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 <title>Mutirão da Gambiarra - clipping</title>
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 <title>ONG democratiza informática</title>
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 <description>&lt;em&gt;Instituto de Ecocidadania Juriti promove a pedagogia itinerante, com projeto vencedor de seleção&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Juazeiro
do Norte. Uma sucata de ônibus, transformada em ferramenta móvel de
divulgação das políticas públicas de inclusão digital e difusão do
conhecimento começa a percorrer os bairros de Juazeiro do Norte. O
projeto chamado Expresso Digital iniciou seu percurso por bairros da
cidade no dia 24 de março, a partir da Colina do Horto do Pe. Cícero. O
Expresso Digital é uma das iniciativas selecionadas pelo programa Novos
Brasis, do Oi Futuro, instituto de responsabilidade social da Oi, que
objetiva democratizar o acesso ao conhecimento, incentivar a criação
artística e valorizar a diversidade cultural nas grandes e pequenas
cidades do Brasil. A ONG Juriti foi a única experiência vencedora no
Estado do Ceará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto é uma ação do Instituto de
Ecocidadania Juriti, organização não-governamental criada em 1998 para
desenvolver ações político-educativas nos campos social, cultural,
ambiental e econômico. A proposta de pedagogia itinerante foi
selecionada pelo Oi Futuro para promover a cidadania em Juazeiro do
Norte, município onde 29,3 mil moradores têm menos de um ano de estudo.
“Com a parceria do Oi Futuro, efetivamente iremos realizar nosso sonho
de inclusão digital na cidade”, afirma a socióloga Cristina Diogo,
fundadora da ONG Juriti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Equipado com oito computadores ligados
à internet, o ônibus levará tecnologia da informação para comunidades
de 24 bairros do município. Nele, um telão exibirá diariamente filmes
nacionais e estrangeiros. Também serão realizadas teleconferências
sobre temas como saneamento, energia, educação, saúde e
infra-estrutura. Servirá como um canal de comunicação na busca de
soluções viáveis que gerem desenvolvimento local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo
Cristina, o trabalho não se restringe apenas à inclusão digital. Vai
mais longe, com a exibição de filmes nacionais e estrangeiros, por meio
de um telão, fora do circuito comercial, além de inclusão cidadã. A
meta é proporcionar a prestação de serviços, com a participação da
comunidade, por meio de teleconferências, na busca de soluções viáveis
que gerem o desenvolvimento. “Se a comunidade tem algo a dizer sobre os
serviços da Cagece, colocamos ela ao vivo para dialogar com os
responsáveis pela instituição”, diz Cristina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto
interessante da iniciativa será a criação do Portal Expresso Digital,
com links de serviços, para que as pessoas possam atualizar documentos
como CPF, 2ª via de documentos, além da Feira Digital, onde poderão
expor produtos para venda ou troca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Expresso Digital realizará
ainda oficinas e promoverá a reciclagem de computadores. Dentro do
ônibus, que rodará pelas comunidades, serão ministrados cursos de
introdução à informática. Na parte externa serão montadas as oficinas
de metareciclagem — técnica que busca transformar um computador em
desuso em uma nova máquina com mil utilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante um ano, o
Expresso Digital disseminará as tecnologias de informação e sua
utilização para melhoria da qualidade de vida. A idéia é que, ao final
do aprendizado, os alunos sejam encaminhados para espaços públicos de
inclusão digital como telecentros, laboratórios de informática, ilhas
digitais e escolas especializadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Expresso permanecerá 15
dias em cada bairro. Emanuel da Silva, 12 anos, e Abraão Manoel de
Freitas, 13 anos, moradores da Colina do Horto, aprovam a idéia. “Os
computadores vão permitir aprender mais sobre o respeito ao meio
ambiente”, afirma Emanuel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SAIBA MAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Educação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O
Instituto de Ecocidadania Juriti foi criado em 1998 para desenvolver
ações político-educativas nos campos social, cultural, ambiental e
econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vocação&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No sertão do Cariri
cearense, extremo sul do Estado, Juazeiro do Norte é considerado o
maior centro comercial do interior com vocação também para o
artesanato. A cidade é famosa pelas romarias em homenagem ao Padre
Cícero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Intercâmbio&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nesta região, a
socióloga Cristina Diogo criou a ONG Juriti. Ela avalia que a seleção
da ONG inclui a entidade numa rede de projetos bem sucedidos espalhados
pelo País, possibilitando o intercâmbio de experiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mais informações:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Instituto de Ecocidadania Juriti&lt;br /&gt;Rua Eletricitário João Rocha Matos, 330, bairro Leandro Bezerra&lt;br /&gt;(88) 3571.1580</description>
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 <pubDate>Fri, 28 Mar 2008 14:37:47 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>Lixo tecnológico: como solucionar?</title>
 <link>http://mutgamb.org/fonte/Lixo-tecnol%C3%B3gico-como-solucionar</link>
 <description>Em 2007 os brasileiros compraram 20 milhões de computadores, 11 milhões de
televisores e 21,1 milhões de novos telefones celulares. Números que
comprovam o crescimento do consumo de artigos de tecnologia, mas que
trazem à tona uma grande preocupação - o destino do lixo tecnológico. A
equação é simples: quanto maior o consumo, maior a produção de lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O
que fazer com esse lixo é a pergunta de muitos e é também o tema da
Semana da Inclusão Digital de 2008, promovida de 25 a 28 de março pelo
Comitê para Democratização da Informática (CDI), em Santa Catarina.
Recentemente Santa Catarina ganhou uma legislação sobre o assunto.
