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 <title>Mutirão da Gambiarra - vila vudu</title>
 <link>http://mutgamb.org/taxonomy/term/550/0</link>
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 <language>pt-br</language>
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 <title>Anonymous, a grande rede e a rua: para uma convergência</title>
 <link>http://mutgamb.org/blog/Anonymous-grande-rede-e-rua-para-uma-convergencia</link>
 <description>&lt;pre&gt;
*Thiago Novaes recompartilhou esse texto compartilhado por Bruno Cava, 
originalmente publicado &lt;a href=&quot;http://savoirscommuns.org/netwar-2-0-vers-une-convergence-de-la-rue-du-reseau/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; e traduzido pela&lt;a href=&quot;https://twitter.com/#!/vilavudu&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt; Vila Vudu&lt;/a&gt;. Arlekino comentou:&lt;/pre&gt;
&lt;blockquote&gt;
	&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;KM dizia que o capitalista vende at&amp;eacute; a corda para enforc&amp;aacute;-lo. O caso &amp;eacute; que, nestes &amp;uacute;ltimos 250 anos, o capitalismo passou a vender a corda t&amp;atilde;o barato que compramos demais, e o la&amp;ccedil;o fica muito folgado: acabamos enrolados. A corda da vez &amp;eacute; essa topologia reticular ou distribu&amp;iacute;da, que nunca chega a ser rizom&amp;aacute;tica realmente (vide Protocol, de A. Galloway). Mas os efeitos do uso dela s&amp;atilde;o bem diferentes dos da topologia piramidal das redes massivas industriais. A meu ju&amp;iacute;zo, a malha urbana, a internet, a telefonia, o sistema postal, todas s&amp;atilde;o redes distribu&amp;iacute;das. Por isso, ciclicamente, retomam-se ret&amp;oacute;ricas que atravessam e conectam todas elas. &lt;a href=&quot;http://republicart.net/disc/​publicum/hamm04_en.htm&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Mas finge que n&amp;atilde;o aconteceu antes, finge que n&amp;atilde;o foi com a gente&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
		&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;H&amp;aacute; cerca de um ano, uma nova for&amp;ccedil;a de manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da multid&amp;atilde;o pela grande rede imp&amp;ocirc;s-se &amp;agrave; aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do mundo inteiro, primeiro na batalha por &lt;em&gt;Wikileaks&lt;/em&gt;, depois, a partir da Tun&amp;iacute;sia, nas revoltas &amp;aacute;rabes e nos movimentos &lt;em&gt;15M&lt;/em&gt; e&lt;em&gt;Occupy&lt;/em&gt;. Depois de um ano chave, gr&amp;aacute;vido de amea&amp;ccedil;as e promessas, esses rec&amp;eacute;m-nascidos da governan&amp;ccedil;a financeira, que nada sabem de um movimento global completamente novo e, conscientes da forte amea&amp;ccedil;a que &amp;eacute;, contra eles, a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o horizontal entre as multid&amp;otilde;es, fazem pesar sua domina&amp;ccedil;&amp;atilde;o e tentam retomar a iniciativa de ataque contra a liberdade na grande rede.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Primeiro, foi a tentativa de fazerem aprovar a lei &lt;em&gt;SOPA, Stop Piracy Online Act&lt;/em&gt;, e o projeto &lt;em&gt;PIPA, Protect Internet Protocol Act&lt;/em&gt;. Depois, veio o fechamento da p&amp;aacute;gina &lt;em&gt;Megaupload&lt;/em&gt; nos EUA. Hoje somos chamados para outro grande combate mundial, dessa vez contra o &lt;em&gt;ACTA, Anti-Counterfeiting Trade Agreement&lt;/em&gt; [Tratado Comercial Antipirataria], tratado liberticida de defesa do &lt;em&gt;copyright&lt;/em&gt; e de penaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da pirataria.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Preparado em segredo pelos executivos de uma quarentena de pa&amp;iacute;ses, sem qualquer debate p&amp;uacute;blico ou parlamentar, o &lt;em&gt;ACTA&lt;/em&gt;, cujo relator franc&amp;ecirc;s, Kader Arif, abandonou o projeto (&amp;ldquo;N&amp;atilde;o participarei dessa palha&amp;ccedil;ada&amp;rdquo; &amp;ndash; disse ele), j&amp;aacute; foi assinado por Obama, o qual, contudo, recusou-se a assinar a lei &lt;em&gt;SOPA&lt;/em&gt;. O [Tratado] &lt;em&gt;ACTA&lt;/em&gt; n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; adotado na Europa, se n&amp;atilde;o for aprovado no Parlamento Europeu. Manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es na Pol&amp;ocirc;nia e em v&amp;aacute;rios pa&amp;iacute;ses, entre os quais a Fran&amp;ccedil;a, e as 2,5 milh&amp;otilde;es de assinaturas em desacordo levaram a Comiss&amp;atilde;o Europeia a cercar-se de algumas