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 <title>Mutirão da Gambiarra - mitos</title>
 <link>http://mutgamb.org/taxonomy/term/173/0</link>
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 <language>pt-br</language>
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 <title>O conceito do Inverno #mutgamb 2010</title>
 <link>http://mutgamb.org/Blog/O-conceito-do-Inverno-mutgamb-2010</link>
 <description>&lt;p class=&quot;rtecenter&quot;&gt;&lt;strong&gt;Pr&amp;eacute;dios, todos trancados, frio e sentimento contido. Sim.&lt;a href=&quot;http://rede.metareciclagem.org/wiki/MutiraoPozimi&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt; Pozimi&lt;/a&gt;, a musa de inverno, &amp;eacute; triste. Assim como toda a composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;por S&amp;iacute;lia Moan&lt;/em&gt; &lt;em&gt;original em http://siliamoan.wordpress.com/2010/06/26/banner-inverno-mutgamb/&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;quot;L&amp;aacute; em Recife eu n&amp;atilde;o tinha a no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de como o calor influenciava no humor e na destreza das pessoas. Agora tenho: o frio mal te deixa sorrir. Os dentes ficam na tentativa, e voc&amp;ecirc; tem que guardar o sorriso na mente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse &amp;eacute; o banner de inverno do Mutir&amp;atilde;o da Gambiarra e a inspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o chave foi o sentimento de mudan&amp;ccedil;a que o inverno causa no nosso organismo. Nosso corpo que &amp;eacute; t&amp;atilde;o moldado pelo ambiente, que &amp;eacute; t&amp;atilde;o moldado pelos arredores e que precisa de umas gambiarras para continuar seguindo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Voc&amp;ecirc; mal vai enxergar os olhos dessa musa, vai ter que ser esfor&amp;ccedil;ar muito para ler o que est&amp;aacute; no rosto dela, afinal de contas, o frio deixa a nossa express&amp;atilde;o estatica. N&amp;atilde;o conseguimos decifrar o que o outro diz por olhares ou que quer que tenha no rosto. Os pr&amp;eacute;dios remetem a um filme que me marcou muito, o&lt;a href=&quot;http://www.cineplayers.com/filme.php?id=2774&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt; N&amp;atilde;o Amar&amp;aacute;s&lt;/a&gt;, do Krzysztof Kieslowski, que &amp;eacute; marcado pelo frio e conta a historia de um rapaz que olha a mo&amp;ccedil;a do outro pr&amp;eacute;dio atrav&amp;eacute;s de uma luneta&amp;quot;.&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://mutgamb.org/Blog/O-conceito-do-Inverno-mutgamb-2010#comments</comments>
 <category domain="http://mutgamb.org/taxonomy/term/231">Blog</category>
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 <pubDate>Sat, 26 Jun 2010 16:10:25 +0000</pubDate>
 <dc:creator>mairabegalli</dc:creator>
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 <title>III - Metamitogênese</title>
 <link>http://mutgamb.org/livro/III-Metamitog%C3%AAnese</link>
 <description>&lt;p&gt;Se por algum tempo a MetaReciclagem tentou definir-se como um movimento que buscava a desmitifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tecnologia, hoje existe uma compreens&amp;atilde;o que v&amp;ecirc; o mito como fundamental na aprendizagem social instintiva, na identidade de grupo e na proposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma iman&amp;ecirc;ncia cultural. Hoje a MetaReciclagem n&amp;atilde;o tenta mais somente destruir os mitos que acompanham o desenvolvimento da ind&amp;uacute;stria tecnol&amp;oacute;gica, mas tamb&amp;eacute;m usar seus restos como base para novos mitos que ajudem na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de arranjos sociais abertos e colaborativos, com &amp;ecirc;nfase no humano. Esta se&amp;ccedil;&amp;atilde;o vai abrigar produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o simb&amp;oacute;lica e experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o narrativa relacionada &amp;agrave; rede MetaReciclagem: m&amp;uacute;sica digital low-tech, fic&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnom&amp;aacute;gica, v&amp;iacute;deos documentais, quadrinhos pedag&amp;oacute;gicos, e todas as poss&amp;iacute;veis combina&amp;ccedil;&amp;otilde;es desses elementos.&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://mutgamb.org/livro/III-Metamitog%C3%AAnese#comments</comments>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/mitos">mitos</category>
 <wfw:commentRss>http://mutgamb.org/crss/node/259</wfw:commentRss>
 <pubDate>Tue, 02 Sep 2008 17:36:03 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>Metapersonagens</title>
 <link>http://mutgamb.org/livro/Metapersonagens</link>
