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 <title>Mutirão da Gambiarra - itinerâncias</title>
 <link>http://mutgamb.org/taxonomy/term/657/0</link>
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 <title>Célio Turino fala sobre Caravana por la Vida</title>
 <link>http://mutgamb.org/blog/Celio-Turino-fala-sobre-Caravana-por-la-Vida</link>
 <description>&lt;p&gt;Faz uns dias que recebi um &lt;em&gt;crosspost&lt;/em&gt;, que poderia ser mais um de v&amp;aacute;rios. Tratava-se da &lt;a href=&quot;http://www.pombatuxaua.com/uncategorized/carta-da-caravana-pela-vida-minha-mensagem-ao-rio-de-copacabana-bolivia-a-copacabana-brasil-campanha-continental-pela-cultura-viva-comunitaria/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Caravana por La vida&lt;/a&gt;, um projeto iniciado em 24 de maio que durar&amp;aacute; at&amp;eacute; 29 de junho. Um dos articuladores do projeto &amp;eacute; C&amp;eacute;lio Turino, idealizador dos Pontos de Cultura e ativista da cultura viva. Conversei com C&amp;eacute;lio, brevemente, enquanto ele est&amp;aacute; na estrada...&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
	&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;Escrevendo de uma pra&amp;ccedil;a em Tiquipaya, pr&amp;oacute;xima &amp;agrave; praia de Copacabana, &amp;agrave;s margens do lago sagrado de Titicaca, Bol&amp;iacute;via. Enquanto escrevo os integrantes da Caravana por la Vida montam o palco para a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de partida, que acontecer&amp;aacute; daqui a pouco.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
	&lt;strong&gt;Como surgiu a ideia da Caravana, e como foi articulada a proposta da Caravana em 2012?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;C&amp;eacute;lio Turino:&lt;/strong&gt; H&amp;aacute; tanta gente querendo circular pelo mundo, apresentar uma mensagem, fazer algo. A caravana &amp;eacute; express&amp;atilde;o desta vontade. Escrevo para ti e vejo um painel pintado, em 2010, na Primeira Confer&amp;ecirc;ncia Mundial sobre C&amp;acirc;mbio Clim&amp;aacute;tico e os Direitos da Madre Tierra, que permanece na cidade como um regalo dos que aqui estiveram. O painel diz &amp;quot;&lt;em&gt;El mundo en nuestras manos&lt;/em&gt;&amp;quot; e leva imagens de &amp;aacute;guas escorrendo pelas m&amp;atilde;os em meio a verdes, pass&amp;aacute;ros e gente em formato de pedra. O que os moveu? O mesmo que agora move 25 pessoas de diversas nacionalidades: bolivianos, colombianos, brasileiros, alem&amp;atilde;es, frenceses, uma mo&amp;ccedil;a da Nicar&amp;aacute;gua e uma outra da pequena ilha de Malta, no mar Mediterr&amp;acirc;neo. Queremos ser ouvidos, &amp;eacute; isso. A ideia surgiu da pot&amp;ecirc;ncia e da vontade de cada um, os aqui presentes e os outros que nem sabem que estamos partindo. Especificamente, a estrutura principal (um micro &amp;ocirc;nibus e um caminh&amp;atilde;o palco) vem do grupo COMPA, da cidade de El Alto, situada no entorno de LaPaz. Ou melhor, no alto da capital boliviana, na boca do vulc&amp;atilde;o (LaPaz fica na cratera de um imenso vulc&amp;atilde;o inativo) a 4000 metros de altitude, em um lugar que quase se toca os picos nevados dos Andes. O que &amp;eacute; COMPA? Um Ponto de Cultura que, como tantos outros, faz cultura a despeito de tudo e de todos e a fazem vinculados &amp;agrave;s suas comunidades, com um forte sentido de emancipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o social. El Alto &amp;eacute; uma grande periferia, um milh&amp;atilde;o de pessoas, basicamente ind&amp;iacute;genas, mineiros e agricultores expulsos de suas terras, uma cidade imensa e com uma imensa mem&amp;oacute;ria ancestral, mesmo tendo apenas 30 anos de constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o. H&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m artistas e criadores, gente de teatro &amp;agrave; cultura digital (enquanto respondo, paro para olhar algumas &amp;iacute;ndias que passam &amp;agrave; minha frente, com suas roupas coloridas em tecelagem bem feita, seguem com seus chap&amp;eacute;us t&amp;iacute;picos do altiplano e com o rosto marcado pelo frio e a secura das alturas. Volto &amp;agrave; resposta, se bem que ela tamb&amp;eacute;m poderia ser dada apenas com essa observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o en la plaza), mulheres valentes e hombres com hist&amp;oacute;ria. Um destes hombres &amp;eacute; o criador de COMPA, Ivan Nogales, filho de um guerrilheiro morto por seus ideais. Ivan resolveu fazer da arte e da imagina&amp;ccedil;&amp;atilde;o a sua arma de guerrilheiro. Assim