<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<rss version="2.0" xml:base="http://mutgamb.org"  xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">
<channel>
 <title>Mutirão da Gambiarra - pontos de cultura</title>
 <link>http://mutgamb.org/taxonomy/term/58/0</link>
 <description></description>
 <language>pt-br</language>
<item>
 <title>um pouco de mimoSa</title>
 <link>http://mutgamb.org/wiki/um-pouco-de-mimoSa</link>
 <description>&lt;p&gt;Meu primeiro contato com a MetaReciclagem foi em Cachoeira/BA em dezembro de 2005, no I Encontro de Conhecimentos Livres dos pontos de Bahia, Sergipe e Alagoas. Fui l&amp;aacute; como representante de ponto de cultura. Na &amp;eacute;poca, eu utilizava GNU/Linux h&amp;aacute; poucos meses, mas n&amp;atilde;o conhecia muito sobre hardware. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;L&amp;aacute; em Cachoeira n&amp;oacute;s montamos uma mimoSa, sob a orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Ruiz, Haina e (da revela&amp;ccedil;&amp;atilde;o da oficina) Lixeira. Tamb&amp;eacute;m foi meu primeiro contato com a mimoSa, a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o de metareciclagem que eu tive mais contato at&amp;eacute; hoje. J&amp;aacute; participei da montagem de 3 mimoSas (excluindo as tentativas que morreram na metade). E &amp;eacute; sobre ela que irei falar daqui pra frente...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pra mim a mimoSa tem algumas caracter&amp;iacute;sticas que merecem ser destacadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Desmitifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tecnologia - trazer a tecnologia &amp;agrave; tona, despi-la de qualquer embalagem.&lt;br /&gt;
2. Uso criativo da tecnologia - montar um computador sobre uma estrutura m&amp;oacute;vel exige um grande esfor&amp;ccedil;o criativo. V&amp;aacute;rias mentes somadas, criando solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es, sugerindo e fazendo gambiarras...&lt;br /&gt;
3. &amp;quot;Personifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;quot; da tecnologia - a mimoSa deixa de ser apenas pe&amp;ccedil;as de computador e ganha vida, todos que se envolvem com ela n&amp;atilde;o a tratam como uma m&amp;aacute;quina qualquer. Durante uma oficina em que montamos uma mimoSa em Aracaju, um camarada falou: &amp;quot;n&amp;atilde;o tem como n&amp;atilde;o gostar da bichinha!&amp;quot;. Essa frase retrata bem o sentimento que a mimoSa desperta em quem participa na sua cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns meses depois, o Ruiz me convidou a entrar na lista da metareciclagem. A comunidade, pelo que percebi, tava passando por um momento de revitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das atividades. A lista foi bem importante pra mim. Ler a lista passou a ser um grande aprendizado e uma divers&amp;atilde;o. Tive a imensa sorte de entrar no mundo do software livre pelas portas do Est&amp;uacute;dio Livre e da MetaReciclagem, que s&amp;atilde;o duas comunidades com uma vis&amp;atilde;o mais cr&amp;iacute;tica da tecnologia. Bem diferente de muitas comunidades de software livre atuais, que t&amp;ecirc;m uma vis&amp;atilde;o excessivamente tecnicista e comercial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois da mimoSa de Cachoeira, participei da montagem da mimoSa de Aracaju, durante a oficina realizada pela Cultura Digital no Festival Curta-Se (um festival de curtas-metragens Sergipanos), e de uma mimoSa em mais um encontro de pontos de Cultura em Salvador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas foram minhas participa&amp;ccedil;&amp;otilde;es em a&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;quot;tagueadas&amp;quot; como metareciclagem...&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://mutgamb.org/wiki/um-pouco-de-mimoSa#comments</comments>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/aracaju">aracaju</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/bahia">bahia</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/cachoeira">cachoeira</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/cultura-digital">cultura digital</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/metareciclagem">metareciclagem</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/mimoSa">mimoSa</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/pontos-de-cultura">pontos de cultura</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/relato">relato</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/sergipe">sergipe</category>
 <wfw:commentRss>http://mutgamb.org/crss/node/277</wfw:commentRss>
 <pubDate>Sun, 21 Sep 2008 00:19:06 +0000</pubDate>
 <dc:creator>wille</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">277 at http://mutgamb.org</guid>
