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 <title>Mutirão da Gambiarra - webinsider</title>
 <link>http://mutgamb.org/taxonomy/term/37/0</link>
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 <title>Reciclar tecnologia por uma cultura popular local</title>
 <link>http://mutgamb.org/fonte/Reciclar-tecnologia-por-uma-cultura-popular-local</link>
 <description>&lt;strong&gt;O copyleft aplicado ao hardware: temos disponível sucata e para nós o lixo tecnológico deve ser reaproveitado. Para fazer inclusão digital, reciclar é dar acesso.&lt;/strong&gt;&lt;br style=&quot;font-weight: bold;&quot; /&gt;&lt;br /&gt;O marco da entrada do software livre no Brasil deu-se com o lançamento do Conectiva Red Hat, que a partir de 1996 disponibilizou uma versão traduzida ao português brasileiro do sistema operacional Gnu/Linux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi de fato a sociedade civil que propagou o uso e construiu as relações de compartilhamento, troca e pesquisa intrínsecas ao projeto de um sistema livre e de código aberto. Ações como o Projeto Software Livre, por exemplo, que realiza desde 2000 anualmente o Fórum Internacional Software Livre (FISL) fizeram com que o Gnu/Linux se tornasse mais utilizado e difundido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os avanços das interfaces gráficas e dos programas multimídia também foram de suma importância para a abrangência do uso do software livre, mas principalmente sua filosofia de livre distribuição, possibilidade de modificação e customização, entre outras, atraiu muitas pessoas. A cultura de uso desta nova ferramenta fez com que os ideais de livre distribuição, compartilhamento e faça você mesma migrassem para outras áreas, como a produção midiática e musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Indymedias foram os primeiros websites de notícias que utilizaram a licença copyleft. No Brasil, no final de 2000, chega o Centro de Mídia Independente. Logo depois, pessoas ligadas à música, como o coletivo pernambucano Re:Combo, passam a utilizar uma licença de remix. É o início da migração dos ideais do software livre para a arte e a cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a receita da feijoada disponível para todo mundo, cada região do país reinventou sua versão, adicionou um tempero regional. O licenciamento que permite executar, estudar, aperfeiçoar e distribuir, originário da GNU General Public License (GPL), passa a ser aplicado em outras esferas que não a do software. O que ocorreu no caso do Brasil, nos últimos dez anos, é que o sistema operacional livre e sua ideologia foi encarado e utilizado como um catalisador para ações que sempre existiram no “mundo analógico”.&lt;br /&gt;Cultura e tecnologia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da distribuição de uma documentação sobre como produzir, aliada à popularização de mídias como gravadores de CDs e DVDs, tornou-se muito mais acessível divulgar realidades regionais. Pois, em contraposição à diversidade brasileira, o monopólio das mídias trabalha em função do jabá, representando na telinha ou no rádio uma cultura muito mais estadunidense (*) que nacional. Quando muito destaca o sudeste e um nordeste rotulado em jargões comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente, a interlocução das mídias livres trabalha mais diretamente com as pessoas, possibilitando que muitas outras vozes e opiniões sejam protagonistas. Conseqüentemente a diversidade é muito maior. Um simples exemplo sobre a produção musical brasileira: quem é mais representativo, a Sony/BMG e seus 38 artistas nacionais contratados ou os mais de 30 mil musicistas cadastrados no Trama Virtual que disponibilizam suas músicas em licenças livres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste aspecto os Encontros de Conhecimentos Livres e as Oficinas locais, promovidos desde 2005 pela Ação Cultura Digital, trabalham com a auto-estima das comunidades a partir do momento em que as colocam como protagonistas de sua própria história e oferecendo a possibilidade de auto-documentação da cultura popular local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram inúmeros os grupos que gravaram seu primeiro CD ou primeiro vídeo de trabalhos criados por gerações. São novas produções culturais refletindo para o mundo a diversidade nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A instrumentalização tecnológica dosPontos de Cultura, entidades selecionadas em edital pelo Ministério da Cultura para receber uma verba com vistas a ampliar suas ações, seja por meio do kit multimídia ou pelo aprendizado do manuseio de ferramentas livres para a produção multimídia, também fez com que estes agentes se tornassem autônomos em sua produção cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é possível trocar material entre projetos de todo país e com acesso à internet pode-se conhecer muitas outras realidades além daquelas exibidas no plim plim da Rede Globo, como no Acervo Livre, repositório de publicações abertas de material multimídia, por exemplo.