<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<rss version="2.0" xml:base="http://mutgamb.org"  xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">
<channel>
 <title>Mutirão da Gambiarra - academia</title>
 <link>http://mutgamb.org/taxonomy/term/177/0</link>
 <description></description>
 <language>pt-br</language>
<item>
 <title>Labs e Library</title>
 <link>http://mutgamb.org/blog/Labs-e-Library</link>
 <description>&lt;p&gt;Orlando trouxe um &lt;a href=&quot;http://www.wired.com/beyond_the_beyond/2012/09/open-source-hardware-for-building-science-labs/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;link sobre fazer seus pr&amp;oacute;prios laborat&amp;oacute;rios&lt;/a&gt;, e Guima mostrou mais um que saiu na Science. &lt;a href=&quot;http://www.sciencemag.org/content/337/6100/1303.summary&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Segue um peda&amp;ccedil;o do resumo&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
	&lt;p&gt;However, the open-source paradigm is now enabling creation of open-source scientific hardware by combining three-dimensional (3D) printing with open-source microcontrollers running on FOSS. These developments are illustrated below by several examples of equipment fabrication that can better meet particular specifications at substantially lower overall costs.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Falando em academias e centros de pesquisa, Felipe Cabral compartilhou a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Robert Darnton, no programa Roda Viva. Robert &amp;eacute; presidente da biblioteca de Harvard e falou sobre as perspectivas dos livros no mundo digitalizado.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;rtecenter&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;315&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/MKOxc6x3yeU&quot; width=&quot;420&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;rtecenter&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://mutgamb.org/blog/Labs-e-Library#comments</comments>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/academia">academia</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/tag/bibliotecas">bibliotecas</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/tag/laboratorios">laboratorios</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/metareciclagem">metareciclagem</category>
 <wfw:commentRss>http://mutgamb.org/crss/node/877</wfw:commentRss>
 <pubDate>Tue, 25 Sep 2012 09:41:27 +0000</pubDate>
 <dc:creator>mairabegalli</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">877 at http://mutgamb.org</guid>
</item>
<item>
 <title>Os papers de Daniel Hora</title>
 <link>http://mutgamb.org/blog/Os-papers-de-Daniel-Hora</link>
 <description>&lt;p&gt;Faz algum tempo que Daniel Hora havia compartilhado um artigo que seria apresentado no RUMOS, e recentemente compartilhou sua nova produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o FILE. Daniel falou com o MutGamb sobre os dois trabalhos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como surgiu a proposta de escrever os artigos? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Daniel -&lt;/strong&gt; O artigo &amp;quot;&lt;a href=&quot;http://sites.itaucultural.org.br/rumosartecibernetica/pdf/Paper_Daniel-hora.pdf&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Multimodalidades e transversalidades da arte_hackeamento&lt;/a&gt;&amp;quot; &amp;eacute; um resumo dos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;resultados obtidos na investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o realizada durante o curso de mestrado em Arte Contempor&amp;acirc;nea, que realizei na Universidade de Bras&amp;iacute;lia. Foi produzido como contrapartida ao pr&amp;ecirc;mio de apoio &amp;agrave; pesquisa que recebi do programa Rumos Arte Cibern&amp;eacute;tica do Ita&amp;uacute; Cultural, na edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o 2009-2011. O texto faz a s&amp;iacute;ntese de uma aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre cultura hacker e produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de arte, com exemplos de artistas, ativistas e coletivos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;J&amp;aacute; o artigo &amp;quot;Reprogramabilidade tecnol&amp;oacute;gica, cultura hacker e suas implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a filosofia da arte&amp;quot; reflete o in&amp;iacute;cio de minhas investiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es para tese de doutorado em Arte Contempor&amp;acirc;nea, que estou desenvolvendo tamb&amp;eacute;m na Universidade de Bras&amp;iacute;lia. Uma vez feita a aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial entre hackerismo e arte, parto agora para quest&amp;otilde;es no campo da filosofia da arte: de que modo a &amp;eacute;tica hacker afeta a est&amp;eacute;tica da arte e vice-versa? Como a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma arte hacker se agencia no contexto art&amp;iacute;stico e cultural contempor&amp;acirc;neo? Quais os efeitos sociopol&amp;iacute;ticos desse agenciamento? Essa reflex&amp;atilde;o est&amp;aacute; pautada pelos conceitos de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o da diferen&amp;ccedil;a, dissenso e programabilidade das m&amp;iacute;dias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como escolheu trabalhar com esses temas? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Daniel -&lt;/strong&gt; Por volta de 2006, quando escrevia como jornalista e cobria a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o em artes visuais em S&amp;atilde;o Paulo, surgiu um interesse pela gambiarra, como t&amp;aacute;tica de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o inventiva e contra-hegem&amp;ocirc;nica, em que se busca independ&amp;ecirc;ncia tanto em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; precariedade, quanto em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; abund&amp;acirc;ncia econ&amp;ocirc;mica e material. O contato com as pesquisas realizadas na Universidade de Bras&amp;iacute;lia no ano seguinte fez com que eu ajustasse meu foco para a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o em arte e tecnologia. Assim, retomei o tema da cultura hacker, com o qual j&amp;aacute; havia lidado na conclus&amp;atilde;o da gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma grande reportagem sobre a rede Napster e seus efeitos sobre a m&amp;uacute;sica. Desde ent&amp;atilde;o, desdobro essa tem&amp;aacute;tica hacker e sua rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a arte baseada nas m&amp;iacute;dias, sobretudo, digitais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como voc&amp;ecirc; enxerga o fato das redes estarem produzindo conte&amp;uacute;dos e est&amp;eacute;ticas efervenscentes, mas que ainda s&amp;atilde;o pouco documentas no mundo acad&amp;ecirc;mico? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Daniel -&lt;/strong&gt; Acho que existem neste descompasso dois aspectos interligados de uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de simbiose: um diz respeito a uma distin&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre campos culturais e outro reflete um desajuste entre tempos. Por um lado, o campo acad&amp;ecirc;mico deriva de um hist&amp;oacute;rico com ra&amp;iacute;zes mon&amp;aacute;sticas e medievais, em que valores elitistas v&amp;atilde;o se diluindo devagar nas aspira&amp;ccedil;&amp;otilde;es de democratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Deriva da&amp;iacute; uma oscila&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre o olhar para o pr&amp;oacute;prio umbigo e aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para outras possibilidades de saber, fazer e sentir. Por sua vez, o campo das redes ganha evid&amp;ecirc;ncia em um per&amp;iacute;odo mais recente, ainda que seja poss&amp;iacute;vel pensar sua exist&amp;ecirc;ncia desde &amp;eacute;pocas mais remotas. Sua flexibilidade, espontaneidade e organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o predominantemente horizontal certamente contrastam com a estrutura universit&amp;aacute;ria. N&amp;atilde;o sei se haveria no futuro pr&amp;oacute;ximo um ponto de converg&amp;ecirc;ncia e absor&amp;ccedil;&amp;atilde;o total entre esses dois mundos. Mas parece uma tend&amp;ecirc;ncia que os contatos entre esses circuitos se tornem cada vez mais constantes. Compartilho com a expectativa de que esses contatos resultem em inst&amp;acirc;ncias livres e produtivas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc; acredita que ainda existe (em outras &amp;aacute;reas e n&amp;atilde;o s&amp;oacute; nas artes e comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es) preconceito da cena hacker?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Daniel -&lt;/strong&gt; N&amp;atilde;o diria preconceito, mas sim conceitos divergentes. Trabalhar com o termo hacker &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil por isso, pois h&amp;aacute; modos diversos de compreend&amp;ecirc;-lo, at&amp;eacute; mesmo dentro da pr&amp;oacute;pria cena hacker ao longo de sua hist&amp;oacute;ria. Em todo caso, o sensacionalismo e as vers&amp;otilde;es que reivindicam alguma exclusividade seriam os piores problemas, quando a palavra hacker &amp;eacute; distorcida como adjetivo de condena&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cibercriminosos, ou quando serve para romantizar o hero&amp;iacute;smo da inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da rebeldia padronizada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como voc&amp;ecirc; definiria a cultura hacker? Como enxerga ela em outras &amp;aacute;reas? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Daniel -&lt;/strong&gt; Uma vez que existem v&amp;aacute;rias interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, talvez possa articular a minha pr&amp;oacute;pria interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Acho que a afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cultura hacker &amp;eacute; insepar&amp;aacute;vel das tecnologias da inform&amp;aacute;tica e telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Primeiro, isto tem a ver com a origem social dos grupos identificados como hackers aqueles que s&amp;atilde;o adeptos da liberdade de programar e montar aparatos computacionais, com entusiasmo e prazer, desde os anos 1960. Em segundo lugar, o v&amp;iacute;nculo tem a ver tamb&amp;eacute;m com a difus&amp;atilde;o da abordagem hacker por meio do uso das tecnologias influenciadas por esse interesse libert&amp;aacute;rio, cada vez mais pervasivas no cotidiano. Por isso, seria aceit&amp;aacute;vel pensar que a cultura hacker j&amp;aacute; &amp;eacute; aplicada a outros &amp;quot;suportes&amp;quot;, na biologia, na pol&amp;iacute;tica, no design, nas artes. E &amp;eacute; interessante notar ainda que essa abordagem, muitas vezes, recupera ou eleva o valor de pr&amp;aacute;ticas de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta, artesania e saberes tradicionais que fazem parte de outros campos.&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://mutgamb.org/blog/Os-papers-de-Daniel-Hora#comments</comments>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/academia">academia</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/daniel-hora">daniel hora</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/tag/gambiarras">gambiarras</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/metareciclagem">metareciclagem</category>
 <wfw:commentRss>http://mutgamb.org/crss/node/802</wfw:commentRss>
 <pubDate>Mon, 16 Jul 2012 17:25:10 +0000</pubDate>
 <dc:creator>mairabegalli</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">802 at http://mutgamb.org</guid>
</item>
<item>
 <title>Raquel Rennó e Daniel Quarantana falam do novo curso de Tecnologia das Artes na UFJF</title>