 <description>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;div class=&quot;field field-type-link field-field-permalink&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-label-inline-first&quot;&gt;permalink:&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;a href=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=3462&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=3462&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assisti essa semana a um desses filmes de anima&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma grande produtora nortarmoricana, Rob&amp;ocirc;s. Tirando toda a porcaria rom&amp;acirc;ntica, o antropocentrismo de uma hipot&amp;eacute;tica sociedade de computadores, a origem hollywoodiana e outras quest&amp;otilde;es que costumam incomodar a galera meio intelectual meio de esquerda, o filme me remeteu a uma tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o ficcional que n&amp;atilde;o tenho visto tanto por a&amp;iacute; ultimamente: o arqu&amp;eacute;tipo do inventor. O protagonista do filme &amp;eacute; Rodney Copperbottom, rob&amp;ocirc; em uma sociedade de rob&amp;ocirc;s, que cresce assistindo a um programa de televis&amp;atilde;o do Big Weld, Soldador na vers&amp;atilde;o pt_br, que &amp;eacute; um tioz&amp;atilde;o doido, fundador da empresa que faz partes pra rob&amp;ocirc;s, que conserta e aprimora seus conterr&amp;acirc;neos. O tempo passa, e o Soldador &amp;eacute; escanteado no comando da empresa por um jovem e frio executivo que quer for&amp;ccedil;ar a obsolesc&amp;ecirc;ncia programada na sociedade, cancelando o fornecimento de pe&amp;ccedil;as de reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Copperbottom sai de sua cidadezinha para encontrar o Soldador, mas &amp;eacute; ignorado pelas novas regras da empresa. Frustrado, usa suas habilidades de inventor para consertar os amigos outsiders. O desenho flerta um pouco com o formato do cyberpunk: uma corpora&amp;ccedil;&amp;atilde;o malvada e um submundo onde nasce a resist&amp;ecirc;ncia. Depois vira bobo, tem final feliz e tal, mas o papel de Copperbottom &amp;eacute; interessante: em uma sociedade que se tornou uma sociedade da falsa obsolesc&amp;ecirc;ncia, ele &amp;eacute; um inventor, mas al&amp;eacute;m disso um reparador - come&amp;ccedil;a a consertar os outros rob&amp;ocirc;s, no velho esquem&amp;atilde;o gambiarra que a gente conhece - fita adesiva, chave de fenda, molas e criatividade. Um metarecicleiro, da maneira como eu vejo.&lt;br /&gt;Uma das caracter&amp;iacute;sticas de v&amp;aacute;rios personagens que eu admirei ao longo da minha vida &amp;eacute; a inven&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Do japinha dos goonies ao McGyver, passando pelo Doc em de volta para o futuro, e indo tamb&amp;eacute;m pro inspetor Bugiganga, pro professor Pardal, o Franjinha, pra aqueles cientistas que faziam todos os badulaques que o 007 usava, e mais um monte. Talvez eles tenham me influenciado a usar uma chave de fenda pra abrir - e nunca mais conseguir fechar - a calculadora da m&amp;atilde;e de minha irm&amp;atilde; aos oito anos. Talvez tenham me influenciado a colecionar cada exemplar de equipamento que passava pela minha frente e guardar no por&amp;atilde;o da casinha de madeira em que eu morava aos doze, treze. Talvez tenham me influenciado a quase me inscrever pro vestibular de Engenharia Eletr&amp;ocirc;nica em 1995, e na &amp;uacute;ltima hora trocar pra Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, porque queria muito mexer com m&amp;aacute;quinas de m&amp;iacute;dia.&lt;br /&gt;Eu fico pensando na conex&amp;atilde;o disso tudo com o quase-debate que o Duende e o P&amp;aacute;dua encetam vez por outra na MetaReciclagem - debate que n&amp;atilde;o anda por algum motivo, talvez uma diferen&amp;ccedil;a entre as linguagens dos dois e a do pessoal - sobre a necessidade que a gente tem hoje de estimular uma mitologia metarecicleira. J&amp;aacute; falei sobre o risco de a gente se apegar &amp;agrave; desmistifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pura e simples, e n&amp;atilde;o aproveitar todo o potencial que os n&amp;iacute;veis simb&amp;oacute;licos de intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m de ajudar o aprendizado e a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativa. Isso vai na onda de apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o s&amp;oacute; da tecnologia em si, mas da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;iacute;dia. E vai al&amp;eacute;m: mais do que a apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;iacute;dia para provar que a gente pode fazer m&amp;iacute;dia (e algu&amp;eacute;m ainda duvida disso?), mas para tentar construir experi&amp;ecirc;ncias in&amp;uacute;teis, tempor&amp;aacute;rias e auto-referentes - mas ainda assim profundas e divertidas - de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o em n&amp;iacute;veis outros que somente o &amp;ldquo;preciso fazer isso&amp;rdquo; / &amp;ldquo;tente assim&amp;rdquo;, que &amp;eacute; chato e tedioso.