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 <title>Mutirão da Gambiarra - fabs</title>
 <link>http://mutgamb.org/taxonomy/term/535/0</link>
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 <title>Um dialógo sobre liquidez e invisibilidade</title>
 <link>http://mutgamb.org/blog/Um-dialogo-sobre-liquidez-e-invisibilidade</link>
 <description>&lt;p&gt;Fabs puxou uma discuss&amp;atilde;o na lista sobre a sociedade do controle e exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da vida nas redes sociais:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
	Acho importante este debate. Sinto na pele a fala do Eug&amp;egrave;ne Enriquez quando diz que: &amp;quot;aqueles que zelam por sua invisibilidade tendem a ser rejeitados, colocados de lado ou considerados suspeitos de um crime.&amp;quot; Muitas pessoas acham bizarro eu n&amp;atilde;o estar no Facebook. As que j&amp;aacute; me conhecem levam numa boa, mas quem n&amp;atilde;o me conhece normalmente n&amp;atilde;o entende e me olha com desconfian&amp;ccedil;a. Isso tamb&amp;eacute;m bate com a tese sobre privacidade que eu traduzi no&lt;a href=&quot;http://catahistorias.wordpress.com/2011/01/13/ideias-perigozas/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt; Id&amp;eacute;ias Perigozas&lt;/a&gt;, na Introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; Sociedade de Controle. Nada melhor para esse controle do que tirar o direito a privacidade das pessoas, e melhor ainda se elas mesmas se autopoliciarem para confessar o m&amp;aacute;ximo sobre si em p&amp;uacute;blico. E a&amp;iacute; a economia de tocaia, a economia dos espi&amp;otilde;es, lava a &amp;eacute;gua sem gastar um puto com pesquisa.&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;E citou trechos de &lt;a href=&quot;http://imagens.travessa.com.br/capitulo/JORGE_ZAHAR/VIDA_PARA_CONSUMO_A_TRANSFORMACAO_DAS_PESSOAS_EM_MERCADORIA-9788537800669.pdf&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Zygmunt Bauman em Vida para consumo: a transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pessoas em mercadorias&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;
	&amp;quot;O novo pendor pela confiss&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica n&amp;atilde;o pode ser explicado por fatores &amp;#39;espec&amp;iacute;ficos da idade&amp;#39; &amp;ndash; n&amp;atilde;o s&amp;oacute; por eles. Eug&amp;egrave;ne Enriquez resumiu a mensagem que se pode extrair das crescentes evid&amp;ecirc;ncias coletadas em todos os setores do mundo l&amp;iacute;quido-moderno dos consumidores: Desde que n&amp;atilde;o se esque&amp;ccedil;a que o que antes era invis&amp;iacute;vel &amp;ndash; a parcela de intimidade, a vida interior de cada pessoa &amp;ndash; agora deve ser exposto no palco p&amp;uacute;blico (principalmente nas telas de TV, mas tamb&amp;eacute;m na ribalta liter&amp;aacute;ria), vai-se compreender que aqueles que zelam por sua invisibilidade tendem a ser rejeitados, colocados de lado ou considerados suspeitos de um crime. A nudez f&amp;iacute;sica, social e ps&amp;iacute;quica est&amp;aacute; na ordem do dia&amp;quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E uma publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Forbes, &lt;a href=&quot;http://www.forbes.com/sites/jerrymichalski/2012/03/10/big-data-stalker-economy/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;the Stalker Economy&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;
	&amp;quot;All too often what customer-centric companies mean is that they have the customer centered neatly in the cross-hairs of an elaborate mechanism tuned to bop them in the brain with &amp;ldquo;messages&amp;rdquo; so they&amp;rsquo;ll part with more of their cash. It&amp;rsquo;s the well-known consumer mass-marketing engine, now greatly refined. All the new personal data that&amp;rsquo;s pouring into the online world is making it much easier to aim these mechanisms (at us, of course). The resulting environment is what my friend Mary Hodder calls the Stalker Economy&amp;quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Orlando, comentou:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
	&lt;p&gt;Queria poder organizar melhor a sequencia da tredi e entrar forte nesta conversa, que me toca, passa por toda uma luta de anos, de sofrimentos atuais e passados, de viv&amp;ecirc;ncias quase sempre incompreendidas mas o tempo n&amp;atilde;o t&amp;aacute; deixando, ainda n&amp;atilde;o estou conseguindo dobr&amp;aacute;-lo. O &lt;a href=&quot;http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-75901997000100003&amp;amp;script=sci_arttext&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Henriquez escreveu um tempo&lt;/a&gt; atr&amp;aacute;s um lance que deixou a marca do nome dele na minha cabe&amp;ccedil;a, foi um dos respons&amp;aacute;veis por me fazer querer fazer outra &amp;quot;administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;quot;. Fui ler o texo do Bauman, cheguei na metade. Bem um lance que eu tava falando um dia desses sobre pessoas e produtos. reacesso geral! &amp;Eacute; s&amp;oacute; o primeiro capitulo, n&amp;eacute;?! Tem mais de onde veio esse?&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Arlekino, respondeu:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
