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 <title>Mutirão da Gambiarra - marxismo</title>
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 <title>Inversão da Resistência?</title>
 <link>http://mutgamb.org/livro/Invers%C3%A3o-da-Resist%C3%AAncia</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://pub.descentro.org/inversao_da_resistencia&quot; title=&quot;http://pub.descentro.org/inversao_da_resistencia&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://pub.descentro.org/inversao_da_resistencia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Enviado por &lt;a title=&quot;Ver o perfil do usu&amp;aacute;rio.&quot; href=&quot;http://pub.descentro.org/pessoa/felipefonseca&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;felipefonseca&lt;/a&gt; em Sex, 23/02/2007 - 01:31.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;INVERS&amp;Atilde;O DA RESIST&amp;Ecirc;NCIA?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;(Antonio Albuquerque) &lt;/strong&gt;Os Estados Unidos aparecem no cen&amp;aacute;rio mundial a partir da segunda revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o industrial e do processo de matura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do processo do capitalismo. Para os Estados unidos &amp;eacute; canalizado todo o fluxo de capital do mundo. Esse processo de capitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dinheiro dos Estados Unidos no s&amp;eacute;culo XX se faz tamb&amp;eacute;m com a &lt;em&gt;grande apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conhecimento &lt;/em&gt;todo, se faz tamb&amp;eacute;m com a propriedade intelectual, com a lei de patentes, com a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o das grandes empresas multinacionais, com seus ramos pela sociedade global em outros pa&amp;iacute;ses, capitalizando para os Estados Unidos conhecimento e riqueza e dinheiro e bens de capital. O conhecimento das partes &amp;eacute; colocado na sociedade. O que n&amp;oacute;s estamos querendo colocar &amp;eacute;: &lt;em&gt;qual &amp;eacute; a resist&amp;ecirc;ncia do Brasil&lt;/em&gt;? Na verdade as grandes empresas &amp;eacute; que v&amp;atilde;o ter que resistir ao processo de restabelecimento de um processo social de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva de conhecimento, que j&amp;aacute; existia antes da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do capitalismo. Esta &amp;eacute; a quest&amp;atilde;o, &lt;em&gt;a resist&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; deles e n&amp;atilde;o nossa&lt;/em&gt;, o que n&amp;oacute;s estamos fazendo na verdade &amp;eacute; caminhar no processo do capital, &amp;eacute; o processo mais f&amp;aacute;cil, &amp;eacute; o processo de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;eacute; resgatar esse processo, que &amp;eacute; o processo natural. Eles que v&amp;atilde;o ter que resistir para manter esse processo, que &amp;eacute; anti&amp;eacute;tico, que faz com que a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o seja cada vez mais pobre, tr&amp;ecirc;s quintos da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o mundial hoje j&amp;aacute; vive na faixa de mis&amp;eacute;ria, o globo terrestre n&amp;atilde;o suporta esse modelo, est&amp;aacute; destruindo as &amp;aacute;guas, destruindo as florestas, destruindo o ar. &amp;Eacute; um modelo insustent&amp;aacute;vel! E o que est&amp;aacute; acontecendo? Com o software livre e com o processo que vai al&amp;eacute;m do software livre, essa tomada de consci&amp;ecirc;ncia resgata uma produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o social e coletiva do conhecimento que est&amp;aacute; espalhado por todas as partes, por todos os p&amp;oacute;los do mundo. &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;(FF)&lt;/strong&gt; Os que existe de revolucion&amp;aacute;rio no software livre acontece de maneira descentralizada. Quer dizer, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o pessoas que t&amp;ecirc;m o objetivo de fazer o melhor browser do mundo, o melhor software do mundo, s&amp;atilde;o pessoas resolvendo seus &lt;em&gt;problemas locais&lt;/em&gt;, o pr&amp;oacute;prio objetivo da evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do software livre &amp;eacute; um bando de pessoas que quer resolver pequenos problemas e isso de uma maneira emergente acaba criando um contexto que &amp;eacute; revolucion&amp;aacute;rio. &amp;Eacute; uma outra maneira, uma maneira emergente de enfrentar as coisas que v&amp;aacute;rias pessoas t&amp;ecirc;m em comum. &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;(Chico) &lt;/strong&gt;O Paj&amp;eacute; antes tava insistindo em um lance que &amp;quot;tem