&lt;br /&gt;No encontro de conhecimentos livres de Rio Claro, no ano passado, troquei uma id&amp;eacute;ia com o Robson, da Casa de Cultura Tain&amp;atilde;, sobre a possibilidade de um material em quadrinhos sobre a MetaReciclagem. De l&amp;aacute; pra c&amp;aacute;, parei uma dezena de vezes pra pensar sobre isso, e n&amp;atilde;o conseguia sair do modelo apostila ilustrada, que pode at&amp;eacute; ser &amp;uacute;til, mas &amp;eacute; chata e tediosa de fazer e talvez mais ainda de ler. Esse filme pode ter me inspirado a pensar em outros termos: um her&amp;oacute;i cujo &amp;uacute;nico superpoder &amp;eacute; n&amp;atilde;o ter medo de usar uma chave de fenda. Personagem, claro, copylefteado como o Capit&amp;atilde;o Presen&amp;ccedil;a: definida em consenso sua personalidade, qualquer um@ pode criar hist&amp;oacute;rias.&lt;br /&gt;Ser&amp;aacute; que algu&amp;eacute;m topa fazer algo, a s&amp;eacute;rio?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://mutgamb.org/livro/Metapersonagens#comments</comments>
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 <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 18:17:31 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>Herói Cultural</title>
 <link>http://mutgamb.org/livro/Her%C3%B3i-Cultural</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
	&lt;a href=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=1389&quot; title=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=1389&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=1389&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
	Setembro de 2005&lt;br /&gt;
	&lt;em&gt;Metareciclagem &amp;eacute; bruxaria trazida para o povo. &amp;Eacute; uma cabala do fazer, um fogo divino, arrancado dos deuses-ind&amp;uacute;stria e entregue ao povo antes submetido. &amp;Eacute; coisa de her&amp;oacute;is culturais, e vai al&amp;eacute;m&amp;hellip; &amp;eacute; uma f&amp;aacute;brica de novos her&amp;oacute;is culturais.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
	&lt;a href=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=1387&quot; title=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=1387&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=1387&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Grande broda &lt;a href=&quot;http://newalriadaexpress.blogspot.com/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Daniel Duende&lt;/a&gt; mandou na &lt;a href=&quot;http://lista.metareciclagem.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;lista metarecicleira&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
	&lt;p&gt;Uma das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais importantes de se ter em mente quando se fala de &amp;ldquo;ruptura paradigm&amp;aacute;tica&amp;rdquo; e mudan&amp;ccedil;a do modo de fazer &amp;eacute; a recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &amp;ldquo;sentimento de criador&amp;rdquo;. No contexto em que vivemos, bombardeados pela influ&amp;ecirc;ncia da sociedade industrial mega-corporativa na nossa cultura (e em nossa mitologia), &amp;eacute; natural pensar que somos muito pouco capazes de FAZER coisas, MODIFIC&amp;Aacute;-LAS a nosso modo. &amp;Eacute; senso comum entre a maioria que a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que vem de cima &amp;eacute; mais forte e certa e que a ind&amp;uacute;stria tem um poder de fazer que anula completamente o nosso.&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;Isso vai contra o pensar da maioria de n&amp;oacute;s, ou ao menos do pensar do &amp;ldquo;n&amp;oacute;s&amp;rdquo; que eu conhe&amp;ccedil;o desta lista. N&amp;oacute;s acreditamos que podemos FAZER coisas, acreditamos que podemos MODIFIC&amp;Aacute;-LAS, acreditamos na nossa import&amp;acirc;ncia e nos imbu&amp;iacute;mos de responsabilidade pelo mundo em que vivemos. Reciclando tecnologia, agindo contra o movimento de afastamento entre a sociedade inclu&amp;iacute;da e a exclu&amp;iacute;da, recuperando o senso de protagonismo e de relev&amp;acirc;ncia das pessoas&amp;hellip;&lt;br /&gt;
		Bem entendido, este &amp;eacute; o papel de um &amp;ldquo;her&amp;oacute;i cultural&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;Muitos autores transformam o &amp;ldquo;her&amp;oacute;i cultural&amp;rdquo;, o elemento meio pessoa meio lenda que age dentro de uma cultura, modificando-a, em algo distante de nossa realidade. Por vezes d&amp;atilde;o a impress&amp;atilde;o de que isso &amp;eacute; algo que existe e faz sentido apenas em culturas &amp;ldquo;primitivas&amp;rdquo; ou ent&amp;atilde;o articuladas, elaboradas desde sua base at&amp;eacute; as mais capilares manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, de um modo muito diferente da nossa. Acredito que isso n&amp;atilde;o poderia estar mais longe da verdade. Mesmo a