cautelas. Pediu o parecer da Corte Europeia de Justi&amp;ccedil;a, para determinar se o &lt;em&gt;ACTA&lt;/em&gt; seria incompat&amp;iacute;vel, de algum modo, com os princ&amp;iacute;pios da Uni&amp;atilde;o Europeia ou contr&amp;aacute;rio ao esp&amp;iacute;rito da prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos direitos humanos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Refor&amp;ccedil;ar os direitos de propriedade pelo &lt;em&gt;copyright&lt;/em&gt; p&amp;otilde;e &amp;agrave; vista um paradoxo: de um lado, o capital precisa desse refor&amp;ccedil;o para preservar a ampliar sua posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o em lucros, baseada na captura do &amp;ldquo;tempo cerebral dispon&amp;iacute;vel&amp;rdquo; [na captura da &amp;ldquo;mais-valia, do trabalho da multid&amp;atilde;o&amp;rdquo;, na formula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Zizek, em &amp;ldquo;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2012/01/revolta-da-burguesia-assalariada.html&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;A revolta da burguesia assalariada&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&amp;rdquo;, 17/1/2012, (NTs)] e na propriedade dos dados informacionais; de outro lado, refor&amp;ccedil;ar o &lt;em&gt;copyright&lt;/em&gt; cria obst&amp;aacute;culos &amp;agrave; coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o social, altamente produtiva porque n&amp;atilde;o se faz a partir da divis&amp;atilde;o do trabalho, mas a partir do valor produzido pela circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fluxos de desejos, de percep&amp;ccedil;&amp;otilde;es, de afetos. Essa circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o produz novas sedimenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de significados, produz o comum e produz comuns em quantidades vast&amp;iacute;ssimas, que excedem a capacidade do capital para captur&amp;aacute;-los.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Disputa entre duas alas do capitalismo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa contradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; no cerne da batalha interna que se trava entre duas alas do capitalismo:&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;rteindent1&quot;&gt;&lt;strong&gt;(a)&lt;/strong&gt; a ala dos &lt;em&gt;capitalistas hist&amp;oacute;ricos&lt;/em&gt;, os &amp;ldquo;que est&amp;atilde;o no poder&amp;rdquo; [orig. &lt;em&gt;incumbent&lt;/em&gt;], como disse Yochai Benkler &lt;strong&gt;[3&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;]&lt;/strong&gt;, constitu&amp;iacute;da dos grandes conglomerados do &lt;em&gt;entertainement&lt;/em&gt;, para os quais o &lt;em&gt;copyright&lt;/em&gt; &amp;eacute; vital; e&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;rteindent1&quot;&gt;&lt;strong&gt;(b)&lt;/strong&gt; a ala das grandes empresas de Web 2.0, chamada, por Mackenzie Wark&lt;strong&gt;&amp;nbsp; [4&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;]&lt;/strong&gt;, de &amp;ldquo;a classe vetorial&amp;rdquo;, que se alimenta, realmente, da grande produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o comum.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segue-se disso, que as leis &lt;em&gt;SOPA&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;PIPA&lt;/em&gt; s&amp;atilde;o, por um lado, defendidas pelas &lt;em&gt;majors&lt;/em&gt; e pelas cari&amp;aacute;tides das m&amp;iacute;dias verticais, como as grandes empresas que ainda mant&amp;ecirc;m imp&amp;eacute;rios jornal&amp;iacute;sticos, como os &lt;em&gt;Murdoch &amp;amp; Cia. &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;[5]&lt;/strong&gt;; e, de outro lado, s&amp;atilde;o combatidas pelos &lt;em&gt;Google&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Facebook&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Ebay&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Amazon&lt;/em&gt; e at&amp;eacute; pela convertida de &amp;uacute;ltima hora, a &lt;em&gt;Microsoft&lt;/em&gt;; esses, de fato, n&amp;atilde;o passam de falsas virgens, cujo objetivo nada tem a ver com alguma liberdade de manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na rede, mas com a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o e demarca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de gigantescos e muito rend&amp;aacute;veis feudos (&amp;aacute;reas privadas de ca&amp;ccedil;a?), como diz, com &amp;nbsp;precis&amp;atilde;o, &lt;em&gt;Infofreeflow &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;[6]&lt;/strong&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o podemos, portanto, concordar com o que diz Manuel Castells em entrevista recente, que &amp;ldquo;Google &amp;eacute; mais aliada que inimiga&amp;rdquo; &lt;strong&gt;[7]&lt;/strong&gt;, porque &amp;eacute; simplesmente &amp;ldquo;um neg&amp;oacute;cio, n&amp;atilde;o uma ideologia&amp;rdquo;. H&amp;aacute; contradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o em termos, se se fala de uma das primeiras capitaliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es mundiais; e o que dizer, depois disso, da estratifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute;tnica praticada em seu c&amp;eacute;lebre &lt;em&gt;campus&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Googleplex&lt;/em&gt;, no qual os trabalhadores t&amp;ecirc;m faixas de cores diferentes, diferentes direitos de acesso e diferentes proibi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a socializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em termos mais gerais, o debate sobre a internet depois do fechamento da p&amp;aacute;gina &lt;em&gt;Megaupload &lt;/em&gt;pelo FBI, refor&amp;ccedil;ado pela decis&amp;atilde;o, da empresa &lt;em&gt;Twitter&lt;/em&gt;, de implantar regime de autocensura, que faz o jogo dos poderes constitu&amp;iacute;dos, est&amp;aacute; marcado por duas tend&amp;ecirc;ncias: de um lado, os entusiastas da rede, que veem em &lt;em&gt;Megaupload&lt;/em&gt; um ve&amp;iacute;culo importante, gra&amp;ccedil;as aos seus tra&amp;ccedil;os de horizontalidade e de liberdade para a troca de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. De outro lado, os que criticam um capitalismo especificamente digital, baseado na captura e na explora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O conceito &amp;ldquo;capitalismo digital&amp;rdquo; sugeriria a separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre um capitalismo em rede e um outro capitalismo, &amp;ldquo;material&amp;rdquo;, separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na qual o primeiro seria marcado por um conflito dial&amp;eacute;tico entre o parasitismo e a coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o social; e o segundo, por outro conflito, entre o empres&amp;aacute;rio e o oper&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em todas essas, o capitalismo n&amp;atilde;o faz distin&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o imaterial e a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o material &amp;ndash; o que &amp;eacute; v&amp;aacute;lido para empresas de computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como Amazon ou Apple. O capitalismo digital n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma esfera em si, para retomar a cr&amp;iacute;tica tradicional ao capitalismo cognitivo, cuja defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o exclui a dimens&amp;atilde;o material da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da explora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tese defendida no artigo de Wu Ming sobre &lt;em&gt;F&amp;eacute;tichisme de la marchandise digitale et exploitation cach&amp;eacute;e : les cas Amazon et Apple&amp;nbsp; &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;[8]&lt;/strong&gt; (O fetichismo da mercadoria digital e explora&amp;ccedil;&amp;atilde;o oculta: os casos de &lt;em&gt;Amazon&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Apple&lt;/em&gt;). As condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho nas empresas digitais &amp;ndash; vida carregada de &lt;em&gt;stress&lt;/em&gt; e depress&amp;otilde;es, e n&amp;uacute;mero alarmante de suic&amp;iacute;dios &amp;ndash; indicam claramente que o que se produz nos armaz&amp;eacute;ns da &lt;em&gt;Amazon&lt;/em&gt; e nas f&amp;aacute;bricas de&lt;em&gt; smartphones&lt;/em&gt; da chinesa &lt;em&gt;Foxconn&lt;/em&gt; n&amp;atilde;o &amp;eacute; diferente, no fundo, dos implac&amp;aacute;veis m&amp;eacute;todos de &amp;ldquo;ou aumenta a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou cai fora&amp;rdquo;, que for&amp;ccedil;am &amp;agrave; competitividade at&amp;eacute; a &amp;uacute;ltima gota de sangue nos arranha-c&amp;eacute;us de &lt;em&gt;La D&amp;eacute;fense &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;[9&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;]&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mesmo no setor das tecnologias digitais da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, veem-se grandes investidores e investimentos, que