fez o COMPA e o Teatro Trono, um teatro que coloca o povo sentado no trono dos reis. Tamb&amp;eacute;m inventou sua casa, no meio de El Alto e junto com sua mulher, Ana, e tantos outros sonhadores o ergueu. Um pr&amp;eacute;dio em nove pavimentos, todo colorido, cheio de escadas e salas, decorado em bric-a-brac, com materiais de demoli&amp;ccedil;&amp;atilde;o e coisas juntadas pelo mundo. Parece um pal&amp;aacute;cio ou castelo, uma casa de Gaud&amp;iacute; decorada por Neruda, o poeta coisista de Los Andes (as casas de Neruda, em Isla Negra, Valpara&amp;iacute;so ou Santiago, formam um mundo humano t&amp;atilde;o humano que mal consigo descrever, e que s&amp;oacute; revi a visita &amp;agrave; casa de COMPA, ontem quando realizamos uma conversa, una charla, com todos que ir&amp;atilde;o partir com a caravana). Agora j&amp;aacute; &amp;eacute; fim de tarde e o sol logo vai se por. J&amp;aacute; come&amp;ccedil;o a ouvir o ensaio com os instrumentos musicais, o som de uma sanfona em acordes bem suaves, tamb&amp;eacute;m um tambor com leve toque. Algu&amp;eacute;m diz bem alto: TEATRO TRONO! A gente se aproxima, logo empeza la caravana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Caravana vai passar por v&amp;aacute;rios lugares at&amp;eacute; chegar na Rio + 20, o que esses lugares possuem de diferen&amp;ccedil;as e de semelhan&amp;ccedil;as?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;C&amp;eacute;lio Turino:&lt;/strong&gt; A caravana parte de um lago sagrado, o mais alto do mundo, a base de toda civiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o andina, vai passar por LaPaz, Oruro, Sucre, Cochabamba e Santa Cruz de la Sierra. Vai adentrar ao Brasil por Corumb&amp;aacute;, quando ser&amp;aacute; acolhida pelo Ponto de Cultura Moinho, com dormida, festa e comida. Depois vai &amp;agrave; Campo Grande e acolhida pelo Pont&amp;atilde;o de Cultura Guaicuru e mais 30 Pontos de Cultura (l&amp;aacute; estarei com eles novamente e irei realizar mais uma oficina pela cultura transformadora, como as muitas que estou realizando aqui na Bol&amp;iacute;via). Depois Presidente Prudente, as estradas de S&amp;atilde;o Paulo, a parada em S&amp;atilde;o Carlos. O encontro na cidade de S&amp;atilde;o Paulo, bem na periferia, na Cidade Tiradentes, distante 30 quil&amp;ocirc;metros do centro. Uma cidade como El Alto, quem vai acolhe-los ser&amp;aacute; o Pombas Urbanas e sua arte em constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Depois Taubat&amp;eacute; e a alma caipira do Brasil at&amp;eacute; chegarem ao Rio de Janeiro para apresentarem sua mensagem: &amp;quot;hasta la ultima gota&amp;quot;. Despues, volver!&lt;br /&gt;
	&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quais as propostas que a Caravana pretende suscitar?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;C&amp;eacute;lio Turino:&lt;/strong&gt; Essa respondo r&amp;aacute;pido, com uma simples equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o: CULTURA + NATUREZA = CULTURA VIVA.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quantas pessoas est&amp;atilde;o envolvidas no projeto?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;C&amp;eacute;lio Turino:&lt;/strong&gt; Vinte e cinco pessoas seguem em caravana e tantas outras que nem sei, seguem em sonhos e por seus diversos caminhos, sempre dizendo que a vida n&amp;atilde;o pode ser transformada em coisa, por isso Caravana por la Vida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Caravana &amp;eacute; um projeto .gov ou &amp;eacute; uma iniciativa da sociedade civil?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;C&amp;eacute;lio Turino:&lt;/strong&gt; A caravana &amp;eacute; da vida, da vontade da gente que n&amp;atilde;o quer virar coisa. Al&amp;eacute;m do apoio de tanta gente e tanta vontade, h&amp;aacute; o apoio da Tierra de Hombres, uma ONG que segue pelo mundo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
	&lt;strong&gt;Como voc&amp;ecirc; enxerga as reverbera&amp;ccedil;&amp;otilde;es (ganhos e interc&amp;acirc;mbios) de um projeto como esse?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;C&amp;eacute;lio Turino:&lt;/strong&gt; A Cultura Viva segue, mesmo quando incompreendida por governos, como acontece agora no Brasil. A Cultura Viva segue porque sempre encontra seu Ponto de Pot&amp;ecirc;ncia, seja em uma caravana com esta ou em pequenas acolhidas.&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Tue, 29 May 2012 11:55:07 +0000</pubDate>
 <dc:creator>mairabegalli</dc:creator>
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