Desde o dia 25 de janeiro, fabricantes, importadoras e empresas que
comercializam eletrônicos são os responsáveis por dar um destino final
ecologicamente adequado aos equipamentos e seus componentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A
sanção da lei não poderia vir em melhor hora. O lixo tecnológico possui
resíduos tóxicos e perigosos apresenta um tempo de decomposição
bastante longo. Um monitor, por exemplo, leva cerca de 300 anos para
desaparecer na natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que poucos sabem é que o lixo
tecnológico também pode ser reaproveitado, gerando oportunidades de
emprego e renda. Essa é a idéia da Metareciclagem, que propõe a
transformação social por meio da reapropriação da tecnologia – desde o
reaproveitamento de computadores para laboratórios de inclusão digital,
até a transformação de resíduos eletrônicos em peças de artesanato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante
o ano de 2008, o CDI irá difundir o reaproveitamento consciente do lixo
tecnológico. No nosso Estado, por exemplo, o CDI-SC já capacitou seus
educadores para disseminar a Metareciclagem em suas escolas. Assim,
esperamos divulgar a idéia e conscientizar a população, encontrando
cada vez mais alternativas de reaproveitamento deste tipo de material.
Vemos, assim que além de proteger a natureza, o reaproveitamento dos
eletrônicos que jogamos fora pode gerar inclusão digital e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Antônio Póvoas Dias é presidente do Comitê para Comitê para Democratização da Informática de Santa Catarina (CDI-SC)&lt;/em&gt;</description>
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 <pubDate>Thu, 20 Mar 2008 11:24:00 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>Tecnologia, cultura e desenvolvimento</title>
 <link>http://mutgamb.org/fonte/Tecnologia-cultura-e-desenvolvimento</link>
 <description>&lt;em&gt;Oi Futuro lança, nesta quinta-feira, novo edital de apoio e parceria com organizações sem fins lucrativos&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A
rotina de 24 diferentes bairros de Juazeiro do Norte vai mudar a partir
do final deste mês: um ônibus especial percorrerá esses lugares
oferecendo mais que transporte. É que o pessoal da ong Instituto de
Ecocidadania Juriti montou, a partir de uma carcaça esquecida daqueles
ônibus americanos, amarelinhos, uma verdadeira estrutura para
apresentar ou tornar mais familiar o acesso à internet. São oito
computadores conectados que ficarão à disposição da população de cada
bairro, um seguido do outro, durante 15 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Paralelo a isso,
no ônibus vai ter apresentações de cinema. A gente não vai exibir
filmes de circuito comercial, mas de produção independente”, explica
Cristina Diogo, coordenadora da ong. Todo o processo foi possível por
que o projeto foi aprovado no Programa Novos Brasis 2007, promovido
pela Oi Futuro. A partir de amanhã até dia 15 de abril, a Oi Futuro
abre inscrições para a edição deste ano, que mantém a mesma proposta do
anterior: utilizar “a tecnologia da informação e comunicação para
acelerar o desenvolvimento humano”, como especifica o material de
divulgação. Poderão se inscrever organizações do terceiro setor sem
fins lucrativos. Os selecionados farão parte de uma rede de discussão
na internet e serão convidados para um encontro anual para a troca de
experiências. A Oi Futuro garante ainda um acompanhamento durante o
desenvolvimento do projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A cada 15 dias a gente faz uma
tele-conferência. A gente vai detectar junto à comunidade quais os
problemas que elas passam. Se é, por exemplo, a questão da água, a
gente vai fazer uma tele-conferência com um representante da Cagece”,
continua Cristina. O que ela mais gosta de frisar com relação ao
projeto, no entanto, é o que chama de metareciclagem. Ao pegarem a
carcaça do ônibus e reconstruírem todo o interior, a coordenadora
acredita estarem contribuindo para o meio ambiente, uma das questões
centrais da ong, além de viabilizarem o projeto. “o valor total do
projeto foi de R$ 150 mil. Só a montagem do ônibus foi de R$ 113 mil.
Mas se a gente fosse usar material novo teria sido muito mais”, conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora
é tentar lidar com a ansiedade. “O primeiro trabalho foi muito
invisível. Passamos quatro meses na montagem. É quase como um filho!”,
brinca Cristina. Se você morar em Juazeiro ou estiver de passagem pela
cidade, não perca o lançamento do projeto, que vai ser dia 24 de março,
no Horto. aniversário do padre Cícero. “É uma data muito especial pra
nós, pois completamos dez anos esse ano. É também aniversário de Pe.
Cícero”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mais informações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inscrições do Programa
Novos Brasis 2008 no site &lt;a href=&quot;http://www.oifuturo.org.br&quot; title=&quot;www.oifuturo.org.br&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;www.oifuturo.org.br&lt;/a&gt; de 13 de março a 15 de
abril. Para saber mais sobre o projeto da ong Juriti, contatos pelo
Fone: (88) 3571.5208&lt;/em&gt;</description>
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 <pubDate>Thu, 13 Mar 2008 15:36:00 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>Oficina capacita jovens para o trabalho na zona oeste de Sorocaba</title>
 <link>http://mutgamb.org/fonte/Oficina-capacita-jovens-para-o-trabalho-na-zona-oeste-de-Sorocaba</link>
 <description>O prefeito Vitor Lippi inaugurou oficialmente,
nesta sexta-feira, 7, a oficina de metareciclagem do Jardim Nova
Esperança, zona oeste de Sorocaba. A atividade está inserida no
programa Bairro Mais Feliz e tem como objetivo capacitar jovens para
geração de renda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A oficina utiliza computadores fora de uso para que os alunos aprendam
técnicas de montagem e manutenção das máquinas. Além do
reaproveitamento do material, o curso está garantindo a destinação
adequada para o chamado lixo tecnológico, uma vez que entre as doações
estão computadores com configurações ultrapassadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As aulas também proporcionam conhecimentos em instalação de software,
montagem de laboratórios reciclados e criação artística na pintura
personalizada dos computadores. Atualmente, participam do projeto 140
jovens, com as aulas sendo ministradas num galpão alugado na avenida
Nove de Julho, na Vila Barão, próximo ao Jardim Nova Esperança.</description>
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 <pubDate>Fri, 07 Mar 2008 15:38:42 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>Meu PC e eu, um relacionamento íntimo</title>
 <link>http://mutgamb.org/fonte/Meu-PC-e-eu-um-relacionamento-%C3%ADntimo</link>
 <description>div id=&quot;txt_materia_foto&quot; &lt;img class=&quot;img_online&quot; src=&quot;http://revistaescola.abril.com.br/imagem/fwa/1176912921458_19.jpg&quot; alt=&quot;Crédito da foto&quot; height=&quot;235&quot; width=&quot;350&quot; /&gt;
		  
         
		  &lt;p style=&quot;font-weight: bold;&quot; class=&quot;txt_materia_legenda&quot;&gt;Computadores coloridos do Projeto Cybersocial: um dos trabalhos desenvolvidos pelo Metareciclagem&lt;/p&gt;
		 
        
		O
que faz você se sentir à vontade com o computador que usa? Afinal,
depois que passamos a usar esta máquina, ela vira parte de nossa
rotina. E como em qualquer outra relação que se prolongue, acabamos
criando laços de intimidade com o PC. Aliás, a sigla PC, para quem
nunca procurou saber, significa Personal Computer (nome inglês para
&quot;computador pessoal&quot;). Eu, por exemplo, me sinto tão, mas tão ligada
aos computadores que uso (o do trabalho e o de casa), que chego a
conversar com as máquinas. Quando ele resolve emperrar, faço carinho no
monitor (Ok, é estranho. Mas é melhor do que dar socos na máquina,
não?).&lt;p&gt;Brincadeiras à parte, o uso diário de um PC, seja para
trabalhar, estudar ou se divertir, leva-nos a criar maneiras de sentir
que ele é nosso, nem que seja somente naqueles minutos em que o usamos.