 <link>http://mutgamb.org/blog/Raquel-Renno-e-Daniel-Quarantana-falam-do-novo-curso-de-Tecnologia-das-Artes-na-UFJF</link>
 <description>&lt;p&gt;Raquel Renn&amp;oacute; recentemente compartilhou o link do novo curso da Universidade Federal de Ju&amp;iacute;z de Fora (UFJF), o &lt;a href=&quot;http://www.ufjf.br/tecartes/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Lato Sensu em Tecnologia das Artes&lt;/a&gt;, que est&amp;aacute; com inscri&amp;ccedil;&amp;otilde;es abertas at&amp;eacute; o dia 12 de maio.&amp;nbsp; Ela e Daniel Quaranta, coordenador do curso, concederam uma entrevista para o MutGamb contando um pouco mais da din&amp;acirc;mica e dos objetivos do curso:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como surgiu a ideia de criar o curso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
	&lt;strong&gt;Daniel:&lt;/strong&gt; O curso surgiu pela necessidade de um grupo de professores do IAD do departamento de m&amp;uacute;sica e de artes, que tem uma perspectiva que poderia ser considerada como tangencial, atravessada pelo uso de novas tecnologias nos campos diversos das artes como um todo. No caso de quem foi a ideia, creio que surgiu em diferentes conversas entre alguns dos professores e foi catalizado por mim, com uma participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o especial da Raquel Renn&amp;aacute; na troca permanente de id&amp;eacute;ias, projetos e proje&amp;ccedil;&amp;otilde;es futuras.&lt;br /&gt;
	&lt;strong&gt;Raquel:&lt;/strong&gt; Fui convidada pelo prof. Daniel Quaranta, que tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; coordenador do curso, a participar desta especializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. J&amp;aacute; me interessava muito pelo que o pessoal da &amp;aacute;rea de m&amp;uacute;sica e tecnologia&lt;br /&gt;
	fazia e t&amp;iacute;nhamos ideia de pensar em projetos conjuntos. Al&amp;eacute;m de projetos de pesquisa entre professores, era importante para a gente criar um grupo de alunos de v&amp;aacute;rias &amp;aacute;reas com os quais pud&amp;eacute;ssemos desenvolver projetos conjuntos a m&amp;eacute;dio e longo prazo. Os trabalhos em arte e tecnologia muitas vezes pedem uma forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o transdisciplinar onde pr&amp;aacute;tica e teoria das novas tecnologias e ci&amp;ecirc;ncias devem ser estudadas em conjunto com a arte de modo critico e superando dicotomias do engenheiro/programador &lt;em&gt;versus&lt;/em&gt; &amp;ldquo;o artista&amp;rdquo;, que infelizmente ainda vemos muito por a&amp;iacute;. Por isso temos professores de experi&amp;ecirc;ncia pr&amp;aacute;tica e te&amp;oacute;rica interessados em trabalhar de modo transversal para colocar em cheque este contexto &amp;ldquo;fla-flu&amp;rdquo;, onde todos perdem.&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
	&lt;strong&gt;Hoje quem s&amp;atilde;o os docentes envolvidos, e como chegaram a esse corpo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
	&lt;strong&gt;Raquel:&lt;/strong&gt; Para citar alguns membros do grupo temos professores como o C&amp;iacute;cero In&amp;aacute;cio, que vem trabalhando com m&amp;iacute;dias locativas com pesquisadores da UCSD em projetos como o Walking Tools, e dirige o Software Studies Brasil (grupo de pesquisa iniciado pelo Lev Manovich), al&amp;eacute;m de colaborar com coletivos como o Casa de Culutra Digital em S&amp;atilde;o Paulo e no projeto pioneiro Estereoensaios que envolve estudos audiovisuais em tecnologia 4K e 3D. Eu apresentarei uma vis&amp;atilde;o geral das pr&amp;aacute;ticas art&amp;iacute;sticas em arte digital desde os anos 70, (do s&amp;eacute;c&amp;uacute;lo XX) at&amp;eacute; agora e em outro m&amp;oacute;dulo alguns conceitos e pr&amp;aacute;ticas em artes e biotecnologia, que se conectam em parte com a pesquisa que&lt;br /&gt;
	desenvolve meu colega Jo&amp;atilde;o Queiroz, especialista em Sistemas Inteligentes e Vida Artificial, editor do International Journal of Signs and Semiotic Systems e co-autor do livro Genes, Information and Semiosis. Al&amp;eacute;m disso na &amp;aacute;rea de musica temos o Quaranta, que &amp;eacute; editor da Revista Eletr&amp;ocirc;nica de Musicologia e da revista do Encontro Internacional de M&amp;uacute;sica e Arte Sonora e teve suas obras editadas na Periferia Sheet Music de Barcelona &amp;ndash; Espanha, o Castel&amp;otilde;es, que foi bolsista de institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es como&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Institut de Recherche et Coordination Acoustique/Musique (IRCAM), centro que j&amp;aacute; acolheu artistas do naipe do John Cage e desenvolveu parcerias para o desenvolvimento de softwares como o Max/MSP e o prof. Fenerich que exp&amp;ocirc;s em lugares como o ZKM Kubus e o Forum Neue Musik (Alemanha). Na &amp;aacute;rea do audiovisual temos o Suppia que &amp;eacute; roteirista, editor e diretor de v&amp;iacute;deos de fic&amp;ccedil;&amp;atilde;o, document&amp;aacute;rios e v&amp;iacute;deos&lt;br /&gt;
	institucionais, e tem atuado em projetos de pesquisa envolvendo realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em cinema e v&amp;iacute;deo de alta tecnologia, como &lt;a href=&quot;http://www.2014k.org&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;2014K&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://www.estereoensaios.com.br&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;EstereoEnsaios&lt;/a&gt; e tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; membro da SOCINE (Sociedade Brasileira para os Estudos de Cinema e do Audiovisual) e da SFRA (Science Fiction Research Association). Tamb&amp;eacute;m temos professores com grande experi&amp;ecirc;ncia no contexto da arte contempor&amp;acirc;nea, como o Ricardo Cristofaro, que j&amp;aacute; exp&amp;ocirc;s na Pixxelpoint 2000 - Internacional Computer Art Festival na Slov&amp;ecirc;nia, TRANSITIO_MX, Festival Internacional de V&amp;iacute;deo y Artes Eletr&amp;ocirc;nicas no M&amp;eacute;xico, &amp;quot;Tranches de vie&amp;quot;, em Paris, 3&amp;ordm; Festival Internacional de Arte Electr&amp;oacute;nico 404, na Argentina e no FILE de S&amp;atilde;o Paulo. A experi&amp;ecirc;ncia pr&amp;aacute;tica diversificada do corpo docente permite ao aluno entender as pr&amp;aacute;ticas tradicionais de pesquisa, produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e difus&amp;atilde;o de projetos art&amp;iacute;sticos em novas tecnologias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O curso &amp;eacute; pago?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
	&lt;strong&gt;Raquel:&lt;/strong&gt; Sim, como a maioria das especializa&amp;ccedil;&amp;otilde;es lato sensu, o curso &amp;eacute; pago. A matr&amp;iacute;cula &amp;eacute; de 50,00 reais e a mensalidade de 300,00 reais.&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
	&lt;strong&gt;Quem pretendem atrair como alunos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
	&lt;strong&gt;Raquel:&lt;/strong&gt; O ideal seria atrair alunos de &amp;aacute;reas muitos distintas que de alguma forma estejam interessados em desenvolver ou compreender sua experi&amp;ecirc;ncia dentro das possibilidades que as tecnologias oferecem nos campos das artes visuais, audiovisuais e musicais.&lt;br /&gt;
	&lt;strong&gt;Daniel: &lt;/strong&gt;O curso tem como objetivo abrir um horizonte de pesquisa nova, n&amp;atilde;o s&amp;oacute; na Universidade de Juiz de Fora, mas, tentando abrigar os projetos dos alunos numa perspectiva ampla das artes e tecnologia. O p&amp;uacute;blico alvo desse curso s&amp;atilde;o alunos vindos das artes, arquitetura, comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, cinema, m&amp;uacute;sica, composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, video-arte, publicidade, sem esquecer do p&amp;uacute;blico curioso que pretende se aproximar do universo delimitado pelos usos das tecnologias nas diferentes &amp;aacute;reas&lt;br /&gt;
	das artes.&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
	&lt;strong&gt;O que acham dos outros cursos, de outras universidades, sob essa tem&amp;aacute;tica existentes no Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
	&lt;strong&gt;Daniel:&lt;/strong&gt; Creio q o nosso curso (&amp;eacute; do que eu realmente posso falar) &amp;eacute; uma novidade em si, creio que o nosso curso traz de diferente &amp;eacute; o trabalho potencialmente colaborativo entre &amp;aacute;reas que a tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o atomicista das academias tentou separar. Creio que estamos em sintonia com os tempos que vivemos e o trabalho colaborativo, horizontal e tecnol&amp;oacute;gico &amp;eacute; um objetivo que est&amp;aacute; em nossos planos alcan&amp;ccedil;ar e acho que certamente conseguiremos.&lt;br /&gt;
	&lt;strong&gt;Raquel:&lt;/strong&gt; Eu estive um pouco afastada da vida acad&amp;ecirc;mica no Brasil porque sa&amp;iacute; do pa&amp;iacute;s em 2004 e s&amp;oacute; voltei oficialmente ao assumir na UFJF, no final de 2010. Na verdade sempre achei interessante pensar&lt;br /&gt;
	na pesquisa de outros pesquisadores como possibilidades de rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o que desenvolvo. Acredito na pot&amp;ecirc;ncia das iniciativas do pessoal de UFRB (Cachoeira, Bahia) como Jarbas Jacome, Fernando Rabelo, Danillo Barata que est&amp;atilde;o construindo algo &amp;uacute;nico ali, que ao mesmo tempo &amp;eacute; de interesse geral. Como comentei antes, acredito que o interessante de um curso de especializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em artes &amp;eacute; trazer a&lt;br /&gt;
	experi&amp;ecirc;ncia pr&amp;aacute;tica e em pesquisa de cada pesquisador que est&amp;aacute; envolvido no curso. Evidentemente sempre se tem em vista um referente te&amp;oacute;rico que se desenvolve de modo global, mas o que o&lt;br /&gt;
	ambiente das artes pode oferecer em termos de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; sair daquela id&amp;eacute;ia de que se estuda para entrar &amp;ldquo;no mercado&amp;rdquo; e seguir tend&amp;ecirc;ncias que na verdade n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o nada mais que modismos ou&lt;br /&gt;
	modos de se entrar em uma estrutura da qual pesquisadores como eu e os professores com quem trabalho na UFJF estamos tentando questionar. Acredito que um aluno que entenda ou se interesse pelas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre arte, ci&amp;ecirc;ncia e tecnologia esteja bastante desconfiado ou decepcionado com esse &amp;ldquo;mercado&amp;rdquo; que se apresenta, seja o da arte ou outros. A estrutura das aulas t&amp;ecirc;m de ser colaborativas, a experi&amp;ecirc;ncia em aula tem de ser horizontal respeitando os conhecimentos dos alunos. Dessa forma podemos ter forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o voltada a projetos, algo poss&amp;iacute;vel de se desenvolver a m&amp;eacute;dio e longo prazo, fugindo da din&amp;acirc;mica da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o pontual e sob demanda. E sim, existem modos de subsist&amp;ecirc;ncia e de trabalho cont&amp;iacute;nuo nessa estrutura, n&amp;atilde;o necessariamente seguindo o que se imp&amp;otilde;e por parte das empresas interessadas na &amp;ldquo;industria criativa&amp;rdquo;.&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
	&lt;strong&gt;Fora do Brasil existe algum curso que estejam dialogando?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
