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 <title>Mutirão da Gambiarra - tecnologia social</title>
 <link>http://mutgamb.org/taxonomy/term/222/0</link>
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 <language>pt-br</language>
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 <title>Zona de colaboração: um modelo descentralizado de apropriação e replicação das tecnologias da informação e comunicação no MetaReciclagem</title>
 <link>http://mutgamb.org/fonte/Zona-de-colabora%C3%A7%C3%A3o-um-modelo-descentralizado-de-apropria%C3%A7%C3%A3o-e-replica%C3%A7%C3%A3o-das-tecnologias-da-i</link>
 <description>&lt;p&gt;Publicado por Hernani Dimantas na &lt;a href=&quot;http://www3.usp.br/rumores/visu_art.asp?cod_atual=147&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Rumores&lt;/a&gt; de maio-agosto 2009.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Resumo&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tecnologia social por meio do Meta:Reciclagem, um movimento de conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que se iniciou na web em 2002, atrav&amp;eacute;s de uma lista de discuss&amp;atilde;o que debateu processos de inclus&amp;atilde;o digital no Brasil denominada de Met&amp;aacute;:Fora. Apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tecnologia social vigorando at&amp;eacute; os dias de hoje e intervindo na realidade social brasileira.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;b&gt;1. Conceitos Iniciais de Inclus&amp;atilde;o Digital&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Ao final do s&amp;eacute;culo XX, mais especificamente na &amp;uacute;ltima d&amp;eacute;cada, come&amp;ccedil;ou a surgir no Brasil o debate sobre a import&amp;acirc;ncia do processo de Inclus&amp;atilde;o Digital, ecoando na sociedade civil organizada e governos. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Nessa &amp;eacute;poca, os primeiros programas de governos e ONGs estabeleciam alguns conceitos de inclus&amp;atilde;o pela utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das TICs (Tecnologias de Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o), como a oferta de banda larga, a partir de 2001, pelas companhias de telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es por valores acess&amp;iacute;veis a muitos internautas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Somado a isso, ocorria, paralelamente, a dissemina&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cultura &lt;i&gt;hacker&lt;/i&gt; atrav&amp;eacute;s da ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de software livre em muitos projetos importantes, a exemplo dos Telecentros da Prefeitura do Munic&amp;iacute;pio de S&amp;atilde;o Paulo e do Acessa S&amp;atilde;o Paulo (AcessaSP), do Governo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo, abrindo-se as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a emerg&amp;ecirc;ncia de projetos independentes na interface entre tecnologia e sociedade.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Brasil est&amp;aacute; em torno de 200 milh&amp;otilde;es de pessoas. Somente 34% acessavam a Internet com freq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia (1). O gargalo da exclus&amp;atilde;o era enorme, tanto a exclus&amp;atilde;o social como a digital, segundo S&amp;eacute;rgio Amadeu (SILVEIRA, 2004, p.33): &amp;ldquo;muitos dirigentes p&amp;uacute;blicos e empresariais ainda acham que o uso do computador s&amp;oacute; &amp;eacute; importante para a profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Essa vis&amp;atilde;o (...) deixa de lado a dimens&amp;atilde;o da cidadania&amp;rdquo;. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;N&amp;atilde;o parece t&amp;atilde;o simples encarar esses problemas pelos m&amp;eacute;todos tradicionais. Inicialmente, as expectativas de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda estavam num plano de articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o que se faz pelas vincula&amp;ccedil;&amp;otilde;es da prefeitura, das ONGs e dos l&amp;iacute;deres comunit&amp;aacute;rios. N&amp;atilde;o se pensava, todavia, na atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o daquelas pessoas interessadas no processo, ou seja, os verdadeiros atores. Tratava-se de um movimento de inclus&amp;atilde;o digital de cima pra baixo, fazendo com que o termo perdesse o seu significado inicial.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;As iniciativas permeavam diferentes abordagens entre elas, a da ind&amp;uacute;stria de tecnologia, a abordagem das ONGs, as iniciativas acad&amp;ecirc;micas ligadas &amp;agrave;s universidades do pa&amp;iacute;s e a abordagem do poder p&amp;uacute;blico nas escolas. Entre as iniciativas, destacou-se uma abordagem colaborativa que teve sua inspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o em projetos de conhecimento livre, cujo expoente inicial foi o projeto GNU/Linux.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Software livre &amp;eacute; a ponta do iceberg de um movimento para o conhecimento livre. A diversidade de vozes na internet, as multid&amp;otilde;es, ou pessoas trabalhando em rede t&amp;ecirc;m um ritmo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que as empresas tradicionais, grande parte da academia, o Estado e o terceiro setor tamb&amp;eacute;m conseguem compreender. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Num ecossistema de id&amp;eacute;ias livres baseado na generosidade e no modo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o catalisado pelo &lt;i&gt;copyleft&lt;/i&gt;, a academia, as empresas, o Estado e o terceiro setor entram nessa equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas n&amp;atilde;o como protagonistas ou como detentores do conhecimento e da inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. S&amp;atilde;o participantes, pois, neste ambiente hiperlinkado, a hierarquia &amp;eacute; desbancada pela reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;No Brasil, esse &amp;eacute; o diferencial apresentado pelos projetos independentes que, inseridos no movimento de inclus&amp;atilde;o digital, se caracterizaram por privilegiar a internet das pontas, assumindo uma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o inversa onde a periferia &amp;eacute; o centro.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode ser entendida como um modo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o que, diferente das id&amp;eacute;ias tradicionais, tem vida pr&amp;oacute;pria. Ela nasce em um ambiente ca&amp;oacute;tico, como a internet, e emerge num movimento de baixo para cima, alcan&amp;ccedil;ando um n&amp;iacute;vel razo&amp;aacute;vel de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;b&gt;2. Zonas de Colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;As pessoas t&amp;ecirc;m na internet mais do que uma ferramenta. Utilizam-na como uma aliada. Dessa forma, catalisam a conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre pessoas comuns. E nesse ambiente de burburinho muitos projetos s&amp;atilde;o desenvolvidos. Tais pr&amp;aacute;ticas se relacionam ao conceito de intelig&amp;ecirc;ncia coletiva descrito por Howard Rheingold (2003), autor do excelente Smart Mobs, no qual diz que: &amp;ldquo;Toda vez que o poder descentraliza h&amp;aacute; oportunidades para a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Como poder&amp;aacute; essa nova descentraliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o fazer aparecer novas formas de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es coletivas?&amp;rdquo;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;&amp;Eacute; exatamente na pergunta formulada por Rheingold que enxergamos as oportunidades de uma revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o em termos da apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o das tecnologias pelas pessoas. Toni Negri e Michel Hardt (2004), em &lt;i&gt;Multitude&lt;/i&gt;, denominam esse movimento transformativo de Multid&amp;atilde;o como o conceito de uma pot&amp;ecirc;ncia. &amp;ldquo;Essa pot&amp;ecirc;ncia n&amp;atilde;o quer simplesmente se expandir, ela quer, sobretudo, conquistar um corpo: a carne da multid&amp;atilde;o quer se transformar no corpo da Intelig&amp;ecirc;ncia Coletiva.&amp;rdquo; Entendemos que o processo de redes catalisa a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de coletivos. &amp;ldquo;(...) trabalho imaterial tende a tomar a forma social das redes baseadas na comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, na colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e nos relacionamentos afetivos. O trabalho imaterial inventa as redes novas, redes independentes de coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela qual a rede produz&amp;rdquo;. (NEGRI; HARDT, 2004, p.66-67). &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;David Weinberger (2007), em &lt;i&gt;Small pieces loosely joined&lt;/i&gt;, diz que o &amp;ldquo;conhecimento na Web &amp;eacute; uma atividade social&amp;rdquo;. A multid&amp;atilde;o transforma o corpo em intelig&amp;ecirc;ncia coletiva que por sua vez retroalimenta, via conhecimento, as redes sociais. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A Web &amp;eacute; uma conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o oposto da m&amp;iacute;dia tradicional. Da maneira como aprendemos com McLuhan (1979), a natureza do meio tem conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncias. H&amp;aacute; uma tend&amp;ecirc;ncia de as pessoas que habitam o ciberespa&amp;ccedil;o, fazendo dele uma extens&amp;atilde;o da pr&amp;oacute;pria vida, encarar a internet como um novo lugar.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Conforme menciona Levine et.al. (2001), nesse lugar existem &amp;ldquo;&lt;i&gt;pessoas conversando com pessoas&lt;/i&gt;&amp;rdquo;. Embora a fronteira eletr&amp;ocirc;nica extrapole a no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de lugar geogr&amp;aacute;fico, o conceito de lugar, ou n&amp;atilde;o-lugar, n&amp;atilde;o &amp;eacute; o que delimita as especificidades dessas viv&amp;ecirc;ncias e experi&amp;ecirc;ncias. Nelas o lugar &amp;eacute; substitu&amp;iacute;do por uma interface cultural que tem no link a express&amp;atilde;o do inter-relacionamento de pessoas e grupos a partir de uma experi&amp;ecirc;ncia distinta com o tempo e o espa&amp;ccedil;o. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pessoas em &lt;i&gt;blogs&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;fotologs&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Orkut&lt;/i&gt; ou em qualquer n&amp;atilde;o-lugar informacional faz com que a voz, a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o mais seja monop&amp;oacute;lio da m&amp;iacute;dia de massa, ou da id&amp;eacute;ia da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um para muitos. Entendemos que desde a revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Gutenberg a humanidade n&amp;atilde;o apresentou algo t&amp;atilde;o original como a Internet para o rompimento do paradigma cultural efetivado pelo modernismo. A conversa de muitos para muitos tem um alcance espetacular na rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de poder. O poder, para Foucault (2005), prov&amp;eacute;m de todas as partes, em cada rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre um ponto e outro. Essas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o din&amp;acirc;micas, m&amp;oacute;veis, e mant&amp;ecirc;m ou destroem os esquemas de domina&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A correla&amp;ccedil;&amp;atilde;o de for&amp;ccedil;as imanentes &amp;eacute; expressa na rede como zonas de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o cujo conceito &amp;eacute; o espa&amp;ccedil;o informacional onde as pessoas comuns est&amp;atilde;o engajadas no desenvolvimento de comunidades, rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es, nas conversa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Cabe-nos pensar como essa problem&amp;aacute;tica est&amp;aacute; sendo contemplada e como o estudo das teorias da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o podem desvelar o processo da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma nova gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de comunicadores que, ao contr&amp;aacute;rio das anteriores, se constitu&amp;iacute;a de forma independente dos grandes meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e tinha nas ferramentas de edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o na internet, os blogs, seu meio de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o, difus&amp;atilde;o e troca de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e conhecimento. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;b&gt;3. O Conceito Met&amp;aacute;:Fora e MetaReciclagem de Inclus&amp;atilde;o Digital&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Diante desse contexto, o objeto de estudo dessa pesquisa tem origem no trabalho do autor como participante do processo de desenvolvimento da cibercultura no Brasil, dando continuidade a uma pesquisa que se iniciou em 1999 com o desenvolvimento dos projetos Marketing Hacker, Met&amp;aacute;:Fora e MetaReciclagem.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;O primeiro deles, o Projeto Met&amp;aacute;:Fora nasceu no campo da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, j&amp;aacute; no &amp;acirc;mbito de uma cultura digital brasileira, abordando o desenvolvimento dos blogs, na inter-rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre essa ferramenta e a constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de projetos colaborativos na realidade social de nosso pa&amp;iacute;s. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A internet &amp;eacute; met&amp;aacute;fora. N&amp;atilde;o no sentido comum da compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o, da figura de linguagem. Para Lakoff e Johnson (1980), em &lt;i&gt;Metaphors we live by&lt;/i&gt;, a met&amp;aacute;fora &amp;eacute; transporte, um &amp;ldquo;entre&amp;rdquo;: o sens&amp;oacute;rio/subjetivo, juntos. De acordo com Fonseca (2004) o projeto Met&amp;aacute;:Fora teve seu in&amp;iacute;cio em 2002, atrav&amp;eacute;s de uma lista de discuss&amp;atilde;o do YahooGroups, que reuniu, inicialmente, cento e cinq&amp;uuml;enta pessoas, lus&amp;oacute;fonas, espalhadas pelo mundo, gerando uma s&amp;eacute;rie de projetos colaborativos e subprojetos, todos baseados no conhecimento livre. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Entretanto a origem do movimento, anteriormente &amp;agrave; lista de discuss&amp;atilde;o, se deu a partir da conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de id&amp;eacute;ias disseminadas no livro &lt;i&gt;Marketing Hacker&lt;/i&gt;, de Dimantas (2003) e na Revista NovaE (2) e nas id&amp;eacute;ias de Felipe Fonseca no &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; Hipercortex (3). Considerando que outras vozes come&amp;ccedil;avam a se engajar num debate mais profundo sobre a apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica, colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e, via de regra, o ideal de transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o social poderia ser mais interessante se o debate fosse aberto para outras comunidades. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Est&amp;aacute;vamos, naquele momento, presenciando uma nova experi&amp;ecirc;ncia de publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativa na revista eletr&amp;ocirc;nica NovaE, no entanto, a proposta inicial do projeto Met&amp;aacute;:Fora era de ativar as intelig&amp;ecirc;ncias coletivas atrav&amp;eacute;s da colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o distribu&amp;iacute;da e, basicamente, utilizando a internet como agente catalisador.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;O Met&amp;aacute;:Fora emergiu num plano rizom&amp;aacute;tico, sob os moldes do conceito de rizoma, conforme Deluze e Guattari (2004). Essa emerg&amp;ecirc;ncia significa que foi constru&amp;iacute;do sem uma hierarquia definida. As palavras, as discuss&amp;otilde;es, foram mescladas num Wiki, ou seja, num espa&amp;ccedil;o informacional onde junt&amp;aacute;vamos todas as elucubra&amp;ccedil;&amp;otilde;es que surgiam desse embate colaborativo. Muitas pessoas participaram do projeto e deixaram seus nomes escritos: Felipe Fonseca, Daniel P&amp;aacute;dua, Felipe Albert&amp;atilde;o, Dalton Martins, Glauco Paiva, Paulo Bicarato, Marcelo Estraviz, Paulo Colacino, Tupi, entre outros, trouxeram contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es fant&amp;aacute;sticas para mixar os trabalhos de cada um