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 <title>Mutirão da Gambiarra - conceito</title>
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 <title>II - A teoria da prática da teoria, e vice-versa</title>
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 <description>&lt;p&gt;Todo o processo de desenvolvimento da MetaReciclagem foi constru&amp;iacute;do colaborativamente, por meio de profundo di&amp;aacute;logo entre aquelas pessoas mais voltadas &amp;agrave; pr&amp;aacute;tica e aquelas de base mais te&amp;oacute;rica. Nesse sentido, ela est&amp;aacute; carregada de diversas refer&amp;ecirc;ncias conceituais e simb&amp;oacute;licas, expl&amp;iacute;citas ou veladas. Pelo menos tr&amp;ecirc;s teses de mestrado j&amp;aacute; foram elaboradas tomando a MetaReciclagem como tema ou refer&amp;ecirc;ncia, e outras est&amp;atilde;o a caminho. At&amp;eacute; o momento, no entanto, pouco foi feito para integrar e relacionar toda essa produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Uma s&amp;eacute;rie de iniciativas que tinham por objetivo o aprofundamento da reflex&amp;atilde;o relacionada &amp;agrave; MetaReciclagem foram planejadas no fim de 2006, e posteriormente levadas a cabo, sob a defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o gen&amp;eacute;rica de Ciclo Gambiarra: o LaMiMe, Laborat&amp;oacute;rio de M&amp;iacute;dias da MetaReciclagem, que ocupou a sala de internet livre do Sesc Av. Paulista no ver&amp;atilde;o de 2007, e os Di&amp;aacute;logos na Casinha, debates simultaneamente presenciais e online sobre quest&amp;otilde;es relacionadas &amp;agrave; apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica, improviso e o tal &amp;quot;jeitinho brasileiro&amp;quot;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Uma s&amp;eacute;rie de quest&amp;otilde;es foram levantadas tanto na pr&amp;aacute;tica do LaMiMe quanto nas conversas na Casinha, totalmente relacionadas com outras quest&amp;otilde;es desde sempre presentes na MetaReciclagem. Nesta se&amp;ccedil;&amp;atilde;o da publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o objetivo &amp;eacute; justapor as refer&amp;ecirc;ncias te&amp;oacute;ricas e pr&amp;aacute;ticas da MetaReciclagem, e buscar as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es poss&amp;iacute;veis.&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Tue, 02 Sep 2008 17:45:16 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>A MetaReciclagem</title>
 <link>http://mutgamb.org/livro/MetaReciclagem</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://comunix.org/content/metareciclagem-1&quot; title=&quot;http://comunix.org/content/metareciclagem-1&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://comunix.org/content/metareciclagem-1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;h1 class=&quot;title&quot;&gt;A Metareciclagem&lt;/h1&gt; &lt;span class=&quot;submitted&quot;&gt;Enviado por hernani dimantas | 05/10/2006 | &lt;/span&gt; &lt;div class=&quot;taxonomy&quot;&gt;em &lt;ul class=&quot;links inline&quot;&gt;&lt;li class=&quot;first taxonomy_term_4&quot;&gt;&lt;a class=&quot;taxonomy_term_4&quot; title=&quot;&quot; rel=&quot;tag&quot; href=&quot;http://comunix.org/taxonomy/term/4&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;meta&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class=&quot;taxonomy_term_21&quot;&gt;&lt;a class=&quot;taxonomy_term_21&quot; title=&quot;&quot; rel=&quot;tag&quot; href=&quot;http://comunix.org/taxonomy/term/21&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;metareciclagem&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class=&quot;last taxonomy_term_327&quot;&gt;&lt;a class=&quot;taxonomy_term_327&quot; title=&quot;&quot; rel=&quot;tag&quot; href=&quot;http://comunix.org/category/tags/mutir%C3%A3o-gambiarra&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;mutir&amp;atilde;o gambiarra&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;David Weinberger e Doc Searls dizem que &#039;Quando olhamos para um poste, vemos redes com fios. E vemos esses fios como parte de sistemas: o sistema telef&amp;ocirc;nico, o sistema de energia el&amp;eacute;trica, o sistema de TV a cabo. Mas a Internet &amp;eacute; diferente. N&amp;atilde;o &amp;eacute; fia&amp;ccedil;&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o &amp;eacute; um sistema. E n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma fonte de programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A Internet &amp;eacute; um modo que permite a todas coisas que se chamam redes coexistir e trabalhar em conjunto. &amp;Eacute; uma Inter-net (inter-rede), literalmente. O que faz a &amp;quot;Net&amp;quot; ser &amp;quot;Inter&amp;quot; &amp;eacute; o fato de que ela &amp;eacute; apenas um protocolo - o protocolo Internet (IP - &amp;quot;Internet Protocol&amp;rdquo;), ou um acordo sobre como fazer coisas funcionarem em conjunto. Este protocolo n&amp;atilde;o especifica o que as pessoas podem fazer com a rede, o que podem construir na sua periferia, o que podem dizer, ou quem pode dizer. O protocolo simplesmente diz: se voc&amp;ecirc; quer trocar bits com outros, &amp;eacute; assim que se faz. Se voc&amp;ecirc; quer conectar um computador - ou um celular ou uma geladeira - &amp;agrave; Internet, voc&amp;ecirc; tem que aceitar o acordo que &amp;eacute; a Internet.