	&lt;strong&gt;Raquel:&lt;/strong&gt; Eu colaboro desde 2009 como consultora dos semin&amp;aacute;rios e o curso de especializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Arte e Cultura Digital da UOC (Universitat Oberta da Catalunya), com quem estamos em processo de oficializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma parceria com a UFJF. Tenho pesquisa&amp;nbsp; conjunta com o coordenador do curso, o prof. Dr. Pau Alsina, que j&amp;aacute; esteve como convidado do primeiro Festival Cultura Digital (quando ainda era F&amp;oacute;rum da Cultura Digital na Cinemateca de S&amp;atilde;o Paulo) e desenvolvemos juntamente com Pau Waelder os semin&amp;aacute;rios e os cursos que s&amp;atilde;o oferecidos na UOC. Ele &amp;eacute; membro do meu grupo de pesquisa da UFJF/CNPQ sobre estudos em pr&amp;aacute;ticas art&amp;iacute;sticas, espacialidade e ci&amp;ecirc;ncias da vida. Al&amp;eacute;m disso colaboro individualmente em projetos com a Universidade de Aalto na Finl&amp;acirc;ndia (dentro do Future Art Base) juntamente com minha colega Ulla Taipale do &lt;a href=&quot;http://www.zzzinc.net&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;coletivo que participo em Barcelona&lt;/a&gt; e espero dentro em breve poder criar uma ponte para jovens artistas brasileiros que queiram desenvolver projetos em arte, natureza e ci&amp;ecirc;ncias da vida. Como parte dessa din&amp;acirc;mica tamb&amp;eacute;m os festivais t&amp;ecirc;m um papel fundamental e atualmente tenho estado muito interessada pelo que &amp;eacute; desenvolvido pelo Arte.mov no Brasil, mas tamb&amp;eacute;m tenho projetos em andamento para um festival de arte e tecnologia nos pa&amp;iacute;ses mediterr&amp;acirc;neos.&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://mutgamb.org/blog/Raquel-Renno-e-Daniel-Quarantana-falam-do-novo-curso-de-Tecnologia-das-Artes-na-UFJF#comments</comments>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/academia">academia</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/aliadxs">aliadxs</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/tag/artes">artes</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/tag/tecnologia">tecnologia</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/tag/ufjf">ufjf</category>
 <wfw:commentRss>http://mutgamb.org/crss/node/674</wfw:commentRss>
 <pubDate>Wed, 25 Apr 2012 12:16:12 +0000</pubDate>
 <dc:creator>mairabegalli</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">674 at http://mutgamb.org</guid>
</item>
<item>
 <title>Geeks amazônicxs</title>
 <link>http://mutgamb.org/blog/Geeks-amazonicxs</link>
 <description>&lt;p&gt;H&amp;aacute; alguns meses, recebi um email de &lt;a href=&quot;http://marieellensluis.wordpress.com&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Ellen Sluis&lt;/a&gt;, aluna de &lt;a href=&quot;http://networkcultures.org/geert&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Geert Lovink&lt;/a&gt; na Universidade de Amsterdam. Ela estava desenvolvendo sua tese de mestrado e queria trabalhar com algum projeto ligado a tecnologia no Brasil, de prefer&amp;ecirc;ncia fora dos grandes centros urbanos. Sugeri a ela que entrasse em contato com o Jader Gama, do &lt;a href=&quot;http://puraque.comumlab.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Puraqu&amp;eacute;&lt;/a&gt; em Santar&amp;eacute;m. Me parecia que, al&amp;eacute;m de ser um tema interessante pra pesquisa dela, podia ser tamb&amp;eacute;m uma interface interessante para o Puraqu&amp;eacute;, trazendo interlocu&amp;ccedil;&amp;atilde;o com um mundo totalmente diferente e potencialmente ajudando a divulgar o trabalho deles em outros cantos. Al&amp;eacute;m disso, era uma oportunidade de ter algu&amp;eacute;m por l&amp;aacute; documentando as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es da galera. &amp;Eacute; um ponto que eu sempre insisto com o Jader, mas entendo que com o n&amp;iacute;vel de responsabilidade que eles assumem nas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es, documentar n&amp;atilde;o seja prioridade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No fim do m&amp;ecirc;s passado, Ellen &lt;a href=&quot;http://marieellensluis.wordpress.com/2010/08/28/amazonian-geeks-and-social-activism/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;publicou em seu blog&lt;/a&gt; a vers&amp;atilde;o final de sua tese: &lt;em&gt;Amazonian Geeks and Social Activism: An ethnographic study on the appropriation of ICTs in the Brazilian Amazon&lt;/em&gt; (Geeks Amaz&amp;ocirc;nicxs e Ativismo Social: Um estudo etnogr&amp;aacute;fico sobre a apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de TICs na Amaz&amp;ocirc;nia Brasileira). Ainda nem tive tempo de ler por inteiro, s&amp;oacute; dei umas olhadas por cima. Mas j&amp;aacute; me pareceu um material bem interessante pra trazer um outro lado do que a &lt;a href=&quot;http://rede.metareciclagem.org&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;MetaReciclagem&lt;/a&gt; vem ser tornando nesses &amp;uacute;ltimos anos, independente do contato direto com as pessoas que come&amp;ccedil;aram a rede h&amp;aacute; oito anos. Desenvolvimento aut&amp;ocirc;nomo, com uma profundidade e uma dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o que deixam a gente, a milhares de quil&amp;ocirc;metros de dist&amp;acirc;ncia, num orgulho s&amp;oacute;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quem sabe em algum futuro a gente traduz peda&amp;ccedil;os do estudo da Ellen e publica por aqui...&lt;/p&gt;&lt;a href=&quot;http://mutgamb.org/blog/Geeks-amazonicxs&quot; title=&quot;Geeks amazônicxs&quot; lang=&quot;en_GB&quot; rev=&quot;flattr;uid:efeefe;category:text;tags:academia,aliadxs,amazonia,internacional,puraque;button:large&quot; class=&quot;FlattrButton&quot;&gt;H&amp;amp;aacute; alguns meses, recebi um email de Ellen Sluis, aluna de Geert Lovink na Universidade de Amsterdam. Ela estava desenvolvendo sua tese de mestrado e queria trabalhar com algum projeto ligado a tecnologia no Brasil, de prefer&amp;amp;ecirc;ncia fora dos grandes centros urbanos. Sugeri a ela que entrasse em contato com o Jader Gama, do Puraqu&amp;amp;eacute; em Santar&amp;amp;eacute;m. Me parecia que, al&amp;amp;eacute;m de ser um tema interessante pra pesquisa dela, podia ser tamb&amp;amp;eacute;m uma interface interessante para o Puraqu&amp;amp;eacute;, trazendo interlocu&amp;amp;ccedil;&amp;amp;atilde;o com um mundo totalmente diferente e potencialmente ajudando a divulgar o trabalho deles em outros cantos. Al&amp;amp;eacute;m disso, era uma oportunidade de ter algu&amp;amp;eacute;m por l&amp;amp;aacute; documentando as a&amp;amp;ccedil;&amp;amp;otilde;es da galera. &amp;amp;Eacute; um ponto que eu sempre insisto com o Jader, mas entendo que com o n&amp;amp;iacute;vel de responsabilidade que eles assumem nas a&amp;amp;ccedil;&amp;amp;otilde;es, documentar n&amp;amp;atilde;o seja prioridade.&lt;/a&gt;</description>
 <comments>http://mutgamb.org/blog/Geeks-amazonicxs#comments</comments>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/academia">academia</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/aliadxs">aliadxs</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/tag/amazonia">amazonia</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/tag/internacional">internacional</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/tag/puraque">puraque</category>
 <wfw:commentRss>http://mutgamb.org/crss/node/400</wfw:commentRss>
 <pubDate>Wed, 15 Sep 2010 23:24:27 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">400 at http://mutgamb.org</guid>
</item>
<item>
 <title>MetaReciclagem n&#039;academia</title>
 <link>http://mutgamb.org/Blog/MetaReciclagem-nacademia</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://marketinghacker.com.br&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Hernani Dimantas&lt;/a&gt; agora h&amp;aacute; pouco, na &lt;a href=&quot;http://lista.metareciclagem.org&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;lista&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;semana passada &lt;a href=&quot;http://rede.metareciclagem.org/wiki/MutiraoQualiHdHd&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;qualifiquei a pesquisa&lt;/a&gt; sobre as zonas de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o - ou seja, devaneios sobre o metareciclagem... o impacto nas politicas publicas, etc etc etc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;eu consegui um espa&amp;ccedil;o de contar a nossa hist&amp;oacute;ria. eu gostaria de usar a lista para debater sobre&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1. os conceitos-base do meta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2. os conceitos filos&amp;oacute;ficos por tr&amp;aacute;s da revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o televisionada&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3. o impacto e as experi&amp;ecirc;ncias em pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas e&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;4. as conectazes e os esporos;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;vou precisar de ajuda!!! posso contar com o bando?&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;bora. publiquei a quali dele no &lt;a href=&quot;http://rede.metareciclagem.org/wiki/MutiraoQualiHdHd&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;wiki da MetaReciclagem&lt;/a&gt;. vqv!&lt;/p&gt;&lt;a href=&quot;http://mutgamb.org/Blog/MetaReciclagem-nacademia&quot; title=&quot;MetaReciclagem n&amp;amp;#039;academia&quot; lang=&quot;en_GB&quot; rev=&quot;flattr;uid:efeefe;category:text;tags:Blog,academia,doutorado,pesquisa;button:large&quot; class=&quot;FlattrButton&quot;&gt;Hernani Dimantas agora h&amp;amp;aacute; pouco, na lista:&lt;/a&gt;</description>
 <comments>http://mutgamb.org/Blog/MetaReciclagem-nacademia#comments</comments>
 <category domain="http://mutgamb.org/taxonomy/term/231">Blog</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/academia">academia</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/doutorado">doutorado</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/pesquisa">pesquisa</category>
 <wfw:commentRss>http://mutgamb.org/crss/node/326</wfw:commentRss>
 <pubDate>Wed, 23 Sep 2009 03:25:12 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">326 at http://mutgamb.org</guid>
</item>
<item>
 <title>Zona de colaboração: um modelo descentralizado de apropriação e replicação das tecnologias da informação e comunicação no MetaReciclagem</title>
 <link>http://mutgamb.org/fonte/Zona-de-colabora%C3%A7%C3%A3o-um-modelo-descentralizado-de-apropria%C3%A7%C3%A3o-e-replica%C3%A7%C3%A3o-das-tecnologias-da-i</link>