Aqui na redação, por exemplo, temos um festival de &quot;bichinhos&quot; sobre os
monitores. Cada um coloca um bibelô de que gosta em cima do PC para
torná-lo mais seu, mais parte do seu dia-a-dia. Hoje mesmo, peguei um
de nossos artistas aqui da redação colando uma letra do seu nome no
monitor. Também é comum se colocar uma foto ou uma ilustração com a
qual simpatiza na área de trabalho. Eu tenho a foto de um cubo mágico
na minha. Em cima do meu monitor, tenho uma mini-múmia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essas
identidades que a gente cria são também um caminho para a apropriação
da tecnologia em um sentido mais amplo. Afinal, retomando o que disse
no início do texto, sentir-se à vontade com a máquina é se sentir mais
livre para conhecê-la, explorá-la, manuseá-la. Hoje conversei com um
rapaz que faz parte de um grupo&amp;nbsp;magnífico que desconstrói e reconstrói
a tecnologia. Em uma das várias ações que eles desenvolvem, crianças de
comunidades carentes participam de oficinas onde computadores usados
(frutos de doações) são desmontados para que suas peças sirvam para
montar novas máquinas. Se houver peças que não funcionem, ganham outro
destino. &quot;Nós as descaracterizamos&quot;, conta Felipe Fonseca, o rapaz com
quem falei. &quot;A placa mãe de um computador pode virar capa de agenda, a
placa de memória, um chaveiro. Até obras de arte nós criamos&quot;, conta.
Felipe é pesquisador de Tecnologia da Informação e faz parte do grupo &lt;a href=&quot;http://oxossi.metareciclagem.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Metareciclagem&lt;/a&gt;, que propõe a rearticulação da tecnologia como uma maneira de apropriação social deste conhecimento. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fiquei
impressionada com o trabalho do Felipe – e de mais de 200 pessoas
espalhadas pelo Brasil. O Metareciclagem não é uma organização
não-governamental, mas um grupo de pessoas que, por meio de uma lista
de discussão na internet, divide conhecimentos e etapas de um trabalho
presencial onde se incentiva a sociedade a manipular a tecnologia até
sentir-se dona desta linguagem. &quot;Trabalhamos muito com projetos
comunitários e sociais, onde sempre buscamos preparar as pessoas para
que tenham autonomia e continuem o processo de desconstrução e
reconstrução da tecnologia sem precisar de ajuda&quot;, diz Felipe. &quot;Quando
a peça ou um computador não serve para mais nada, nem para virar peça
de outras máquinas, descartamos em empresas que façam o processo limpo
de reciclagem&quot;. Acima de tudo, o grupo propõe a replicação do
conhecimento, que é fazer com que os participantes se sintam
intimamente ligados às máquinas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa aproximação dos usuários
com seus PCs no Metareciclagem transcende a idéia de se ter uma foto
legal na área de trabalho ou um boneco em cima do monitor. A favor do
uso de softwares livres – programas e aplicativos que não estão
condicionados a compra e venda e podem ser baixados da internet
gratuitamente – e do manuseio livre dos computadores, o grupo orienta
as escolas a parar de trancar as salas de informática. &quot;Há uma certa
resistência das escolas nesse aspecto, talvez porque tenhamos um
discurso muito livre&quot;, observa Felipe. Ele conta um caso
interessantíssimo do quanto as crianças podem se sentir participantes
da linguagem tecnológica. Em um laboratório montado em Santo André
(SP), parte&amp;nbsp;dos computadores era&amp;nbsp;pintada e outra parte&amp;nbsp;tinha&amp;nbsp;a cor
tradicional, bege. Acontece que as crianças pediam licença para usar os
beges, mas nem pestanejavam na hora de usar os coloridos. &quot;Quando
pintamos as máquinas, tiramos dela aquela cara de dispositivo
eletrônico e damos uma visão mais lúdica. As crianças perdem o medo de
usá-la&quot;, conta Felipe.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A apropriação da tecnologia, para Felipe e
para o grupo Metareciclagem vai ainda além de tudo isso. Eles acreditam
que a criança (e todo mundo) devem &quot;entender a chave de fenda como um
acesso ao portal do conhecimento&quot;. &quot;O computador é uma série de
descobertas tecnológicas reunidas&quot;, diz Felipe. &quot;Tratamos de cada
váriável dentro dele, como a placa de som, que é usada para ouvir o som
dos vídeos no Youtube e também pode ser usada para&amp;nbsp;transformar um velho
walkman em transmissor de rádio&quot;, explica. Esse é apenas um exemplo do
trabalho que o Metareciclagem faz. Deu para perceber que se apropriar
da tecnologia não é apenas aprender a digitar e usar a internet. E sim,
conhecer todas as ligações internas de uma máquina e aprender uma série
de outras coisas com elas. Quem participa da Metareciclagem? Inúmeros
perfis: professores, educadores, consultores de marketing,
desenvolvedores de softwares, artistas plásticos e pessoas que vêem a
tecnologia como uma linguagem social.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até a próxima!&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Wed, 18 Apr 2007 15:13:18 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>Reciclar tecnologia por uma cultura popular local</title>
 <link>http://mutgamb.org/fonte/Reciclar-tecnologia-por-uma-cultura-popular-local</link>
 <description>&lt;strong&gt;O copyleft aplicado ao hardware: temos disponível sucata e para nós o lixo tecnológico deve ser reaproveitado. Para fazer inclusão digital, reciclar é dar acesso.