cultura industrial/informacional &amp;eacute; revestida a seu modo em uma malha m&amp;iacute;tica. Dentro de seu conceito os shamans, os criadores e mantenedores e modificadores dos mitos n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o mais as pessoas em geral e sim os &amp;ldquo;caciques midi&amp;aacute;ticos&amp;rdquo;, comprometidos com seus pr&amp;oacute;prios deuses-dem&amp;ocirc;nios de poder, influ&amp;ecirc;ncia e dinheiro (que s&amp;atilde;o, sempre foram tamb&amp;eacute;m, pessoas). Mesmo assim ainda h&amp;aacute; mitos, e ainda s&amp;atilde;o os mitos que moldam nosso pensar sobre o mundo. Contra esta for&amp;ccedil;a verticalizada, esta domina&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;iacute;tica, existem os nossos her&amp;oacute;is culturais contempor&amp;acirc;neos. Pessoas que investem-se do papel de lutar contra um inimigo ora f&amp;iacute;sico ora metaf&amp;oacute;rico (mas de qualquer forma revestido de import&amp;acirc;ncia m&amp;iacute;tica) em prol de seu povo, de seus ideais e de seu modo de vida. Vendo a coisa desta forma a metareciclagem ganha contornos m&amp;iacute;ticos e seus participantes, colaboradores (guerreiros) s&amp;atilde;o investidos de um papel de her&amp;oacute;is culturais. Iniciativas como o metareciclagem s&amp;atilde;o mat&amp;eacute;ria de mito, como &amp;eacute; mat&amp;eacute;ria de mito a institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cultura do milho entre os povos mezoamericanos e a escrita entre os povos do oriente m&amp;eacute;dio. Quando a briga &amp;eacute; cultural, &amp;eacute; de modo de fazer e pensar, &amp;eacute; uma briga que envolve her&amp;oacute;is culturais.&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;Visto por este &amp;acirc;ngulo, o trabalho do metarec ganha mais uma dimens&amp;atilde;o, e &amp;eacute; uma dimens&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m muito bonita. &amp;Eacute; importante ter isso em mente quando se trabalha com mudan&amp;ccedil;a de paradigma. Se a iniciativa visa lidar com cultura, com modo de pensar, &amp;eacute; importante se pensar miticamente. Quando se escreve a hist&amp;oacute;ria do metareciclagem, tenham em mente que est&amp;atilde;o escrevendo uma lenda. Quando se estrutura a forma de pensar, fazer e multiplicar a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o metarecicleira, est&amp;aacute; se tecendo uma constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o sens&amp;iacute;vel e pr&amp;aacute;tica que se assemelha &amp;agrave; inicia&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos shamans e guerreiros-sagrados de outrora. Algo que leva a pessoa al&amp;eacute;m de sua viv&amp;ecirc;ncia comum, apresenta a ela vis&amp;otilde;es e dimens&amp;otilde;es que est&amp;atilde;o al&amp;eacute;m daquilo que est&amp;aacute; em seus cotidianos, apresenta a ela conhecimentos novos, quase esot&amp;eacute;ricos, e tudo isso se transforma em um poder e uma percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pr&amp;oacute;prio poder que &amp;eacute; completamente nova para para a pessoa. E ent&amp;atilde;o ela &amp;eacute; instada pelo grupo a colocar em pr&amp;aacute;tica este conhecimento&amp;hellip;&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;Estas id&amp;eacute;ias n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o prontas, e talvez possam soar para a maioria como uma grande viagem, mas &amp;eacute; o modo como posso contribuir para tudo isso que est&amp;aacute; acontecendo. Sou um contista, um fabulista, um vivedor e escrevedor de hist&amp;oacute;rias e meu universo &amp;eacute; o universo do mito vivo. O pensamento mitol&amp;oacute;gico, mesmo ainda t&amp;atilde;o vivo, &amp;eacute; por vezes tido como antiquado, assim como as m&amp;aacute;quinas velhas. Se o metarec &amp;eacute; um movimento de reciclar aquilo que parece n&amp;atilde;o ser mais us&amp;aacute;vel e descobrir para ele um uso maravilhoso, a&amp;iacute; est&amp;aacute; algo para voc&amp;ecirc;s reciclarem.&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;O metarec &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m uma causa cultural, busca mudar a cultura (e a percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pessoas sobre seu mundo). &amp;Eacute; uma coisa de her&amp;oacute;is culturais e lendas, com seus pr&amp;oacute;prios Prometeus roubando o fogo dos deuses e dando ao povo e seus pr&amp;oacute;prios shamans caminhantes que levam de tribo em tribo o conhecimento desta pajelan&amp;ccedil;a&amp;hellip;&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;Est&amp;atilde;o todos prontos para se reciclarem como her&amp;oacute;is culturais?&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 18:06:06 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>Os ideais da MetaReciclagem</title>
