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 <title>Mutirão da Gambiarra - devaneios</title>
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 <title>Seres Organismos</title>
 <link>http://mutgamb.org/blog/Seres-Organismos</link>
 <description>&lt;p&gt;*por Sergio Teixeira de Carvalho&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
	&lt;p&gt;O que &amp;eacute; um ser? Um ser &amp;eacute; algo que &amp;eacute;.&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;Uma cadeira &amp;eacute; uma cadeira. Ent&amp;atilde;o uma cadeira &amp;eacute; um ser?&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;Arrisco definir que um ser &amp;eacute; algo que se torna algo, por si. Vou tentar explicar de outra forma, definindo antes outros conceitos: Um organismo &amp;eacute; um sistema de &amp;oacute;rg&amp;atilde;os, de unidades funcionais que, em intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, determinam a &amp;ldquo;vida&amp;rdquo;, o funcionamento, do sistema. Embora &amp;ldquo;vida&amp;rdquo; e &amp;ldquo;funcionamento&amp;rdquo; possam se assemelhar em alguns contextos, &amp;ldquo;vida&amp;rdquo; sugere que quem a possui tem uma disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para algo mais aberto a certas possibilidades indeterminadas em seu desenvolvimento. &amp;ldquo;Funcionamento&amp;rdquo; j&amp;aacute; sugere algo mais objetivo, orientado a um conjunto de fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es determinadas, mesmo considerando que &amp;quot;conjunto&amp;quot; pode ser t&amp;atilde;o vago quanto se queira. Poeticamente, do conceito de vida emana a id&amp;eacute;ia de mist&amp;eacute;rio.&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;Ser, penso ser, &amp;eacute; um atributo daquilo que comporta uma alma. O resto s&amp;atilde;o objetos, embora alguns possam s&amp;oacute; existir em um ambiente criado por almas e, de certa forma, prescindir de alma para ser (talvez um ser marginal?). Ent&amp;atilde;o podemos ter organismos vivos analisados em contextos funcionais, tanto quanto podemos ter organismos de objetos sem alma pr&amp;oacute;pria. Dos organismos vivos, aqueles com alma pr&amp;oacute;pria, podemos dizer que eles &amp;ldquo;vem-a-ser&amp;rdquo; durante suas vidas, isto &amp;eacute;, transformam-se em si mesmo continuamente.&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;Penso que isto &amp;eacute; a m&amp;aacute;xima express&amp;atilde;o do mist&amp;eacute;rio absoluto. Outra maneira de considerar organismos vivos &amp;eacute; que eles se desenvolvem, ou v&amp;atilde;o se transformando, a partir de for&amp;ccedil;as internas, enquanto objetos sem alma n&amp;atilde;o, s&amp;atilde;o atuados a partir de fora de seus corpos. Mesmo organismos com alma, portanto determinados por impulsos internos a eles, podem ser condicionados, ou influenciados, por est&amp;iacute;mulos externos. &amp;Eacute; comum vermos na literatura distin&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre &amp;ldquo;organismo&amp;rdquo;, significando aquele com alma, e &amp;ldquo;mecanismo&amp;rdquo;, significando o que chamo de organismo determinado externamente. Um mecanismo pode enganar, parecendo ter vida, ao processar est&amp;iacute;mulos externos a ele fornecidos, segundo algoritmos bem elaborados. Podemos nos enganar, como intuo que seja, ao considerar que alma seja um tipo de algoritmo.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;</description>
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 <pubDate>Wed, 22 Aug 2012 09:44:32 +0000</pubDate>
 <dc:creator>mairabegalli</dc:creator>
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