 <description>&lt;p&gt;Publicado por Hernani Dimantas na &lt;a href=&quot;http://www3.usp.br/rumores/visu_art.asp?cod_atual=147&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Rumores&lt;/a&gt; de maio-agosto 2009.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Resumo&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tecnologia social por meio do Meta:Reciclagem, um movimento de conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que se iniciou na web em 2002, atrav&amp;eacute;s de uma lista de discuss&amp;atilde;o que debateu processos de inclus&amp;atilde;o digital no Brasil denominada de Met&amp;aacute;:Fora. Apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tecnologia social vigorando at&amp;eacute; os dias de hoje e intervindo na realidade social brasileira.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;b&gt;1. Conceitos Iniciais de Inclus&amp;atilde;o Digital&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Ao final do s&amp;eacute;culo XX, mais especificamente na &amp;uacute;ltima d&amp;eacute;cada, come&amp;ccedil;ou a surgir no Brasil o debate sobre a import&amp;acirc;ncia do processo de Inclus&amp;atilde;o Digital, ecoando na sociedade civil organizada e governos. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Nessa &amp;eacute;poca, os primeiros programas de governos e ONGs estabeleciam alguns conceitos de inclus&amp;atilde;o pela utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das TICs (Tecnologias de Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o), como a oferta de banda larga, a partir de 2001, pelas companhias de telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es por valores acess&amp;iacute;veis a muitos internautas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Somado a isso, ocorria, paralelamente, a dissemina&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cultura &lt;i&gt;hacker&lt;/i&gt; atrav&amp;eacute;s da ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de software livre em muitos projetos importantes, a exemplo dos Telecentros da Prefeitura do Munic&amp;iacute;pio de S&amp;atilde;o Paulo e do Acessa S&amp;atilde;o Paulo (AcessaSP), do Governo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo, abrindo-se as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a emerg&amp;ecirc;ncia de projetos independentes na interface entre tecnologia e sociedade.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Brasil est&amp;aacute; em torno de 200 milh&amp;otilde;es de pessoas. Somente 34% acessavam a Internet com freq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia (1). O gargalo da exclus&amp;atilde;o era enorme, tanto a exclus&amp;atilde;o social como a digital, segundo S&amp;eacute;rgio Amadeu (SILVEIRA, 2004, p.33): &amp;ldquo;muitos dirigentes p&amp;uacute;blicos e empresariais ainda acham que o uso do computador s&amp;oacute; &amp;eacute; importante para a profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Essa vis&amp;atilde;o (...) deixa de lado a dimens&amp;atilde;o da cidadania&amp;rdquo;. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;N&amp;atilde;o parece t&amp;atilde;o simples encarar esses problemas pelos m&amp;eacute;todos tradicionais. Inicialmente, as expectativas de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda estavam num plano de articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o que se faz pelas vincula&amp;ccedil;&amp;otilde;es da prefeitura, das ONGs e dos l&amp;iacute;deres comunit&amp;aacute;rios. N&amp;atilde;o se pensava, todavia, na atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o daquelas pessoas interessadas no processo, ou seja, os verdadeiros atores. Tratava-se de um movimento de inclus&amp;atilde;o digital de cima pra baixo, fazendo com que o termo perdesse o seu significado inicial.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;As iniciativas permeavam diferentes abordagens entre elas, a da ind&amp;uacute;stria de tecnologia, a abordagem das ONGs, as iniciativas acad&amp;ecirc;micas ligadas &amp;agrave;s universidades do pa&amp;iacute;s e a abordagem do poder p&amp;uacute;blico nas escolas. Entre as iniciativas, destacou-se uma abordagem colaborativa que teve sua inspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o em projetos de conhecimento livre, cujo expoente inicial foi o projeto GNU/Linux.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Software livre &amp;eacute; a ponta do iceberg de um movimento para o conhecimento livre. A diversidade de vozes na internet, as multid&amp;otilde;es, ou pessoas trabalhando em rede t&amp;ecirc;m um ritmo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que as empresas tradicionais, grande parte da academia, o Estado e o terceiro setor tamb&amp;eacute;m conseguem compreender. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Num ecossistema de id&amp;eacute;ias livres baseado na generosidade e no modo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o catalisado pelo &lt;i&gt;copyleft&lt;/i&gt;, a academia, as empresas, o Estado e o terceiro setor entram nessa equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas n&amp;atilde;o como protagonistas ou como detentores do conhecimento e da inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. S&amp;atilde;o participantes, pois, neste ambiente hiperlinkado, a hierarquia &amp;eacute; desbancada pela reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;No Brasil, esse &amp;eacute; o diferencial apresentado pelos projetos independentes que, inseridos no movimento de inclus&amp;atilde;o digital, se caracterizaram por privilegiar a internet das pontas, assumindo uma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o inversa onde a periferia &amp;eacute; o centro.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode ser entendida como um modo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o que, diferente das id&amp;eacute;ias tradicionais, tem vida pr&amp;oacute;pria. Ela nasce em um ambiente ca&amp;oacute;tico, como a internet, e emerge num movimento de baixo para cima, alcan&amp;ccedil;ando um n&amp;iacute;vel razo&amp;aacute;vel de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;b&gt;2. Zonas de Colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;As pessoas t&amp;ecirc;m na internet mais do que uma ferramenta. Utilizam-na como uma aliada. Dessa forma, catalisam a conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre pessoas comuns. E nesse ambiente de burburinho muitos projetos s&amp;atilde;o desenvolvidos. Tais pr&amp;aacute;ticas se relacionam ao conceito de intelig&amp;ecirc;ncia coletiva descrito por Howard Rheingold (2003), autor do excelente Smart Mobs, no qual diz que: &amp;ldquo;Toda vez que o poder descentraliza h&amp;aacute; oportunidades para a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Como poder&amp;aacute; essa nova descentraliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o fazer aparecer novas formas de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es coletivas?&amp;rdquo;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;&amp;Eacute; exatamente na pergunta formulada por Rheingold que enxergamos as oportunidades de uma revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o em termos da apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o das tecnologias pelas pessoas. Toni Negri e Michel Hardt (2004), em &lt;i&gt;Multitude&lt;/i&gt;, denominam esse movimento transformativo de Multid&amp;atilde;o como o conceito de uma pot&amp;ecirc;ncia. &amp;ldquo;Essa pot&amp;ecirc;ncia n&amp;atilde;o quer simplesmente se expandir, ela quer, sobretudo, conquistar um corpo: a carne da multid&amp;atilde;o quer se transformar no corpo da Intelig&amp;ecirc;ncia Coletiva.&amp;rdquo; Entendemos que o processo de redes catalisa a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de coletivos. &amp;ldquo;(...) trabalho imaterial tende a tomar a forma social das redes baseadas na comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, na colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e nos relacionamentos afetivos. O trabalho imaterial inventa as redes novas, redes independentes de coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela qual a rede produz&amp;rdquo;. (NEGRI; HARDT, 2004, p.66-67). &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;David Weinberger (2007), em &lt;i&gt;Small pieces loosely joined&lt;/i&gt;, diz que o &amp;ldquo;conhecimento na Web &amp;eacute; uma atividade social&amp;rdquo;. A multid&amp;atilde;o transforma o corpo em intelig&amp;ecirc;ncia coletiva que por sua vez retroalimenta, via conhecimento, as redes sociais. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A Web &amp;eacute; uma conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o oposto da m&amp;iacute;dia tradicional. Da maneira como aprendemos com McLuhan (1979), a natureza do meio tem conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncias. H&amp;aacute; uma tend&amp;ecirc;ncia de as pessoas que habitam o ciberespa&amp;ccedil;o, fazendo dele uma extens&amp;atilde;o da pr&amp;oacute;pria vida, encarar a internet como um novo lugar.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Conforme menciona Levine et.al. (2001), nesse lugar existem &amp;ldquo;&lt;i&gt;pessoas conversando com pessoas&lt;/i&gt;&amp;rdquo;. Embora a fronteira eletr&amp;ocirc;nica extrapole a no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de lugar geogr&amp;aacute;fico, o conceito de lugar, ou n&amp;atilde;o-lugar, n&amp;atilde;o &amp;eacute; o que delimita as especificidades dessas viv&amp;ecirc;ncias e experi&amp;ecirc;ncias. Nelas o lugar &amp;eacute; substitu&amp;iacute;do por uma interface cultural que tem no link a express&amp;atilde;o do inter-relacionamento de pessoas e grupos a partir de uma experi&amp;ecirc;ncia distinta com o tempo e o espa&amp;ccedil;o. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pessoas em &lt;i&gt;blogs&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;fotologs&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Orkut&lt;/i&gt; ou em qualquer n&amp;atilde;o-lugar informacional faz com que a voz, a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o mais seja monop&amp;oacute;lio da m&amp;iacute;dia de massa, ou da id&amp;eacute;ia da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um para muitos. Entendemos que desde a revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Gutenberg a humanidade n&amp;atilde;o apresentou algo t&amp;atilde;o original como a Internet para o rompimento do paradigma cultural efetivado pelo modernismo. A conversa de muitos para muitos tem um alcance espetacular na rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de poder. O poder, para Foucault (2005), prov&amp;eacute;m de todas as partes, em cada rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre um ponto e outro. Essas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o din&amp;acirc;micas, m&amp;oacute;veis, e mant&amp;ecirc;m ou destroem os esquemas de domina&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A correla&amp;ccedil;&amp;atilde;o de for&amp;ccedil;as imanentes &amp;eacute; expressa na rede como zonas de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o cujo conceito &amp;eacute; o espa&amp;ccedil;o informacional onde as pessoas comuns est&amp;atilde;o engajadas no desenvolvimento de comunidades, rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es, nas conversa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Cabe-nos pensar como essa problem&amp;aacute;tica est&amp;aacute; sendo contemplada e como o estudo das teorias da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o podem desvelar o processo da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma nova gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de comunicadores que, ao contr&amp;aacute;rio das anteriores, se constitu&amp;iacute;a de forma independente dos grandes meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e tinha nas ferramentas de edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o na internet, os blogs, seu meio de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o, difus&amp;atilde;o e troca de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e conhecimento. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;b&gt;3. O Conceito Met&amp;aacute;:Fora e MetaReciclagem de Inclus&amp;atilde;o Digital&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Diante desse contexto, o objeto de estudo dessa pesquisa tem origem no trabalho do autor como participante do processo de desenvolvimento da cibercultura no Brasil, dando continuidade a uma pesquisa que se iniciou em 1999 com o desenvolvimento dos projetos Marketing Hacker, Met&amp;aacute;:Fora e MetaReciclagem.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;O primeiro deles, o Projeto Met&amp;aacute;:Fora nasceu no campo da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, j&amp;aacute; no &amp;acirc;mbito de uma cultura digital brasileira, abordando o desenvolvimento dos blogs, na inter-rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre essa ferramenta e a constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de projetos colaborativos na realidade social de nosso pa&amp;iacute;s. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A internet &amp;eacute; met&amp;aacute;fora. N&amp;atilde;o no sentido comum da compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o, da figura de linguagem. Para Lakoff e Johnson (1980), em &lt;i&gt;Metaphors we live by&lt;/i&gt;, a met&amp;aacute;fora &amp;eacute; transporte, um &amp;ldquo;entre&amp;rdquo;: o sens&amp;oacute;rio/subjetivo, juntos. De acordo com Fonseca (2004) o projeto Met&amp;aacute;:Fora teve seu in&amp;iacute;cio em 2002, atrav&amp;eacute;s de uma lista de discuss&amp;atilde;o do YahooGroups, que reuniu, inicialmente, cento e cinq&amp;uuml;enta pessoas, lus&amp;oacute;fonas, espalhadas pelo mundo, gerando uma s&amp;eacute;rie de projetos colaborativos e subprojetos, todos baseados no conhecimento livre. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Entretanto a origem do movimento, anteriormente &amp;agrave; lista de discuss&amp;atilde;o, se deu a partir da conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de id&amp;eacute;ias disseminadas no livro &lt;i&gt;Marketing Hacker&lt;/i&gt;, de Dimantas (2003) e na Revista NovaE (2) e nas id&amp;eacute;ias de Felipe Fonseca no &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; Hipercortex (3). Considerando que outras vozes come&amp;ccedil;avam a se engajar num debate mais profundo sobre a apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica, colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e, via de regra, o ideal de transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o social poderia ser mais interessante se o debate fosse aberto para outras comunidades. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Est&amp;aacute;vamos, naquele momento, presenciando uma nova experi&amp;ecirc;ncia de publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativa na revista eletr&amp;ocirc;nica NovaE, no entanto, a proposta inicial do projeto Met&amp;aacute;:Fora era de ativar as intelig&amp;ecirc;ncias coletivas atrav&amp;eacute;s da colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o distribu&amp;iacute;da e, basicamente, utilizando a internet como agente catalisador.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;O Met&amp;aacute;:Fora emergiu num plano rizom&amp;aacute;tico, sob os moldes do conceito de rizoma, conforme Deluze e Guattari (2004). Essa emerg&amp;ecirc;ncia significa que foi constru&amp;iacute;do sem uma hierarquia definida. As palavras, as discuss&amp;otilde;es, foram mescladas num Wiki, ou seja, num espa&amp;ccedil;o informacional onde junt&amp;aacute;vamos todas as elucubra&amp;ccedil;&amp;otilde;es que surgiam desse embate colaborativo. Muitas pessoas participaram do projeto e deixaram seus nomes escritos: Felipe Fonseca, Daniel P&amp;aacute;dua, Felipe Albert&amp;atilde;o, Dalton Martins, Glauco Paiva, Paulo Bicarato, Marcelo Estraviz, Paulo Colacino, Tupi, entre outros, trouxeram contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es fant&amp;aacute;sticas para mixar os trabalhos de cada um visando a um objetivo maior e colaborativo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;E falar em conhecimento no ambiente rizom&amp;aacute;tico tem a ver com conceitos como propriedade, liberdade e multiplicidade. Esses conceitos s&amp;oacute; podem ser colocados em pr&amp;aacute;tica por meio de uma autoria comum. Cabe dizer que esse modelo de conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o proposto foi replicado nas diversas &amp;aacute;reas do conhecimento. &amp;Eacute; desse modo de agir que surge o conceito de tecnologia social, ou seja, o uso das ferramentas de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o atrav&amp;eacute;s de uma apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativa, conversacional e criadora de novos projetos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Entretanto, n&amp;atilde;o tendo como objetivo apenas o desenvolvimento cultural, ou mais especificamente, escrever livros, o movimento estava pronto para colocar em pr&amp;aacute;tica seus conceitos de emerg&amp;ecirc;ncia das vozes e o seu impacto na microf&amp;iacute;sica do poder, segundo Foucault (op.cit.). O Met&amp;aacute;:Fora n&amp;atilde;o pretendia utilizar o espa&amp;ccedil;o informacional para um debate sem fim, sem meios e sem objetivos. Pelo contr&amp;aacute;rio, desde o seu princ&amp;iacute;pio carregou a ideologia do compartilhamento e da transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o social. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A import&amp;acirc;ncia do Met&amp;aacute;:Fora est&amp;aacute; na migra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cultura &lt;i&gt;hacker&lt;/i&gt;, que normalmente ocupa um espa&amp;ccedil;o informacional no qual a refer&amp;ecirc;ncias &amp;agrave; programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de computadores &amp;eacute; o assunto dominante, para o &amp;acirc;mbito do conhecimento. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;O projeto tinha como alvo entender e desenvolver conhecimentos adequados a uma nova rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a cultura interconectada, a partir de comunidades locais, para fomentar a inclus&amp;atilde;o digital e o uso efetivo de ferramentas de publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pessoal e constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva, ou como utilizar a tecnologia para incrementar a conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na rede. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Em pouco mais de um ano, o Met&amp;aacute;:Fora passou de uma lista de debates para um grupo de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o, utilizando conceitos de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o para desenvolver uma infra-estrutura ou incubadora, &amp;quot;chocadeira&amp;quot; de projetos colaborativos tornando reais a apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das tecnologias para uma interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o na realidade cultural brasileira.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Dessa forma, a transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o social pela apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica passou pelo questionamento daquilo que se chamava Inclus&amp;atilde;o Digital, passando pelo ativismo midi&amp;aacute;tico, bem como, pela mistura cultural impulsionada e mediada pela cibercultura.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Num determinado momento percebemos, ent&amp;atilde;o, que o Met&amp;aacute;:Fora era uma forma de troca de conhecimento. Percebemos que as pessoas conversavam com outras pessoas, imbu&amp;iacute;das do mesmo interesse pela interatividade. Esse di&amp;aacute;logo ca&amp;oacute;tico e emergente nos possibilitou experimentar a transversalidade do aprendizado. Percebemos que na rede as pessoas aprendem, de fato, atrav&amp;eacute;s da utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das ferramentas colaborativas pelas pr&amp;oacute;prias pessoas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Os projetos desenvolvidos colaborativamente pelo Met&amp;aacute;:Fora abrangeram desde solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es para acesso &amp;agrave; internet at&amp;eacute; alternativas para estimular o esp&amp;iacute;rito empreendedor das comunidades atendidas. Tais iniciativas est&amp;atilde;o baseadas em uma organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o conceitual denominada Tr&amp;iacute;ade da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, uma constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o iniciada por Pierre L&amp;eacute;vy (2001). Essa tr&amp;iacute;ade era composta pelo meio f&amp;iacute;sico, meio l&amp;oacute;gico e pela interatividade.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Ou melhor:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;a) Infra-estrutura f&amp;iacute;sica: esta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, servidores, dispositivos conectados &amp;agrave; rede, integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de redes, estruturas alternativas de interconex&amp;atilde;o;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;b) Infra-estrutura l&amp;oacute;gica: sistemas de publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva, adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o a padr&amp;otilde;es de interc&amp;acirc;mbio de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;c) Intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de capital humano: as trocas de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, arte e mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o social.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Oriundo do Met&amp;aacute;:Fora e concebido sob o mesmo conceito, o MetaReciclagem era um subprojeto que buscou tratar a reciclagem de equipamentos obsoletos com software livre, entregues a entidades de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o social, visando a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do computador como dispositivo em rede, com o objetivo primordial de integrar comunidades.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;O MetaReciclagem estava dividido em duas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es concretas, uma em parceria com a ONG Agente Cidad&amp;atilde;o e outra em parceria com a Prefeitura de Santo Andr&amp;eacute; (Parque Digital). Esse projeto subsistiu ao fim do Met&amp;aacute;:Fora, ganhou autonomia pr&amp;oacute;pria e hoje est&amp;aacute; inserido no projeto de inclus&amp;atilde;o digital do Governo de S&amp;atilde;o Paulo, o AcessaSP.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;O projeto Metareciclagem trabalhou, inicialmente, com o primeiro estrato da tr&amp;iacute;ade da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a infra-estrutura f&amp;iacute;sica. O objetivo era coletar, triar e reciclar microcomputadores usados e torn&amp;aacute;-los minimamente operacionais para a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es b&amp;aacute;sicas em projetos sociais: edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de textos, planilha de c&amp;aacute;lculo, acesso &amp;agrave; web e troca de mensagens. Eventualmente eram utilizados microcomputadores com um perfil mais avan&amp;ccedil;ado para projetos que envolviam a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pelos usu&amp;aacute;rios, de conte&amp;uacute;do multim&amp;iacute;dia. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Dois aspectos foram fundamentais no projeto MetaReciclagem:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;- a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &lt;i&gt;software&lt;/i&gt; livre, por motivos econ&amp;ocirc;micos, escalabilidade do &lt;i&gt;software&lt;/i&gt; em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao equipamento na redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da depend&amp;ecirc;ncia de fabricantes de &lt;i&gt;software&lt;/i&gt;,&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;- a invers&amp;atilde;o do paradigma de &amp;quot;acesso&amp;quot; &amp;agrave; tecnologia. Os equipamentos encaminhados pelo projeto n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o simples terminais de acesso. S&amp;atilde;o esta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativa.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Uma gama de outros softwares livres orientados para a comunidade dos projetos tamb&amp;eacute;m foram utilizados. Todos esses softwares trazem na bagagem o senso colaborativo, pois o software influencia a intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas comunidades. N&amp;atilde;o s&amp;oacute; pelo lado da sustenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um modo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativo, mas pelo espelho virtual que o software livre reflete nas mentes das pessoas. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Isso n&amp;atilde;o tem nada a ver com as m&amp;aacute;quinas. M&amp;aacute;quinas apenas d&amp;atilde;o o suporte para a colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e interatividade. Computadores s&amp;atilde;o apenas ferramentas que potencializam a conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre pessoas comuns. A din&amp;acirc;mica da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o balanceada. &lt;i&gt;Hardware&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;software&lt;/i&gt; s&amp;oacute; podem ser entendidos em import&amp;acirc;ncia se estiverem servindo &amp;agrave; integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da humanidade.