 <link>http://mutgamb.org/livro/Os-ideais-da-MetaReciclagem</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.overmundo.com.br/overblog/os-ideais-da-metareciclagem&quot; title=&quot;http://www.overmundo.com.br/overblog/os-ideais-da-metareciclagem&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.overmundo.com.br/overblog/os-ideais-da-metareciclagem&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span class=&quot;txt24&quot;&gt;&lt;strong&gt;Os ideais da Metareciclagem&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span class=&quot;txt11 cinza2&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.overmundo.com.br/perfis/sergio-rosa&quot; class=&quot;azul1&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Sergio Rosa&lt;/a&gt; &amp;middot; Belo Horizonte (MG) &amp;middot; 11/2/2007 20:01 &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Qual o sentido da vida para um Pentium 233? Para onde v&amp;atilde;o os videocassetes que n&amp;atilde;o funcionam direito? Como evitar a prolifera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mouses estragados dentro dos arm&amp;aacute;rios? Existe vida para os aparelhos eletr&amp;ocirc;nicos ap&amp;oacute;s a supera&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica? A metareciclagem tem uma resposta para todas as suas d&amp;uacute;vidas existenciais.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o espiritual frente &amp;agrave; ang&amp;uacute;stia causada pela crescente voracidade de consumo de aparelhos tecnol&amp;oacute;gicos &amp;eacute; o desapego. Doar, compartilhar, consertar e botar para funcionar &amp;eacute; o caminho para a ascens&amp;atilde;o tecno-espiritual. Como o Dalai Lama disse uma vez: &amp;ldquo;A revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica &amp;eacute; positiva. Um dos principais objetivos do budismo &amp;eacute; a ilumina&amp;ccedil;&amp;atilde;o. E ilumina&amp;ccedil;&amp;atilde;o significa saber mais. Se a tecnologia facilita o acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre as pessoas, &amp;oacute;timo.&amp;rdquo;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Vez ou outra surgem essas id&amp;eacute;ias &amp;ldquo;do bem&amp;rdquo;, que crescem escondidas e &amp;agrave; parte da aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pessoas. Ningu&amp;eacute;m sabe direito como nascem, qual a sua origem, para onde v&amp;atilde;o ou quem est&amp;aacute; por tr&amp;aacute;s delas. Isso n&amp;atilde;o &amp;eacute; muito importante. A metareciclagem &amp;eacute; uma dessas id&amp;eacute;ias. Quando comecei a me interessar e pesquisar sobre o tema, percebi que j&amp;aacute; havia v&amp;aacute;rias id&amp;eacute;ias e projetos surgindo em diversos cantos do pa&amp;iacute;s que buscam se apropriar de tecnologias para mudan&amp;ccedil;as sociais.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Voc&amp;ecirc; vai encontrar por a&amp;iacute; iniciativas distintas que se afirmam como metarecicleiros. Esse &amp;eacute; um campo no qual &amp;eacute; muito mais necess&amp;aacute;rio realizar do que teorizar. A id&amp;eacute;ia extrapola o simples reaproveitamento de computadores velhos. O necess&amp;aacute;rio &amp;eacute; dar um fim social a toda tecnologia &amp;ldquo;estacionada&amp;rdquo; que voc&amp;ecirc; possui em sua casa. Compreender que outras pessoas podem fazer algum uso daquilo. Uma boa forma de tentar descobrir o que pode estar rolando localmente na sua regi&amp;atilde;o sobre metareciclagem &amp;eacute; acessar os arquivos da lista de discuss&amp;atilde;o nacional sobre o assunto e procurar pelo nome do seu estado ou da sua cidade. Vale dar uma olhada e entrar em contato.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Fui atr&amp;aacute;s de algumas metareciclagens que est&amp;atilde;o ocorrendo ou sendo planejadas em Belo Horizonte. Descobri programa de r&amp;aacute;dio, espa&amp;ccedil;o de reuni&amp;atilde;o e produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o cultural (e agora um Ponto de Cultura), um metacaf&amp;eacute; e uma lista para doa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de equipamentos diversos. Alguns deles em fase embrion&amp;aacute;ria, e outros j&amp;aacute; com monitores ligados.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Felipe Fonseca, um dos participantes e organizadores do principal site sobre o tema no pa&amp;iacute;s, fala que as dificuldades de colocar em pr&amp;aacute;tica os projetos s&amp;atilde;o muitas: &amp;ldquo;de uma resist&amp;ecirc;ncia &amp;agrave; maneira aberta e livre que tentamos dar para a apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica, at&amp;eacute; uma vis&amp;atilde;o m&amp;iacute;ope que tenta entender a metareciclagem como mero projeto de reaproveitamento de computadores velhos (o que &amp;eacute; uma vis&amp;atilde;o muito limitada do que a gente tem a propor)&amp;rdquo;.