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 <title>Mutirão da Gambiarra - política pública</title>
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 <title>Puxadinho colaborativo</title>
 <link>http://mutgamb.org/livro/Puxadinho-colaborativo</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://comunix.org/content/puxadinho-colaborativo&quot; title=&quot;http://comunix.org/content/puxadinho-colaborativo&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://comunix.org/content/puxadinho-colaborativo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;h1 class=&quot;title&quot;&gt;Puxadinho Colaborativo&lt;/h1&gt; &lt;p&gt;&lt;span class=&quot;submitted&quot;&gt;Enviado por hernani dimantas | 05/10/2006 |&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse conhecimento est&amp;aacute; impregnado nos mutir&amp;otilde;es. No efeito puxadinho colaborativo. &amp;Eacute; s&amp;oacute; &amp;ldquo;chegar&amp;rdquo; para ajudar o ser humano ser mais feliz. Uma mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que vai al&amp;eacute;m da boa a&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;Eacute; cotidiana e colaborativa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As propostas atuais de inclus&amp;atilde;o digital sempre tocam num ponto muito similar: a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um telecentro, uma escola de inform&amp;aacute;tica ou uma sala de uso p&amp;uacute;blico onde as pessoas da comunidade local se dirigem para obter o acesso aos computadores e, onde os projetos est&amp;atilde;o mais evolu&amp;iacute;dos, o acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o atrav&amp;eacute;s da internet.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A partir disso, surgem v&amp;aacute;rias propostas e formas diferenciadas para se validar esse acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Desde a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de blogs, sites colaborativos, listas de discuss&amp;atilde;o, salas de bate-papo inter-telecentros e tantas outras formas de conectar pessoas e promover o debate entre elas. Afinal de contas, &amp;eacute; a conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e seu potencial catalisador de novas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es o que efetivamente interessa nesse tipo de experi&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As formas de conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda s&amp;atilde;o muito prec&amp;aacute;rias. Embora as ferramentas de conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o estejam dispon&amp;iacute;veis na rede, os projetos de inclus&amp;atilde;o digital ainda n&amp;atilde;o se deram conta do comportamento e necessidades das pessoas na rede. Embora isso seja apenas uma quest&amp;atilde;o de tempo para que grupos organizados possam se apropriar do espa&amp;ccedil;o informacional.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As mais variadas experi&amp;ecirc;ncias pedag&amp;oacute;gicas modernas sempre levantam um tema de import&amp;acirc;ncia fundamental &amp;agrave;s suas metodologias de ensino: a experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o aprendizado pelo erro com base nas necessidades latentes daquele que participa e constr&amp;oacute;i o processo educacional ao qual est&amp;aacute; inserido. Dessa forma, ter acesso aos recursos tecnol&amp;oacute;gicos inerentes ao aprendizado de uma nova ferramenta no local onde a mesma participa do cotidiano de uma determinada tarefa &amp;eacute; pedagogicamente um avan&amp;ccedil;o e uma forma de efetivamente descentralizar o acesso e a experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse novo processo t&amp;eacute;cnico.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Portanto, por que n&amp;atilde;o propor um projeto de inclus&amp;atilde;o digital que n&amp;atilde;o se limite &amp;agrave; cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um telecentro p&amp;uacute;blico? Mas sim um processo de inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tecnologia em centros comunit&amp;aacute;rios, pequenos grupos organizados, cooperativas, centros de encontro, entre outras formas de organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es sociais. Se a periferia da rede passa a ser o centro no modelo onde os agentes produzem conhecimento e n&amp;atilde;o apenas consomem dos grandes servidores do n&amp;uacute;cleo da rede, a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conceito de inclus&amp;atilde;o digital como modelo de transfer&amp;ecirc;ncia de tecnologia e autonomia passa a ser a concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conceito de que a periferia, n&amp;atilde;o apenas da rede mas da sociedade, passa a ser o centro produtor das demandas de uma nova forma de enxergar a rede.&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 18:24:50 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>O contexto da MetaReciclagem</title>