&#039;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Esse acordo n&amp;atilde;o apenas instala o controle. Galloway, em Protocolo, coloca:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Protocolo &amp;eacute; fundamentalmente a tecnologia de inclus&amp;atilde;o, e a abertura &amp;eacute; a chave para essa inclus&amp;atilde;o. [GALLOWAY; 2004:147]&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A cultura hacker percebe a imaturidade desses protocolos e prop&amp;otilde;e uma nova &amp;eacute;tica e bom senso e, assim, forja um novo modelo. Esses argumentos e id&amp;eacute;ias nos levam a pensar na internet como um espa&amp;ccedil;o de agenciamento, mas que torna poss&amp;iacute;veis saltos acentuados tanto da &amp;eacute;tica como da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta na microf&amp;iacute;sica do poder.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nessa espuma informacional emergem novas formas de intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Listas de discuss&amp;atilde;o, blogs, flogs, Orkuts, mensagens instant&amp;acirc;neas, ou qualquer outra ferramenta que conecte grupos. Esses grupos formam focos de movimentos sociais. Quanto mais engajado for o projeto, mais intensa ser&amp;aacute; a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva. Esse fuzu&amp;ecirc; informacional torna poss&amp;iacute;vel a catalisa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do agenciamento coletivo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O efeito &amp;eacute; rizom&amp;aacute;tico. A informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o cola no agenciamento. E vice-versa. Numa multid&amp;atilde;o hiperconectada o conhecimento livre tende a se expandir. A pr&amp;aacute;tica do conhecimento livre traz a reboque uma s&amp;eacute;rie de novos paradigmas que dialogam em tempo real com os enunciados que at&amp;eacute; agora deram sustenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o filos&amp;oacute;fica &amp;agrave; humanidade. Estamos presenciando mudan&amp;ccedil;as dr&amp;aacute;sticas nos debates sobre propriedade intelectual, liberdade de express&amp;atilde;o, nas pr&amp;aacute;ticas de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Estamos apenas no in&amp;iacute;cio de uma revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o televisionada.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Neste contexto, a metareciclagem &amp;eacute; uma conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em rede focada no trabalho imaterial, um tipo de interconex&amp;atilde;o que acontece em tempo real, uma conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o engajada com uma expectativa existencial otimista em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s possibilidades de mudan&amp;ccedil;as e de revolu&amp;ccedil;&amp;otilde;es. A metareciclagem privilegia o di&amp;aacute;logo.&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 18:25:36 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>MetaReciclagem por aí</title>
 <link>http://mutgamb.org/livro/MetaReciclagem-por-a%C3%AD</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.interney.net/blogs/metapub/2007/04/30/metareciclagem_por_ai/&quot; title=&quot;http://www.interney.net/blogs/metapub/2007/04/30/metareciclagem_por_ai/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.interney.net/blogs/metapub/2007/04/30/metareciclagem_por_ai/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; 30/04/2007&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; ...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mbraz questionou sobre a &amp;quot;sucata&amp;quot; na &lt;a href=&quot;http://lista.metareciclagem.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;lista&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;Nao s&amp;oacute; devemos considerar a gambiarra como uma das pr&amp;aacute;ticas disseminadas pela metareciclagem, mas ainda a sucata entendida como sobra de um mundo industrial quase caduco.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Se n&amp;oacute;s, feito homens_m&amp;aacute;quinas pela l&amp;oacute;gica capitalista, j&amp;aacute; cansamos da doa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da mais-valia; em contrapartida buscamos a mais-valia das m&amp;aacute;quinas que a mesma l&amp;oacute;gica do processo industrial descarta.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Se menos-valia das m&amp;aacute;quinas para eles, muito mais-valia para n&amp;oacute;s outros. Ou dito de outra forma, sucata no dos outros, n&amp;atilde;o &amp;eacute; refresco para n&amp;oacute;s (hehe)&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;Stalker respondeu direto, acho, e n&amp;atilde;o entrou nos &lt;a href=&quot;http://arquivos.metareciclagem.