visando a um objetivo maior e colaborativo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;E falar em conhecimento no ambiente rizom&amp;aacute;tico tem a ver com conceitos como propriedade, liberdade e multiplicidade. Esses conceitos s&amp;oacute; podem ser colocados em pr&amp;aacute;tica por meio de uma autoria comum. Cabe dizer que esse modelo de conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o proposto foi replicado nas diversas &amp;aacute;reas do conhecimento. &amp;Eacute; desse modo de agir que surge o conceito de tecnologia social, ou seja, o uso das ferramentas de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o atrav&amp;eacute;s de uma apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativa, conversacional e criadora de novos projetos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Entretanto, n&amp;atilde;o tendo como objetivo apenas o desenvolvimento cultural, ou mais especificamente, escrever livros, o movimento estava pronto para colocar em pr&amp;aacute;tica seus conceitos de emerg&amp;ecirc;ncia das vozes e o seu impacto na microf&amp;iacute;sica do poder, segundo Foucault (op.cit.). O Met&amp;aacute;:Fora n&amp;atilde;o pretendia utilizar o espa&amp;ccedil;o informacional para um debate sem fim, sem meios e sem objetivos. Pelo contr&amp;aacute;rio, desde o seu princ&amp;iacute;pio carregou a ideologia do compartilhamento e da transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o social. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A import&amp;acirc;ncia do Met&amp;aacute;:Fora est&amp;aacute; na migra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cultura &lt;i&gt;hacker&lt;/i&gt;, que normalmente ocupa um espa&amp;ccedil;o informacional no qual a refer&amp;ecirc;ncias &amp;agrave; programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de computadores &amp;eacute; o assunto dominante, para o &amp;acirc;mbito do conhecimento. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;O projeto tinha como alvo entender e desenvolver conhecimentos adequados a uma nova rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a cultura interconectada, a partir de comunidades locais, para fomentar a inclus&amp;atilde;o digital e o uso efetivo de ferramentas de publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pessoal e constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva, ou como utilizar a tecnologia para incrementar a conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na rede. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Em pouco mais de um ano, o Met&amp;aacute;:Fora passou de uma lista de debates para um grupo de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o, utilizando conceitos de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o para desenvolver uma infra-estrutura ou incubadora, &amp;quot;chocadeira&amp;quot; de projetos colaborativos tornando reais a apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das tecnologias para uma interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o na realidade cultural brasileira.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Dessa forma, a transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o social pela apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica passou pelo questionamento daquilo que se chamava Inclus&amp;atilde;o Digital, passando pelo ativismo midi&amp;aacute;tico, bem como, pela mistura cultural impulsionada e mediada pela cibercultura.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Num determinado momento percebemos, ent&amp;atilde;o, que o Met&amp;aacute;:Fora era uma forma de troca de conhecimento. Percebemos que as pessoas conversavam com outras pessoas, imbu&amp;iacute;das do mesmo interesse pela interatividade. Esse di&amp;aacute;logo ca&amp;oacute;tico e emergente nos possibilitou experimentar a transversalidade do aprendizado. Percebemos que na rede as pessoas aprendem, de fato, atrav&amp;eacute;s da utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das ferramentas colaborativas pelas pr&amp;oacute;prias pessoas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Os projetos desenvolvidos colaborativamente pelo Met&amp;aacute;:Fora abrangeram desde solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es para acesso &amp;agrave; internet at&amp;eacute; alternativas para estimular o esp&amp;iacute;rito empreendedor das comunidades atendidas. Tais iniciativas est&amp;atilde;o baseadas em uma organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o conceitual denominada Tr&amp;iacute;ade da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, uma constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o iniciada por Pierre L&amp;eacute;vy (2001). Essa tr&amp;iacute;ade era composta pelo meio f&amp;iacute;sico, meio l&amp;oacute;gico e pela interatividade.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Ou melhor:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;a) Infra-estrutura f&amp;iacute;sica: esta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, servidores, dispositivos conectados &amp;agrave; rede, integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de redes, estruturas alternativas de interconex&amp;atilde;o;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;b) Infra-estrutura l&amp;oacute;gica: sistemas de publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva, adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o a padr&amp;otilde;es de interc&amp;acirc;mbio de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;c) Intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de capital humano: as trocas de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, arte e mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o social.