&lt;/strong&gt;&lt;br style=&quot;font-weight: bold;&quot; /&gt;&lt;br /&gt;O marco da entrada do software livre no Brasil deu-se com o lançamento do Conectiva Red Hat, que a partir de 1996 disponibilizou uma versão traduzida ao português brasileiro do sistema operacional Gnu/Linux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi de fato a sociedade civil que propagou o uso e construiu as relações de compartilhamento, troca e pesquisa intrínsecas ao projeto de um sistema livre e de código aberto. Ações como o Projeto Software Livre, por exemplo, que realiza desde 2000 anualmente o Fórum Internacional Software Livre (FISL) fizeram com que o Gnu/Linux se tornasse mais utilizado e difundido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os avanços das interfaces gráficas e dos programas multimídia também foram de suma importância para a abrangência do uso do software livre, mas principalmente sua filosofia de livre distribuição, possibilidade de modificação e customização, entre outras, atraiu muitas pessoas. A cultura de uso desta nova ferramenta fez com que os ideais de livre distribuição, compartilhamento e faça você mesma migrassem para outras áreas, como a produção midiática e musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Indymedias foram os primeiros websites de notícias que utilizaram a licença copyleft. No Brasil, no final de 2000, chega o Centro de Mídia Independente. Logo depois, pessoas ligadas à música, como o coletivo pernambucano Re:Combo, passam a utilizar uma licença de remix. É o início da migração dos ideais do software livre para a arte e a cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a receita da feijoada disponível para todo mundo, cada região do país reinventou sua versão, adicionou um tempero regional. O licenciamento que permite executar, estudar, aperfeiçoar e distribuir, originário da GNU General Public License (GPL), passa a ser aplicado em outras esferas que não a do software. O que ocorreu no caso do Brasil, nos últimos dez anos, é que o sistema operacional livre e sua ideologia foi encarado e utilizado como um catalisador para ações que sempre existiram no “mundo analógico”.&lt;br /&gt;Cultura e tecnologia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da distribuição de uma documentação sobre como produzir, aliada à popularização de mídias como gravadores de CDs e DVDs, tornou-se muito mais acessível divulgar realidades regionais. Pois, em contraposição à diversidade brasileira, o monopólio das mídias trabalha em função do jabá, representando na telinha ou no rádio uma cultura muito mais estadunidense (*) que nacional. Quando muito destaca o sudeste e um nordeste rotulado em jargões comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente, a interlocução das mídias livres trabalha mais diretamente com as pessoas, possibilitando que muitas outras vozes e opiniões sejam protagonistas. Conseqüentemente a diversidade é muito maior. Um simples exemplo sobre a produção musical brasileira: quem é mais representativo, a Sony/BMG e seus 38 artistas nacionais contratados ou os mais de 30 mil musicistas cadastrados no Trama Virtual que disponibilizam suas músicas em licenças livres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste aspecto os Encontros de Conhecimentos Livres e as Oficinas locais, promovidos desde 2005 pela Ação Cultura Digital, trabalham com a auto-estima das comunidades a partir do momento em que as colocam como protagonistas de sua própria história e oferecendo a possibilidade de auto-documentação da cultura popular local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram inúmeros os grupos que gravaram seu primeiro CD ou primeiro vídeo de trabalhos criados por gerações. São novas produções culturais refletindo para o mundo a diversidade nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A instrumentalização tecnológica dosPontos de Cultura, entidades selecionadas em edital pelo Ministério da Cultura para receber uma verba com vistas a ampliar suas ações, seja por meio do kit multimídia ou pelo aprendizado do manuseio de ferramentas livres para a produção multimídia, também fez com que estes agentes se tornassem autônomos em sua produção cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é possível trocar material entre projetos de todo país e com acesso à internet pode-se conhecer muitas outras realidades além daquelas exibidas no plim plim da Rede Globo, como no Acervo Livre, repositório de publicações abertas de material multimídia, por exemplo.&lt;br /&gt;Reapropriação das ferramentas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em se tratando da realidade brasileira não faz sentido falar em investimentos milionários em hardware (computadores, filmadoras, etc) para promover essa difusão e produção cultural descentralizada. A grande questão fica em como trabalhar com a diversidade cultural e criatividade com poucos recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diferencial da abordagem brasileira com relação às ferramentas tecnológicas, ou o hardware, é que de fato temos disponível sucata e para nós o lixo tecnológico deve ser reaproveitado. Um máquina de última geração pode até chegar à classe média alta, porém para fazer inclusão digital, entenda-se lá como for o que esta expressão indique, é preciso ter em mente que reciclar é dar acesso.&lt;br /&gt;O copyleft do hardware&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente aí entra o Metareciclagem, proposta que serviu de base para a construção da Ação Cultura Digital. Este projeto não se trata apenas de reciclar máquinas antigas para colocar telecentros em funcionamento. Fazer Metareciclagem é principalmente pensar em como empregar a parafernália tecnológica para projetos socialmente engajados utilizando-se de criatividade artística para isso. Lembrando que por tecnologia entende-se qualquer objeto manipulado pelo ser humano, de uma lápis a um processador dual core.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desmontar teclados, fazer com eles sensores e com estes fazer um piano no chão é um exemplo de Metareciclagem. Uma video wall, ou parede de telas de computador antigas, exibindo imagens é aplicar o conceito de Metareciclagem. Estes são apenas alguns exemplos de projetos executados por pessoas que trabalham com baixa tecnologia, arte e multimídia. São coisas assim que encantam as pessoas por serem quase inimagináveis no primeiro olhar, afinal, você pensaria em um piano ao ver um monte de teclados velhos e estragados? (Veja o vídeo do piano em funcionamento)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que as pessoas que aplicam Metareciclagem em suas vidas de fato fazem é levar o conceito de código aberto ao hardware, à parafernália tecnológica. Pois ao abrir a caixa preta da tecnologia, entender como as máquinas funcionam por dentro, reproduz-se a receita do bolo, da feijoada, utilizando-a de sua própria maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse olhar, que vislumbra possibilidades infinitas, reflete a criatividade típica das brasileiras e brasileiros. Se propomos novos usos no artesanato porque não na tecnologia? Além disso, a simples atitude de reaprovetar a baixa tecnologia é negar a obsolescência programada da indústria. Ao abrir as máquinas desmistifica-se o que é um computador, seu funcionamento e sua distância, seja ela de origem financeira ou de aprendizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grupos e coletivos como o Metareciclagem, o Mídia Tática e o Centro de Mídia Independente, atuantes direta ou indiretamente no MinC por meio da Ação Cultura Digital, misturam o low tech com o multimídia em um contexto de mudanças sócio econômicas do qual emergem os conceitos do software livre e os novos tipos de licenciamento de obras artísticas e intelectuais, em um processo colaborativo que muda a forma com que a cultura, a mídia e a tecnologia serão vistas pelas novas gerações. [Webinsider]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;……………………………………………………..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) O termo estadunidense é utilizado ao invés de norte americanos pois entende-se por norte americanos também os mexicanos e canadenses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colaborou Tati Wells&lt;br /&gt;
