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 <title>Mutirão da Gambiarra - inventorxs</title>
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 <title>Metapersonagens</title>
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 <description>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;div class=&quot;field field-type-link field-field-permalink&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-label-inline-first&quot;&gt;permalink:&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;a href=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=3462&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=3462&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assisti essa semana a um desses filmes de anima&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma grande produtora nortarmoricana, Rob&amp;ocirc;s. Tirando toda a porcaria rom&amp;acirc;ntica, o antropocentrismo de uma hipot&amp;eacute;tica sociedade de computadores, a origem hollywoodiana e outras quest&amp;otilde;es que costumam incomodar a galera meio intelectual meio de esquerda, o filme me remeteu a uma tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o ficcional que n&amp;atilde;o tenho visto tanto por a&amp;iacute; ultimamente: o arqu&amp;eacute;tipo do inventor. O protagonista do filme &amp;eacute; Rodney Copperbottom, rob&amp;ocirc; em uma sociedade de rob&amp;ocirc;s, que cresce assistindo a um programa de televis&amp;atilde;o do Big Weld, Soldador na vers&amp;atilde;o pt_br, que &amp;eacute; um tioz&amp;atilde;o doido, fundador da empresa que faz partes pra rob&amp;ocirc;s, que conserta e aprimora seus conterr&amp;acirc;neos. O tempo passa, e o Soldador &amp;eacute; escanteado no comando da empresa por um jovem e frio executivo que quer for&amp;ccedil;ar a obsolesc&amp;ecirc;ncia programada na sociedade, cancelando o fornecimento de pe&amp;ccedil;as de reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Copperbottom sai de sua cidadezinha para encontrar o Soldador, mas &amp;eacute; ignorado pelas novas regras da empresa. Frustrado, usa suas habilidades de inventor para consertar os amigos outsiders. O desenho flerta um pouco com o formato do cyberpunk: uma corpora&amp;ccedil;&amp;atilde;o malvada e um submundo onde nasce a resist&amp;ecirc;ncia. Depois vira bobo, tem final feliz e tal, mas o papel de Copperbottom &amp;eacute; interessante: em uma sociedade que se tornou uma sociedade da falsa obsolesc&amp;ecirc;ncia, ele &amp;eacute; um inventor, mas al&amp;eacute;m disso um reparador - come&amp;ccedil;a a consertar os outros rob&amp;ocirc;s, no velho esquem&amp;atilde;o gambiarra que a gente conhece - fita adesiva, chave de fenda, molas e criatividade. Um metarecicleiro, da maneira como eu vejo.&lt;br /&gt;Uma das caracter&amp;iacute;sticas de v&amp;aacute;rios personagens que eu admirei ao longo da minha vida &amp;eacute; a inven&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Do japinha dos goonies ao McGyver, passando pelo Doc em de volta para o futuro, e indo tamb&amp;eacute;m pro inspetor Bugiganga, pro professor Pardal, o Franjinha, pra aqueles cientistas que faziam todos os badulaques que o 007 usava, e mais um monte. Talvez eles tenham me influenciado a usar uma chave de fenda pra abrir - e nunca mais conseguir fechar - a calculadora da m&amp;atilde;e de minha irm&amp;atilde; aos oito anos. Talvez tenham me influenciado a colecionar cada exemplar de equipamento que passava pela minha frente e guardar no por&amp;atilde;o da casinha de madeira em que eu morava aos doze, treze. Talvez tenham me influenciado a quase me inscrever pro vestibular de Engenharia Eletr&amp;ocirc;nica em 1995, e na &amp;uacute;ltima hora trocar pra Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, porque queria muito mexer com m&amp;aacute;quinas de m&amp;iacute;dia.&lt;br /&gt;Eu fico pensando na conex&amp;atilde;o disso tudo com o quase-debate que o Duende e o P&amp;aacute;dua encetam vez por outra na MetaReciclagem - debate que n&amp;atilde;o anda por algum motivo, talvez uma diferen&amp;ccedil;a entre as linguagens dos dois e a do pessoal - sobre a necessidade que a gente tem hoje de estimular uma mitologia metarecicleira. J&amp;aacute; falei sobre o risco de a gente se apegar &amp;agrave; desmistifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pura e simples, e n&amp;atilde;o aproveitar todo o potencial que os n&amp;iacute;veis simb&amp;oacute;licos de intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m de ajudar o aprendizado e a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativa. Isso vai na onda de apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o s&amp;oacute; da tecnologia em si, mas da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;iacute;dia. E vai al&amp;eacute;m: mais do que a apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;iacute;dia para provar que a gente pode fazer m&amp;iacute;dia (e algu&amp;eacute;m ainda duvida disso?), mas para tentar construir experi&amp;ecirc;ncias in&amp;uacute;teis, tempor&amp;aacute;rias e auto-referentes - mas ainda assim profundas e divertidas - de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o em n&amp;iacute;veis outros que somente o &amp;ldquo;preciso fazer isso&amp;rdquo; / &amp;ldquo;tente assim&amp;rdquo;, que &amp;eacute; chato e tedioso.&lt;br /&gt;No encontro de conhecimentos livres de Rio Claro, no ano passado, troquei uma id&amp;eacute;ia com o Robson, da Casa de Cultura Tain&amp;atilde;, sobre a possibilidade de um material em quadrinhos sobre a MetaReciclagem. De l&amp;aacute; pra c&amp;aacute;, parei uma dezena de vezes pra pensar sobre isso, e n&amp;atilde;o conseguia sair do modelo apostila ilustrada, que pode at&amp;eacute; ser &amp;uacute;til, mas &amp;eacute; chata e tediosa de fazer e talvez mais ainda de ler. Esse filme pode ter me inspirado a pensar em outros termos: um her&amp;oacute;i cujo &amp;uacute;nico superpoder &amp;eacute; n&amp;atilde;o ter medo de usar uma chave de fenda. Personagem, claro, copylefteado como o Capit&amp;atilde;o Presen&amp;ccedil;a: definida em consenso sua personalidade, qualquer um@ pode criar hist&amp;oacute;rias.&lt;br /&gt;Ser&amp;aacute; que algu&amp;eacute;m topa fazer algo, a s&amp;eacute;rio?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 18:17:31 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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