&lt;br /&gt;Reapropriação das ferramentas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em se tratando da realidade brasileira não faz sentido falar em investimentos milionários em hardware (computadores, filmadoras, etc) para promover essa difusão e produção cultural descentralizada. A grande questão fica em como trabalhar com a diversidade cultural e criatividade com poucos recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diferencial da abordagem brasileira com relação às ferramentas tecnológicas, ou o hardware, é que de fato temos disponível sucata e para nós o lixo tecnológico deve ser reaproveitado. Um máquina de última geração pode até chegar à classe média alta, porém para fazer inclusão digital, entenda-se lá como for o que esta expressão indique, é preciso ter em mente que reciclar é dar acesso.&lt;br /&gt;O copyleft do hardware&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente aí entra o Metareciclagem, proposta que serviu de base para a construção da Ação Cultura Digital. Este projeto não se trata apenas de reciclar máquinas antigas para colocar telecentros em funcionamento. Fazer Metareciclagem é principalmente pensar em como empregar a parafernália tecnológica para projetos socialmente engajados utilizando-se de criatividade artística para isso. Lembrando que por tecnologia entende-se qualquer objeto manipulado pelo ser humano, de uma lápis a um processador dual core.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desmontar teclados, fazer com eles sensores e com estes fazer um piano no chão é um exemplo de Metareciclagem. Uma video wall, ou parede de telas de computador antigas, exibindo imagens é aplicar o conceito de Metareciclagem. Estes são apenas alguns exemplos de projetos executados por pessoas que trabalham com baixa tecnologia, arte e multimídia. São coisas assim que encantam as pessoas por serem quase inimagináveis no primeiro olhar, afinal, você pensaria em um piano ao ver um monte de teclados velhos e estragados? (Veja o vídeo do piano em funcionamento)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que as pessoas que aplicam Metareciclagem em suas vidas de fato fazem é levar o conceito de código aberto ao hardware, à parafernália tecnológica. Pois ao abrir a caixa preta da tecnologia, entender como as máquinas funcionam por dentro, reproduz-se a receita do bolo, da feijoada, utilizando-a de sua própria maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse olhar, que vislumbra possibilidades infinitas, reflete a criatividade típica das brasileiras e brasileiros. Se propomos novos usos no artesanato porque não na tecnologia? Além disso, a simples atitude de reaprovetar a baixa tecnologia é negar a obsolescência programada da indústria. Ao abrir as máquinas desmistifica-se o que é um computador, seu funcionamento e sua distância, seja ela de origem financeira ou de aprendizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grupos e coletivos como o Metareciclagem, o Mídia Tática e o Centro de Mídia Independente, atuantes direta ou indiretamente no MinC por meio da Ação Cultura Digital, misturam o low tech com o multimídia em um contexto de mudanças sócio econômicas do qual emergem os conceitos do software livre e os novos tipos de licenciamento de obras artísticas e intelectuais, em um processo colaborativo que muda a forma com que a cultura, a mídia e a tecnologia serão vistas pelas novas gerações. [Webinsider]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;……………………………………………………..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) O termo estadunidense é utilizado ao invés de norte americanos pois entende-se por norte americanos também os mexicanos e canadenses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colaborou Tati Wells&lt;br /&gt;
	&lt;h3&gt;Sobre o autor&lt;/h3&gt;
	&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Drica Veloso&lt;/strong&gt;