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;arquivos&lt;/a&gt; da lista:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;H&amp;aacute; dois filmes geniais para &amp;quot;ilustrar&amp;quot; essas coisas... ou tr&amp;ecirc;s:&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;1 - Johnny Mnemonic: a revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a resist&amp;ecirc;ncia v&amp;ecirc;m dos Loteks, que s&amp;atilde;o ciborgues metarecicleiros n&amp;atilde;o-conformistas e anti-corporativos&lt;br /&gt; 2 - Robots: o direito a pe&amp;ccedil;as de reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; o direito &amp;agrave; identidade dos robots, assim como &amp;agrave; sua persist&amp;ecirc;ncia como enquanto entes vivos e auto-determina&amp;ccedil;&amp;atilde;o como entes pensantes; a resist&amp;ecirc;ncia vem da alian&amp;ccedil;a de um her&amp;oacute;i &lt;em&gt;bricoleur&lt;/em&gt; com o inventor original de robos; o n&amp;ecirc;mesis &amp;eacute; um robot corporativo que quer exterminar os robots obsoletos e for&amp;ccedil;ar a todos a s&amp;oacute; usar pe&amp;ccedil;as novas que ele fabrica. (Vista &amp;agrave; vista...)&lt;br /&gt; 3 - Matrix Reloaded: &amp;oacute;timos di&amp;aacute;logos sobre m&amp;aacute;quinas (a) com o meta-algoritmo &amp;quot;or&amp;aacute;culo&amp;quot; (b) com o antagonista-virus e seu argumento de met&amp;aacute;stase (c) com o conselheiro da cidade rebelde (d) com o meta-algoritmo &amp;quot;grande arquiteto&amp;quot;.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Alguma conceitua&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;* Sucata s&amp;atilde;o materiais e m&amp;aacute;quinas que n&amp;atilde;o se ajustam mais aos programas de uso preexistentes (por uma conjun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de desinforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, desimagina&amp;ccedil;&amp;atilde;o e aliena&amp;ccedil;&amp;atilde;o em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s t&amp;eacute;cnicas)&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;* Gambiarra &amp;eacute; a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;aacute;quinas e materiais adicionando outros, induzindo derivas nos programas de uso preexistentes.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;* Manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; o ajuste de m&amp;aacute;quinas e materiais para que se mantenham nos programas de uso anteriores, predefinidos.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;* Engenharia &amp;eacute; a imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de programas de uso a materiais e m&amp;aacute;quinas, em geral, programas n&amp;atilde;o emergentes desses, mas predefinidos segundo interesses em finalidades prefiguradas alhures.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;* Reciclagem &amp;eacute; a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;aacute;quinas e materiais para a incorpora&amp;ccedil;&amp;atilde;o em programas de uso preexistentes, mas distintos (&amp;agrave;s vezes completamente) dos programas dos materiais e m&amp;aacute;quinas originais. Em geral, s&amp;atilde;o formas de engenharia com sucata, nenhuma inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o emerge.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;* Bricolagem &amp;eacute; a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o intuitiva e est&amp;eacute;tica de materiais e m&amp;aacute;quinas &amp;agrave; revelia dos programas de uso preexistentes, em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de virtualidades que emergem do contato entre entes variados (interesses est&amp;eacute;ticos, demandas de comunidades, possibilidades de fontes de energia e materiais, virtualidades de m&amp;aacute;quinas, press&amp;otilde;es de outros grupos sociais &amp;amp;c).&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;* MetaReciclagem&lt;em&gt; &amp;eacute; a atividade de uma rede de ativismo que faz meta-reciclagem&lt;/em&gt;. (hahah&amp;aacute;, argumentos recursivos s&amp;atilde;o sempre divertidos!)&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;(Ou seja, um h&amp;iacute;brido de bricolagem e reciclagem, principalmente de m&amp;aacute;quinas heur&amp;iacute;sticas. Em termos globais da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o, estrat&amp;eacute;gico-recicleiros, busca-se redefinir de diversas maneiras os programas de uso das m&amp;aacute;quinas para favorecer (a) o seu uso coletivo e p&amp;uacute;blico; (b) a recep&amp;ccedil;&amp;atilde;o ativa, a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e difus&amp;atilde;o de conhecimentos e inova&amp;ccedil;&amp;otilde;es tecno-cuturais; (c) a autonomia tecno-pol&amp;iacute;tico-cultural. Em termos t&amp;aacute;tico-bricoleiros, sabe-se l&amp;aacute; o que vai acontecer, deixa-se o ciborgue a ser sugerir que ente ele deseja ser, como na bricolagem mais intuitiva e est&amp;eacute;tica.)&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Note que n&amp;atilde;o falo mais nem de revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nem de tomada do poder: quando algum grupo toma o poder institu&amp;iacute;do, &amp;eacute; a institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do poder que tomou o grupo. A gente tem que criar uma forma de poder n&amp;atilde;o-apropriavel por nenhum particular, seja individual, seja privado, seja coletivo/corporativo.