uma id&amp;eacute;ia por tr&amp;aacute;s&amp;quot;, o &amp;quot;o que est&amp;aacute; por tr&amp;aacute;s&amp;quot;? &lt;span style=&quot;&quot;&gt;Eu &lt;/span&gt;quero discordar de tudo o que o Paj&amp;eacute; falou, porque eEle est&amp;aacute; obcecado no que est&amp;aacute; &lt;em&gt;por tr&amp;aacute;s&lt;/em&gt; das coisas. Eu acho que a gente vive justamente um momento que &lt;em&gt;as id&amp;eacute;ias n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o dando conta das coisas que est&amp;atilde;o acontecendo&lt;/em&gt;. Outro dia eu estava conversando com o Rhatto, e ele estava falando que na faculdade de meteorologia tem um cluster com sessenta processadores e que n&amp;atilde;o existe ningu&amp;eacute;m que consegue programar pra esses computadores. O pessoal est&amp;aacute; ainda tentando conseguir desenvolver programas pra esse cluster que consigam explorar toda a potencialidade desse objeto t&amp;eacute;cnico, dessa configura&amp;ccedil;&amp;atilde;o que os caras criaram. Ent&amp;atilde;o, tem uma &lt;em&gt;acelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do desenvolvimento t&amp;eacute;cnico&lt;/em&gt; que &amp;eacute; a acelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da acelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a gente est&amp;aacute; tentando entender e &lt;em&gt;nem sempre tem uma id&amp;eacute;ia que est&amp;aacute; por tr&amp;aacute;s&lt;/em&gt; que consegue determinar pra qu&amp;ecirc; aquele objeto t&amp;eacute;cnico vai servir, como ele vai ser utilizado, quais v&amp;atilde;o ser as conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncias, os desdobramentos da inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse objeto t&amp;eacute;cnico nas redes sociais e tal. Eu gostaria de chamar a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o pra isso. &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;(Chico) &lt;/strong&gt;Acho que eu consigo responder a primeira quest&amp;atilde;o do Paj&amp;eacute; que ele, num tom provocativo, falou: &amp;ldquo;Ah, e a&amp;iacute;? Voc&amp;ecirc;s est&amp;atilde;o usando ai o processador Pentium e n&amp;atilde;o sei o qu&amp;ecirc;, e a&amp;iacute; como &amp;eacute; que fica? E o software livre? Pra que que serve ent&amp;atilde;o?&amp;rdquo; Que eu acho um discurso f&amp;aacute;cil e muito simples de tentar esgotar as possibilidades criativas do software livre ou de qualquer forma de resist&amp;ecirc;ncia porque o fundamento do argumento do Paj&amp;eacute; &amp;eacute; o fundamento da nega&amp;ccedil;&amp;atilde;o entendeu? &lt;em&gt;Voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o est&amp;aacute; negando o Pentium usando software livre, ent&amp;atilde;o voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o est&amp;aacute; combatendo o Pentium.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;(Chico) &lt;/strong&gt;Eu quero discordar tamb&amp;eacute;m do Ant&amp;ocirc;nio, que estava com um referencial marxista, querendo colocar o determinismo econ&amp;ocirc;mico. Mas &lt;em&gt;n&amp;atilde;o basta a gente mudar os propriet&amp;aacute;rios dos meios de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o pra gente mudar a estrutura de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/em&gt;. O caso da Uni&amp;atilde;o Sovi&amp;eacute;tica estava a&amp;iacute;, esteve a&amp;iacute;, pra nos mostrar isso. Mudaram-se os patr&amp;otilde;es, as pessoas continuaram trabalhando da mesma maneira e n&amp;atilde;o mudou nada, continuou tendo produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mais-valia, as pessoas eram exploradas e continuou a mesma coisa, e depois o neg&amp;oacute;cio acabou. A minha viagem &amp;eacute; assim: &lt;em&gt;o tipo de resist&amp;ecirc;ncia.&lt;/em&gt; E quando o Dalton fala: &amp;ldquo;ah se uma empresa pegar eu acho que eu n&amp;atilde;o t&amp;ocirc; nem ai, eu vou achar legal, se o Debian conseguiu se estabelecer porque o pessoal foi usando&amp;rdquo; &amp;eacute; mais uma &lt;em&gt;estrat&amp;eacute;gia de contamina&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/em&gt;, o pessoal come&amp;ccedil;a a utilizar o software livre, come&amp;ccedil;a a utilizar o Debian, a o camarada colocou: &amp;ldquo;&amp;Eacute;, mas a&amp;iacute; est&amp;aacute; se apropriando do seu trabalho!