v&amp;atilde;o das imensas, embora ocultadas e antiecol&amp;oacute;gicas &lt;em&gt;servers farms&lt;/em&gt; da empresa &lt;em&gt;Google &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;[10] &lt;/strong&gt;e da &lt;em&gt;Cloud Computing&lt;/em&gt;, at&amp;eacute; a oferta de novas redes (4G), e que, todos, utilizam as mesmas pr&amp;aacute;ticas poss&amp;iacute;veis de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de custos e de discrimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho assalariado. A massiva deslocaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de f&amp;aacute;bricas na dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &amp;Iacute;ndia e de outros pa&amp;iacute;ses onde os sal&amp;aacute;rios s&amp;atilde;o menores e, tamb&amp;eacute;m, a recente lei francesa que precariza e torna expuls&amp;aacute;veis os jovens imigrados rec&amp;eacute;m formados nas Faculdades de Engenharia privadas e pagas a pre&amp;ccedil;o de ouro, s&amp;atilde;o provas desse processo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O capitalismo digital est&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m fortemente implicado na governan&amp;ccedil;a global do capitalismo rentista. Esse capitalismo opera num &lt;em&gt;continuum &lt;/em&gt;de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o que, ao mesmo tempo, intensifica os ritmos da explora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da proletariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho assalariado e se apropria de grande parte do trabalho livre produzido com os dispositivos (&lt;em&gt;PCs&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;smartphones &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;tablets&lt;/em&gt;) n&amp;atilde;o raras vezes comprados a presta&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Tudo isso for&amp;ccedil;a a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de meio de pagamento obrigat&amp;oacute;rio (empresas &lt;em&gt;iTunes&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Ebay&lt;/em&gt;/&lt;em&gt;Paypal&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Amazon Oneclick&lt;/em&gt;) e empurra muitos compradores para as garras do endividamento e da explora&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem negar a exist&amp;ecirc;ncia da explora&amp;ccedil;&amp;atilde;o da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o material, sobretudo nas f&amp;aacute;bricas e escrit&amp;oacute;rios, queremos chamar a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a evid&amp;ecirc;ncia de que a grande rede &amp;eacute; o atrator que catalisa e reorganiza o conjunto das configura&amp;ccedil;&amp;otilde;es produtivas al&amp;eacute;m de qualquer divis&amp;atilde;o ficcional entre trabalho material e imaterial, real e virtual, ou entre m&amp;iacute;dias verticais e horizontais. A grande rede, de fato, n&amp;atilde;o &amp;eacute; constitu&amp;iacute;da s&amp;oacute; dos fluxos de dados, programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou desenvolvimento e instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de programas; tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; constitu&amp;iacute;da das infraestruturas, servidores, &lt;em&gt;laptops&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;smartphones&lt;/em&gt; e outros &lt;em&gt;tablets&lt;/em&gt;; e, como consequ&amp;ecirc;ncia impl&amp;iacute;cita, a grande rede tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; exposta &amp;agrave; invas&amp;atilde;o pervasiva desses dispositivos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dado que n&amp;atilde;o se v&amp;ecirc; qualquer choque entre esses dois capitalismos, mas um processo de reconfigura&amp;ccedil;&amp;atilde;o que se organiza em torno da hegemonia das finan&amp;ccedil;as, da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, parece bem claro que o &amp;uacute;nico modo de alterar a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o presente passa pela auto-organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho vivo das multid&amp;otilde;es no territ&amp;oacute;rio e nas redes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ANONYMOUS &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;e &lt;em&gt;OCCUPY&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dentre os exemplos de auto-organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da multid&amp;atilde;o em rede que emergiram h&amp;aacute; alguns anos, a experi&amp;ecirc;ncia dos &lt;em&gt;Anonymous&lt;/em&gt; parece-nos absolutamente crucial. Esse