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 <title>Mutirão da Gambiarra - hiperorganicos</title>
 <link>http://mutgamb.org/taxonomy/term/851/0</link>
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 <title>Hip3rorgânicos: uma análise afetiva</title>
 <link>http://mutgamb.org/blog/Hip3rorganicos-uma-analise-afetiva</link>
 <description>&lt;pre&gt;
*por Ricardo Ruiz&lt;/pre&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
	&lt;p&gt;&amp;Eacute; poss&amp;iacute;vel ser entusiasta sobre o uso contextualizado das novas tecnologias ao mesmo tempo sendo cr&amp;iacute;tico &amp;agrave; ideologia do progresso tecnol&amp;oacute;gico que polui at&amp;eacute; mesmo tecno culturas de resist&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;Tapio M&amp;auml;kel&amp;auml;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute; muitas maneiras de se observar e relatar um evento. Aqui, vou focar no que mais me chamou a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dentro da minha participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na vers&amp;atilde;o soteropolitana do simp&amp;oacute;sio Hip3org&amp;acirc;nicos, durante a segunda quinzena de outubro, 2012. Uma das principais caracter&amp;iacute;sticas do evento, importante de ser apontada aqui, &amp;eacute; a telepresen&amp;ccedil;a. Dispon&amp;iacute;vel desde a d&amp;eacute;cada de 1990, a telepresen&amp;ccedil;a se refere a um conjunto de tecnologias que permita que as pessoas distantes geograficamente se sintam presentes em um mesmo lugar, que d&amp;ecirc; a apar&amp;ecirc;ncia de estarem presentes, que cause o efeito sens&amp;oacute;rio de estarem presentes. Necessita que os est&amp;iacute;mulos dos usu&amp;aacute;rios desses sistemas sejam afetados de tal forma que traga a sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de compartilhar o mesmo ambiente f&amp;iacute;sico. Adicionalmente, aos mesmos usu&amp;aacute;rios, deve-se possibilitar que afetem os espa&amp;ccedil;os remotos. Para isso, a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o deve correr em todos os sentidos entre o usu&amp;aacute;rio e sua localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o remota. Aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es populares podem ser vistas na telepresen&amp;ccedil;a via videoconfer&amp;ecirc;ncia, hoje dispon&amp;iacute;vel at&amp;eacute; em aparelhos celulares e dispositivos m&amp;oacute;veis. &lt;a href=&quot;http://hiperorganicossalvador.wordpress.com/2012/10/17/robotofagia-hyperorganismos-interacoes-assincronas-e-reflexao-sobre-hiperorganicos-ensaio/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;A Telepresen&amp;ccedil;a proposta e aplicada buscava a troca sens&amp;oacute;ria-m&amp;aacute;qu&amp;iacute;nica, t&amp;atilde;o bem descrita no texto de Glerm Soares.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aqui, vamos procurar analisar os efeitos dessa telepresen&amp;ccedil;a proposta no campo das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es humanas. Com o intuito claro da troca de dados OSC &amp;ndash; Open Sound Control: protocolo de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre softwares, instrumentos musicais e demais dispositivos equipados com tal tecnologia &amp;ndash;, as dificuldades t&amp;eacute;cnicas apresentadas durante o primeiro e segundo dia de experimenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a conex&amp;atilde;o entre o node Rio de Janeiro, impulsionou nos participantes de todos os outros nodes o uso de todas as tecnologias dispon&amp;iacute;veis at&amp;eacute; ent&amp;atilde;o para comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, para troca de impress&amp;otilde;es e informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, sobre o evento. Aplicativos de troca de textos via celular, salas de irc, mensagens por e-mail, chats e todos os outras penduricalhos tecno comunicacionais tomaram parte do cen&amp;aacute;rio de telepresen&amp;ccedil;a que envolveu o encontro. Aqui &amp;eacute; onde acredito que se deu a parte mais importante de trocas do evento. Foi saboroso perceber, que em meio a todas essas conversas em paralelo e simult&amp;acirc;neas, mensagens institucionais de posicionamento do evento e composi&amp;ccedil;&amp;otilde;es musicais marginalizadas, conseguia-se afetar a todos os participantes, em seus respectivos entornos geogr&amp;aacute;ficos, com a mesma troca afetiva, ou bem pr&amp;oacute;xima, das que se consegue em eventos de arte e tecnologia onde todos se fazem presentes fisicamente em um mesmo espa&amp;ccedil;o. Fabiane Borges e Alexandre Freire, na agrad&amp;aacute;vel an&amp;aacute;lise metodol&amp;oacute;gica que fazem de eventos como processos de imers&amp;atilde;o e aprendizado Produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; pol&amp;iacute;tica: t&amp;aacute;ticas para produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pequenos encontros, afirmam que:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
	&lt;p&gt;H&amp;aacute; algum tempo v&amp;ecirc;m se definindo nas pr&amp;aacute;ticas coletivas algumas outras formas de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de encontros/eventos que n&amp;atilde;o se fixam nem em super institucionalidade nem em descompromisso, mas que habitam entre essas coisas, que fazem dos seus m&amp;eacute;todos uma estrutura pol&amp;iacute;tica que contribui para um pensamento pol&amp;iacute;tico maior, que provoca pequenos processos democr&amp;aacute;ticos (&amp;hellip;) construindo ambientes prop&amp;iacute;cios para a libera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fluxos, agenciamento de devires, flu&amp;ecirc;ncia de potenciais, conex&amp;atilde;o de desejos, necessidades, desenvolvimento de ritmos, remixagem de pap&amp;eacute;is sem centro catalizador (...).&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
	&lt;p&gt;E, um pouco &amp;agrave; frente, afirmam:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
	&lt;p&gt;Uma imers&amp;atilde;o &amp;eacute; um recorte do mundo, com todas nuances que ele tem.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; importante notar que, o surgimento da internet inspirou uma orgia do hype mcluhanista que &amp;ndash; ap&amp;oacute;s os acontecimentos da d&amp;eacute;cada de 1990 da bolha dotcom &amp;ndash; parece hoje absurdo. Vale tamb&amp;eacute;m notar que, muito mais pr&amp;oacute;ximo de n&amp;oacute;s, Manuel Castells analisou a net como um &amp;ldquo;espa&amp;ccedil;o de fluxos&amp;rdquo; que existia fora do mundo f&amp;iacute;sico. Em contraste, as atuais tecnologias de m&amp;iacute;dia locativa cria os &amp;ldquo;espa&amp;ccedil;os de lugares&amp;rdquo; que conecta as pessoas com seu entorno geogr&amp;aacute;fico. No in&amp;iacute;cio da segunda d&amp;eacute;cada desse mil&amp;ecirc;nio, devemos combinar o tecno otimismo mcluhanista com o desdenho pelo tecno pessimismo (BARBROOK:2011). Se n&amp;atilde;o queremos ser aprisionados por esses futuros imagin&amp;aacute;rios devemos criar os nossos pr&amp;oacute;prios &amp;ndash; e melhores &amp;ndash; futuros. Acima de tudo, devemos confiar na nossa habilidade para modelar as tecnologias de telepresen&amp;ccedil;a locativa. As reflex&amp;otilde;es e afec&amp;ccedil;&amp;otilde;es promovidas pelo Hip3rorg&amp;acirc;nicos muito colaboraram para esse objetivo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Olinda, primavera de 2012.&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Mon, 22 Oct 2012 14:03:28 +0000</pubDate>
 <dc:creator>mairabegalli</dc:creator>
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