	&lt;p&gt;Na verdade, o Bauman faz v&amp;aacute;rias vers&amp;otilde;es do mesmo argumento, nos livros dele. &lt;em&gt;Al&amp;eacute;m de Vida para o Consumo&lt;/em&gt;, eu li &lt;em&gt;Comunidade: busca por seguran&amp;ccedil;a no mundo atual&lt;/em&gt;. Muito bons. Mas muita coisa do argumento do Bauman j&amp;aacute; est&amp;aacute; na Sociedade de Consumo, do Baudrillard. C&amp;ecirc;s j&amp;aacute; leram esse? &lt;a href=&quot;http://mcs.sagepub.com/content/31/1/41.short?rss=1&amp;amp;amp%3bssource=mfr&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Users like you? Theorizing agency in user-generated content&lt;/a&gt;. E a&amp;iacute;, essa tema j&amp;aacute; est&amp;aacute; ficando t&amp;atilde;o recorrente (sempre diferente) de um jeito que &amp;agrave;s vezes penso que&amp;nbsp; pod&amp;iacute;amos em montar uma sucursal da &lt;a href=&quot;https://www.privacyinternational.org/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Privacy International&lt;/a&gt; entre n&amp;oacute;s. Eu ia falar no Google Watch e do Scroogle... algu&amp;eacute;m entendeu &lt;a href=&quot;http://searchengineland.com/scroogle-org-is-gone-forever-says-site-owner-112245&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;o que aconteceu?&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fabs:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
	Os dom&amp;iacute;nios que o cara mantinha viraram campo de batalha entre sysadmins e crackers. A&amp;iacute; ele radicalizou e tirou tudo do ar de uma vez.&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&amp;quot;I no longer have any domains online. I also took all my domains out of DNS because I want to signal to the criminal element that I have no more servers to trash.&amp;quot;&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://mutgamb.org/blog/Um-dialogo-sobre-liquidez-e-invisibilidade#comments</comments>
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 <pubDate>Sat, 17 Mar 2012 09:39:52 +0000</pubDate>
 <dc:creator>mairabegalli</dc:creator>
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 <title>Florestas e Códigos</title>
 <link>http://mutgamb.org/blog/Florestas-e-Codigos</link>
 <description>&lt;p&gt;No dia 6 de mar&amp;ccedil;o, entidades ambientalistas divulgaram um manifesto criticando a &lt;a href=&quot;http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/para-ongs-governo-dilma-e-retrocesso-ambiental/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;atual pol&amp;iacute;tica ambiental&lt;/a&gt;. Fabs comentou na lista metarec sobre as falha da proposta:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
	&lt;p&gt;Essa lei geral s&amp;oacute; faz muito bem uma coisa: detonar com os pequenos agricultores!&lt;br /&gt;
		Sinceramente, &amp;eacute; muita falta de vis&amp;atilde;o, tem pencas de agricultores familiares na regi&amp;atilde;o de Joa&amp;ccedil;aba,&lt;br /&gt;
		oeste de Santa Catarina, onde eu passei os primeiros 15 anos da minha vida. Esses agricultores agora n&amp;atilde;o v&amp;atilde;o mais poder utilizar as encostas dos morros pra plantar nada. O problema &amp;eacute; que s&amp;oacute; tem encostas pra plantar, porque a regi&amp;atilde;o &amp;eacute; montanhosa! T&amp;aacute; cheio de parreiras por tudo! S&amp;oacute; em Tangar&amp;aacute;, cidade vizinha de Joa&amp;ccedil;aba, existem no m&amp;iacute;nimo 22 vin&amp;iacute;colas. Essa agricultura praticada, j&amp;aacute; h&amp;aacute; muitos anos pelos imigrantes que povoaram a regi&amp;atilde;o, comprovadamente n&amp;atilde;o provoca eros&amp;atilde;o, mas o novo c&amp;oacute;digo n&amp;atilde;o quer nem saber, rapa fora! E a&amp;iacute; da-lhe &amp;ecirc;xodo rural!&lt;br /&gt;
		E a&amp;iacute; eu pergunto: quem &amp;eacute; que est&amp;aacute; sainda em defesa dos pequenos agricultores, hein? quem?&lt;br /&gt;
		Porque as florestas tem esse bando de ONG a&amp;iacute; que fica botando press&amp;atilde;o. Os latifundi&amp;aacute;rios tem os deputados deles l&amp;aacute; no congresso. Mas e os pequenos agricultores? E a agricultura familiar, respons&amp;aacute;vel por mais da metade da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o nacional, quem &amp;eacute; que defende os interesses dela? uh?&lt;br /&gt;
		Esse bando de ONG a&amp;iacute; bateu o p&amp;eacute; para que o c&amp;oacute;digo fosse aplicado por igual no Brasil inteiro, sem se importarem com as diferen&amp;ccedil;as gigantes que existem neste pa&amp;iacute;s de dimens&amp;otilde;es continentais. Agora quero s&amp;oacute; ver a merda que vai dar quando come&amp;ccedil;arem a ir em cima dos pequenos de novo, porque dos grandes a galera tem medo, ent&amp;atilde;o pra mostrar servi&amp;ccedil;o, quem &amp;eacute; que sofre? T&amp;aacute; tudo muito errado mesmo!&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://mutgamb.org/blog/Florestas-e-Codigos#comments</comments>
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 <pubDate>Mon, 12 Mar 2012 12:55:00 +0000</pubDate>
 <dc:creator>mairabegalli</dc:creator>
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