 <link>http://mutgamb.org/livro/O-contexto-da-MetaReciclagem</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://comunix.org/content/o-contexto-da-metareciclagem&quot; title=&quot;http://comunix.org/content/o-contexto-da-metareciclagem&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://comunix.org/content/o-contexto-da-metareciclagem&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;h1 class=&quot;title&quot;&gt;O contexto da MetaReciclagem&lt;/h1&gt; &lt;p&gt;&lt;span class=&quot;submitted&quot;&gt;Enviado por hernani dimantas | 05/10/2006 |&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Brasil est&amp;aacute; em torno de 200 milh&amp;otilde;es de pessoas. Somente 21% acessam a internet. O gargalo da exclus&amp;atilde;o &amp;eacute; enorme, tanto a exclus&amp;atilde;o social como a digital. S&amp;eacute;rgio Amadeu conclui que&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;ldquo;Muitos dirigentes p&amp;uacute;blicos e empresariais ainda acham que o uso do computador s&amp;oacute; &amp;eacute; importante para a profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Essa vis&amp;atilde;o constitui a cultura do uso limitado da tecnologia e deixa de lado a dimens&amp;atilde;o da cidadania. Sem d&amp;uacute;vida &amp;eacute; urgente e priorit&amp;aacute;rio implantar laborat&amp;oacute;rios de inform&amp;aacute;tica em todas as escolas e conect&amp;aacute;-las &amp;agrave; rede informacional. Mas &amp;eacute; insuficiente incluir no mundo digital apenas a crian&amp;ccedil;a e o adolescente escolarizados. E os adultos e os demais adolescentes, que est&amp;atilde;o fora da escola? Onde exercer&amp;atilde;o seu direito de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o? O acesso &amp;agrave; comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o? O acesso &amp;agrave; comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o em rede &amp;eacute; a nova face da liberdade de express&amp;atilde;o na era da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;rdquo; [SILVEIRA, S.; 2004; 43-44].&lt;/p&gt; &lt;p&gt;N&amp;atilde;o parece t&amp;atilde;o simples encarar esses problemas pelos m&amp;eacute;todos tradicionais.&lt;br /&gt; O MetaReciclagem tem uma proposta de pol&amp;iacute;tica p&amp;uacute;blica para enfrentar o desafio da inclus&amp;atilde;o digital. Em primeiro lugar, o MetaReciclagem contraria a l&amp;oacute;gica da ind&amp;uacute;stria da obsolesc&amp;ecirc;ncia, pois encontramos uma quantidade enorme de computadores usados e sucateados dispon&amp;iacute;veis no Brasil e, com a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tecnologia compartilhada e livre, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel aumentar a vida &amp;uacute;til desses computadores. Em segundo, a reciclagem e a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tecnologia livre, mais especificamente low-tech, possibilitam a diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos espa&amp;ccedil;os entre as comunidades ricas e pobres. A frase &amp;ldquo;periferia &amp;eacute; o centro&amp;rdquo; exemplifica esse fluxo. A periferia conhece muito mais sobre rede, mutir&amp;otilde;es, participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Creio que os esfor&amp;ccedil;os de inclus&amp;atilde;o devem ter como premissa que o conhecimento est&amp;aacute; na periferia, e que a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o local dever&amp;aacute; passar pela inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tecnologia nos movimentos da comunidade.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E para combater a mis&amp;eacute;ria, a exclus&amp;atilde;o e o n&amp;atilde;o exerc&amp;iacute;cio da cidadania temos que pensar em solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es criativas de integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o das periferias com a tecnologia. Dar acesso &amp;agrave; rede &amp;eacute; importante, mas o mais consistente &amp;eacute; criar condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Pensamos que a inclus&amp;atilde;o digital s&amp;oacute; ser&amp;aacute; potencializada quando entendermos que as necessidades das pessoas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o as mesmas necessidades daqueles que concebem os projetos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em primeiro lugar, vamos contextualizar as fases deste processo de inclus&amp;atilde;o digital. Podemos dividir em duas fases:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;fase 1. - acesso ao computador&lt;/p&gt; &lt;p&gt;fase 2. - acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Estas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o bastante diferentes. A primeira fase pode ser resumida por uma pergunta: para que precisamos do computador? Empregabilidade pareceu ser uma resposta que atendia a todos atores envolvidos. Ensinar computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao povo necessariamente contribuiria para que os novatos rompessem com as fronteiras do trabalho. Essa id&amp;eacute;ia n&amp;atilde;o se mostrou verdadeira. Com certeza n&amp;atilde;o foi a melhor pedida.