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 <title>Mutirão da Gambiarra - software</title>
 <link>http://mutgamb.org/taxonomy/term/602/0</link>
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 <title>Por uma cultura &quot;coder&quot; igualitária</title>
 <link>http://mutgamb.org/blog/Por-uma-cultura-coder-igualitaria</link>
 <description>&lt;p&gt;Lelex compartilhou o texto &lt;a href=&quot;http://www.infoworld.com/d/application-development/the-ugly-underbelly-of-coder-culture-190618&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;The Ugly Underbelly of Coder Culture &lt;/a&gt;em algumas listas e pediu opini&amp;otilde;es sobre sua percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial, que interpretou o texto como relatos de uma irmandade de homens jovens na programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em que s&amp;atilde;o exclu&amp;iacute;dxs pessoas com mais idade e mulheres. Eis as r&amp;eacute;plicas:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Decko:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
	&lt;p&gt;Pelo que pude entender, n&amp;atilde;o &amp;eacute; exatamente sobre uma irmandade de programadores, mas &amp;eacute; sobre como a cultura machista desse meio acaba por formar algo como uma irmandade de um determinado grupo social. &amp;Eacute; verdade que dentre os principais grupos de programadores, e principalmente os de software propriet&amp;aacute;rio, tem uma cultura muito engessada e que evita a pluralidade de id&amp;eacute;ias e genero. Ainda que o meio das Ci&amp;ecirc;ncias Exatas seja dominado pelos homens, &amp;eacute; interessante ver que nos nichos em que a liberdade do conhecimento ganha destaque, a diversidade tamb&amp;eacute;m aumenta. &amp;Eacute; f&amp;aacute;cil ver o n&amp;uacute;mero de mulheres, pessoas de diferentes idades e diferentes culturas que participam e enriquecem a comunidade do software livre e de outras culturas livres tamb&amp;eacute;m. O lance &amp;eacute; que todas as experi&amp;ecirc;ncias s&amp;atilde;o v&amp;aacute;lidas. At&amp;eacute; porque sem elas, n&amp;atilde;o conseguimos gerar autocr&amp;iacute;tica e avan&amp;ccedil;ar na tecnologia. Lembro de dois casos. Um, de um professor da USP que utilizava (a maioria ainda utiliza) C para ensinar algoritmos. Caraca! &amp;Eacute; uma mat&amp;eacute;ria no primeiro semestre e os alunos acabavam muito mais se degladiando com a linguagem do que se dedicando a entender os algoritmos. Ainda que muitos de n&amp;oacute;s tentassem mudar sua opini&amp;atilde;o, foi necess&amp;aacute;ria uma viagem ao exterior para ele voltar &amp;quot;iluminado&amp;quot; e utilizar Python para ensinar a disciplina aos alunos. O outro caso &amp;eacute; um professor que obriga os alunos a aprenderem Fortram. O ruim disso &amp;eacute; que o mercado&amp;nbsp; fica contaminado de gente que cobra isso no curriculum, quando deveria cobrar algo mais abstrato, como os algoritmos e o conhecimento necess&amp;aacute;rio pra realizar a tarefa, n&amp;atilde;o a experiencia com a ferramenta. &amp;Eacute; importante permitir a diversidade dentro desse meio muito engessado das exatas(&amp;eacute; o &amp;uacute;nico que tenho propriedade para falar), porque a natureza mesmo j&amp;aacute; provou a import&amp;acirc;ncia disso. &amp;Eacute; a diversidade do c&amp;oacute;digo gen&amp;eacute;tico (conhecimento em forma org&amp;acirc;nica) que constroi a exuber&amp;acirc;ncia da natureza e avan&amp;ccedil;a na evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Lelex:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