(&lt;a href=&quot;mailto:drica@estudiolivre.org&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;drica@estudiolivre.org&lt;/a&gt;) faz parte da história do Software Livre no
Brasil e participa de projetos como Cultura Digital, Conversê e &lt;strong&gt;&lt;a title=&quot; (Este link abre uma nova janela!)&quot; target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://drica.estudiolivre.org/&quot; rel=&quot;externo&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Estúdio Livre&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;</description>
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 <pubDate>Sun, 24 Dec 2006 11:47:00 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>Entrevista</title>
 <link>http://mutgamb.org/fonte/Entrevista</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://virgulaimagem.blogspot.com/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Marcelo Terça-Nada&lt;/a&gt; me entrevistou pra &lt;a href=&quot;http://webinsider.uol.com.br/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;webinsider&lt;/a&gt;, sobre o pc para todos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;On 1/17/06, “Marcelo Terça-Nada!” wrote:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;gt;  - Sobre o Metareciclagem: Quando começou? Como está o funcionamento?&lt;br /&gt;
&amp;gt; Quantas pessoas estão envolvidas hoje?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A MetaReciclagem virou uma metodologia, não mais um grupo. Mais de&lt;br /&gt;
100 pessoas participam da lista de discussão, mas a idéia de reapropriação&lt;br /&gt;
e descontrução da tecnologia vão além. Influenciaram os pontos de cultura&lt;br /&gt;
do Minc, os implementadores do GESAC, do Minicom, e ação de diversos&lt;br /&gt;
grupos, ongs e ativistas. Não temos números exatos (e não nos interessa&lt;br /&gt;
ter), mas as discussões e presenças continuam bem interessantes. Meia&lt;br /&gt;
dúzia de espaços em diversos locais do Brasil se denominam espaços&lt;br /&gt;
de MetaReciclagem, e temos um centro de referência em São Paulo,&lt;br /&gt;
na galeria Olido, ali no centro. A MetaReciclagem existe há três anos,&lt;br /&gt;
e nesse meio-tempo já montamos mais de uma dúzia de telecentros,&lt;br /&gt;
participamos de dezenas de eventos, mandamos dois integrantes para&lt;br /&gt;
uma residência de dois meses na Índia, demos oficinas relacionadas a&lt;br /&gt;
software livre para mais de mil pessoas, criamos pelo menos duas distribuições&lt;br /&gt;
de linux, ajudamos a desenvolver projetos e programas institucionais&lt;br /&gt;
e de governo. Mas isso interessa menos que entender que mantivemos&lt;br /&gt;
um nível acelerado de inovação e reinvenção, nossos objetivos mais caros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;gt;  - As primeiras notícias sobre o número de vendas do PC para Todos indicam&lt;br /&gt;
&amp;gt; que o programa vai ser um sucesso de venda (Vejam essas matérias: primeira,&lt;br /&gt;
&amp;gt; segunda, terceira). Como vcs acham que isso vai refletir de verdade no uso e&lt;br /&gt;
&amp;gt; no espaço do Linux e do Software Livre aqui no Brasil?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O interessante da proliferação do uso de computadores é que ninguém&lt;br /&gt;
consegue prever quais novos usos serão propostos. Não tenho dúvidas&lt;br /&gt;
de que muitos desses computadores possam eventualmente cair no&lt;br /&gt;
velho ciclo do software pirata, mas o simples fato de chegarem com&lt;br /&gt;
sotware livre pode fazer uma grande diferença. É claro que ter computadores&lt;br /&gt;
em casa não exclui o modelo de telecentro, que tem outra natureza e&lt;br /&gt;
outros objetivos. Mas a curva de aprendizado e a intimidade com a&lt;br /&gt;
tecnologia podem se acelerar muito com o computador para todos.&lt;br /&gt;
A questão passa longe da visão tradicional de empregabilidade ou&lt;br /&gt;
simples acesso à informação. Ter em casa uma máquina de manipulação&lt;br /&gt;
de informação (talvez uma visão mais etimológica da “informática”)&lt;br /&gt;
é um caminho possível para a geração de autonomia e uma visão crítica&lt;br /&gt;
dessa era hiperinformada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;gt;  - Além dessa história do número de computadores vendidos, o Computador para&lt;br /&gt;
&amp;gt; todos chamou a atenção do pessoal das lojas para o fato que é viável (e&lt;br /&gt;
&amp;gt; lucrativo) vender computadores com Linux. A um ano atrás era raríssimo&lt;br /&gt;