</item>
<item>
 <title>Reciclar tecnologia por uma cultura popular local</title>
 <link>http://mutgamb.org/livro/Reciclar-tecnologia-por-uma-cultura-popular-local</link>
 <description>&lt;div class=&quot;field field-type-link field-field-permalink&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-label-inline-first&quot;&gt;permalink:&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;a href=&quot;http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/12/24/reciclar-tecnologia-por-uma-cultura-popular-local/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/12/24/...&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;O copyleft aplicado ao hardware: temos dispon&amp;iacute;vel sucata e para n&amp;oacute;s o lixo tecnol&amp;oacute;gico deve ser reaproveitado. Para fazer inclus&amp;atilde;o digital, reciclar &amp;eacute; dar acesso.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O marco da entrada do software livre no Brasil deu-se com o lan&amp;ccedil;amento do Conectiva Red Hat, que a partir de 1996 disponibilizou uma vers&amp;atilde;o traduzida ao portugu&amp;ecirc;s brasileiro do sistema operacional Gnu/Linux.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas foi de fato a sociedade civil que propagou o uso e construiu as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de compartilhamento, troca e pesquisa intr&amp;iacute;nsecas ao projeto de um sistema livre e de c&amp;oacute;digo aberto. A&amp;ccedil;&amp;otilde;es como o Projeto Software Livre, por exemplo, que realiza desde 2000 anualmente o F&amp;oacute;rum Internacional Software Livre (FISL) fizeram com que o Gnu/Linux se tornasse mais utilizado e difundido.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os avan&amp;ccedil;os das interfaces gr&amp;aacute;ficas e dos programas multim&amp;iacute;dia tamb&amp;eacute;m foram de suma import&amp;acirc;ncia para a abrang&amp;ecirc;ncia do uso do software livre, mas principalmente sua filosofia de livre distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, possibilidade de modifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e customiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, entre outras, atraiu muitas pessoas. A cultura de uso desta nova ferramenta fez com que os ideais de livre distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, compartilhamento e fa&amp;ccedil;a voc&amp;ecirc; mesma migrassem para outras &amp;aacute;reas, como a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o midi&amp;aacute;tica e musical.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os Indymedias foram os primeiros websites de not&amp;iacute;cias que utilizaram a licen&amp;ccedil;a copyleft. No Brasil, no final de 2000, chega o Centro de M&amp;iacute;dia Independente. Logo depois, pessoas ligadas &amp;agrave; m&amp;uacute;sica, como o coletivo pernambucano Re:Combo, passam a utilizar uma licen&amp;ccedil;a de remix. &amp;Eacute; o in&amp;iacute;cio da migra&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos ideais do software livre para a arte e a cultura.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a receita da feijoada dispon&amp;iacute;vel para todo mundo, cada regi&amp;atilde;o do pa&amp;iacute;s reinventou sua vers&amp;atilde;o, adicionou um tempero regional. O licenciamento que permite executar, estudar, aperfei&amp;ccedil;oar e distribuir, origin&amp;aacute;rio da GNU General Public License (GPL), passa a ser aplicado em outras esferas que n&amp;atilde;o a do software. O que ocorreu no caso do Brasil, nos &amp;uacute;ltimos dez anos, &amp;eacute; que o sistema operacional livre e sua ideologia foi encarado e utilizado como um catalisador para a&amp;ccedil;&amp;otilde;es que sempre existiram no &amp;ldquo;mundo anal&amp;oacute;gico&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;h2&gt;Cultura e tecnologia&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;A partir da distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre como produzir, aliada &amp;agrave; populariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;iacute;dias como gravadores de CDs e DVDs, tornou-se muito mais acess&amp;iacute;vel divulgar realidades regionais. Pois, em contraposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; diversidade brasileira, o monop&amp;oacute;lio das m&amp;iacute;dias trabalha em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o do jab&amp;aacute;, representando na telinha ou no r&amp;aacute;dio uma cultura muito mais estadunidense (*) que nacional. Quando muito destaca o sudeste e um nordeste rotulado em jarg&amp;otilde;es comerciais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Paralelamente, a interlocu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das m&amp;iacute;dias livres trabalha mais diretamente com as pessoas, possibilitando que muitas outras vozes e opini&amp;otilde;es sejam protagonistas. Conseq&amp;uuml;entemente a diversidade &amp;eacute; muito maior. Um simples exemplo sobre a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o musical brasileira: quem &amp;eacute; mais representativo, a Sony/BMG e seus 38 artistas nacionais contratados ou os mais de 30 mil musicistas cadastrados no Trama Virtual que disponibilizam suas m&amp;uacute;sicas em licen&amp;ccedil;as livres?