&amp;rdquo; Entendeu? Mas n&amp;atilde;o, ele est&amp;aacute; usando o Debian e daqui a pouco vai ter um mais monte de gente usando o Debian e vai abrir espa&amp;ccedil;o pra mais pessoas conhecerem e utilizarem um software que &amp;eacute; produzido dentro de uma outra ecologia de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conhecimento, dentro de uma outra &amp;eacute;tica, como algumas pessoas falaram. Ent&amp;atilde;o eu quero citar aqui o &lt;em&gt;acad&amp;ecirc;mico&lt;/em&gt; Bodinho, porque a partir de suas leituras de Deleuze e Guattari ele me ensinou uma outra maneira de utilizar o conceito de resist&amp;ecirc;ncia. A resist&amp;ecirc;ncia, segundo Guattari seria a nega&amp;ccedil;&amp;atilde;o: &amp;quot;eu vou resistir&amp;quot;. &lt;em&gt;A resist&amp;ecirc;ncia baseada na nega&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; fundada em um paradigma da f&amp;iacute;sica mec&amp;acirc;nica, da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o e rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/em&gt;. E o outro tipo de resist&amp;ecirc;ncia que ele prop&amp;otilde;e &amp;eacute; a &lt;em&gt;re-exist&amp;ecirc;ncia que &amp;eacute; a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novos espa&amp;ccedil;os de exist&amp;ecirc;ncia&lt;/em&gt;. Ent&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o &amp;eacute; que eu sou contra as coisas, que eu quero destruir o Pentium e tal, n&amp;atilde;o, &lt;em&gt;eu quero construir novos espa&amp;ccedil;os &lt;/em&gt;de exist&amp;ecirc;ncia porque n&amp;atilde;o d&amp;aacute; simplesmente pra gente fazer revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o e derrubar as coisa e tal, porque a l&amp;oacute;gica &amp;eacute; outra e o barato &amp;eacute; outro. &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;(Chico)&lt;/strong&gt;&lt;span style=&quot;&quot;&gt; &lt;/span&gt;A gente est&amp;aacute; falando de f&amp;iacute;sica qu&amp;acirc;ntica mas pensando: existe uma empresa, existe o trabalhador, existe o indiv&amp;iacute;duo, enfim, cada um &amp;eacute; v&amp;aacute;rios, n&amp;atilde;o existe um eu. E a gente tem que quebrar com essas coisas tamb&amp;eacute;m da maneira como a gente pensa e a&amp;iacute; tem essa coisas da teoria e da pr&amp;aacute;tica que a gente tamb&amp;eacute;m tem que mudar como pensa. &lt;em&gt;N&amp;atilde;o adianta ver o novo, que s&amp;atilde;o essas coisas que est&amp;atilde;o acontecendo, com as categorias do velho&lt;/em&gt;, pensar o novo a partir do velho que voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o vai entender. &lt;em&gt;Entendeu? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;(Bodinho) &lt;/strong&gt;Falaram da academia em v&amp;aacute;rios momentos e sempre se tem a imagem que a academia, essa vis&amp;atilde;o do cara sisudo, do cara com v&amp;aacute;rios livros, com roupas escuras e dialogando com o estabelecido. O Jubinha &amp;eacute; um acad&amp;ecirc;mico. Olha pro Jubinha, olha o perfil do Jubinha, ele faz um novo uso da academia. E a academia como um espa&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico, garantido pelo Estado, possibilita uma produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o intelectual livre, e existem pessoas aqui dentro que conseguem talvez tra&amp;ccedil;ar umas linhas mais marginais, umas linhas mais criativas, que n&amp;atilde;o passam por esse sistema quadrado e fechado. S&amp;atilde;o pessoas que tentam relan&amp;ccedil;ar, intervir de alguma maneira. O Can&amp;aacute;rio falou que a gente &amp;eacute; acad&amp;ecirc;mico, a gente aqui at&amp;eacute; faz uma brincadeira neste sentido que come&amp;ccedil;ou no cineclube de exibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e foi virando v&amp;aacute;rias outras coisas, ou seja, eram os acad&amp;ecirc;micos fazendo um cineclube. Ent&amp;atilde;o, enquanto espa&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico, garantido pelo estado com uma relativa tecnologia, com um relativo acesso &amp;agrave; tecnologia, na academia cabe &amp;agrave; gente achar professores que orientem teses mais alternativas, o C. est&amp;aacute; a&amp;iacute;, eu tamb&amp;eacute;m estou fazendo. O Novaes citou um texto que estamos ajudando a fazer n&amp;oacute;s mesmos que &amp;eacute; do professor Luis Orlando(?) aqui do Ifich. Ou seja a possibilidade, a &amp;ldquo;peneira&amp;rdquo;, aqui tem buracos muito largos e aqui &amp;eacute; um lugar onde a gente pode emplacar uma coisa que a gente diz muito que &amp;eacute; 171, d&amp;aacute; pra voc&amp;ecirc; fazer v&amp;aacute;rios 171, uma &lt;em&gt;gambiarra acad&amp;ecirc;mica&lt;/em&gt;. Ent&amp;atilde;o talvez este seja o depoimento de um acad&amp;ecirc;mico, e &lt;em&gt;existem acad&amp;ecirc;micos que n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o uns sisudos, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o uns chatos&lt;/em&gt; como esses acad&amp;ecirc;micos que est&amp;atilde;o desfrutando das benesses do Estado.&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 17:57:53 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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