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &amp;Eacute; natural que esse tema se misture ao de inclus&amp;atilde;o digital, embora n&amp;atilde;o esteja necessariamente limitado por ele. Uma das principais raz&amp;otilde;es dessa distin&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; exatamente por onde come&amp;ccedil;a a mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Enquanto a inclus&amp;atilde;o digital est&amp;aacute; mais ligada a pol&amp;iacute;ticas governamentais, a metareciclagem j&amp;aacute; parte do sempre atual &amp;ldquo;fa&amp;ccedil;a voc&amp;ecirc; mesmo&amp;rdquo;. Das Zonas Aut&amp;ocirc;nomas Tempor&amp;aacute;rias, &amp;agrave;s quest&amp;otilde;es da intelig&amp;ecirc;ncia coletiva, a metaf&amp;iacute;sica das redes P2P-todos-para-todos: Hakim Bey lan&amp;ccedil;a para Pierre L&amp;eacute;vy que toca e deixa Mcluhan de cara para o gol.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Adicione a esse debate tamb&amp;eacute;m o movimento do software livre que parece ganhar for&amp;ccedil;a no pa&amp;iacute;s. A equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode ser interessante. Computadores reutilizados + software livre + coletivos organizados e movimentos sociais = ?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Vamos encontrar a resposta s&amp;oacute; com o tempo. Se n&amp;atilde;o a acharmos, poderemos concluir que a cr&amp;iacute;tica de Fonseca faz sentido. Sem d&amp;uacute;vida que vivemos um momento de expectativas em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; capacidade de mudan&amp;ccedil;a (inclus&amp;atilde;o, transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o: escolha o seu termo predileto) social com a possibilidade apresentada pelas novas tecnologias. Inevit&amp;aacute;veis futurologias e &amp;ldquo;apocalipssismos&amp;rdquo; surgem o tempo todo. O nosso papel agora &amp;eacute; de sentarmos, come&amp;ccedil;armos a analisar mais friamente o momento que estamos vivendo: experi&amp;ecirc;ncias como a Wikip&amp;eacute;dia (e os demais wikis), o Youtube e o pr&amp;oacute;prio Overmundo. Cabe a n&amp;oacute;s descobrirmos se realmente vivemos uma fase mais &amp;ldquo;humana&amp;rdquo; da rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre homens e m&amp;aacute;quinas (uma potencializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de comunh&amp;atilde;o e aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os indiv&amp;iacute;duos com aux&amp;iacute;lio da tecnologia), ou se tudo n&amp;atilde;o passa mais uma vez de uma grande expectativa que depositamos sobre o tema.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; E como falei em budismo acima, tem aquela m&amp;uacute;sica do Darma Lovers que cabe bem aqui: &amp;ldquo;nos chamam seres humanos, um tipo bem estranho de bicho. Her&amp;oacute;is de circo mexicano, animais reprodutores de lixo, nos chamam seres humanos... Mas isso nem sempre somos&amp;rdquo;.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 18:02:46 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>MetaReciclagem por aí</title>
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 <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.interney.net/blogs/metapub/2007/04/30/metareciclagem_por_ai/&quot; title=&quot;http://www.interney.net/blogs/metapub/2007/04/30/metareciclagem_por_ai/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.interney.net/blogs/metapub/2007/04/30/metareciclagem_por_ai/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; 30/04/2007&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; ...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mbraz questionou sobre a &amp;quot;sucata&amp;quot; na &lt;a href=&quot;http://lista.metareciclagem.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;lista&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;Nao s&amp;oacute; devemos considerar a gambiarra como uma das pr&amp;aacute;ticas disseminadas pela metareciclagem, mas ainda a sucata entendida como sobra de um mundo industrial quase caduco.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Se n&amp;oacute;s, feito homens_m&amp;aacute;quinas pela l&amp;oacute;gica capitalista, j&amp;aacute; cansamos da doa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da mais-valia; em contrapartida buscamos a mais-valia das m&amp;aacute;quinas que a mesma l&amp;oacute;gica do processo industrial descarta.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Se menos-valia das m&amp;aacute;quinas para eles, muito mais-valia para n&amp;oacute;s outros. Ou dito de outra forma, sucata no dos outros, n&amp;atilde;o &amp;eacute; refresco para n&amp;oacute;s (hehe)&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;Stalker respondeu direto, acho, e n&amp;atilde;o entrou nos &lt;a href=&quot;http://arquivos.metareciclagem.