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Neste aspecto os Encontros de Conhecimentos Livres e as Oficinas locais, promovidos desde 2005 pela A&amp;ccedil;&amp;atilde;o Cultura Digital, trabalham com a auto-estima das comunidades a partir do momento em que as colocam como protagonistas de sua pr&amp;oacute;pria hist&amp;oacute;ria e oferecendo a possibilidade de auto-documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cultura popular local.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foram in&amp;uacute;meros os grupos que gravaram seu primeiro CD ou primeiro v&amp;iacute;deo de trabalhos criados por gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. S&amp;atilde;o novas produ&amp;ccedil;&amp;otilde;es culturais refletindo para o mundo a diversidade nacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A instrumentaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica dos Pontos de Cultura, entidades selecionadas em edital pelo Minist&amp;eacute;rio da Cultura para receber uma verba com vistas a ampliar suas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es, seja por meio do kit multim&amp;iacute;dia ou pelo aprendizado do manuseio de ferramentas livres para a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o multim&amp;iacute;dia, tamb&amp;eacute;m fez com que estes agentes se tornassem aut&amp;ocirc;nomos em sua produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o cultural.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;J&amp;aacute; &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel trocar material entre projetos de todo pa&amp;iacute;s e com acesso &amp;agrave; internet pode-se conhecer muitas outras realidades al&amp;eacute;m daquelas exibidas no plim plim da Rede Globo, como no Acervo Livre, reposit&amp;oacute;rio de publica&amp;ccedil;&amp;otilde;es abertas de material multim&amp;iacute;dia, por exemplo.&lt;/p&gt;&lt;h2&gt;Reapropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o das ferramentas&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Em se tratando da realidade brasileira n&amp;atilde;o faz sentido falar em investimentos milion&amp;aacute;rios em hardware (computadores, filmadoras, etc) para promover essa difus&amp;atilde;o e produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o cultural descentralizada. A grande quest&amp;atilde;o fica em como trabalhar com a diversidade cultural e criatividade com poucos recursos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O diferencial da abordagem brasileira com rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s ferramentas tecnol&amp;oacute;gicas, ou o hardware, &amp;eacute; que de fato temos dispon&amp;iacute;vel sucata e para n&amp;oacute;s o lixo tecnol&amp;oacute;gico deve ser reaproveitado. Um m&amp;aacute;quina de &amp;uacute;ltima gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode at&amp;eacute; chegar &amp;agrave; classe m&amp;eacute;dia alta, por&amp;eacute;m para fazer inclus&amp;atilde;o digital, entenda-se l&amp;aacute; como for o que esta express&amp;atilde;o indique, &amp;eacute; preciso ter em mente que reciclar &amp;eacute; dar acesso.&lt;/p&gt;&lt;h2&gt;O copyleft do hardware&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Justamente a&amp;iacute; entra o Metareciclagem, proposta que serviu de base para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o da A&amp;ccedil;&amp;atilde;o Cultura Digital. Este projeto n&amp;atilde;o se trata apenas de reciclar m&amp;aacute;quinas antigas para colocar telecentros em funcionamento. Fazer Metareciclagem &amp;eacute; principalmente pensar em como empregar a parafern&amp;aacute;lia tecnol&amp;oacute;gica para projetos socialmente engajados utilizando-se de criatividade art&amp;iacute;stica para isso. Lembrando que por tecnologia entende-se qualquer objeto manipulado pelo ser humano, de uma l&amp;aacute;pis a um processador dual core.