<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<rss version="2.0" xml:base="http://mutgamb.org"  xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">
<channel>
 <title>Mutirão da Gambiarra - nova escola</title>
 <link>http://mutgamb.org/taxonomy/term/54/0</link>
 <description></description>
 <language>pt-br</language>
<item>
 <title>Meu PC e eu, um relacionamento íntimo</title>
 <link>http://mutgamb.org/fonte/Meu-PC-e-eu-um-relacionamento-%C3%ADntimo</link>
 <description>div id=&quot;txt_materia_foto&quot; &lt;img class=&quot;img_online&quot; src=&quot;http://revistaescola.abril.com.br/imagem/fwa/1176912921458_19.jpg&quot; alt=&quot;Crédito da foto&quot; height=&quot;235&quot; width=&quot;350&quot; /&gt;
		  
         
		  &lt;p style=&quot;font-weight: bold;&quot; class=&quot;txt_materia_legenda&quot;&gt;Computadores coloridos do Projeto Cybersocial: um dos trabalhos desenvolvidos pelo Metareciclagem&lt;/p&gt;
		 
        
		O
que faz você se sentir à vontade com o computador que usa? Afinal,
depois que passamos a usar esta máquina, ela vira parte de nossa
rotina. E como em qualquer outra relação que se prolongue, acabamos
criando laços de intimidade com o PC. Aliás, a sigla PC, para quem
nunca procurou saber, significa Personal Computer (nome inglês para
&quot;computador pessoal&quot;). Eu, por exemplo, me sinto tão, mas tão ligada
aos computadores que uso (o do trabalho e o de casa), que chego a
conversar com as máquinas. Quando ele resolve emperrar, faço carinho no
monitor (Ok, é estranho. Mas é melhor do que dar socos na máquina,
não?).&lt;p&gt;Brincadeiras à parte, o uso diário de um PC, seja para
trabalhar, estudar ou se divertir, leva-nos a criar maneiras de sentir
que ele é nosso, nem que seja somente naqueles minutos em que o usamos.
Aqui na redação, por exemplo, temos um festival de &quot;bichinhos&quot; sobre os
monitores. Cada um coloca um bibelô de que gosta em cima do PC para
torná-lo mais seu, mais parte do seu dia-a-dia. Hoje mesmo, peguei um
de nossos artistas aqui da redação colando uma letra do seu nome no
monitor. Também é comum se colocar uma foto ou uma ilustração com a
qual simpatiza na área de trabalho. Eu tenho a foto de um cubo mágico
na minha. Em cima do meu monitor, tenho uma mini-múmia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essas
identidades que a gente cria são também um caminho para a apropriação
da tecnologia em um sentido mais amplo. Afinal, retomando o que disse
no início do texto, sentir-se à vontade com a máquina é se sentir mais
livre para conhecê-la, explorá-la, manuseá-la. Hoje conversei com um
rapaz que faz parte de um grupo&amp;nbsp;magnífico que desconstrói e reconstrói
a tecnologia. Em uma das várias ações que eles desenvolvem, crianças de
comunidades carentes participam de oficinas onde computadores usados
(frutos de doações) são desmontados para que suas peças sirvam para
montar novas máquinas. Se houver peças que não funcionem, ganham outro
destino. &quot;Nós as descaracterizamos&quot;, conta Felipe Fonseca, o rapaz com
quem falei. &quot;A placa mãe de um computador pode virar capa de agenda, a
placa de memória, um chaveiro. Até obras de arte nós criamos&quot;, conta.
Felipe é pesquisador de Tecnologia da Informação e faz parte do grupo &lt;a href=&quot;http://oxossi.metareciclagem.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Metareciclagem&lt;/a&gt;, que propõe a rearticulação da tecnologia como uma maneira de apropriação social deste conhecimento. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fiquei
impressionada com o trabalho do Felipe – e de mais de 200 pessoas
espalhadas pelo Brasil. O Metareciclagem não é uma organização
não-governamental, mas um grupo de pessoas que, por meio de uma lista
de discussão na internet, divide conhecimentos e etapas de um trabalho
presencial onde se incentiva a sociedade a manipular a tecnologia até
sentir-se dona desta linguagem. &quot;Trabalhamos muito com projetos
comunitários e sociais, onde sempre buscamos preparar as pessoas para
que tenham autonomia e continuem o processo de desconstrução e
reconstrução da tecnologia sem precisar de ajuda&quot;, diz Felipe. &quot;Quando
a peça ou um computador não serve para mais nada, nem para virar peça
de outras máquinas, descartamos em empresas que façam o processo limpo
de reciclagem&quot;. Acima de tudo, o grupo propõe a replicação do
conhecimento, que é fazer com que os participantes se sintam
intimamente ligados às máquinas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa aproximação dos usuários
com seus PCs no Metareciclagem transcende a idéia de se ter uma foto
legal na área de trabalho ou um boneco em cima do monitor. A favor do
uso de softwares livres – programas e aplicativos que não estão
condicionados a compra e venda e podem ser baixados da internet
gratuitamente – e do manuseio livre dos computadores, o grupo orienta
as escolas a parar de trancar as salas de informática. &quot;Há uma certa
resistência das escolas nesse aspecto, talvez porque tenhamos um
discurso muito livre&quot;, observa Felipe. Ele conta um caso
interessantíssimo do quanto as crianças podem se sentir participantes
da linguagem tecnológica. Em um laboratório montado em Santo André
(SP), parte&amp;nbsp;dos computadores era&amp;nbsp;pintada e outra parte&amp;nbsp;tinha&amp;nbsp;a cor
tradicional, bege. Acontece que as crianças pediam licença para usar os
beges, mas nem pestanejavam na hora de usar os coloridos. &quot;Quando
pintamos as máquinas, tiramos dela aquela cara de dispositivo
eletrônico e damos uma visão mais lúdica. As crianças perdem o medo de
usá-la&quot;, conta Felipe.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A apropriação da tecnologia, para Felipe e
para o grupo Metareciclagem vai ainda além de tudo isso. Eles acreditam
que a criança (e todo mundo) devem &quot;entender a chave de fenda como um
acesso ao portal do conhecimento&quot;. &quot;O computador é uma série de
descobertas tecnológicas reunidas&quot;, diz Felipe. &quot;Tratamos de cada
váriável dentro dele, como a placa de som, que é usada para ouvir o som
dos vídeos no Youtube e também pode ser usada para&amp;nbsp;transformar um velho
walkman em transmissor de rádio&quot;, explica. Esse é apenas um exemplo do
trabalho que o Metareciclagem faz. Deu para perceber que se apropriar
da tecnologia não é apenas aprender a digitar e usar a internet. E sim,
conhecer todas as ligações internas de uma máquina e aprender uma série
de outras coisas com elas. Quem participa da Metareciclagem? Inúmeros
perfis: professores, educadores, consultores de marketing,
desenvolvedores de softwares, artistas plásticos e pessoas que vêem a
tecnologia como uma linguagem social.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até a próxima!&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://mutgamb.org/fonte/Meu-PC-e-eu-um-relacionamento-%C3%ADntimo#comments</comments>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/clipping">clipping</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/nova-escola">nova escola</category>
 <wfw:commentRss>http://mutgamb.org/crss/node/65</wfw:commentRss>
 <pubDate>Wed, 18 Apr 2007 15:13:18 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">65 at http://mutgamb.org</guid>
</item>
</channel>
</rss>