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas com o acesso &amp;agrave; internet (e, por conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia, o acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o) come&amp;ccedil;amos a perceber que as pessoas est&amp;atilde;o conversando com outras pessoas atrav&amp;eacute;s da rede. Essa conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o traz na bagagem um novo incentivo cultural, catapulta as intelig&amp;ecirc;ncias para novas inst&amp;acirc;ncias. Assim, em vez de se orientar &amp;agrave; empregabilidade, poder&amp;iacute;amos disponibilizar ferramentas para a reverbera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das vozes desses protagonistas. A retomada da voz &amp;eacute; um atalho para a cidadania.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A experi&amp;ecirc;ncia dos Telecentros da Prefeitura Municipal de S&amp;atilde;o Paulo &amp;eacute; muito interessante. Foi relevante pelo pioneirismo na utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do software livre como plataforma de acesso &amp;agrave; rede. O software livre significa, al&amp;eacute;m da economia na aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de softwares e conseq&amp;uuml;entemente a otimiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos recursos, a imers&amp;atilde;o num modo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativo. O software livre &amp;eacute; a porta de entrada para um novo mundo. Um exemplo de como a sociedade se arranja num ambiente onde o conhecimento &amp;eacute; livre.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Partindo da id&amp;eacute;ia do conhecimento livre, pensamos, ent&amp;atilde;o, na terceira fase dos projetos de inclus&amp;atilde;o digital: a circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dentro da comunidade conectada.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Preto Bomba, m&amp;uacute;sico de hip-hop, diz:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;ldquo;Acho que levar a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; comunidade &amp;eacute; cativar o consumidor de m&amp;uacute;sica, teatro, filme, novela. A vontade de se comunicar, de participar. Cansei de ver uma certa cena atuar e bater palma pra si mesma, ignorando o povo e seus desejos, ignorando a maioria e suas necessidades.&amp;rdquo;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;N&amp;atilde;o podemos ignorar o conhecimento da multid&amp;atilde;o. Preto Bomba representa um movimento cultural. Nascido na periferia, al&amp;ccedil;ou v&amp;ocirc;o em todas as dire&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Existem muitos &amp;ldquo;Pretos Bombas&amp;rdquo; esperando a sua vez para explodir a criatividade. O conhecimento &amp;eacute; parte integrante do ser humano. Um tra&amp;ccedil;o cultural arraigado no sujeito e na sua comunidade. &amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio, no entanto, que esse conhecimento seja tropicalizado. A jun&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste conhecimento com as informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de fora da comunidade ativa o movimento cultural. Esta circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o tende a ser potencializada pela conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre as pessoas inter e intra comunidades. Criando, assim, possibilidades infinitas de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas para isso acontecer demanda um engajamento das pessoas aos projetos. Esse engajamento n&amp;atilde;o pode ser imposto. &amp;Eacute; um movimento que s&amp;oacute; acontece quando a comunidade sente necessidade no seu desenvolvimento. Um movimento de baixo para cima, de dentro para fora das comunidades. Este processo espelha sobremaneira os anseios e necessidades das comunidades.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E quando esta equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o se torna balanceada, as comunidades t&amp;ecirc;m a oportunidade de catalisar o pr&amp;oacute;prio conhecimento que existe na comunidade.&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 18:24:11 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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