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;O MetaReciclagem apresentou, indiretamente, uma proposta para enfrentar o desafio da inclus&amp;atilde;o digital, pois contrariava a l&amp;oacute;gica da ind&amp;uacute;stria da obsolesc&amp;ecirc;ncia (j&amp;aacute; que encontr&amp;aacute;vamos uma quantidade enorme de computadores usados e sucateados dispon&amp;iacute;veis no Brasil e, com a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tecnologia compartilhada e livre, foi poss&amp;iacute;vel aumentar a vida &amp;uacute;til desses computadores) e a reciclagem e a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tecnologia livre, mais especificamente &lt;i&gt;low-tech&lt;/i&gt;, possibilitam a diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos espa&amp;ccedil;os entre as comunidades ricas e pobres. A frase &amp;quot;periferia &amp;eacute; o centro&amp;quot; exemplifica esse fluxo. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A periferia conhece muito mais sobre rede, mutir&amp;otilde;es, participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Creio que os esfor&amp;ccedil;os de inclus&amp;atilde;o devem ter como premissa que o conhecimento est&amp;aacute; na periferia, e que a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o local dever&amp;aacute; passar pela inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tecnologia nos movimentos da comunidade. E para combater a mis&amp;eacute;ria, a exclus&amp;atilde;o e o n&amp;atilde;o exerc&amp;iacute;cio da cidadania temos que pensar em solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es criativas de integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o das periferias com a tecnologia. Dar acesso &amp;agrave; rede &amp;eacute; importante, mas o mais consistente &amp;eacute; criar condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A inclus&amp;atilde;o digital s&amp;oacute; ser&amp;aacute; potencializada quando entendermos que as necessidades das pessoas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o as mesmas necessidades daqueles que concebem os projetos. Em primeiro lugar, vamos contextualizar as fases do MetaReciclagem como um processo de inclus&amp;atilde;o digital.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Podemos dividir em duas fases:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;a) Fase 1:  acesso ao computador.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;b) Fase 2:  acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Estas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o bastante diferentes. A primeira fase pode ser resumida por uma pergunta: para que precisamos do computador? Empregabilidade pareceu ser uma resposta que atendia a todos os atores envolvidos. Ensinar computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao povo necessariamente contribuiria para que os novatos rompessem com as fronteiras do trabalho. Essa id&amp;eacute;ia n&amp;atilde;o se mostrou verdadeira.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Mas com o acesso &amp;agrave; internet (e, por conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia, o acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o) come&amp;ccedil;ou-se a perceber que as pessoas est&amp;atilde;o conversando com outras pessoas atrav&amp;eacute;s da rede. Essa conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o traz na bagagem um novo incentivo cultural, catapulta as intelig&amp;ecirc;ncias para novas inst&amp;acirc;ncias. Assim, em vez de se orientar &amp;agrave; empregabilidade, poder&amp;iacute;amos disponibilizar ferramentas para a reverbera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das vozes desses protagonistas. A retomada da voz &amp;eacute; um atalho para a cidadania.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A experi&amp;ecirc;ncia dos Telecentros da Prefeitura Municipal de S&amp;atilde;o Paulo &amp;eacute; muito interessante. Foi relevante pelo pioneirismo na utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do software livre como plataforma de acesso &amp;agrave; rede. O software livre significa, al&amp;eacute;m da economia na aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de softwares e conseq&amp;uuml;entemente a otimiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos recursos, a imers&amp;atilde;o num modo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativo. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A terceira fase foi a circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dentro da comunidade conectada. N&amp;atilde;o podemos ignorar o conhecimento da multid&amp;atilde;o. &amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio, no entanto, que esse conhecimento seja tropicalizado. A jun&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse conhecimento com as informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de fora da comunidade ativa o movimento cultural. Esta circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o tende a ser potencializada pela conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre as pessoas e intracomunidades, criando, assim, possibilidades infinitas de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A originalidade da conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que acontece no Brasil tem sua base na difus&amp;atilde;o do movimento de software livre, pela sua apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o por diversas estruturas do governo, seja no &amp;acirc;mbito federal, estadual ou municipal. E com forte aspecto ideol&amp;oacute;gico e midi&amp;aacute;tico. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Software livre aparece, nesse momento, como um agente catalisador do conhecimento livre. A hist&amp;oacute;ria do conhecimento &amp;eacute; a hist&amp;oacute;ria de apropria&amp;ccedil;&amp;otilde;es e reconstru&amp;ccedil;&amp;otilde;es a partir das bases j&amp;aacute; existentes, ou seja, trata-se de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s necessidades e/ou aos interesses de grupos e/ou comunidades. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Mas, para isso acontecer, demanda um engajamento das pessoas aos projetos. Esse engajamento n&amp;atilde;o pode ser imposto. &amp;Eacute; um movimento que s&amp;oacute; acontece quando a comunidade sente necessidade no seu desenvolvimento. Um movimento de baixo para cima, de dentro para fora das comunidades. Esse processo espelha sobremaneira os anseios e necessidades das comunidades. E quando esta equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o se torna balanceada, as comunidades t&amp;ecirc;m a oportunidade de catalisar o pr&amp;oacute;prio conhecimento que existe na comunidade. Esse conhecimento est&amp;aacute; impregnado nos mutir&amp;otilde;es. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;As propostas atuais de inclus&amp;atilde;o digital sempre tocam num ponto muito similar: a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um telecentro, uma escola de inform&amp;aacute;tica ou uma sala de uso p&amp;uacute;blico onde as pessoas da comunidade local se dirigem para obter o acesso aos computadores e, onde os projetos est&amp;atilde;o mais evolu&amp;iacute;dos, o acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o atrav&amp;eacute;s da internet.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A partir disso, surgem v&amp;aacute;rias propostas e formas diferenciadas para se validar esse acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Desde a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de blogs, sites colaborativos, listas de discuss&amp;atilde;o, salas de bate-papo inter-telecentros e tantas outras formas de conectar pessoas, promover o debate entre elas. Embora as ferramentas de conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o estejam dispon&amp;iacute;veis na rede, os projetos de inclus&amp;atilde;o digital ainda n&amp;atilde;o se deram conta do comportamento e necessidades das pessoas na rede. Embora isso seja apenas uma quest&amp;atilde;o de tempo para que grupos organizados possam se apropriar do espa&amp;ccedil;o informacional.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;As mais variadas experi&amp;ecirc;ncias pedag&amp;oacute;gicas modernas sempre levantam um tema de import&amp;acirc;ncia fundamental &amp;agrave;s suas metodologias de ensino: a experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o aprendizado pelo erro com base nas necessidades latentes daquele que participa e constr&amp;oacute;i o processo educacional ao qual est&amp;aacute; inserido. Dessa forma, ter acesso aos recursos tecnol&amp;oacute;gicos inerentes ao aprendizado de uma nova ferramenta no local onde a mesma participa do cotidiano de uma determinada tarefa &amp;eacute; pedagogicamente um avan&amp;ccedil;o e uma forma de efetivamente descentralizar o acesso e a experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse novo processo t&amp;eacute;cnico.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Portanto, por que n&amp;atilde;o propor um projeto de inclus&amp;atilde;o digital que n&amp;atilde;o se limite &amp;agrave; cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um telecentro p&amp;uacute;blico? Mas sim um processo de inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tecnologia em centros comunit&amp;aacute;rios, pequenos grupos organizados, cooperativas, centros de encontro, entre outras formas de organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es sociais. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Se a periferia da rede passa a ser o centro no modelo onde os agentes produzem conhecimento e n&amp;atilde;o apenas consomem dos grandes servidores do n&amp;uacute;cleo da rede, a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conceito de inclus&amp;atilde;o digital como modelo de transfer&amp;ecirc;ncia de tecnologia e autonomia passa a ser a concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conceito de que a periferia, n&amp;atilde;o apenas da rede, mas da sociedade, passa a ser o centro produtor das demandas de uma nova forma de enxergar a rede.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Em 2006, em minha disserta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mestrado, abordei o tema da Linkania &amp;ndash; a sociedade da colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Na realidade, esse tema, embora amplo, tem o foco na nova condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos atores para uma outra modalidade, onde a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica deixa de ser transcendental e passa a coexistir, juntamente com outras pessoas em rede, num plano de iman&amp;ecirc;ncia.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Uma nova sociedade colaborativa emerge no caos. Essa sociedade est&amp;aacute; baseada numa forma de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o muito bem exemplificada por Eric Raymond (1998) no ensaio &lt;i&gt;The Cathedral and the Bazaar&lt;/i&gt;, onde o autor faz uma an&amp;aacute;lise tendo como objeto o desenvolvimento de um software denominado &lt;i&gt;Fetchmail&lt;/i&gt;. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Dessa forma, esse projeto pretende a refazer o percurso de Eric Raymond no &amp;acirc;mbito do conhecimento livre. Da mesma forma que buscamos um modelo de desenvolvimento de software sob um aspecto de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de liberdade, de apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o e replica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pensamos na necessidade de pesquisarmos um modelo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativa. Principalmente, com foco em projetos de inclus&amp;atilde;o digital e de projetos colaborativos advindos da utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da internet como rede potencializadora.