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;N&amp;atilde;o sei se concordo totalmente com essas defini&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Em alguns casos eu fa&amp;ccedil;o outro corte...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A&amp;iacute; um dia me ligou uma jornalista da Nova Escola, a revista. Sentado debaixo de uma &amp;aacute;rvore nas Perdizes, respondi a algumas quest&amp;otilde;es que ela tinha pra escrever uma &lt;a href=&quot;http://revistaescola.abril.com.br/coluna_debora/20070418_posts.shtml&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;coluna&lt;/a&gt; sobre MetaReciclagem.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A&amp;iacute; eu descobri onde t&amp;aacute; o &lt;a href=&quot;http://banto.hipatia.info/blog/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;novo blogue do Banto&lt;/a&gt; e ele escreveu um pouco sobre &lt;a href=&quot;http://banto.hipatia.info/blog/spip.php?article142&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;MetaReciclagem&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;em&gt;Quando todo o processo de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o e descoberta &amp;eacute; liberado de forma que mais pessoas possam ter acesso aos passos dados para chegar ao resultado, de forma que as pessoas tamb&amp;eacute;m possam estudar a partir do documento, alterar e redistribuir.. o conhecimento tem um grande salto coletivo.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;Legal ver que o processo espont&amp;acirc;neo de crescimento da rede MetaReciclagem continua... um cara chamado Helio participou de uma oficina de MetaReciclagem, se &lt;a href=&quot;http://arquivos.metareciclagem.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;apresentou na lista&lt;/a&gt; em 29 de mar&amp;ccedil;o como &amp;quot;novato na &amp;aacute;rea&amp;quot;, e em 13 de abril j&amp;aacute; mandou outro email assim:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;n&amp;atilde;o estou mais agora como &#039;novato na &amp;aacute;rea&#039; mas sim como metarecicleiro, e como estamos criando um projeto de metareciclagem em prol da comunidade, gostar&amp;iacute;amos de poder contar com id&amp;eacute;ias, informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e apoio de voc&amp;ecirc;s.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;O OLPC tamb&amp;eacute;m foi assunto de algumas boas discuss&amp;otilde;es na &lt;a href=&quot;http://lista.metareciclagem.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;lista&lt;/a&gt;. Hudson &lt;a href=&quot;http://article.gmane.org/gmane.politics.organizations.metareciclagem/13519&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;avisou&lt;/a&gt; que estava dispon&amp;iacute;vel para download o LiveCD com o sistema que roda nos X-Os. Eu baixei e testei, por curiosidade. A interface &amp;eacute; interessante, bem simples. Na minha m&amp;aacute;quina d&amp;aacute; umas travadas, mas isso &amp;eacute; de se esperar. A &lt;a href=&quot;http://midiatatica.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Tati&lt;/a&gt;, com base na experi&amp;ecirc;ncia que tem com escolas p&amp;uacute;blicas com o GESAC, &lt;a href=&quot;http://article.gmane.org/gmane.politics.organizations.metareciclagem/13535&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;falou&lt;/a&gt; que teme o que vai acontecer quando chegar nas escolas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Continuo acompanhando &amp;agrave; dist&amp;acirc;ncia mas com bastante curiosidade as articula&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Regis e da Teia no Arraial com o &lt;a href=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/bailux&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Bailux&lt;/a&gt;. Um dos colaboradores de l&amp;aacute;, o Renato, estava em sampa na &amp;eacute;poca do debate com o Stalker, e j&amp;aacute; aproveitou pra participar, al&amp;eacute;m de conversar com o Al&amp;ecirc; e Nano sobre &lt;a href=&quot;http://metareciclagem.org/links/tags.php/wireless&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;wi-fi&lt;/a&gt; e outras coisas que eles est&amp;atilde;o querendo fazer no Bonete.&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 18:02:03 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>Apocalípticos, integrados e... hackers</title>
