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 <title>Mutirão da Gambiarra - meire coelho</title>
 <link>http://mutgamb.org/taxonomy/term/686/0</link>
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 <title>Dia 25 de Julho: Dia Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha</title>
 <link>http://mutgamb.org/blog/Dia-25-de-Julho-Dia-Mulher-Negra-Latino-Americana-e-Caribenha</link>
 <description>&lt;p&gt;Meiry Coelho, do Instituto Negra do Cear&amp;aacute; (Inegra) trouxe &amp;agrave; lista uma comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de combate ao racismo e &amp;agrave; desigualdade de g&amp;ecirc;nero e ra&amp;ccedil;a, criado para o dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
	&lt;p&gt;O&lt;em&gt; spot&lt;/em&gt; foi produzido como parte das atividades de fortalecimento pol&amp;iacute;tico do&lt;a href=&quot;http://inegrace.wordpress.com/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt; Instituto Negra do Cear&amp;aacute;&lt;/a&gt; - INEGRA, com financiamento da FASE. Das atividades, realizamos forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica em g&amp;ecirc;nero/ra&amp;ccedil;a/etnia para mulheres negras cearenses, comunidades quilombolas e ONG&amp;#39;s parceiras. A comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o comunit&amp;aacute;ria &amp;eacute; um dos eixos destacados para o combate ao racismo e &amp;agrave; desigualdade de g&amp;ecirc;nero e racial, em contraposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; m&amp;iacute;dia brasileira que constr&amp;oacute;i referenciais de comportamentos e valores negativos sobre as singularidades das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es raciais no brasil. Para tanto, o Inegra produziu o spot e distribuiu nas r&amp;aacute;dios comunit&amp;aacute;rias, disponibilizando, tamb&amp;eacute;m, nas redes sociais e portais de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p class=&quot;rtecenter&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;315&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/A2JfBtTG3eg&quot; width=&quot;420&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como voc&amp;ecirc; avalia a import&amp;acirc;ncia do material produzido? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Meire:&lt;/strong&gt; O racismo brasileiro &amp;eacute; velado, disso sabemos. O nosso pa&amp;iacute;s n&amp;atilde;o se assume racista e continua usando a m&amp;aacute;scara da miscigena&amp;ccedil;&amp;atilde;o, da democracia racial e do racismo cordial. A m&amp;iacute;dia refor&amp;ccedil;a estes padr&amp;otilde;es culturais e cristaliza a heran&amp;ccedil;a colonialista e discriminante, naturalizando estere&amp;oacute;tipos no imagin&amp;aacute;rio da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e promovendo a viol&amp;ecirc;ncia racial e simb&amp;oacute;lica. Isso &amp;eacute; melhor visualizado se considerarmos as estat&amp;iacute;sticas de encarceramento, do n&amp;iacute;vel educacional, da desigualdade de renda, as taxas de mortalidade e morbidade e os casos de racismo institucional e ambiental no Brasil. As produ&amp;ccedil;&amp;otilde;es livres, como spots, v&amp;iacute;deos, imagens, s&amp;atilde;o estrat&amp;eacute;gias comunicativas cada vez mais utilizadas pelos movimentos sociais e coletivos organizados, para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pautas na agenda p&amp;uacute;blica e sociedade civil. Ainda, por serem livres de padr&amp;otilde;es regulat&amp;oacute;rios, permitem que diferentes tem&amp;aacute;ticas, sobretudo a racial e a &amp;eacute;tnica, sejam abordadas na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de sentidos e agenciamentos subjetivos. Produzimos o programa &amp;ldquo;r&amp;aacute;dio livre&amp;rdquo;, em formato de spot, porque reconhecemos a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o como espa&amp;ccedil;o de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de significados, de configura&amp;ccedil;&amp;atilde;o e legitima&amp;ccedil;&amp;atilde;o de identidades, e de combate a toda e qualquer forma de opress&amp;atilde;o e desigualdade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O Inegra vai participar de alguma a&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Rio+20? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Meire: &lt;/strong&gt;O Inegra integra a Articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Mulheres Negras Brasileiras e o F&amp;oacute;rum Cearense de Mulheres e esses dois coletivos compor&amp;atilde;o o Territ&amp;oacute;rio Global das Mulheres na C&amp;uacute;pula dos Povos. As atividades das redes feministas na C&amp;uacute;pula acontecer&amp;atilde;o no espa&amp;ccedil;o da Plen&amp;aacute;ria IV, onde ser&amp;atilde;o desenvolvidos debates e atividades autogestionadas preparat&amp;oacute;rias das plen&amp;aacute;rias de converg&amp;ecirc;ncias e das assembleias dos povos. O Territ&amp;oacute;rio Global da Mulheres ser&amp;aacute; promovido e organizado por mais de 30 redes de mulheres feministas nacionais e internacionais, que realizar&amp;atilde;o um Ato Conjunto no dia 18 de Junho no Centro da cidade do Rio. A concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o ser&amp;aacute; &amp;agrave;s 10:00h no&amp;nbsp;MAM&amp;nbsp;(Museu de Arte Moderna), uma das principais entradas da C&amp;uacute;pula dos Povos, saindo em dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao Largo da Carioca para um ato com atividades culturais em di&amp;aacute;logo com a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cidade do Rio de Janeiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc; avalia que as grandes m&amp;iacute;dias, com novelas e programas diversos refor&amp;ccedil;am o esteriotipo da mulher (e da mulher negra) de forma pejorativa? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Meire:&lt;/strong&gt; Sem d&amp;uacute;vida nenhuma a mulher negra &amp;eacute; a mais atingida pelos efeitos da m&amp;iacute;dia televisiva, porque sofrem cotidianamente com a estereotipiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos seus direitos. Quase sempre assumem pap&amp;eacute;is de dom&amp;eacute;sticas, prostitutas ou submissas, que n&amp;atilde;o exigem &amp;ldquo;esfor&amp;ccedil;o intelectual&amp;rdquo; e demonstram a incapacidade &amp;agrave; ascens&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica. Na publicidade, condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es hist&amp;oacute;rico-conceituais refor&amp;ccedil;am a imagem da mulher negra como ser ex&amp;oacute;tico, expoente da rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre corporeidade e sexualidade. Para exemplificar, relembro o comercial da cerveja devassa &amp;ldquo;negra&amp;rdquo; que trazia a ilustra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma mulher negra vestida como dan&amp;ccedil;arina de bordel, exposta em uma mesa ao lado da garrafa de cerveja e de um copo cheio. Acima o texto: &amp;ldquo;&amp;Eacute; pelo corpo que se reconhece a verdadeira negra&amp;rdquo;. A exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da mulher ao lado da cerveja, como se fossem produtos de um bar qualquer, denota a possibilidade de consumo dos dois objetos. Fato que &amp;eacute; comprovado no texto menor do an&amp;uacute;ncio: &amp;ldquo;Devassa negra, estilo dark ale, de alta fermenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, cremosa e com aroma de malte torrado&amp;rdquo;. A imagem imp&amp;otilde;e uma realidade brasileira que refor&amp;ccedil;a e reconstr&amp;oacute;i padr&amp;otilde;es culturais da sexualidade tropical e da mercantiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do corpo da mulher negra. A propaganda foi retirada, mas antes gerou conte&amp;uacute;do para muitas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos movimentos de mulheres negras junto ao Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico. &amp;Eacute; importante destacar que a m&amp;iacute;dia passa como fic&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas n&amp;atilde;o pode ser encarado como tal, pois esta fic&amp;ccedil;&amp;atilde;o influencia a vida das pessoas. E a nega&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como a afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, da est&amp;eacute;tica negra come&amp;ccedil;a na inf&amp;acirc;ncia. Embora tenhamos poucas produ&amp;ccedil;&amp;otilde;es audiovisuais abordando a tem&amp;aacute;tica do racismo na inf&amp;acirc;ncia, posso dizer que o v&amp;iacute;deo &amp;ldquo;Pode me chamar de Nadi&amp;rdquo;, do diretor cearense D&amp;eacute;o Cardoso, &amp;eacute; um importante material educativo para o debate sobre a forma como a m&amp;iacute;dia impacta a inf&amp;acirc;ncia e imp&amp;otilde;e um ideal de beleza criado pela popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o branca.&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Tue, 12 Jun 2012 11:07:00 +0000</pubDate>
 <dc:creator>mairabegalli</dc:creator>
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