grupo est&amp;aacute; no centro da grande rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o-resposta ao fechamento da p&amp;aacute;gina &lt;em&gt;Megaupload&lt;/em&gt; e da mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o contra o tratado &lt;em&gt;ACTA&lt;/em&gt;. Sem aspirar a refazer toda a hist&amp;oacute;ria do grupo em poucas linhas, os &lt;em&gt;Anonymous&lt;/em&gt; nasceram praticamente com a campanha contra a seita da Cientologia e afirmaram-se com o apoio que d&amp;atilde;o a &lt;em&gt;Wikileaks&lt;/em&gt;, quando atacaram diretamente as plataformas nevr&amp;aacute;lgicas de pagamento &lt;em&gt;online&lt;/em&gt;, como&lt;em&gt; Visa&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Mastercard&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Paypal&lt;/em&gt;, que haviam bloqueado, por iniciativa das pr&amp;oacute;prias empresas, e sem qualquer justificativa legal, todas as doa&amp;ccedil;&amp;otilde;es a &lt;em&gt;WikiLeaks&lt;/em&gt;. &lt;strong&gt;[11]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Interessante destacar o quanto a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos &lt;em&gt;Anonymous&lt;/em&gt; e de seus &lt;em&gt;hackers&lt;/em&gt; ativos na grande rede &amp;eacute; cada vez mais claramente complementar e integrada aos movimentos &lt;em&gt;Occupy&lt;/em&gt; e 15M e, simultaneamente, surge como alternativa &amp;agrave;s plataformas empresariais de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o social como &lt;em&gt;Facebook &lt;/em&gt;ou &lt;em&gt;Twitter&lt;/em&gt;. Al&amp;eacute;m da osmose e das evidentes diferen&amp;ccedil;as de contexto e modo de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre as grandes inst&amp;acirc;ncias do movimento global, j&amp;aacute; emergem semelhan&amp;ccedil;as marcantes no campo dos princ&amp;iacute;pios e das modalidades de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A infraestrutura t&amp;eacute;cnica na qual se trava o debate p&amp;uacute;blico provocado e feito pelos &lt;em&gt;Anonymous&lt;/em&gt; &amp;eacute; o IRC (&lt;em&gt;Internet Relay Chat&lt;/em&gt;), a primeira modalidade surgida de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o instant&amp;acirc;nea (&lt;em&gt;chat&lt;/em&gt;) por Internet, que permite o di&amp;aacute;logo simult&amp;acirc;neo de grupos de pessoas, em &amp;ldquo;salas de bate-papo&amp;rdquo; chamadas ali &amp;ldquo;canais&amp;rdquo;. A topologia da rede IRC, como escreveu Dmytri Kleiner &lt;strong&gt;[12&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;]&lt;/strong&gt;, preserva os princ&amp;iacute;pios da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre usu&amp;aacute;rios (&lt;em&gt;peer to peer&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;P2P&lt;/em&gt;), em oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; configura&amp;ccedil;&amp;atilde;o atual de tipo cliente/servidor das plataformas de rede social [orig. &lt;em&gt;social networking&lt;/em&gt;] baseadas na rede.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os &lt;em&gt;Anonymous&lt;/em&gt; criaram e utilizam v&amp;aacute;rios canais aut&amp;ocirc;nomos, como lugares de debates p&amp;uacute;blicos e para outras atividades de fundo humor&amp;iacute;stico (&amp;ldquo;s&amp;oacute; pelo sarro&amp;rdquo;, &lt;em&gt;Lulz&lt;/em&gt;, LoL, \o/) ou consagrados a discuss&amp;otilde;es sobre o social. Os canais de debate t&amp;ecirc;m fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o semelhante &amp;agrave; das assembleias dos movimentos &lt;em&gt;Occupy&lt;/em&gt; e 15M, e nos tr&amp;ecirc;s casos a coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o das discuss&amp;otilde;es &amp;eacute; n&amp;atilde;o hier&amp;aacute;rquica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como lembrado em artigo recente &lt;strong&gt;[13&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;]&lt;/strong&gt;, h&amp;aacute; um c&amp;oacute;digo &amp;eacute;tico de funcionamento dos &lt;em&gt;Anonymous&lt;/em&gt;, segundo o qual nem a lideran&amp;ccedil;a, nem a celebridade, em nenhum caso, s&amp;atilde;o fim em si. Os &lt;em&gt;Anonymous&lt;/em&gt; oferecem o que Mike Wesch &lt;strong&gt;[14]&lt;/strong&gt; definiu como &amp;ldquo;uma cr&amp;iacute;tica virulenta contra o culto p&amp;oacute;s-moderno da celebridade, do individualismo e do conceito de identidade&amp;rdquo;. Tudo isso se manifesta, em primeiro lugar, na recusa a identificarem-se por nome e sobrenome civis, identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o que, em geral, define o modelo pol&amp;iacute;tico-econ&amp;ocirc;mico