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desmontar teclados, fazer com eles sensores e com estes fazer um piano no ch&amp;atilde;o &amp;eacute; um exemplo de Metareciclagem. Uma video wall, ou parede de telas de computador antigas, exibindo imagens &amp;eacute; aplicar o conceito de Metareciclagem. Estes s&amp;atilde;o apenas alguns exemplos de projetos executados por pessoas que trabalham com baixa tecnologia, arte e multim&amp;iacute;dia. S&amp;atilde;o coisas assim que encantam as pessoas por serem quase inimagin&amp;aacute;veis no primeiro olhar, afinal, voc&amp;ecirc; pensaria em um piano ao ver um monte de teclados velhos e estragados? (Veja o v&amp;iacute;deo do piano em funcionamento)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O que as pessoas que aplicam Metareciclagem em suas vidas de fato fazem &amp;eacute; levar o conceito de c&amp;oacute;digo aberto ao hardware, &amp;agrave; parafern&amp;aacute;lia tecnol&amp;oacute;gica. Pois ao abrir a caixa preta da tecnologia, entender como as m&amp;aacute;quinas funcionam por dentro, reproduz-se a receita do bolo, da feijoada, utilizando-a de sua pr&amp;oacute;pria maneira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse olhar, que vislumbra possibilidades infinitas, reflete a criatividade t&amp;iacute;pica das brasileiras e dos brasileiros. Se propomos novos usos no artesanato, por que n&amp;atilde;o na tecnologia? Al&amp;eacute;m disso, a simples atitude de reaprovetar a baixa tecnologia &amp;eacute; negar a obsolesc&amp;ecirc;ncia programada da ind&amp;uacute;stria. Ao abrir as m&amp;aacute;quinas desmistifica-se o que &amp;eacute; um computador, seu funcionamento e sua dist&amp;acirc;ncia, seja ela de origem financeira ou de aprendizado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Grupos e coletivos como o Metareciclagem, o M&amp;iacute;dia T&amp;aacute;tica e o Centro de M&amp;iacute;dia Independente, atuantes direta ou indiretamente no MinC por meio da A&amp;ccedil;&amp;atilde;o Cultura Digital, misturam o low tech com o multim&amp;iacute;dia em um contexto de mudan&amp;ccedil;as s&amp;oacute;cio econ&amp;ocirc;micas do qual emergem os conceitos do software livre e os novos tipos de licenciamento de obras art&amp;iacute;sticas e intelectuais, em um processo colaborativo que muda a forma com que a cultura, a m&amp;iacute;dia e a tecnologia ser&amp;atilde;o vistas pelas novas gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. [Webinsider]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;(*) O termo estadunidense &amp;eacute; utilizado ao inv&amp;eacute;s de norte americanos pois entende-se por norte americanos tamb&amp;eacute;m os mexicanos e canadenses.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Colaborou Tati Wells&lt;/p&gt; &lt;h3&gt;Sobre a autora&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Drica Veloso&lt;/strong&gt; (&lt;a href=&quot;mailto:drica@estudiolivre.org&quot; rel=&quot;nofollow&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;drica@estudiolivre.org&lt;/a&gt;) faz parte da hist&amp;oacute;ria do Software Livre no Brasil e participa de projetos como Cultura Digital, Convers&amp;ecirc; e &lt;strong&gt;&lt;a title=&quot; (Este link abre uma nova janela!)&quot; target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://drica.estudiolivre.org/&quot; rel=&quot;externo&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Est&amp;uacute;dio Livre&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://mutgamb.org/livro/Reciclar-tecnologia-por-uma-cultura-popular-local#comments</comments>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/copyleft">copyleft</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/cultura-popular">cultura popular</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/hardware">hardware</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/m%C3%ADdia-t%C3%A1tica">mídia tática</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/pontos-de-cultura">pontos de cultura</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/software-livre">software livre</category>
 <wfw:commentRss>http://mutgamb.org/crss/node/223</wfw:commentRss>
 <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 18:16:03 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">223 at http://mutgamb.org</guid>
</item>
<item>
 <title>Another (long) opinion</title>
 <link>http://mutgamb.org/fonte/Another-long-opinion</link>
 <description>&lt;p&gt;Hi all&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;It’s been six months since I’ve been to India. Many things have
changed since then. I’d like to put my perspective on the last few
months.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;First of all: you were right about space. In order to create a group
identity, territory is fundamental. Two examples make me believe this
is absolutely true.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The first example are Tati Wells and Ricardo Ruiz, in Rio. They
created an open space called IP. I would use other names, but they call
it a media center. I’ve been there last week, and it’s really great.