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Oriundo do Met&amp;aacute;:Fora e concebido sob o mesmo conceito, o MetaReciclagem era um subprojeto que buscou tratar a reciclagem de equipamentos obsoletos com software livre, entregues a entidades de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o social, visando a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do computador como dispositivo em rede, com o objetivo primordial de integrar comunidades.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;O MetaReciclagem estava dividido em duas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es concretas, uma em parceria com a ONG Agente Cidad&amp;atilde;o e outra em parceria com a Prefeitura de Santo Andr&amp;eacute; (Parque Digital). Esse projeto subsistiu ao fim do Met&amp;aacute;:Fora, ganhou autonomia pr&amp;oacute;pria e hoje est&amp;aacute; inserido no projeto de inclus&amp;atilde;o digital do Governo de S&amp;atilde;o Paulo, o AcessaSP.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;O projeto Metareciclagem trabalhou, inicialmente, com o primeiro estrato da tr&amp;iacute;ade da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a infra-estrutura f&amp;iacute;sica. O objetivo era coletar, triar e reciclar microcomputadores usados e torn&amp;aacute;-los minimamente operacionais para a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es b&amp;aacute;sicas em projetos sociais: edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de textos, planilha de c&amp;aacute;lculo, acesso &amp;agrave; web e troca de mensagens. Eventualmente eram utilizados microcomputadores com um perfil mais avan&amp;ccedil;ado para projetos que envolviam a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pelos usu&amp;aacute;rios, de conte&amp;uacute;do multim&amp;iacute;dia. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Dois aspectos foram fundamentais no projeto MetaReciclagem:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;- a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &lt;i&gt;software&lt;/i&gt; livre, por motivos econ&amp;ocirc;micos, escalabilidade do &lt;i&gt;software&lt;/i&gt; em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao equipamento na redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da depend&amp;ecirc;ncia de fabricantes de &lt;i&gt;software&lt;/i&gt;,&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;- a invers&amp;atilde;o do paradigma de &amp;quot;acesso&amp;quot; &amp;agrave; tecnologia. Os equipamentos encaminhados pelo projeto n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o simples terminais de acesso. S&amp;atilde;o esta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativa.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Uma gama de outros softwares livres orientados para a comunidade dos projetos tamb&amp;eacute;m foram utilizados. Todos esses softwares trazem na bagagem o senso colaborativo, pois o software influencia a intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas comunidades. N&amp;atilde;o s&amp;oacute; pelo lado da sustenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um modo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativo, mas pelo espelho virtual que o software livre reflete nas mentes das pessoas. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Isso n&amp;atilde;o tem nada a ver com as m&amp;aacute;quinas. M&amp;aacute;quinas apenas d&amp;atilde;o o suporte para a colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e interatividade. Computadores s&amp;atilde;o apenas ferramentas que potencializam a conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre pessoas comuns. A din&amp;acirc;mica da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o balanceada. &lt;i&gt;Hardware&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;software&lt;/i&gt; s&amp;oacute; podem ser entendidos em import&amp;acirc;ncia se estiverem servindo &amp;agrave; integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da humanidade.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;O MetaReciclagem apresentou, indiretamente, uma proposta para enfrentar o desafio da inclus&amp;atilde;o digital, pois contrariava a l&amp;oacute;gica da ind&amp;uacute;stria da obsolesc&amp;ecirc;ncia (j&amp;aacute; que encontr&amp;aacute;vamos uma quantidade enorme de computadores usados e sucateados dispon&amp;iacute;veis no Brasil e, com a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tecnologia compartilhada e livre, foi poss&amp;iacute;vel aumentar a vida &amp;uacute;til desses computadores) e a reciclagem e a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tecnologia livre, mais especificamente &lt;i&gt;low-tech&lt;/i&gt;, possibilitam a diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos espa&amp;ccedil;os entre as comunidades ricas e pobres. A frase &amp;quot;periferia &amp;eacute; o centro&amp;quot; exemplifica esse fluxo. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A periferia conhece muito mais sobre rede, mutir&amp;otilde;es, participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Creio que os esfor&amp;ccedil;os de inclus&amp;atilde;o devem ter como premissa que o conhecimento est&amp;aacute; na periferia, e que a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o local dever&amp;aacute; passar pela inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tecnologia nos movimentos da comunidade. E para combater a mis&amp;eacute;ria, a exclus&amp;atilde;o e o n&amp;atilde;o exerc&amp;iacute;cio da cidadania temos que pensar em solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es criativas de integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o das periferias com a tecnologia. Dar acesso &amp;agrave; rede &amp;eacute; importante, mas o mais consistente &amp;eacute; criar condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A inclus&amp;atilde;o digital s&amp;oacute; ser&amp;aacute; potencializada quando entendermos que as necessidades das pessoas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o as mesmas necessidades daqueles que concebem os projetos. Em primeiro lugar, vamos contextualizar as fases do MetaReciclagem como um processo de inclus&amp;atilde;o digital.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Podemos dividir em duas fases:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;a) Fase 1:  acesso ao computador.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;b) Fase 2:  acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Estas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o bastante diferentes. A primeira fase pode ser resumida por uma pergunta: para que precisamos do computador? Empregabilidade pareceu ser uma resposta que atendia a todos os atores envolvidos. Ensinar computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao povo necessariamente contribuiria para que os novatos rompessem com as fronteiras do trabalho. Essa id&amp;eacute;ia n&amp;atilde;o se mostrou verdadeira.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Mas com o acesso &amp;agrave; internet (e, por conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia, o acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o) come&amp;ccedil;ou-se a perceber que as pessoas est&amp;atilde;o conversando com outras pessoas atrav&amp;eacute;s da rede. Essa conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o traz na bagagem um novo incentivo cultural, catapulta as intelig&amp;ecirc;ncias para novas inst&amp;acirc;ncias. Assim, em vez de se orientar &amp;agrave; empregabilidade, poder&amp;iacute;amos disponibilizar ferramentas para a reverbera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das vozes desses protagonistas. A retomada da voz &amp;eacute; um atalho para a cidadania.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A experi&amp;ecirc;ncia dos Telecentros da Prefeitura Municipal de S&amp;atilde;o Paulo &amp;eacute; muito interessante. Foi relevante pelo pioneirismo na utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do software livre como plataforma de acesso &amp;agrave; rede. O software livre significa, al&amp;eacute;m da economia na aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de softwares e conseq&amp;uuml;entemente a otimiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos recursos, a imers&amp;atilde;o num modo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativo. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A terceira fase foi a circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dentro da comunidade conectada. N&amp;atilde;o podemos ignorar o conhecimento da multid&amp;atilde;o. &amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio, no entanto, que esse conhecimento seja tropicalizado. A jun&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse conhecimento com as informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de fora da comunidade ativa o movimento cultural. Esta circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o tende a ser potencializada pela conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre as pessoas e intracomunidades, criando, assim, possibilidades infinitas de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A originalidade da conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que acontece no Brasil tem sua base na difus&amp;atilde;o do movimento de software livre, pela sua apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o por diversas estruturas do governo, seja no &amp;acirc;mbito federal, estadual ou municipal. E com forte aspecto ideol&amp;oacute;gico e midi&amp;aacute;tico. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Software livre aparece, nesse momento, como um agente catalisador do conhecimento livre. A hist&amp;oacute;ria do conhecimento &amp;eacute; a hist&amp;oacute;ria de apropria&amp;ccedil;&amp;otilde;es e reconstru&amp;ccedil;&amp;otilde;es a partir das bases j&amp;aacute; existentes, ou seja, trata-se de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s necessidades e/ou aos interesses de grupos e/ou comunidades. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Mas, para isso acontecer, demanda um engajamento das pessoas aos projetos. Esse engajamento n&amp;atilde;o pode ser imposto. &amp;Eacute; um movimento que s&amp;oacute; acontece quando a comunidade sente necessidade no seu desenvolvimento. Um movimento de baixo para cima, de dentro para fora das comunidades. Esse processo espelha sobremaneira os anseios e necessidades das comunidades. E quando esta equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o se torna balanceada, as comunidades t&amp;ecirc;m a oportunidade de catalisar o pr&amp;oacute;prio conhecimento que existe na comunidade. Esse conhecimento est&amp;aacute; impregnado nos mutir&amp;otilde;es. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;As propostas atuais de inclus&amp;atilde;o digital sempre tocam num ponto muito similar: a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um telecentro, uma escola de inform&amp;aacute;tica ou uma sala de uso p&amp;uacute;blico onde as pessoas da comunidade local se dirigem para obter o acesso aos computadores e, onde os projetos est&amp;atilde;o mais evolu&amp;iacute;dos, o acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o atrav&amp;eacute;s da internet.