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 <title>Mutirão da Gambiarra - simulacro</title>
 <link>http://mutgamb.org/taxonomy/term/756/0</link>
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 <language>pt-br</language>
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 <title>Uma grande rede das redes, como forma de adestramento: o simulacro do poder</title>
 <link>http://mutgamb.org/blog/Uma-grande-rede-das-redes-como-forma-de-adestramento-o-simulacro-do-poder</link>
 <description>&lt;p&gt;O epis&amp;oacute;dio dois da s&amp;eacute;rie &amp;quot;Tudo Vigiado por M&amp;aacute;quinas de Ador&amp;aacute;vel Gra&amp;ccedil;a&amp;quot; traz (do minuto 51 em diante) um relato fidedigno de pequenas disputas de poderes que est&amp;atilde;o acontecendo no que chamam &amp;quot;de redes do Brasil&amp;quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;rtecenter&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;278&quot; mozallowfullscreen=&quot;&quot; src=&quot;http://player.vimeo.com/video/29365522?color=ff9933&quot; webkitallowfullscreen=&quot;&quot; width=&quot;420&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Orlando resenhou sobre:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
	&lt;p&gt;Rede virou um termo gen&amp;eacute;rico &amp;nbsp;que poucos percebem que perde muito quando usado como formato organizacional. &amp;nbsp;&amp;Eacute; ainda a mania moderna de querer prever as solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;nbsp;em &amp;nbsp;formas e f&amp;oacute;rmulas. &amp;nbsp;&amp;Eacute; o adestramento ao qual estamos sendo submetidos j&amp;aacute; faz algum tempo. A populariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Internet e toda a parafern&amp;aacute;lia &amp;ldquo;comunicativa&amp;rdquo; vigente em sua produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;oacute; refor&amp;ccedil;am este &amp;nbsp;simulacro de poder. E assim a maioria de n&amp;oacute;s acredita, tem f&amp;eacute;, que a apar&amp;ecirc;ncia de relacionamento &amp;eacute; em em sua performance &amp;nbsp;um relacionamento.&lt;br /&gt;
		Pessoas ao meu redor consideram o facebook o term&amp;ocirc;metro de sua sociabilidade. Um like, um compartilhamento, um &amp;ldquo;add&amp;rdquo; ou n&amp;atilde;o, o n&amp;uacute;mero de &amp;ldquo;amigos&amp;rdquo; s&amp;atilde;o o argumento que precisam para se sentirem prestigiadas ou n&amp;atilde;o, amadas ou n&amp;atilde;o, bem sucedidas ou n&amp;atilde;o. Inevitavelmente sendo chato e antiquado sou daqueles que leva um tempo, maior ou menor dependo do que se passa juntos, para chamar algu&amp;eacute;m de amigo. Amigo n&amp;atilde;o &amp;eacute; coisa para se guardar do lado esquerdo do peito. Isso &amp;eacute; figura de linguagem. Amigo &amp;eacute; algu&amp;eacute;m que conforme vamos convivendo, &amp;nbsp;confiando e &amp;nbsp;nos entregando, passando por situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es juntos, aprendemos a assimilar o que consideramos virtudes e defeitos, aprendemos &amp;nbsp;a conviver e saber &amp;nbsp;quando contar, &amp;nbsp;sentimos &amp;nbsp;de alguma maneira que h&amp;aacute; um reciprocidade nesses sentimentos, pr&amp;aacute;ticas e aprendizados, e, em algum momento, nos damos conta de tudo isso, ainda que inconscientemente.&lt;br /&gt;
		Redes, &amp;nbsp;em certas concep&amp;ccedil;&amp;otilde;es produtivescas da &amp;nbsp;atualidade e sem teorizar aqui sobre o que venho sendo treinado a pensar sobre redes para al&amp;eacute;m das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es humanas, &amp;nbsp; s&amp;atilde;o tentativas organizacionais de dar um formato mecanicista &amp;agrave;s constru&amp;ccedil;&amp;otilde;es e rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de amizades, &amp;nbsp;mas com um grave problema no processo. Quando tentamos colocar a amizade, &amp;nbsp;no sentido que defini aqui, &amp;nbsp;num formato