	&lt;p&gt;Sinceramente, o fato das mulheres estarem ocupando cotas n&amp;atilde;o tem mudado muito a nossa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em todos os n&amp;iacute;veis. &amp;Agrave;s vezes, tem mulheres bem mais machistas que homens e o mulherismo n&amp;atilde;o tem ajudado muito, pois esse tamb&amp;eacute;m se moviemnta pelo individualismo utilit&amp;aacute;rio. A igualdade n&amp;atilde;o &amp;eacute; um problema de diferen&amp;ccedil;a, &amp;eacute; um problema de relacionamento, de hierarquia e de domina&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Todos s&amp;atilde;o diferentes uns dos outros, homens e mulheres. Tanto na igualdade quanto na diferen&amp;ccedil;a, o masculino &amp;eacute; a medida para a igualdade das mulheres. Se a semelhan&amp;ccedil;a &amp;eacute; o padr&amp;atilde;o, as mulheres obt&amp;eacute;m igualdade na medida em que s&amp;atilde;o iguais aos hoemns. E se a diferen&amp;ccedil;a &amp;eacute; o padr&amp;atilde;o, somente obt&amp;eacute;m igualdade quando s&amp;atilde;o diferentes dos homens. Questiona-se o masculino como medida para a mulher receber tratamento igual, como questiona-se que a difren&amp;ccedil;a ou reconhecimento da diferen&amp;ccedil;a para constituir tratamento especial. Os interesses masculinos moldam o ambiente de trabalho. Igualdade sem equidade n&amp;atilde;o &amp;eacute; igualdade, &amp;eacute; cultural e educacional. Numa escola de medicina, por exemplo, aulas de anatonomia humana s&amp;atilde;o com cadaveres de homens, com cadaveres de mulheres. A disciplina passa para ginecologia. O sujeito de direitos em cursos de direito que formam advogados, ju&amp;iacute;zes, promotores, delegados, enfim, o modelo de sujeito de direitos &amp;eacute; homem, branco, rico, propriet&amp;aacute;rio, heterosexual, ass&amp;eacute;ptico, monog&amp;acirc;mico, higi&amp;ecirc;nico. Lembrei deum caso, mas n&amp;atilde;o lembro a empresa, o homem era gay, programador, bem remunerado, nos EUA, a empresa tinha filial na europa - e l&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m existe cirurgia de mudan&amp;ccedil;a de sexo. Ele pediu transfer&amp;ecirc;ncia, conseguiu o mesmo cargo, mesmo sal&amp;aacute;rio e aproveitou para fazer a cirurgia. Quando voltou seu sal&amp;aacute;rio foi reduzido em 30%. O argumento: as mulheres custam 30% menos, por engravidarem, tem TPM, filho que adoece. A identidade dele mudou, passou a ser ela. Ou seria demitido, ou teria seu sal&amp;aacute;rio reduzido.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paulo Ren&amp;aacute;:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
	&lt;p&gt;A quest&amp;atilde;o da diversidade &amp;eacute; elemento chave para a pluralidade de qualquer comunidade. Vale para o debate do marco civil, vale para o THacker e vale para a comunidade ampla de programadores. N&amp;atilde;o porque uma mulher a mais ou a menos vai gerar, por si, s&amp;oacute; menos machismo. Mais porque a presen&amp;ccedil;a de vis&amp;otilde;es e experi&amp;ecirc;ncias diversas vai for&amp;ccedil;ar uma viv&amp;ecirc;ncia que considerar mais vis&amp;otilde;es e experi&amp;ecirc;ncias. &amp;Agrave;s vezes isso acontece com choques, como na linguagem do portugu&amp;ecirc;s que tem uma exclus&amp;atilde;o nas regras de g&amp;ecirc;nero, mas as vezes acontece com detalhes quase impercept&amp;iacute;veis, numa escolha de cores ou de campos em um formul&amp;aacute;rio. Sobre a falta de diversidade em geral, e n&amp;atilde;o apenas sobre a falta de mulheres, eu apontei o problema na comunidade wiki lus&amp;oacute;fona. N&amp;atilde;o deu em nada, mas acho que vale o registro, para pensar que essa dificuldade &amp;eacute; bem maior do que a comunidade de programadores. Porra, o pr&amp;oacute;prio Congresso Nacional, na &amp;uacute;ltima elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o, viveu um encolhimento da quantidade de mulheres.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;</description>
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 <pubDate>Wed, 18 Apr 2012 11:58:25 +0000</pubDate>
 <dc:creator>mairabegalli</dc:creator>
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