&amp;gt; encontrarmos computadores com linux para comprar. Hoje é muito comum se ver&lt;br /&gt;
&amp;gt; anúncios de computadores com Linux nos folhetos de grandes supermercados&lt;br /&gt;
&amp;gt; (muitos inclusive não-participantes do PC para todos). O que vcs acham&lt;br /&gt;
&amp;gt; disso?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A princípio, o uso de software livre nesses PCs pode contribuir em muito&lt;br /&gt;
para a formação de massa crítica de usuários no país. Agora é possível&lt;br /&gt;
começar a pensar em sustentabilidade econômica para o software livre.&lt;br /&gt;
Mas - e faço a ressalva de que não testei as distribuições usadas nessas&lt;br /&gt;
máquinas - o software livre pode ser um tiro no pé se não for muito bem&lt;br /&gt;
planejado. Se criarmos uma geração de usuários frustrados, pode ser&lt;br /&gt;
difícil reverter o quadro. É por isso que surgiram esforços como o pclivre[1],&lt;br /&gt;
que pretende agregar a comunidade de desenvolvedores de software livre&lt;br /&gt;
para propor soluções para o PC para todos. Se todo o esforço necessário&lt;br /&gt;
de suporte e aprendizado depender somente de uma ou um grupo de&lt;br /&gt;
empresas, pode ser que vejamos um grande fracasso. A comunidade&lt;br /&gt;
do software livre precisa se unir, e o pclivre é um bom ambiente para&lt;br /&gt;
que isso aconteça, para garantir que o software livre seja viável a longo&lt;br /&gt;
prazo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;gt;  - Quais são os principais obstáculos de um projeto como o Computador para&lt;br /&gt;
&amp;gt; todos?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A carência de subsídios que facilitem o acesso à internet. Boa parte&lt;br /&gt;
das questões de suporte e aprendizado que certamente vão surgir&lt;br /&gt;
poderia ser encaminhada à comunidade do software livre. Sem acesso&lt;br /&gt;
à internet, as coisas ficam mais difíceis, e o risco do programa virar&lt;br /&gt;
PC pirata é muito grande.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;gt;  - Vocês têm notícia de pessoas que compraram o computador e do que elas&lt;br /&gt;
&amp;gt; estão achando?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda não. Na verdade, eu estou pensando em comprar um para testar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;gt;  - O que vcs tem a me dizer sobre outros programas do governo como o Pontos&lt;br /&gt;
&amp;gt; de Cultura, Gesac, Casas Brasil (e Telecentros em geral)? Está sendo boa a&lt;br /&gt;
&amp;gt; experiência do Linux+Software Livre nesses programas? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A experiência do linux+software livre não é apenas de troca de sistema&lt;br /&gt;
operacional ou de mais um software. Na verdade, se trata de uma mudança&lt;br /&gt;
de paradigmas. Não existe mais uma empresa na qual pôr a culpa quando&lt;br /&gt;
as coisas não dão certo. Na verdade, em se falando de software livre, o&lt;br /&gt;
grande culpado quando as coisas não funcionam é o usuário que não&lt;br /&gt;
relatou os problemas pelos quais passou. Isso cria um novo senso de&lt;br /&gt;
responsabilidade e mesmo de identidade: o software livre não é da&lt;br /&gt;
empresa que o empacotou ou do desenvolvedor que o criou: é da&lt;br /&gt;
comunidade. É dos usuários. É meu, em última instância, ao mesmo&lt;br /&gt;
tempo que é do meu vizinho e de alguém no Japão ou na Nigéria. Mais&lt;br /&gt;
do que usar um aplicativo, eu faço parte de uma comunidade de um&lt;br /&gt;
processo cultural (pois produzido socialmente) que está em eterno&lt;br /&gt;
desenvolvimento. É outra perspectiva para se relacionar com a&lt;br /&gt;
informação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;gt;  - E a “inclusão digital” como anda meio a isso tudo?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Faz tempo que não acredito em inclusão digital:&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://metareciclagem.org/weblog/?p=4&quot; title=&quot;http://metareciclagem.org/weblog/?p=4&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://metareciclagem.org/weblog/?p=4&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[1] &lt;a href=&quot;http://www.pclivre.org.br&quot; title=&quot;http://www.pclivre.org.br&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.pclivre.org.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Thu, 19 Jan 2006 16:01:52 +0000</pubDate>
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