	&lt;h3&gt;Sobre o autor&lt;/h3&gt;
	&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Drica Veloso&lt;/strong&gt;
(&lt;a href=&quot;mailto:drica@estudiolivre.org&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;drica@estudiolivre.org&lt;/a&gt;) faz parte da história do Software Livre no
Brasil e participa de projetos como Cultura Digital, Conversê e &lt;strong&gt;&lt;a title=&quot; (Este link abre uma nova janela!)&quot; target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://drica.estudiolivre.org/&quot; rel=&quot;externo&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Estúdio Livre&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;</description>
 <comments>http://mutgamb.org/fonte/Reciclar-tecnologia-por-uma-cultura-popular-local#comments</comments>
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 <pubDate>Sun, 24 Dec 2006 11:47:00 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>Chega à periferia de São Paulo a Metarreciclagem- um conceito de difusão de técnicas de reciclagem por meio da internet.</title>
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 <description>&lt;img src=&quot;http://www.tvcultura.com.br/reportereco/media/20061210-metareciclagem.jpg&quot; height=&quot;113&quot; width=&quot;150&quot; /&gt; 
      
      &lt;b&gt;Assista ao vídeo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;quadro&quot;&gt;
      Escolha a sua conexão: &lt;br /&gt;
      &lt;a href=&quot;mms://videos.tvcultura.com.br/reportereco-videos/20061210-metareciclagem-56k.wmv&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.tvcultura.com.br/reportereco/imagens/video-56k.gif&quot; align=&quot;absmiddle&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;25&quot; width=&quot;86&quot; /&gt;&lt;/a&gt; 
      normal&lt;br /&gt;
      &lt;a href=&quot;mms://videos.tvcultura.com.br/reportereco-videos/20061210-metareciclagem-150k.wmv&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.tvcultura.com.br/reportereco/imagens/video-150k.gif&quot; align=&quot;middle&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;25&quot; width=&quot;86&quot; /&gt;&lt;/a&gt; 
      rápida &lt;br /&gt;
      
      &lt;br /&gt;
      Formato &lt;a href=&quot;http://www.windowsmedia.com/download&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;WindowsMedia&lt;/a&gt; 
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
Uma entre tantas favelas de São Paulo, a da Vila Dalva fica no Bairro
Rio Pequeno, região oeste da cidade. Nela está o Espaço dos Sonhos,
este centro de educação, cultura e apoio ao trabalho, montado com
dinheiro de religiosos italianos. No Telecentro, cento e oitenta
crianças e adolescentes usam computadores novinhos prá acessar a
Internet. Marineide, funcionária e mãe de aluno, também arrisca o
primeiro contato com o mundo virtual.&lt;br /&gt;Pra reforçar o estudo de
inglês, Tarcísio copia a letra de música. O pernambucano Sérgio sonha
em voltar prás belas praias nordestinas. Tem gente na sala de bate
papo. Jogando. Pesquisando prá escola.&lt;br /&gt; Neste cantinho do Telecentro
funciona a Oficina de Reciclagem. Computadores velhos, que não
funcionam mais, são desmontados e as peças, reaproveitadas. Nas mãos
dos freqüentadores da Escola dos Sonhos, placa mãe do computador vira
capa de caderno. Com a memória ram dá para fazer chaveiros. São os
chamados metaprodutos. Isso evita que componentes químicos, poluentes,
presentes nas peças dos computadores, sejam descartados no meio
ambiente, muitas vezes em lugares inadequados.&lt;br /&gt;Entrevista com Robson
Nunes/instrutor - &quot;Essa oficina ajuda vocês a passarem conceitos de
reciclagem, de reproveitamento, de proteger a natureza, prá essas
crianças aqui? &lt;br /&gt;R: Ajuda, no sentido das pessoas se conscientizarem
também, porque esse tipo de material não pode ser jogado no meio
ambiente, tem que ter um lugar específico prá isso&quot;.&lt;br /&gt;Entrevista com Neuza Lopes/coordenadora do Espaço dos Sonhos - :&lt;br /&gt;&quot;Você acha que esse tipo de informação é importante prá eles levarem prá outros campos da vida? &lt;br /&gt;R:Com certeza. Eu acho que aquilo que se aprende quando é a criança a gente guarda pro resto da vida&quot;.&lt;br /&gt;A
oficina faz parte do Projeto Metarreciclagem. A idéia surgiu em 2002 a
partir de um grupo de discussão na Internet e hoje envolve jovens de
todo o país. Ricardo Guimarãens, integrante do movimento, explica que
metarreciclar significa não só reaproveitar equipamento mas repassar a
técnica para outras pessoas.&lt;br /&gt;Entrevista com Ricardo Guimarãens/ multiplicador do projeto - :&lt;br /&gt;&quot;Aqui
a gente tem um espaço cheio de computadores novos. Mas vocês também
montam telecentros com material reaproveitado? R:Agora a gente tá com
um projeto em duas escolas públicas. A gente conseguiu sala em duas
ecolas, prá montar pontos de cultura nas escolas, onde as crianças
podem interagir mais. É tudo máquina de doação, de banco, de empresa,
quando vai renovar o equipamento. Máquina que vai ser jogada fora, tá
quebrada, ao invés de ir pro lixo pode ser usada ainda, monta o
telecentro&quot;. &lt;/p&gt;
    
    &lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#339900&quot;&gt;Site do projeto de Metarreciclagem&lt;br /&gt;www.metareciclagem.org &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
    
    &lt;p&gt;&lt;b&gt;Autor: &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
      Pauta:Marici Arruda. Reportagem: Cláudia Tavares.