de plataformas como &lt;em&gt;Facebook&lt;/em&gt;. O anonimato, nesse caso, permite adotar, no ambiente eletr&amp;ocirc;nico, o mesmo tipo de andamento e de procedimentos adotado nas assembleias do movimento 15M, para evitar comportamentos egoc&amp;ecirc;ntricos; e favorece a que se insista sempre em buscar, escrupulosa e incansavelmente, o consenso poss&amp;iacute;vel caso a caso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os canais &lt;em&gt;IRC&lt;/em&gt;, onde se constituem as v&amp;aacute;rias fac&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos &lt;em&gt;Anonymous&lt;/em&gt;, s&amp;atilde;o abertos ao p&amp;uacute;blico, mas os &lt;em&gt;Anons&lt;/em&gt; exigem um m&amp;iacute;nimo de compet&amp;ecirc;ncias t&amp;eacute;cnicas e de conhecimento do ambiente, para entrar ou para tornar-se administrador (&lt;em&gt;ops&lt;/em&gt;) de opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Os &lt;em&gt;Ops&lt;/em&gt; t&amp;ecirc;m a tarefa de manter a ordem e podem excluir pessoas que desrespeitem as regras culturais e decis&amp;otilde;es vigentes: no canal &lt;em&gt;Anonops&lt;/em&gt;, por exemplo, &amp;eacute; proibido fazer apologia da viol&amp;ecirc;ncia e discutir com a m&amp;iacute;dia. Os &lt;em&gt;Ops&lt;/em&gt; podem participar do debate, mas n&amp;atilde;o determinam os planos de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o nem as opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es (&lt;em&gt;raids&lt;/em&gt;) dos &lt;em&gt;Anonymous&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como no movimento dos &lt;em&gt;Indignados&lt;/em&gt;, tamb&amp;eacute;m nos &lt;em&gt;Anonymous&lt;/em&gt; s&amp;atilde;o as pessoas que mais trabalham que acabam por ser investidas de alguma autoridade; mas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o liberadas para exercer influ&amp;ecirc;ncia espec&amp;iacute;fica. As regras s&amp;atilde;o mais r&amp;iacute;gidas para os contatos com o exterior: um &lt;em&gt;Anon&lt;/em&gt; que se recuse a participar das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es diretas, de tipo &amp;ldquo;Nega&amp;ccedil;&amp;atilde;o Distribu&amp;iacute;da de Servi&amp;ccedil;o&amp;rdquo; (&lt;em&gt;DDoS&lt;/em&gt;) &lt;strong&gt;[15]&lt;/strong&gt;, e que fale com jornalistas, corre risco de expuls&amp;atilde;o. Entre os &lt;em&gt;Indignados&lt;/em&gt;, todos podem falar aos ve&amp;iacute;culos verticais de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de massa (r&amp;aacute;dios, jornais, revistas e televis&amp;otilde;es) sobre o movimento, mas sempre, exclusivamente, em seu pr&amp;oacute;prio nome: ningu&amp;eacute;m pode apresentar-se como representante ou porta-voz do movimento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se se considera essa converg&amp;ecirc;ncia real, pode-se esperar que, no futuro, as barreiras t&amp;eacute;cnicas que ainda separam essas inst&amp;acirc;ncias do movimento da multid&amp;atilde;o venham a diluir-se; hoje, carregamos dispositivos conectados cada dia mais potentes, que permitem que nosso corpo, nosso esp&amp;iacute;rito, nossa intelig&amp;ecirc;ncia interajam com as redes. As vidas (do grego &lt;em&gt;bios&lt;/em&gt;) est&amp;atilde;o hoje mais socialmente integradas, de modo mais intenso e cont&amp;iacute;nuo, pela internet port&amp;aacute;til, mediante v&amp;aacute;rias redes e milh&amp;otilde;es de aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Esse &amp;eacute; um novo paradigma, que definimos como &amp;ldquo;bio-hipermidi&amp;aacute;tico&amp;rdquo; &lt;strong&gt;[16&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;]&lt;/strong&gt;. &amp;Eacute; nossa impress&amp;atilde;o hoje, nosso sentimento, que a bio-hiperm&amp;iacute;dia ser&amp;aacute; um meio chave que permitir&amp;aacute; integrar ainda mais significativamente os movimentos da rua e que se manifestam em rede.&lt;/p&gt;
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	&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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	&lt;hr align=&quot;left&quot; size=&quot;1&quot; width=&quot;33%&quot; /&gt;
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	&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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	&lt;strong&gt;Notas dos tradutores&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