 <link>http://mutgamb.org/livro/Apocal%C3%ADpticos-integrados-e-hackers</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;b&gt;Apocal&amp;iacute;pticos, integrados e... hackers&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; De Paulo Bicarato, 31/03/2006&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Umberto Eco deve, certamente, rever hoje seus conceitos de *apocal&amp;iacute;pticos e integrados*. Diante das possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias, resumir as gentes que fazem e consomem informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o nestas duas classifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es ficou completamente sem sentido.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; N&amp;atilde;o existem mais as figuras do emissor e do receptor. Mesclaram-se, e mesclaram junto a pr&amp;oacute;pria mensagem. Somos, hoje, *a* mensagem, cada um um potencial gerador / difusor de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e conhecimento &amp;ndash;n&amp;atilde;o somos, nem de longe, apocal&amp;iacute;pticos ou integrados.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Eco forjou estes conceitos, naturalmente, sob ou a partir de uma cultura t&amp;iacute;pica do s&amp;eacute;culo XX: a industrializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com sua produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o massificada e absolutamente mercantilizada, em que toda e qualquer pessoa n&amp;atilde;o passa de mera consumidora --quando muito, produtora, mas sem acesso ao dom&amp;iacute;nio da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o: uma simples ferramenta que podia ser sumariamente descartada se apresentasse algum defeito ou n&amp;atilde;o gerasse os resultados pretendidos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Resgata-se, agora, outra forma de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o mediada unicamente pelo *valor de mercado* ou pela *mais valia*. O lucro, em si, deixou de ser o leitmotiv das novas comunidades, que ganharam uma caracter&amp;iacute;stica ainda mal interpretada e conceituada: a des-hierarquiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos processos, a horizontalidade das *organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es*, a aus&amp;ecirc;ncia de l&amp;iacute;deres, a emerg&amp;ecirc;ncia de projetos totalmente colaborativos &amp;ndash;baseada antes na reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de seus integrantes do que na *valora&amp;ccedil;&amp;atilde;o* mercantilista de cada um.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Toda essa anarquia, no sentido mais puro do termo, replica-se e se esporifica progressivamente &amp;ndash;ningu&amp;eacute;m ousa apostar aonde chegar&amp;aacute;.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Mas o fato &amp;eacute; que temos a honra de participar de um momento &amp;uacute;nico na hist&amp;oacute;ria: desprezamos os processos que *notabilizaram* o s&amp;eacute;culo XX (Charles *Carlitos* Chaplin, acredito, adoraria participar dessa revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o), reavivamos o aspecto l&amp;uacute;dico e prazeroso da constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva do conhecimento, redescobrimos o poder de vez e voz de cada an&amp;ocirc;nimo, de cada ser pensante que deseje se expressar, resgatamos, enfim e contraditoriamente, com o uso das novas tecnologias, a *tecnologia* b&amp;aacute;sica que sempre moveu o mundo: nossa humanidade, e nossa potencialidade de nos expressarmos, nos comunicarmos, nos relacionarmos, nos amarmos...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Esse esp&amp;iacute;rito hacker, muito antes de meros geeks/nerds enfurnados em suas m&amp;aacute;quinas, inclui um potencial fant&amp;aacute;stico de transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o social. O poder de desalienar-se e agir contra a elitiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conhecimento, contra o monop&amp;oacute;lio e a capitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, est&amp;aacute; ao alcance de todos. Projetos emergentes pipocam aqui e ali, totalmente descentralizados e colaborativos, na mais pura express&amp;atilde;o open source &amp;ndash;em alguns casos, os pr&amp;oacute;prios protagonistas acabam por se surpreender com a repercuss&amp;atilde;o e o crescimento do projeto, que ganha vida pr&amp;oacute;pria.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Seriam in&amp;uacute;meros os casos, mas fiquemos com um, pela proximidade: a MetaReciclagem, nascida numa lista de discuss&amp;atilde;o entre meia-d&amp;uacute;zia de rom&amp;acirc;nticos pensadores, engenheiros poetas, hackers de carteirinha e simples abnegados, tornou-se refer&amp;ecirc;ncia e ganhou a simpatia e a ades&amp;atilde;o de in&amp;uacute;meros an&amp;ocirc;nimos, ignorando fronteiras.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Toda essa subvers&amp;atilde;o an&amp;aacute;rquica tem um fundamento essecial: a colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os participantes, o esp&amp;iacute;rito fraternal e coletivo. Para completar, todo o processo &amp;eacute; permeado por um ludicismo que s&amp;oacute; faz crescer o engajamento de cada um com todos: o prazer do compartilhamento do conhecimento. Ou, como diria Guimar&amp;atilde;es Rosa, nas palavras de Riobaldo Tatarana, *vida &amp;eacute; mutir&amp;atilde;o de todos, por todos remexida e temperada*.&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 17:58:59 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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