Imagens: Adilson de Paula.Edição de Texto: Mariene Pádua.
Editora-Chefe: Vera Diegoli&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Sun, 10 Dec 2006 15:51:13 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>Entrevista pro portal Trama Universitário</title>
 <link>http://mutgamb.org/fonte/Entrevista-pro-portal-Trama-Universit%C3%A1rio</link>
 <description>&lt;p&gt;A Tatiana Dias, do portal &lt;a href=&quot;http://tramauniversitario.com.br/tuv2/home/index.jsp&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Trama Universitário&lt;/a&gt;, me entrevistou por e-mail sobre o &lt;a href=&quot;http://mimica.notlong.com/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;MíMiCa&lt;/a&gt;. Íntegra aqui:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;On 1/23/06, &lt;a href=&quot;mailto:tatiana.dias@trama.com.br&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;tatiana.dias@trama.com.br&lt;/a&gt; wrote:&lt;br /&gt;
&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;gt; Felipe,&lt;br /&gt;
&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;gt; Vou mandar a vc algumas perguntas, que seguem abaixo.&lt;br /&gt;
&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;gt; - Fale um pouco sobre a Metareciclagem. De onde surgiu a idéia? Na&lt;br /&gt;
&amp;gt; prática,como funciona? Quem for nas oficinas no evento vai encontrar o que?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;a metareciclagem surgiu dentro do projetometafora, uma&lt;br /&gt;
incubadora de idéias colaborativas que existiu como TAZ&lt;br /&gt;
entre os anos de 2002 e 2003. no início, nos identificávamos&lt;br /&gt;
como um grupo. com o tempo, a idéia de metareciclagem&lt;br /&gt;
evoluiu para um conceito autônomo, uma proposta de&lt;br /&gt;
metodologia de reapropriação tecnológica para a transformação&lt;br /&gt;
social. na prática, hoje em dia, existem dezenas de pessoas&lt;br /&gt;
que usam o termo genérico metareciclagem para identificar&lt;br /&gt;
algumas ações que criam ou nas quais tomam parte. uma&lt;br /&gt;
das poucas regras que existem na metareciclagem é que&lt;br /&gt;
cada um conte para os outros o que é que faz sob o nome&lt;br /&gt;
metareciclagem, através da nossa lista de discussão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;gt; - Agora sobre MimicaPub: como começou, que grupos tiveram a iniciativa e&lt;br /&gt;
&amp;gt; como rolou a articulação entre eles?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A MíMica veio de uma articulação de grupos que já trabalharam&lt;br /&gt;
juntos em várias ocasiões. Uma das mais marcantes foi o&lt;br /&gt;
Laboratório de Conhecimentos Livres, que aconteceu no&lt;br /&gt;
centro do acampamento intercontinental da juventude, durante&lt;br /&gt;
o FSM do ano passado, em Porto Alegre. A idéia nesse ano&lt;br /&gt;
é aprofundar o relacionamento entre esses grupos, compartilhar&lt;br /&gt;
experiências e encontrar possibilidades de novos caminhos de&lt;br /&gt;
atuação para o futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;gt; - A grande proposta do Mimica é a democratização da comunicação - indo um&lt;br /&gt;
&amp;gt; pouco mais a fundo, vocês falam sobre autopublicação ( que é o mesmo tema&lt;br /&gt;
&amp;gt; do Trama Universitário em 2006). Para você, porque esse tema está tão&lt;br /&gt;
&amp;gt; latente? Qual é a importância de se discutir e ensinar a autopublicação?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os últimos anos assistiram a uma grande proliferação de&lt;br /&gt;
ferramentas simples e acessíveis de manipulação de informação:&lt;br /&gt;
computadores, câmeras, software livre, ferramentas de publicação&lt;br /&gt;
colaborativa, e por aí vai. Entretanto, geralmente o uso que se&lt;br /&gt;
faz dessas ferramentas é pouco mais que superficial. Sem uma&lt;br /&gt;
preocupação com o uso crítico e com a busca de transformação,&lt;br /&gt;
um imenso potencial é todo dia jogado fora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;gt; - Quem pode participar do Mimicapub? Qual é o público?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Mímica está aberto a todos os interessados em trocar&lt;br /&gt;
experiências e idéias sobre possíveis usos das tecnologias de&lt;br /&gt;
informação e comunicação como maneiras de buscar um&lt;br /&gt;
novo mundo, que é possível &lt;img src=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/fff/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif&quot; alt=&quot;:)&quot; class=&quot;wp-smiley&quot; /&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;gt; - Como fazer para participar?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É só aparecer no espaço Piolim, na galeria Olido, a partir de&lt;br /&gt;
quarta-feira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;gt; - De onde surgiu o nome do evento?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A MíMica denota um esforço em superar uma dificuldade&lt;br /&gt;
de comunicação, uma ação positiva no sentido de usar&lt;br /&gt;
ao máximo a tecnologia que está - literalmente - ao&lt;br /&gt;
alcance das mãos. E aconteceu uma casualidade no&lt;br /&gt;
meio: estávamos usando um wiki - um sistema aberto&lt;br /&gt;
de publicação para o site. Quando chegamos ao momento&lt;br /&gt;
de divulgar o evento, criamos outra página no wiki, chamada&lt;br /&gt;
MiMiCaPub, somente para caracterizar que era a página&lt;br /&gt;
pública do evento. Mas o nome da página aparece no&lt;br /&gt;
cabeçalho, e algumas pessoas passaram a chamar&lt;br /&gt;
o evento de MíMiCaPub.&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Mon, 23 Jan 2006 15:57:07 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>Entrevista</title>
