos com um pitaco de
razão: entre outros, &lt;a href=&quot;http://meta.comunix.org/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;HdHd&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://www.imaginarios.net/dpadua/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Dpádua&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://www.ecommunita.com/comunidade/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Dalton&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://metareciclagem.org/liquuid/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Slave&lt;/a&gt;, Cury, &lt;a href=&quot;http://poram.culturalivre.org/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Uirá&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://www.elenara.com.br/versao2.0/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Lelê&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://bailux.wordpress.com/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Bailux&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A somatória de tudo é o que estamos há tempos tentando, nos esforçando,
conceituar, mas o processo é muito mais dinâmico do que as opiniões de
cada um (óbvio). Para o bem, para o mal, IMHO o mais importante é que
discussões como esta só comprovam que o processo continua vivo,
vivíssimo, e cada vez mais agregando mais gente -- mesmo quem chega de
pára-quedas, e às vezes pode trocar as bolas aqui ou ali, se mostra
inevitavelmente apaixonado pelo que vê. Mas eis que, lá das Oropa, o &lt;a href=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/efeefe/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;FF faz algumas considerações&lt;/a&gt; a serem registradas:&lt;blockquote&gt;E
aí, todomundo? Ainda tô umas duzentas mensagens atrasado aqui na lista,
mas agora tô com internet de volta. Meu computador é que tá meio zoado,
e agora tô no meio de um dist-upgrade que deve me trazer mais
problemas. Mas nos próximos dias, vou me atualizando dos papos. Quem
quiser saber sobre a minha vida nalemanha, tô blogando no &lt;a href=&quot;http://efeefe.no-ip.org/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://efeefe.no-ip.org&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas voltando à conversa, algumas colocações aqui. Fico feliz pelo Badah
ter trazido o papo pra cá, também conheci ele lá no espaço, vamos ver
pra onde vai tudo isso. Mas vou voltar ao mérito da matéria inicial,
sim. Acho que as duas coisas que incomodaram mais as pessoas foram que
a matéria ignora todo o histórico da metareciclagem, que já tem cinco
anos de constante reinvenção, com base em diálogo e autonomia, e uma
carona que pega na tal da &quot;web 2.0&quot;, que de uma idéia interessante
virou pura hipérbole especulatória, conversa mais de mercado do que de
pessoas. E aí, na minha opinião, falta entender outro ponto essencial:
MetaReciclagem é relacionamento, rede, troca, tribo, bando, identidade
coletiva, muito mais do que o mero reaproveitamento de &quot;lixo digital&quot;.
MetaReciclagem é menos uma definição de técnica ou metodologia do que
um fenômeno social, pessoas fazendo coisas juntas porque compartilham a
perspectiva de que a tecnologia se presta a usos múltiplos, não só
aqueles que a indústria quer que a gente acredite. A MetaReciclagem
também é um jogo coletivo cujo objetivo é definir seus próprios
objetivos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em suma, a MetaReciclagem vai muito além do que o artigo demonstra, e
mesmo o pouco que ele tenta mostrar é confuso e tem pouco a ver com
tudo o que se fez e pensou nesses&lt;br /&gt;
últimos anos. Acho que o artigo também falha em mostrar o que é mais
importante da Cultura Digital - a realimentação entre a ação nos Pontos
de Cultura e a MetaReciclagem como rede autônoma. Pra mim, foi um
processo com alguns percalços, mas no fim das contas positivo sob
muitos aspectos. A rede da MetaReciclagem conta com pessoas importantes
que não teriam vindo sem a interação com a Cultura Digital. E a Cultura
Digital adotou, mesmo que de uma maneira fragmentada e com menos
diálogo com a comunidade do que a gente gostaria, uma perspectiva de
desconstrução que foi influência de metarecicleirxs, e que ajudou
_muito_ na implementação da Cultura Digital.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por mais que existam problemas e territórios cruzados e questões
pessoais e pouca clareza no relacionamento, as duas entidades abstratas
&quot;cultura digital&quot; e &quot;metareciclagem&quot; estão profundamente ligadas, para
o bem e para o mal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas é óbvio, isso acaba muitas vezes sendo de nossa responsabilidade.
As maneiras que a gente usa pra conversar com o mundo sempre foram
negligenciadas. Eu dediquei um bom tempo da minha vida a pôr no ar
sistemas diversos pra tentar facilitar a comunicação da MetaReciclagem
entre si e com o mundo. Mas geralmente eu sou quase o único usuário dos
sistemas (com exceções, como os blogs), e se temos poucos
administradores, temos menos ainda pessoas tentando melhorar essa
comunicação. A maneira de entender a MetaReciclagem hoje é procurar por
textos ou entrevistas ou relatos espalhados pela web, e isso é uma
tarefa bem difícil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Responsabilizar o Cultura e Mercado ou o Claudio Prado ou a pessoa que
escreveu o artigo por não explicarem tudo o que é a MetaReciclagem é
tirar o nosso da reta. A responsa é nossa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E aí, alguém se mexe pra mudar isso? Porque se a gente se define como
rede aberta, é um contra-senso tentar controlar o que se fala sobre
MetaReciclagem. Pra mim, o que a gente pode fazer pra garantir que
exista uma versão ampla e com respeito a toda a diversidade que a
MetaReciclagem propõe é escrever e publicar essa versão no nosso site.
E tudo o mais que se falar sobre MetaReciclagem ser ratificado ou
retificado ali.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas eu não faço isso sozinho. Nem sei se eu saio na frente pra fazer
isso, depois de tanto que eu já gastei de ponta de dedo escrevendo
coisas inconclusas e ambíguas sobre a MetaReciclagem nessa vida.&lt;/blockquote&gt;</description>
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 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/cultura-digital">cultura digital</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/cultura-e-mercado">cultura e mercado</category>
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 <pubDate>Tue, 10 Jul 2007 11:31:59 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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