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	&lt;strong&gt;[1]&lt;/strong&gt; A p&amp;aacute;gina-rede &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://savoirscommuns.org/qui-sommes-nous/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Savoirscommuns.org&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; nasceu em fevereiro de 2011, durante a Reuni&amp;atilde;o Transnacional de Paris, sobre a constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da rede KLF (&lt;em&gt;Knowledge Liberation Front&lt;/em&gt; / Frente para a Liberta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Conhecimento) e ao tempo dos levantes no Mediterr&amp;acirc;neo. Essa p&amp;aacute;gina-rede visa a ser mais um dos v&amp;aacute;rios espa&amp;ccedil;os de express&amp;atilde;o da multid&amp;atilde;o de trabalhadores prec&amp;aacute;rios, estudantes, assalariados, migrantes, que se queiram reapropriar da riqueza que produzimos juntos. O espa&amp;ccedil;o de nossa a&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica &amp;eacute; transnacional, porque nossas lutas comuns travam-se contra o sistema mundial da d&amp;iacute;vida, contra as pol&amp;iacute;ticas de austeridade e contra a precariedade. Por essa raz&amp;atilde;o, recusamos a captura de nossa vida pelo endividamento perp&amp;eacute;tuo e pela arrog&amp;acirc;ncia da finan&amp;ccedil;a e dos financistas globais e seus bancos, suas empresas de seguro, seus fundos de pens&amp;atilde;o (de &lt;em&gt;Savoirs Communs&lt;/em&gt;, &amp;ldquo;Quem somos&amp;rdquo;).&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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	&lt;strong&gt;[2]&lt;/strong&gt; Publicado originalmente em italiano, por Uninomade.org; em ingl&amp;ecirc;s na p&amp;aacute;gina Opendemocracy.net; em franc&amp;ecirc;s no&lt;em&gt;Le MondeDiplo.com&lt;/em&gt;. Traduzido do italiano ao franc&amp;ecirc;s por Giorgio Griziotti. Traduzido do franc&amp;ecirc;s ao portugu&amp;ecirc;s do Brasil pelo Coletivo de Tradutores da Vila Vudu, de: &amp;ldquo;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://savoirscommuns.org/netwar-2-0-vers-une-convergence-de-la-rue-du-reseau/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Netwar 2.0 : Vers une convergence de la rue et du r&amp;eacute;sea&lt;/a&gt;u&lt;/strong&gt;&amp;rdquo; (recebido por &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt;).&lt;/div&gt;
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	&lt;strong&gt;[3]&lt;/strong&gt; Em: &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://fr.wikipedia.org/wiki/Yochai_Benkler&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Yochai_Benkler&lt;/a&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
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	&lt;strong&gt;[4]&lt;/strong&gt; Em: &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://fr.wikipedia.org/wiki/Kenneth_McKenzie_Wark&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Kenneth_McKenzie_Wark&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
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	&lt;strong&gt;[5]&lt;/strong&gt; Em: &amp;ldquo;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://savoirscommuns.org/murdoch-berlusconi-la-multitude-en-reseau/&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot; chute  de deux empires médiatiques et la force de la multitude en réseau&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Murdoch, Berlusconi: chute de deux empires m&amp;eacute;diatiques et la force de la multitude en r&amp;eacute;seau&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&amp;rdquo; e &amp;ldquo;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://www.rue89.com/2011/11/10/berlusconi-et-murdoch-dans-le-meme-vieux-bateau-qui-coule-226419&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Berlusconi et Murdoch dans le m&amp;ecirc;me vieux bateau qui coule&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&amp;rdquo;&lt;/div&gt;
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	&lt;strong&gt;[6]&lt;/strong&gt; Em: &amp;ldquo;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://www.infoaut.org/index.php/blog/clipboard/item/3735-battono-in-ritirata-le-lobby-del-copyright-netwar-ultimo-atto&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Battono in ritirata le lobby del copyright. Netwar ultimo atto?&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&amp;rdquo;&lt;/div&gt;
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	&lt;strong&gt;[7]&lt;/strong&gt; Em: &amp;ldquo;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://www.democraziakmzero.org/2012/01/27/auto-comunicazione-di-massa/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Auto-comunicazione di massa&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&amp;rdquo;.&lt;/div&gt;