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Os espa&amp;ccedil;os informacionais contemplam comunidades, &lt;i&gt;softwares&lt;/i&gt; sociais, ferramentas de conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Esses espa&amp;ccedil;os s&amp;atilde;o catalisados por uma conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ass&amp;iacute;ncrona que emerge na rede ao ponto de provocar rupturas na cultura de massa. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Uma cultura de rede traz a reboque uma nova forma de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o descentralizada, tanto do ponto de vista da organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o per si como da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o mediada pela tecnologia hiperconectada. Essa cultura de rede se expande rapidamente. Pessoas comuns se apropriam dessas tecnologias e reverberam em suas comunidades aquilo que aprenderam. A replica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; a forma pela qual as pessoas se valem para aprender e ensinar nesse novo paradigma informacional. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;As tecnologias da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o o cen&amp;aacute;rio l&amp;oacute;gico para a expans&amp;atilde;o das zonas de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o como um meio de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o no contexto da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma nova gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de comunicadores que, ao contr&amp;aacute;rio das anteriores, se constitu&amp;iacute; de forma independente dos grandes meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e tem nas ferramentas de edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o na internet, os &lt;i&gt;blogs&lt;/i&gt;, seu  meio de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o, difus&amp;atilde;o e troca de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e conhecimento.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h2&gt;Bibliografia&lt;/h2&gt;
&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;DELEUZE, G.; GUATTARI, F.  Mil Plat&amp;ocirc;s: capitalismo e esquizofrenia. S&amp;atilde;o Paulo: Editora 34, 2004. v. 1. &lt;/font&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;DIMANTAS, H. Marketing Hacker: a revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos mercados. Rio de Janeiro: Garamond, 2003.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;______. Linkania: a sociedade da colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 2006. 77 f. Disserta&amp;ccedil;&amp;atilde;o (Mestrado em Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Semi&amp;oacute;tica) &amp;ndash; Pontif&amp;iacute;cia Universidade Cat&amp;oacute;lica de S&amp;atilde;o Paulo, S&amp;atilde;o Paulo, 2006. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;FONSECA, F. Tecnologia social. S&amp;atilde;o Paulo, 2004. Dispon&amp;iacute;vel em: &amp;lt; &lt;a href=&quot;http://portal.softwarelivre.org/news/2010&amp;gt;&quot; title=&quot;http://portal.softwarelivre.org/news/2010&amp;gt;&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://portal.softwarelivre.org/news/2010&amp;gt;&lt;/a&gt; Acesso em: 28 fev. 2006.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;FOUCAULT, M. Microf&amp;iacute;sica do poder. 21.ed. Rio de Janeiro: Graal, 2005. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;LACKOFF, G. JOHNSON, M. Metaphors we live by. Chicago: University Chicago Press, 1980.  &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;LEVINE, R. et. al. The cluetrain manifesto: the end of business as usual. New York: Basic Books, 2001. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt; L&amp;Eacute;VY, P. A conex&amp;atilde;o planet&amp;aacute;ria: o mercado, o ciberespa&amp;ccedil;o, a consci&amp;ecirc;ncia.  S&amp;atilde;o Paulo: Editora 34, 2001. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;McLUHAN, M. Os meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o como extens&amp;otilde;es do homem (understanding media). S&amp;atilde;o Paulo: Cultrix, 1979. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;NEGRI, Toni; HARDT, Michael. Multitude: war and democracy in the age of empire. New York: The Penguin Press, 2004.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;RAYMOND, Erick. A catedral e o bazar. Trad. Erik Kohler. 1998. Dispon&amp;iacute;vel em &amp;lt; &lt;a href=&quot;http://www.geocities.com/CollegePark/Union/3590/pt-cathedral-bazaar.html&amp;gt;&quot; title=&quot;http://www.geocities.com/CollegePark/Union/3590/pt-cathedral-bazaar.html&amp;gt;&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.geocities.com/CollegePark/Union/3590/pt-cathedral-bazaar.html&amp;gt;&lt;/a&gt; Acesso em 11 jul. 2008.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;RHEINGOLD, H. Smart mobs: the next social revolution. New York: Perseus Books, 2003.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;SILVEIRA, S. A. et. al. Software livre e inclus&amp;atilde;o digital. S&amp;atilde;o Paulo: Conrad, 2003.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;WEINBERGER, David. Small pieces loosely joined: a unified theory of the web. New York: Perseus Books, 2002.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Notas&lt;/font&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;(1) Fonte: CGI.BR: Comit&amp;ecirc; Gestor da Internet no Brasil: Pesquisa sobre o uso das Tecnologias da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Brasil, 2007.&lt;/font&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;(2) Dispon&amp;iacute;vel em: &lt;a href=&quot;http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&amp;amp;pid=605&quot; title=&quot;http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&amp;amp;pid=605&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&amp;amp;pid=605&lt;/a&gt; Acesso em 17 jul. 2008.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;(3) Dispon&amp;iacute;vel em: &amp;lt; &lt;a href=&quot;http://felipe.hipercortex.com/&amp;gt;&quot; title=&quot;http://felipe.hipercortex.com/&amp;gt;&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://felipe.hipercortex.com/&amp;gt;&lt;/a&gt; Acesso em 17 jul. 2008.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
 <comments>http://mutgamb.org/fonte/Zona-de-colabora%C3%A7%C3%A3o-um-modelo-descentralizado-de-apropria%C3%A7%C3%A3o-e-replica%C3%A7%C3%A3o-das-tecnologias-da-i#comments</comments>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/academia">academia</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/apropria%C3%A7%C3%A3o">apropriação</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/interfaces-sociais-da-comunica%C3%A7%C3%A3o">interfaces sociais da comunicação</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/met%C3%A1fora">metáfora</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/metareciclagem">metareciclagem</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/tecnologia-social">tecnologia social</category>
 <wfw:commentRss>http://mutgamb.org/crss/node/324</wfw:commentRss>
 <pubDate>Wed, 09 Sep 2009 17:14:57 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">324 at http://mutgamb.org</guid>
</item>
<item>
 <title>Miguelando</title>
 <link>http://mutgamb.org/metareciclagem/Miguelando</link>
 <description>&lt;p&gt;Miguel Afonso Caetano gentilmente me enviou o arquivo aberto da parte em que fala sobre Brasil e MetaReciclagem em sua tese de mestrado. Publiquei-a &lt;a href=&quot;http://mutirao.metareciclagem.org/fonte/Jeitinho-Brasileiro-e-MetaReciclagem&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;. Muitos fios interessantes para puxar por ali.&lt;/p&gt;&lt;a href=&quot;http://mutgamb.org/metareciclagem/Miguelando&quot; title=&quot;Miguelando&quot; lang=&quot;en_GB&quot; rev=&quot;flattr;uid:efeefe;category:text;tags:academia,metareciclagem;button:large&quot; class=&quot;FlattrButton&quot;&gt;Miguel Afonso Caetano gentilmente me enviou o arquivo aberto da parte em que fala sobre Brasil e MetaReciclagem em sua tese de mestrado. Publiquei-a aqui. Muitos fios interessantes para puxar por ali.&lt;/a&gt;</description>
 <comments>http://mutgamb.org/metareciclagem/Miguelando#comments</comments>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/academia">academia</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/metareciclagem">metareciclagem</category>
 <wfw:commentRss>http://mutgamb.org/crss/node/292</wfw:commentRss>
 <pubDate>Wed, 29 Oct 2008 13:49:09 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">292 at http://mutgamb.org</guid>
</item>
<item>
 <title>Inversão da Resistência?</title>
 <link>http://mutgamb.org/livro/Invers%C3%A3o-da-Resist%C3%AAncia</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://pub.descentro.org/inversao_da_resistencia&quot; title=&quot;http://pub.descentro.org/inversao_da_resistencia&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://pub.descentro.org/inversao_da_resistencia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Enviado por &lt;a title=&quot;Ver o perfil do usu&amp;aacute;rio.&quot; href=&quot;http://pub.descentro.org/pessoa/felipefonseca&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;felipefonseca&lt;/a&gt; em Sex, 23/02/2007 - 01:31.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;INVERS&amp;Atilde;O DA RESIST&amp;Ecirc;NCIA?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;(Antonio Albuquerque) &lt;/strong&gt;Os Estados Unidos aparecem no cen&amp;aacute;rio mundial a partir da segunda revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o industrial e do processo de matura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do processo do capitalismo. Para os Estados unidos &amp;eacute; canalizado todo o fluxo de capital do mundo. Esse processo de capitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dinheiro dos Estados Unidos no s&amp;eacute;culo XX se faz tamb&amp;eacute;m com a &lt;em&gt;grande apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conhecimento &lt;/em&gt;todo, se faz tamb&amp;eacute;m com a propriedade intelectual, com a lei de patentes, com a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o das grandes empresas multinacionais, com seus ramos pela sociedade global em outros pa&amp;iacute;ses, capitalizando para os Estados Unidos conhecimento e riqueza e dinheiro e bens de capital. O conhecimento das partes &amp;eacute; colocado na sociedade. O que n&amp;oacute;s estamos querendo colocar &amp;eacute;: &lt;em&gt;qual &amp;eacute; a resist&amp;ecirc;ncia do Brasil&lt;/em&gt;? Na verdade as grandes empresas &amp;eacute; que v&amp;atilde;o ter que resistir ao processo de restabelecimento de um processo social de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva de conhecimento, que j&amp;aacute; existia antes da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do capitalismo. Esta &amp;eacute; a quest&amp;atilde;o, &lt;em&gt;a resist&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; deles e n&amp;atilde;o nossa&lt;/em&gt;, o que n&amp;oacute;s estamos fazendo na verdade &amp;eacute; caminhar no processo do capital, &amp;eacute; o processo mais f&amp;aacute;cil, &amp;eacute; o processo de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;eacute; resgatar esse processo, que &amp;eacute; o processo natural. Eles que v&amp;atilde;o ter que resistir para manter esse processo, que &amp;eacute; anti&amp;eacute;tico, que faz com que a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o seja cada vez mais pobre, tr&amp;ecirc;s quintos da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o mundial hoje j&amp;aacute; vive na faixa de mis&amp;eacute;ria, o globo terrestre