 <link>http://mutgamb.org/fonte/Entrevista</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://virgulaimagem.blogspot.com/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Marcelo Terça-Nada&lt;/a&gt; me entrevistou pra &lt;a href=&quot;http://webinsider.uol.com.br/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;webinsider&lt;/a&gt;, sobre o pc para todos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;On 1/17/06, “Marcelo Terça-Nada!” wrote:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;gt;  - Sobre o Metareciclagem: Quando começou? Como está o funcionamento?&lt;br /&gt;
&amp;gt; Quantas pessoas estão envolvidas hoje?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A MetaReciclagem virou uma metodologia, não mais um grupo. Mais de&lt;br /&gt;
100 pessoas participam da lista de discussão, mas a idéia de reapropriação&lt;br /&gt;
e descontrução da tecnologia vão além. Influenciaram os pontos de cultura&lt;br /&gt;
do Minc, os implementadores do GESAC, do Minicom, e ação de diversos&lt;br /&gt;
grupos, ongs e ativistas. Não temos números exatos (e não nos interessa&lt;br /&gt;
ter), mas as discussões e presenças continuam bem interessantes. Meia&lt;br /&gt;
dúzia de espaços em diversos locais do Brasil se denominam espaços&lt;br /&gt;
de MetaReciclagem, e temos um centro de referência em São Paulo,&lt;br /&gt;
na galeria Olido, ali no centro. A MetaReciclagem existe há três anos,&lt;br /&gt;
e nesse meio-tempo já montamos mais de uma dúzia de telecentros,&lt;br /&gt;
participamos de dezenas de eventos, mandamos dois integrantes para&lt;br /&gt;
uma residência de dois meses na Índia, demos oficinas relacionadas a&lt;br /&gt;
software livre para mais de mil pessoas, criamos pelo menos duas distribuições&lt;br /&gt;
de linux, ajudamos a desenvolver projetos e programas institucionais&lt;br /&gt;
e de governo. Mas isso interessa menos que entender que mantivemos&lt;br /&gt;
um nível acelerado de inovação e reinvenção, nossos objetivos mais caros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;gt;  - As primeiras notícias sobre o número de vendas do PC para Todos indicam&lt;br /&gt;
&amp;gt; que o programa vai ser um sucesso de venda (Vejam essas matérias: primeira,&lt;br /&gt;
&amp;gt; segunda, terceira). Como vcs acham que isso vai refletir de verdade no uso e&lt;br /&gt;
&amp;gt; no espaço do Linux e do Software Livre aqui no Brasil?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O interessante da proliferação do uso de computadores é que ninguém&lt;br /&gt;
consegue prever quais novos usos serão propostos. Não tenho dúvidas&lt;br /&gt;
de que muitos desses computadores possam eventualmente cair no&lt;br /&gt;
velho ciclo do software pirata, mas o simples fato de chegarem com&lt;br /&gt;
sotware livre pode fazer uma grande diferença. É claro que ter computadores&lt;br /&gt;
em casa não exclui o modelo de telecentro, que tem outra natureza e&lt;br /&gt;
outros objetivos. Mas a curva de aprendizado e a intimidade com a&lt;br /&gt;
tecnologia podem se acelerar muito com o computador para todos.&lt;br /&gt;
A questão passa longe da visão tradicional de empregabilidade ou&lt;br /&gt;
simples acesso à informação. Ter em casa uma máquina de manipulação&lt;br /&gt;
de informação (talvez uma visão mais etimológica da “informática”)&lt;br /&gt;
é um caminho possível para a geração de autonomia e uma visão crítica&lt;br /&gt;
dessa era hiperinformada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;gt;  - Além dessa história do número de computadores vendidos, o Computador para&lt;br /&gt;
&amp;gt; todos chamou a atenção do pessoal das lojas para o fato que é viável (e&lt;br /&gt;
&amp;gt; lucrativo) vender computadores com Linux. A um ano atrás era raríssimo&lt;br /&gt;
&amp;gt; encontrarmos computadores com linux para comprar. Hoje é muito comum se ver&lt;br /&gt;
&amp;gt; anúncios de computadores com Linux nos folhetos de grandes supermercados&lt;br /&gt;
&amp;gt; (muitos inclusive não-participantes do PC para todos). O que vcs acham&lt;br /&gt;
&amp;gt; disso?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A princípio, o uso de software livre nesses PCs pode contribuir em muito&lt;br /&gt;
para a formação de massa crítica de usuários no país. Agora é possível&lt;br /&gt;
começar a pensar em sustentabilidade econômica para o software livre.&lt;br /&gt;
Mas - e faço a ressalva de que não testei as distribuições usadas nessas&lt;br /&gt;
máquinas - o software livre pode ser um tiro no pé se não for muito bem&lt;br /&gt;
planejado. Se criarmos uma geração de usuários frustrados, pode ser&lt;br /&gt;
difícil reverter o quadro. É por isso que surgiram esforços como o pclivre[1],&lt;br /&gt;
que pretende agregar a comunidade de desenvolvedores de software livre&lt;br /&gt;
para propor soluções para o PC para todos. Se todo o esforço necessário&lt;br /&gt;
de suporte e aprendizado depender somente de uma ou um grupo de&lt;br /&gt;
empresas, pode ser que vejamos um grande fracasso. A comunidade&lt;br /&gt;
do software livre precisa se unir, e o pclivre é um bom ambiente para&lt;br /&gt;
que isso aconteça, para garantir que o software livre seja viável a longo&lt;br /&gt;
prazo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;gt;  - Quais são os principais obstáculos de um projeto como o Computador para&lt;br /&gt;
&amp;gt; todos?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A carência de subsídios que facilitem o acesso à internet. Boa parte&lt;br /&gt;
das questões de suporte e aprendizado que certamente vão surgir&lt;br /&gt;