People come over for a workshop and all of a sudden they come back on
the next day. Things are being created there, people are gathering and
doing things together.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The other example is MetaReciclagem in Santo André. Even though the
major of Santo André has been re-elected, he changed all his closer
team. As a consequence, the EPAC project, that hosted MetaReciclagem
inside Parque Escola, has changed from the education management to the
public affairs area. Then we have been forgotten. There’s no more room
for MetaReciclagem on public projects in Santo André. We lost our lab,
computer donations (okay, we did save some) and access to the
infrastructure. Because of that, MetaReciclagem actions in Santo André
disappeared.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;I mean, right after we were getting through about the end of our
relationship with Agente Cidadão, we lost the lab in Santo André as
well. Fortunately, the new city administration in São Paulo still did
not understand what we are doing down on Olido lab, but we can’t afford
to do much there, as everyone who used to work on Agente Cidadão and
Parque Escola had to start improvising to make a living. In a given
moment, I guess two months ago, Interney, the guy who donated us the
hosting for MetaReciclagem website and mailing list, had to put his
server down and we don’t have a stable mailing list since then. I’m
running the webserver in my home. MetaReciclagem is quiet.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;So, it’s true. MetaReciclagem, as a group, failed to succeed without
a space of its own. Everyone is running out of money. The ship is
broken.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;But, as I tried to explain, and I’m not quite sure I succeeded, we
don’t want to be a group. We don’t want to become a NGO. We are talking
about a methodology. And as such, I really think we were able to do
some things:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1) Two years ago, if one talked about a “digital inclusion” project
using old computers and FLOSS, no one would buy it. Actually, we did
talk about it, and the bigshots on the subject didn’t take us
seriously. Nowadays the biggest state bank in Brasil is actually
delivering their used computers (maaaaaany computers) to social
projects. The landless movement got a donation of over 4000 computers.
I’m not saying that they are doing this because of us, but I can assure
you that they are paying attention to us, and we were the first ones to
prove that free software and old computers were a viable solution.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2) The cultural spots project from the Ministry of Culture has
adopted metareciclagem (technology appropriation) as one of its four
axis, together with estudiolivre (FLOSS for media production),
radiolivre (free radios) and tactical media. They are extending the
concept of MetaReciclagem. Me, Dalton, Glauco and Fernando are getting
hired as consultants for the project (after two years of promises).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3) The independent metareciclagem spores are growing. There is one
on the historical coast of Bahia, that might become a cultural spot.
There is one in Salvador, in association with Rui Barbosa University.
IP, the media center created by tati and ruiz in Rio, is a
metareciclagem spore. There is even one close to Olido, our lab
downtonw São Paulo. And there are at least 20 soon-to-be cultural spots
that want to become independent metareciclagem labs.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;4) We are planning the creation of other metareciclagem labs in the
same format as that in Santo André. Of course, we have learned that we
have to treat them as temporary labs. But I don’t see that as a
problem. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;I can’t say MetaReciclagem failed. We’ve been through some deep
transformations, deep enough to get us scared about our personal
budgets. But MetaReciclagem is independent from us, and is completely
successful as: a) a methodology, b) a influence nucleus. We still can’t
think of MetaReciclagem as a group, but I’m sure we are helping a lot
of people to make better decisions about technology and the use of
technology.
&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://mutgamb.org/fonte/Another-long-opinion#comments</comments>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/cultura-digital">cultura digital</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/english">english</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/pontos-de-cultura">pontos de cultura</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/sacadura-cabral">sacadura cabral</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/santo-andr%C3%A9">santo andré</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/waag-sarai">waag-sarai</category>
 <wfw:commentRss>http://mutgamb.org/crss/node/66</wfw:commentRss>
 <pubDate>Wed, 04 May 2005 15:28:00 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">66 at http://mutgamb.org</guid>
</item>
</channel>
</rss>