n&amp;atilde;o suporta esse modelo, est&amp;aacute; destruindo as &amp;aacute;guas, destruindo as florestas, destruindo o ar. &amp;Eacute; um modelo insustent&amp;aacute;vel! E o que est&amp;aacute; acontecendo? Com o software livre e com o processo que vai al&amp;eacute;m do software livre, essa tomada de consci&amp;ecirc;ncia resgata uma produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o social e coletiva do conhecimento que est&amp;aacute; espalhado por todas as partes, por todos os p&amp;oacute;los do mundo. &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;(FF)&lt;/strong&gt; Os que existe de revolucion&amp;aacute;rio no software livre acontece de maneira descentralizada. Quer dizer, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o pessoas que t&amp;ecirc;m o objetivo de fazer o melhor browser do mundo, o melhor software do mundo, s&amp;atilde;o pessoas resolvendo seus &lt;em&gt;problemas locais&lt;/em&gt;, o pr&amp;oacute;prio objetivo da evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do software livre &amp;eacute; um bando de pessoas que quer resolver pequenos problemas e isso de uma maneira emergente acaba criando um contexto que &amp;eacute; revolucion&amp;aacute;rio. &amp;Eacute; uma outra maneira, uma maneira emergente de enfrentar as coisas que v&amp;aacute;rias pessoas t&amp;ecirc;m em comum. &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;(Chico) &lt;/strong&gt;O Paj&amp;eacute; antes tava insistindo em um lance que &amp;quot;tem uma id&amp;eacute;ia por tr&amp;aacute;s&amp;quot;, o &amp;quot;o que est&amp;aacute; por tr&amp;aacute;s&amp;quot;? &lt;span style=&quot;&quot;&gt;Eu &lt;/span&gt;quero discordar de tudo o que o Paj&amp;eacute; falou, porque eEle est&amp;aacute; obcecado no que est&amp;aacute; &lt;em&gt;por tr&amp;aacute;s&lt;/em&gt; das coisas. Eu acho que a gente vive justamente um momento que &lt;em&gt;as id&amp;eacute;ias n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o dando conta das coisas que est&amp;atilde;o acontecendo&lt;/em&gt;. Outro dia eu estava conversando com o Rhatto, e ele estava falando que na faculdade de meteorologia tem um cluster com sessenta processadores e que n&amp;atilde;o existe ningu&amp;eacute;m que consegue programar pra esses computadores. O pessoal est&amp;aacute; ainda tentando conseguir desenvolver programas pra esse cluster que consigam explorar toda a potencialidade desse objeto t&amp;eacute;cnico, dessa configura&amp;ccedil;&amp;atilde;o que os caras criaram. Ent&amp;atilde;o, tem uma &lt;em&gt;acelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do desenvolvimento t&amp;eacute;cnico&lt;/em&gt; que &amp;eacute; a acelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da acelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a gente est&amp;aacute; tentando entender e &lt;em&gt;nem sempre tem uma id&amp;eacute;ia que est&amp;aacute; por tr&amp;aacute;s&lt;/em&gt; que consegue determinar pra qu&amp;ecirc; aquele objeto t&amp;eacute;cnico vai servir, como ele vai ser utilizado, quais v&amp;atilde;o ser as conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncias, os desdobramentos da inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse objeto t&amp;eacute;cnico nas redes sociais e tal. Eu gostaria de chamar a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o pra isso. &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;(Chico) &lt;/strong&gt;Acho que eu consigo responder a primeira quest&amp;atilde;o do Paj&amp;eacute; que ele, num tom provocativo, falou: &amp;ldquo;Ah, e a&amp;iacute;? Voc&amp;ecirc;s est&amp;atilde;o usando ai o processador Pentium e n&amp;atilde;o sei o qu&amp;ecirc;, e a&amp;iacute; como &amp;eacute; que fica? E o software livre? Pra que que serve ent&amp;atilde;o?&amp;rdquo; Que eu acho um discurso f&amp;aacute;cil e muito simples de tentar esgotar as possibilidades criativas do software livre ou de qualquer forma de resist&amp;ecirc;ncia porque o fundamento do argumento do Paj&amp;eacute; &amp;eacute; o fundamento da nega&amp;ccedil;&amp;atilde;o entendeu? &lt;em&gt;Voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o est&amp;aacute; negando o Pentium usando software livre, ent&amp;atilde;o voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o est&amp;aacute; combatendo o Pentium.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;(Chico) &lt;/strong&gt;Eu quero discordar tamb&amp;eacute;m do Ant&amp;ocirc;nio, que estava com um referencial marxista, querendo colocar o determinismo econ&amp;ocirc;mico. Mas &lt;em&gt;n&amp;atilde;o basta a gente mudar os propriet&amp;aacute;rios dos meios de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o pra gente mudar a estrutura de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/em&gt;. O caso da Uni&amp;atilde;o Sovi&amp;eacute;tica estava a&amp;iacute;, esteve a&amp;iacute;, pra nos mostrar isso. Mudaram-se os patr&amp;otilde;es, as pessoas continuaram trabalhando da mesma maneira e n&amp;atilde;o mudou nada, continuou tendo produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mais-valia, as pessoas eram exploradas e continuou a mesma coisa, e depois o neg&amp;oacute;cio acabou. A minha viagem &amp;eacute; assim: &lt;em&gt;o tipo de resist&amp;ecirc;ncia.&lt;/em&gt; E quando o Dalton fala: &amp;ldquo;ah se uma empresa pegar eu acho que eu n&amp;atilde;o t&amp;ocirc; nem ai, eu vou achar legal, se o Debian conseguiu se estabelecer porque o pessoal foi usando&amp;rdquo; &amp;eacute; mais uma &lt;em&gt;estrat&amp;eacute;gia de contamina&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/em&gt;, o pessoal come&amp;ccedil;a a utilizar o software livre, come&amp;ccedil;a a utilizar o Debian, a o camarada colocou: &amp;ldquo;&amp;Eacute;, mas a&amp;iacute; est&amp;aacute; se apropriando do seu trabalho!&amp;rdquo; Entendeu? Mas n&amp;atilde;o, ele est&amp;aacute; usando o Debian e daqui a pouco vai ter um mais monte de gente usando o Debian e vai abrir espa&amp;ccedil;o pra mais pessoas conhecerem e utilizarem um software que &amp;eacute; produzido dentro de uma outra ecologia de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conhecimento, dentro de uma outra &amp;eacute;tica, como algumas pessoas falaram. Ent&amp;atilde;o eu quero citar aqui o &lt;em&gt;acad&amp;ecirc;mico&lt;/em&gt; Bodinho, porque a partir de suas leituras de Deleuze e Guattari ele me ensinou uma outra maneira de utilizar o conceito de resist&amp;ecirc;ncia. A resist&amp;ecirc;ncia, segundo Guattari seria a nega&amp;ccedil;&amp;atilde;o: &amp;quot;eu vou resistir&amp;quot;. &lt;em&gt;A resist&amp;ecirc;ncia baseada na nega&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; fundada em um paradigma da f&amp;iacute;sica mec&amp;acirc;nica, da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o e rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/em&gt;. E o outro tipo de resist&amp;ecirc;ncia que ele prop&amp;otilde;e &amp;eacute; a &lt;em&gt;re-exist&amp;ecirc;ncia que &amp;eacute; a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novos espa&amp;ccedil;os de exist&amp;ecirc;ncia&lt;/em&gt;. Ent&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o &amp;eacute; que eu sou contra as coisas, que eu quero destruir o Pentium e tal, n&amp;atilde;o, &lt;em&gt;eu quero construir novos espa&amp;ccedil;os &lt;/em&gt;de exist&amp;ecirc;ncia porque n&amp;atilde;o d&amp;aacute; simplesmente pra gente fazer revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o e derrubar as coisa e tal, porque a l&amp;oacute;gica &amp;eacute; outra e o barato &amp;eacute; outro. &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;(Chico)&lt;/strong&gt;&lt;span style=&quot;&quot;&gt; &lt;/span&gt;A gente est&amp;aacute; falando de f&amp;iacute;sica qu&amp;acirc;ntica mas pensando: existe uma empresa, existe o trabalhador, existe o indiv&amp;iacute;duo, enfim, cada um &amp;eacute; v&amp;aacute;rios, n&amp;atilde;o existe um eu. E a gente tem que quebrar com essas coisas tamb&amp;eacute;m da maneira como a gente pensa e a&amp;iacute; tem essa coisas da teoria e da pr&amp;aacute;tica que a gente tamb&amp;eacute;m tem que mudar como pensa. &lt;em&gt;N&amp;atilde;o adianta ver o novo, que s&amp;atilde;o essas coisas que est&amp;atilde;o acontecendo, com as categorias do velho&lt;/em&gt;, pensar o novo a partir do velho que voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o vai entender. &lt;em&gt;Entendeu? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;(Bodinho) &lt;/strong&gt;Falaram da academia em v&amp;aacute;rios momentos e sempre se tem a imagem que a academia, essa vis&amp;atilde;o do cara sisudo, do cara com v&amp;aacute;rios livros, com roupas escuras e dialogando com o estabelecido. O Jubinha &amp;eacute; um acad&amp;ecirc;mico. Olha pro Jubinha, olha o perfil do Jubinha, ele faz um novo uso da academia. E a academia como um espa&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico, garantido pelo Estado, possibilita uma produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o intelectual livre, e existem pessoas aqui dentro que conseguem talvez tra&amp;ccedil;ar umas linhas mais marginais, umas linhas mais criativas, que n&amp;atilde;o passam por esse sistema quadrado e fechado. S&amp;atilde;o pessoas que tentam relan&amp;ccedil;ar, intervir de alguma maneira. O Can&amp;aacute;rio falou que a gente &amp;eacute; acad&amp;ecirc;mico, a gente aqui at&amp;eacute; faz uma brincadeira neste sentido que come&amp;ccedil;ou no cineclube de exibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e foi virando v&amp;aacute;rias outras coisas, ou seja, eram os acad&amp;ecirc;micos fazendo um cineclube. Ent&amp;atilde;o, enquanto espa&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico, garantido pelo estado com uma relativa tecnologia, com um relativo acesso &amp;agrave; tecnologia, na academia cabe &amp;agrave; gente achar professores que orientem teses mais alternativas, o C. est&amp;aacute; a&amp;iacute;, eu tamb&amp;eacute;m estou fazendo. O Novaes citou um texto que estamos ajudando a fazer n&amp;oacute;s mesmos que &amp;eacute; do professor Luis Orlando(?) aqui do Ifich. Ou seja a possibilidade, a &amp;ldquo;peneira&amp;rdquo;, aqui tem buracos muito largos e aqui &amp;eacute; um lugar onde a gente pode emplacar uma coisa que a gente diz muito que &amp;eacute; 171, d&amp;aacute; pra voc&amp;ecirc; fazer v&amp;aacute;rios 171, uma &lt;em&gt;gambiarra acad&amp;ecirc;mica&lt;/em&gt;. Ent&amp;atilde;o talvez este seja o depoimento de um acad&amp;ecirc;mico, e &lt;em&gt;existem acad&amp;ecirc;micos que n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o uns sisudos, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o uns chatos&lt;/em&gt; como esses acad&amp;ecirc;micos que est&amp;atilde;o desfrutando das benesses do Estado.&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://mutgamb.org/livro/Invers%C3%A3o-da-Resist%C3%AAncia#comments</comments>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/academia">academia</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/contexto">contexto</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/conversas">conversas</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/f%C3%ADsica-qu%C3%A2ntica">física quântica</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/marxismo">marxismo</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/metodologia">metodologia</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/m%C3%ADdia-t%C3%A1tica">mídia tática</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/rede">rede</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/resist%C3%AAncia">resistência</category>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/submidialogia">submidialogia</category>
 <wfw:commentRss>http://mutgamb.org/crss/node/214</wfw:commentRss>
 <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 17:57:53 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">214 at http://mutgamb.org</guid>
</item>
</channel>
</rss>