poderia ser encaminhada à comunidade do software livre. Sem acesso&lt;br /&gt;
à internet, as coisas ficam mais difíceis, e o risco do programa virar&lt;br /&gt;
PC pirata é muito grande.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;gt;  - Vocês têm notícia de pessoas que compraram o computador e do que elas&lt;br /&gt;
&amp;gt; estão achando?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda não. Na verdade, eu estou pensando em comprar um para testar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;gt;  - O que vcs tem a me dizer sobre outros programas do governo como o Pontos&lt;br /&gt;
&amp;gt; de Cultura, Gesac, Casas Brasil (e Telecentros em geral)? Está sendo boa a&lt;br /&gt;
&amp;gt; experiência do Linux+Software Livre nesses programas? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A experiência do linux+software livre não é apenas de troca de sistema&lt;br /&gt;
operacional ou de mais um software. Na verdade, se trata de uma mudança&lt;br /&gt;
de paradigmas. Não existe mais uma empresa na qual pôr a culpa quando&lt;br /&gt;
as coisas não dão certo. Na verdade, em se falando de software livre, o&lt;br /&gt;
grande culpado quando as coisas não funcionam é o usuário que não&lt;br /&gt;
relatou os problemas pelos quais passou. Isso cria um novo senso de&lt;br /&gt;
responsabilidade e mesmo de identidade: o software livre não é da&lt;br /&gt;
empresa que o empacotou ou do desenvolvedor que o criou: é da&lt;br /&gt;
comunidade. É dos usuários. É meu, em última instância, ao mesmo&lt;br /&gt;
tempo que é do meu vizinho e de alguém no Japão ou na Nigéria. Mais&lt;br /&gt;
do que usar um aplicativo, eu faço parte de uma comunidade de um&lt;br /&gt;
processo cultural (pois produzido socialmente) que está em eterno&lt;br /&gt;
desenvolvimento. É outra perspectiva para se relacionar com a&lt;br /&gt;
informação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;gt;  - E a “inclusão digital” como anda meio a isso tudo?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Faz tempo que não acredito em inclusão digital:&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://metareciclagem.org/weblog/?p=4&quot; title=&quot;http://metareciclagem.org/weblog/?p=4&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://metareciclagem.org/weblog/?p=4&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[1] &lt;a href=&quot;http://www.pclivre.org.br&quot; title=&quot;http://www.pclivre.org.br&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.pclivre.org.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Thu, 19 Jan 2006 16:01:52 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>MetaRec</title>
 <link>http://mutgamb.org/fonte/MetaRec</link>
 <description>Matéria simpática sobre o MetaRec no &lt;a href=&quot;http://odia.ig.com.br/tecnologia/asp/materia.asp?View=SIM&amp;amp;Tipo=1&amp;amp;Contador=4106&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;jornal O Dia&lt;/a&gt;:&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Projeto propõe a ‘humanização’ da máquina&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem conhece o MetaReciclagem descobre que ele é um projeto bem
diferente, quase emblemático. Tanto que nem o termo inclusão digital se
encaixa nessa proposta. “Inclusão digital virou praticamente uma
‘entidade’. Por isso, para nós, reapropriação tecnológica é um termo
bem mais apropriado”, explica o metarecicleiro Ricardo Ruiz, que formou
a primeira oficina de reciclagem de computadores, montagem de
laboratório, pintura livre e configuração de rede no Rio, em março.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta é que as pessoas conheçam as ferramentas que proporcionam a
propagação da cultura, mudando seu posicionamento de meros receptores
para questionadores e produtores de cultura. E as oficinas têm um
grande caráter imersivo, para criar um vínculo entre o usuário e o
computador. Por isso, as máquinas passam por um processo de
“humanização”: são pintadas pela própria comunidade na qual os
laboratórios são inseridos e ganham nomes próprios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“O grande barato é a logística da coleta de doações, triagem das
máquinas, reapropriação do hardware, introdução do software livre e
inserção dessas máquinas em comunidades”, explica Ruiz. “A idéia não é
a capacitação, e sim a consciência dessa apropriação da tecnologia. E,
com um formato festivo, a aproximação é muito mais efetiva”, avalia
Ruiz. “O mais importante é a geração de informação”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com fôlego renovado graças à parceria com os Pontos de Cultura, do
Governo federal, o MetaReciclagem pensa em adaptar o seu formato para a
participação de crianças (o público tem idades entre 14 e 35 anos). “É
consciente, mas é lúdico.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto os cariocas esperam o próximo encontro em novembro, a oficina
da MetaReciclagem chega ao III Eslam (Encontro de Software Livre da
Amazônia), entre os dias 26 e 30. Conheça mais sobre o projeto no Rio
no endereço &lt;a href=&quot;http://rio.metareciclagem.org/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://rio.metareciclagem.org&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Mylene Nemo, nO Dia&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;</description>
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 <wfw:commentRss>http://mutgamb.org/crss/node/103</wfw:commentRss>
 <pubDate>Thu, 08 Sep 2005 11:41:14 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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