organizacional produtivo, ela vira recurso para produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o do que quer que seja e, portanto, deixa de estar naquela concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de amizade. N&amp;atilde;o estou julgando se isto &amp;eacute; bom ou ruim, apenas tentando falar que o que alguns vem entendo como rede pode ser a &amp;nbsp;formata&amp;ccedil;&amp;atilde;o organizacional produtiva do que seriam rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de amizade. Logo, redes em rede, seria a formata&amp;ccedil;&amp;atilde;o organizacional produtiva dos amigos dos amigos, dos interesses comuns, numa idealiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mundo perfeito, que, obviamente , n&amp;atilde;o existe.&lt;br /&gt;
		N&amp;atilde;o podemos confundir o que todo mundo passou a chamar por a&amp;iacute; de redes. Alguns &amp;nbsp;tem consci&amp;ecirc;ncia de que rede &amp;eacute; apenas um nome, uma bandeira pirata, um s&amp;iacute;mbolo de identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;nbsp;constantemente em pot&amp;ecirc;ncia e em &amp;nbsp;processo de muta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas outros j&amp;aacute; acreditam que &amp;ldquo;as redes&amp;rdquo; s&amp;atilde;o o &amp;nbsp;&amp;rdquo;novo formato organizacional&amp;rdquo; de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica. Confesso que at&amp;eacute; eu uso este termo: &amp;ldquo;novos formatos organizacionais&amp;rdquo;. Mas apenas como terminologia de tradu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para possibilitar conversas e a&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Aquela que acredita que estamos &amp;nbsp;fazendo algo em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;ldquo;uma rede&amp;rdquo; e que esse fazer &amp;eacute; algo &amp;ldquo;novo&amp;rdquo;, revolucion&amp;aacute;rio, transformador, &amp;nbsp;ou &amp;eacute; ing&amp;ecirc;nuo ou est&amp;aacute; t&amp;atilde;o preocupado em atender a certas demandas que n&amp;atilde;o v&amp;ecirc; (ou n&amp;atilde;o que ver) o que de fato ocorre.&lt;br /&gt;
		Ainda que o discurso caminhe&amp;nbsp;muita vezes &amp;nbsp;para a &amp;nbsp;conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o crente daquele outro sentido de rede, vejo que aqueles entre n&amp;oacute;s que usam o termo MetaReciclagem conscientemente sabem que n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o fazendo algo de especial em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um formato adotado. Rede, no nosso caso n&amp;atilde;o &amp;eacute; formato, n&amp;atilde;o &amp;eacute; organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e nem pr&amp;aacute;tica definida. Uma das coisas que mais &amp;nbsp;d&amp;aacute; prazer em interagir com a MetaReciclagem &amp;eacute; ver que h&amp;aacute; um bom esclarecimento e consci&amp;ecirc;ncia entre v&amp;aacute;rios de n&amp;oacute;s que consideram que fazem as coisas &amp;ldquo;em rede&amp;rdquo; e &amp;nbsp;n&amp;atilde;o v&amp;ecirc;em &amp;ldquo;a rede&amp;rdquo; como a f&amp;oacute;rmula da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como o contraponto a modelos estabelecidos e em fal&amp;ecirc;ncia. MetaReciclagem n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma das redes dentre essas que as pessoas vem chamando por a&amp;iacute; de redes e mecanizando em cima de um suposto processo comum. MetaReciclagem &amp;eacute; quando precisa ser e n&amp;atilde;o &amp;eacute; quando entende que n&amp;atilde;o &amp;eacute; . Mais importante, e que poucos conseguem assimilar e potencializar, n&amp;atilde;o &amp;eacute; dizer o que MetaReciclagem &amp;eacute;, mas sim dizer o que MetaReciclagem faz.&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Sun, 29 Jul 2012 10:56:55 +0000</pubDate>
 <dc:creator>mairabegalli</dc:creator>
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