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;arquivos&lt;/a&gt; da lista:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;H&amp;aacute; dois filmes geniais para &amp;quot;ilustrar&amp;quot; essas coisas... ou tr&amp;ecirc;s:&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;1 - Johnny Mnemonic: a revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a resist&amp;ecirc;ncia v&amp;ecirc;m dos Loteks, que s&amp;atilde;o ciborgues metarecicleiros n&amp;atilde;o-conformistas e anti-corporativos&lt;br /&gt; 2 - Robots: o direito a pe&amp;ccedil;as de reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; o direito &amp;agrave; identidade dos robots, assim como &amp;agrave; sua persist&amp;ecirc;ncia como enquanto entes vivos e auto-determina&amp;ccedil;&amp;atilde;o como entes pensantes; a resist&amp;ecirc;ncia vem da alian&amp;ccedil;a de um her&amp;oacute;i &lt;em&gt;bricoleur&lt;/em&gt; com o inventor original de robos; o n&amp;ecirc;mesis &amp;eacute; um robot corporativo que quer exterminar os robots obsoletos e for&amp;ccedil;ar a todos a s&amp;oacute; usar pe&amp;ccedil;as novas que ele fabrica. (Vista &amp;agrave; vista...)&lt;br /&gt; 3 - Matrix Reloaded: &amp;oacute;timos di&amp;aacute;logos sobre m&amp;aacute;quinas (a) com o meta-algoritmo &amp;quot;or&amp;aacute;culo&amp;quot; (b) com o antagonista-virus e seu argumento de met&amp;aacute;stase (c) com o conselheiro da cidade rebelde (d) com o meta-algoritmo &amp;quot;grande arquiteto&amp;quot;.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Alguma conceitua&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;* Sucata s&amp;atilde;o materiais e m&amp;aacute;quinas que n&amp;atilde;o se ajustam mais aos programas de uso preexistentes (por uma conjun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de desinforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, desimagina&amp;ccedil;&amp;atilde;o e aliena&amp;ccedil;&amp;atilde;o em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s t&amp;eacute;cnicas)&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;* Gambiarra &amp;eacute; a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;aacute;quinas e materiais adicionando outros, induzindo derivas nos programas de uso preexistentes.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;* Manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; o ajuste de m&amp;aacute;quinas e materiais para que se mantenham nos programas de uso anteriores, predefinidos.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;* Engenharia &amp;eacute; a imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de programas de uso a materiais e m&amp;aacute;quinas, em geral, programas n&amp;atilde;o emergentes desses, mas predefinidos segundo interesses em finalidades prefiguradas alhures.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;* Reciclagem &amp;eacute; a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;aacute;quinas e materiais para a incorpora&amp;ccedil;&amp;atilde;o em programas de uso preexistentes, mas distintos (&amp;agrave;s vezes completamente) dos programas dos materiais e m&amp;aacute;quinas originais. Em geral, s&amp;atilde;o formas de engenharia com sucata, nenhuma inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o emerge.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;* Bricolagem &amp;eacute; a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o intuitiva e est&amp;eacute;tica de materiais e m&amp;aacute;quinas &amp;agrave; revelia dos programas de uso preexistentes, em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de virtualidades que emergem do contato entre entes variados (interesses est&amp;eacute;ticos, demandas de comunidades, possibilidades de fontes de energia e materiais, virtualidades de m&amp;aacute;quinas, press&amp;otilde;es de outros grupos sociais &amp;amp;c).&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;* MetaReciclagem&lt;em&gt; &amp;eacute; a atividade de uma rede de ativismo que faz meta-reciclagem&lt;/em&gt;. (hahah&amp;aacute;, argumentos recursivos s&amp;atilde;o sempre divertidos!)&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;(Ou seja, um h&amp;iacute;brido de bricolagem e reciclagem, principalmente de m&amp;aacute;quinas heur&amp;iacute;sticas. Em termos globais da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o, estrat&amp;eacute;gico-recicleiros, busca-se redefinir de diversas maneiras os programas de uso das m&amp;aacute;quinas para favorecer (a) o seu uso coletivo e p&amp;uacute;blico; (b) a recep&amp;ccedil;&amp;atilde;o ativa, a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e difus&amp;atilde;o de conhecimentos e inova&amp;ccedil;&amp;otilde;es tecno-cuturais; (c) a autonomia tecno-pol&amp;iacute;tico-cultural. Em termos t&amp;aacute;tico-bricoleiros, sabe-se l&amp;aacute; o que vai acontecer, deixa-se o ciborgue a ser sugerir que ente ele deseja ser, como na bricolagem mais intuitiva e est&amp;eacute;tica.)