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A partir disso, surgem v&amp;aacute;rias propostas e formas diferenciadas para se validar esse acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Desde a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de blogs, sites colaborativos, listas de discuss&amp;atilde;o, salas de bate-papo inter-telecentros e tantas outras formas de conectar pessoas, promover o debate entre elas. Embora as ferramentas de conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o estejam dispon&amp;iacute;veis na rede, os projetos de inclus&amp;atilde;o digital ainda n&amp;atilde;o se deram conta do comportamento e necessidades das pessoas na rede. Embora isso seja apenas uma quest&amp;atilde;o de tempo para que grupos organizados possam se apropriar do espa&amp;ccedil;o informacional.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;As mais variadas experi&amp;ecirc;ncias pedag&amp;oacute;gicas modernas sempre levantam um tema de import&amp;acirc;ncia fundamental &amp;agrave;s suas metodologias de ensino: a experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o aprendizado pelo erro com base nas necessidades latentes daquele que participa e constr&amp;oacute;i o processo educacional ao qual est&amp;aacute; inserido. Dessa forma, ter acesso aos recursos tecnol&amp;oacute;gicos inerentes ao aprendizado de uma nova ferramenta no local onde a mesma participa do cotidiano de uma determinada tarefa &amp;eacute; pedagogicamente um avan&amp;ccedil;o e uma forma de efetivamente descentralizar o acesso e a experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse novo processo t&amp;eacute;cnico.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Portanto, por que n&amp;atilde;o propor um projeto de inclus&amp;atilde;o digital que n&amp;atilde;o se limite &amp;agrave; cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um telecentro p&amp;uacute;blico? Mas sim um processo de inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tecnologia em centros comunit&amp;aacute;rios, pequenos grupos organizados, cooperativas, centros de encontro, entre outras formas de organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es sociais. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Se a periferia da rede passa a ser o centro no modelo onde os agentes produzem conhecimento e n&amp;atilde;o apenas consomem dos grandes servidores do n&amp;uacute;cleo da rede, a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conceito de inclus&amp;atilde;o digital como modelo de transfer&amp;ecirc;ncia de tecnologia e autonomia passa a ser a concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conceito de que a periferia, n&amp;atilde;o apenas da rede, mas da sociedade, passa a ser o centro produtor das demandas de uma nova forma de enxergar a rede.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Em 2006, em minha disserta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mestrado, abordei o tema da Linkania &amp;ndash; a sociedade da colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Na realidade, esse tema, embora amplo, tem o foco na nova condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos atores para uma outra modalidade, onde a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica deixa de ser transcendental e passa a coexistir, juntamente com outras pessoas em rede, num plano de iman&amp;ecirc;ncia.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Uma nova sociedade colaborativa emerge no caos. Essa sociedade est&amp;aacute; baseada numa forma de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o muito bem exemplificada por Eric Raymond (1998) no ensaio &lt;i&gt;The Cathedral and the Bazaar&lt;/i&gt;, onde o autor faz uma an&amp;aacute;lise tendo como objeto o desenvolvimento de um software denominado &lt;i&gt;Fetchmail&lt;/i&gt;. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Dessa forma, esse projeto pretende a refazer o percurso de Eric Raymond no &amp;acirc;mbito do conhecimento livre. Da mesma forma que buscamos um modelo de desenvolvimento de software sob um aspecto de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de liberdade, de apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o e replica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pensamos na necessidade de pesquisarmos um modelo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativa. Principalmente, com foco em projetos de inclus&amp;atilde;o digital e de projetos colaborativos advindos da utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da internet como rede potencializadora.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Os espa&amp;ccedil;os informacionais contemplam comunidades, &lt;i&gt;softwares&lt;/i&gt; sociais, ferramentas de conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Esses espa&amp;ccedil;os s&amp;atilde;o catalisados por uma conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ass&amp;iacute;ncrona que emerge na rede ao ponto de provocar rupturas na cultura de massa. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Uma cultura de rede traz a reboque uma nova forma de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o descentralizada, tanto do ponto de vista da organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o per si como da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o mediada pela tecnologia hiperconectada. Essa cultura de rede se expande rapidamente. Pessoas comuns se apropriam dessas tecnologias e reverberam em suas comunidades aquilo que aprenderam. A replica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; a forma pela qual as pessoas se valem para aprender e ensinar nesse novo paradigma informacional. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;As tecnologias da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o o cen&amp;aacute;rio l&amp;oacute;gico para a expans&amp;atilde;o das zonas de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o como um meio de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o no contexto da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma nova gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de comunicadores que, ao contr&amp;aacute;rio das anteriores, se constitu&amp;iacute; de forma independente dos grandes meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e tem nas ferramentas de edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o na internet, os &lt;i&gt;blogs&lt;/i&gt;, seu  meio de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o, difus&amp;atilde;o e troca de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e conhecimento.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h2&gt;Bibliografia&lt;/h2&gt;
&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;DELEUZE, G.; GUATTARI, F.  Mil Plat&amp;ocirc;s: capitalismo e esquizofrenia. S&amp;atilde;o Paulo: Editora 34, 2004. v. 1. &lt;/font&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;DIMANTAS, H. Marketing Hacker: a revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos mercados. Rio de Janeiro: Garamond, 2003.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;______. Linkania: a sociedade da colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 2006. 77 f. Disserta&amp;ccedil;&amp;atilde;o (Mestrado em Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Semi&amp;oacute;tica) &amp;ndash; Pontif&amp;iacute;cia Universidade Cat&amp;oacute;lica de S&amp;atilde;o Paulo, S&amp;atilde;o Paulo, 2006. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;FONSECA, F. Tecnologia social. S&amp;atilde;o Paulo, 2004. Dispon&amp;iacute;vel em: &amp;lt; &lt;a href=&quot;http://portal.softwarelivre.org/news/2010&amp;gt;&quot; title=&quot;http://portal.softwarelivre.org/news/2010&amp;gt;&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://portal.softwarelivre.org/news/2010&amp;gt;&lt;/a&gt; Acesso em: 28 fev. 2006.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;FOUCAULT, M. Microf&amp;iacute;sica do poder. 21.ed. Rio de Janeiro: Graal, 2005. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;LACKOFF, G. JOHNSON, M. Metaphors we live by. Chicago: University Chicago Press, 1980.  &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;LEVINE, R. et. al. The cluetrain manifesto: the end of business as usual. New York: Basic Books, 2001. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt; L&amp;Eacute;VY, P. A conex&amp;atilde;o planet&amp;aacute;ria: o mercado, o ciberespa&amp;ccedil;o, a consci&amp;ecirc;ncia.  S&amp;atilde;o Paulo: Editora 34, 2001. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;McLUHAN, M. Os meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o como extens&amp;otilde;es do homem (understanding media). S&amp;atilde;o Paulo: Cultrix, 1979. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;NEGRI, Toni; HARDT, Michael. Multitude: war and democracy in the age of empire. New York: The Penguin Press, 2004.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;RAYMOND, Erick. A catedral e o bazar. Trad. Erik Kohler. 1998. Dispon&amp;iacute;vel em &amp;lt; &lt;a href=&quot;http://www.geocities.com/CollegePark/Union/3590/pt-cathedral-bazaar.html&amp;gt;&quot; title=&quot;http://www.geocities.com/CollegePark/Union/3590/pt-cathedral-bazaar.html&amp;gt;&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.geocities.com/CollegePark/Union/3590/pt-cathedral-bazaar.html&amp;gt;&lt;/a&gt; Acesso em 11 jul. 2008.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;RHEINGOLD, H. Smart mobs: the next social revolution. New York: Perseus Books, 2003.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;SILVEIRA, S. A. et. al. Software livre e inclus&amp;atilde;o digital. S&amp;atilde;o Paulo: Conrad, 2003.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;WEINBERGER, David. Small pieces loosely joined: a unified theory of the web. New York: Perseus Books, 2002.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Notas&lt;/font&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;(1) Fonte: CGI.BR: Comit&amp;ecirc; Gestor da Internet no Brasil: Pesquisa sobre o uso das Tecnologias da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Brasil, 2007.&lt;/font&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;(2) Dispon&amp;iacute;vel em: &lt;a href=&quot;http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&amp;amp;pid=605&quot; title=&quot;http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&amp;amp;pid=605&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&amp;amp;pid=605&lt;/a&gt; Acesso em 17 jul. 2008.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;(3) Dispon&amp;iacute;vel em: &amp;lt; &lt;a href=&quot;http://felipe.hipercortex.com/&amp;gt;&quot; title=&quot;http://felipe.hipercortex.com/&amp;gt;&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://felipe.hipercortex.com/&amp;gt;&lt;/a&gt; Acesso em 17 jul. 2008.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
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 <pubDate>Wed, 09 Sep 2009 17:14:57 +0000</pubDate>
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