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	&lt;strong&gt;[8]&lt;/strong&gt; Em: &amp;ldquo;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://www.wumingfoundation.com/giap/?p=5241&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Feticismo della merce digitale e sfruttamento nascosto: i casi Amazon e Apple&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&amp;rdquo;&lt;/div&gt;
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	&lt;strong&gt;[9]&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; &amp;ldquo;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/La_D%C3%A9fense&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;La D&amp;eacute;fense&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&amp;rdquo; &lt;/em&gt;&amp;eacute; &amp;ldquo;a Wall Street de Paris&amp;rdquo;. O bairro est&amp;aacute; localizado no extremo oeste de Paris. &amp;Eacute; o maior centro empresarial desenvolvido na Europa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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	&lt;strong&gt;[10]&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; &amp;ldquo;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Google_platform&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Google Platform&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&amp;rdquo;&lt;/em&gt; - Os conjuntos de milhares de computadores onde opera o &amp;ldquo;c&amp;eacute;rebro&amp;rdquo; computacional da empresa Google, sempre cercado de sigilo m&amp;aacute;ximo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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	&lt;strong&gt;[11]&lt;/strong&gt; Sobre os &lt;em&gt;Anonymous&lt;/em&gt;, ver &amp;ldquo;&lt;a href=&quot;http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2012/01/anonymous-etica-da-acao-digital-direta.html&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;strong&gt;Anonymous: A &amp;eacute;tica da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital direta&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&amp;rdquo;, 27/1/2012. A partir daquela p&amp;aacute;gina, pode-se ler tamb&amp;eacute;m v&amp;aacute;rios artigos publicados pelo blog redecastorphoto, sobre os &lt;em&gt;Anonymous&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;
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	&lt;strong&gt;[12]&lt;/strong&gt; Em: &lt;em&gt;NetWork Cultures&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&amp;ldquo;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://www.networkcultures.org/_uploads/%233notebook_telekommunist.pdf&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;The Telekommunist Manifesto&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&amp;rdquo;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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	&lt;strong&gt;[13]&lt;/strong&gt; 6/4/2011, &lt;em&gt;MediaCommons&lt;/em&gt;, Biella Coleman em: &amp;ldquo;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://mediacommons.futureofthebook.org/tne/pieces/anonymous-lulz-collective-action&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Anonymous: From the Lulz to Collective Action&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&amp;rdquo;&lt;/div&gt;
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	&lt;strong&gt;[14]&lt;/strong&gt; Em: &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Michael_Wesch&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Michael_Wesch&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
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	&lt;strong&gt;[15]&lt;/strong&gt; Em: &amp;ldquo;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://fr.wikipedia.org/wiki/Attaque_par_d%C3%A9ni_de_service&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Attaque par d&amp;eacute;ni de service&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&amp;rdquo; &lt;strong&gt;[16]&lt;/strong&gt; 11/5/2011, Andr&amp;eacute; Steidel e Giorgio Griziotti, &lt;em&gt;Savoirs Communs&lt;/em&gt; em: &amp;ldquo;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://savoirscommuns.org/reseaux-et-bio-hypermedia/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Production du commun, r&amp;eacute;seaux et bio-hypermedia&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&amp;rdquo;&lt;/div&gt;</description>
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 <pubDate>Tue, 20 Mar 2012 15:40:32 +0000</pubDate>
 <dc:creator>mairabegalli</dc:creator>
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