&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Note que n&amp;atilde;o falo mais nem de revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nem de tomada do poder: quando algum grupo toma o poder institu&amp;iacute;do, &amp;eacute; a institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do poder que tomou o grupo. A gente tem que criar uma forma de poder n&amp;atilde;o-apropriavel por nenhum particular, seja individual, seja privado, seja coletivo/corporativo.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;N&amp;atilde;o sei se concordo totalmente com essas defini&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Em alguns casos eu fa&amp;ccedil;o outro corte...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A&amp;iacute; um dia me ligou uma jornalista da Nova Escola, a revista. Sentado debaixo de uma &amp;aacute;rvore nas Perdizes, respondi a algumas quest&amp;otilde;es que ela tinha pra escrever uma &lt;a href=&quot;http://revistaescola.abril.com.br/coluna_debora/20070418_posts.shtml&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;coluna&lt;/a&gt; sobre MetaReciclagem.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A&amp;iacute; eu descobri onde t&amp;aacute; o &lt;a href=&quot;http://banto.hipatia.info/blog/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;novo blogue do Banto&lt;/a&gt; e ele escreveu um pouco sobre &lt;a href=&quot;http://banto.hipatia.info/blog/spip.php?article142&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;MetaReciclagem&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;em&gt;Quando todo o processo de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o e descoberta &amp;eacute; liberado de forma que mais pessoas possam ter acesso aos passos dados para chegar ao resultado, de forma que as pessoas tamb&amp;eacute;m possam estudar a partir do documento, alterar e redistribuir.. o conhecimento tem um grande salto coletivo.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;Legal ver que o processo espont&amp;acirc;neo de crescimento da rede MetaReciclagem continua... um cara chamado Helio participou de uma oficina de MetaReciclagem, se &lt;a href=&quot;http://arquivos.metareciclagem.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;apresentou na lista&lt;/a&gt; em 29 de mar&amp;ccedil;o como &amp;quot;novato na &amp;aacute;rea&amp;quot;, e em 13 de abril j&amp;aacute; mandou outro email assim:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;n&amp;atilde;o estou mais agora como &#039;novato na &amp;aacute;rea&#039; mas sim como metarecicleiro, e como estamos criando um projeto de metareciclagem em prol da comunidade, gostar&amp;iacute;amos de poder contar com id&amp;eacute;ias, informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e apoio de voc&amp;ecirc;s.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;O OLPC tamb&amp;eacute;m foi assunto de algumas boas discuss&amp;otilde;es na &lt;a href=&quot;http://lista.metareciclagem.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;lista&lt;/a&gt;. Hudson &lt;a href=&quot;http://article.gmane.org/gmane.politics.organizations.metareciclagem/13519&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;avisou&lt;/a&gt; que estava dispon&amp;iacute;vel para download o LiveCD com o sistema que roda nos X-Os. Eu baixei e testei, por curiosidade. A interface &amp;eacute; interessante, bem simples. Na minha m&amp;aacute;quina d&amp;aacute; umas travadas, mas isso &amp;eacute; de se esperar. A &lt;a href=&quot;http://midiatatica.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Tati&lt;/a&gt;, com base na experi&amp;ecirc;ncia que tem com escolas p&amp;uacute;blicas com o GESAC, &lt;a href=&quot;http://article.gmane.org/gmane.politics.organizations.metareciclagem/13535&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;falou&lt;/a&gt; que teme o que vai acontecer quando chegar nas escolas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Continuo acompanhando &amp;agrave; dist&amp;acirc;ncia mas com bastante curiosidade as articula&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Regis e da Teia no Arraial com o &lt;a href=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/bailux&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Bailux&lt;/a&gt;. Um dos colaboradores de l&amp;aacute;, o Renato, estava em sampa na &amp;eacute;poca do debate com o Stalker, e j&amp;aacute; aproveitou pra participar, al&amp;eacute;m de conversar com o Al&amp;ecirc; e Nano sobre &lt;a href=&quot;http://metareciclagem.org/links/tags.php/wireless&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;wi-fi&lt;/a&gt; e outras coisas que eles est&amp;atilde;o querendo fazer no Bonete.&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 18:02:03 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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