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 <title>Mutirão da Gambiarra - pirata</title>
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 <title>Anotações no coletivo</title>
 <link>http://mutgamb.org/livro/Anota%C3%A7%C3%B5es-no-coletivo</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Artigo escrito em novembro de 2003, na seq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia de uma palestra que dei junto com Hernani Dimantas no Cybercultura 2.0, no Senac, a convite de Lucia Le&amp;atilde;o.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&amp;iacute; uma costura das anota&amp;ccedil;&amp;otilde;es tomadas na linha Lapa - Santo Amaro, quinta-feira passada, a caminho do Cybercultura 2.0, com algumas coisas que realmente cheguei a comentar na mesa redonda com o Hernani, e mais algumas elucubra&amp;ccedil;&amp;otilde;es posteriores. Meu nome &amp;eacute; Felipe Fonseca. Dizem que fui co-fundador do Projeto MetaFora junto com o Hernani. Mas outros dizem que o Projeto MetaFora nunca existiu, foi uma esp&amp;eacute;cie de alucina&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura brasileira como uma cultura hacker (ou poder&amp;iacute;amos definir: a &amp;eacute;tica hacker nas culturas populares brasileiras*).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, quero me desculpar porque vou avan&amp;ccedil;ar em alguns assuntos sobre os quais n&amp;atilde;o sou especialista. N&amp;atilde;o me preocupar muito com isso &amp;eacute; uma das coisas que aprendi com os hackers com quem trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A era das grandes verdades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At&amp;eacute; h&amp;aacute; pouco tempo, a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o concentrava-se em torno das fontes &amp;quot;oficiais&amp;quot; de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e conhecimento: a igreja, o estado, a escola e a academia, e no &amp;uacute;ltimo s&amp;eacute;culo a m&amp;iacute;dia de massa. As estruturas de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o eram facilmente identificadas. Um mapeamento dos fluxos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o revelariam tr&amp;ecirc;s grandes vertentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* as &amp;quot;fontes oficiais&amp;quot; propriamente ditas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* as deriva&amp;ccedil;&amp;otilde;es das fontes (aquele tiozinho que repete no boteco o argumento do padre ou do &amp;acirc;ncora do telejornal), par&amp;aacute;frases das grandes verdades;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* as vozes contr&amp;aacute;rias, ant&amp;iacute;teses das grandes verdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas &amp;uacute;ltimas eram respons&amp;aacute;veis por uma esp&amp;eacute;cie de equil&amp;iacute;brio e um movimento de renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Podem ser identificadas aqui as vanguardas do s&amp;eacute;culo XX e a contracultura do p&amp;oacute;s-guerra, que, de alguma forma, acabavam impedindo uma total tirania na comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A era das m&amp;uacute;ltiplas verdades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas &amp;uacute;ltimas d&amp;eacute;cadas, entretanto, as fontes &amp;quot;oficiais&amp;quot; come&amp;ccedil;aram a se multiplicar e pulverizar. Acredito que alguns fatores influenciaram bastante nesse movimento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* os questionamentos sobre a ci&amp;ecirc;ncia no s&amp;eacute;culo XX;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* os questionamentos sobre a arte e seu papel;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* o intenso desenvolvimento e a facilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o do acesso &amp;agrave;s Tecnologias de Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* o acirramento da competitividade nos mundos corporativo e acad&amp;ecirc;mico, e entre as empresas de m&amp;iacute;dia de massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um hipot&amp;eacute;tico mapa da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos dias de hoje revelaria um cen&amp;aacute;rio complexo, tendendo ao caos. Apesar de o ambiente da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o continuar dominado pelas mesmas estruturas (hoje, principalmente, as megacorpora&amp;ccedil;&amp;otilde;es), n&amp;atilde;o &amp;eacute; tarefa simples identificar onde se encerra esse poder. Em tal cen&amp;aacute;rio, o papel de uma suposta contracultura precisa necessariamente se reinventar. H&amp;aacute; 30 anos, era f&amp;aacute;cil identificar &amp;quot;o inimigo&amp;quot;: a ditadura no Brasil, a guerra do Vietn&amp;atilde; e as estruturas militares nos EEUU, etc. Hoje, para onde devem apontar as armas da contracultura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali&amp;aacute;s, ainda existe uma contracultura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acredito que n&amp;atilde;o haja uma resposta objetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem papel fundamental na aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o e manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessa realidade. Em O Sistema dos Objetos, Jean Baudrillard identifica que a domina&amp;ccedil;&amp;atilde;o atrav&amp;eacute;s da manipula&amp;ccedil;&amp;atilde;o publicit&amp;aacute;ria n&amp;atilde;o se d&amp;aacute; no &amp;acirc;mbito de cada pe&amp;ccedil;a de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o influenciando uma decis&amp;atilde;o do &amp;quot;consumidor&amp;quot;, mas no contexto do conjunto das pe&amp;ccedil;as publicit&amp;aacute;rias seguindo f&amp;oacute;rmulas assemelhadas e ratificando um modo de vida ocidental, branco e consumista. Uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o claramente emergente, em que a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cada parte &amp;eacute; menos importante do que a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A m&amp;iacute;dia t&amp;aacute;tica surge nesse cen&amp;aacute;rio, tamb&amp;eacute;m como uma for&amp;ccedil;a emergente, potencializada com o novo ativismo que surge ao fim da d&amp;eacute;cada passada, nos protestos em Seattle, G&amp;ecirc;nova, Davos, Washington e tantos outros. Grupos de ativistas midi&amp;aacute;ticos e artistas de todo o mundo passam a utilizar ferramentas &amp;agrave;s quais anteriormente s&amp;oacute; as elites tinham acesso para questionar a credibilidade da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Usam, camuflados ou n&amp;atilde;o, as pr&amp;oacute;prias armas do inimigo para conscientizar as pessoas sobre o que se passa no mundo. A m&amp;iacute;dia t&amp;aacute;tica pode ser vista como a retomada do &amp;quot;social&amp;quot; na comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Sua estrutura como sistema descentralizado e emergente encontra justificativa em Steven Johnson, no Emerg&amp;ecirc;ncia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) se voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; tentando lutar contra uma rede distribu&amp;iacute;da como o capitalismo global, &amp;eacute; melhor mesmo se tornar uma rede distribu&amp;iacute;da.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &amp;eacute;tica hacker&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo do desenvolvimento tecnol&amp;oacute;gico, uma contracultura atuante desde os anos 70 construiu colaborativamente a &amp;Eacute;tica Hacker. N&amp;atilde;o vou entrar em detalhes, mas alguns dos princ&amp;iacute;pios postulados pelos hackers encontram eco e respaldo na m&amp;iacute;dia t&amp;aacute;tica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* a descentraliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o coordenada;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &amp;ecirc;nfase na reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pessoal, baseada no hist&amp;oacute;rico de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es, ao inv&amp;eacute;s de hierarquia baseada em t&amp;iacute;tulos ou honras;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e conhecimento livre e aberto;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* questionamento profundo sobre a validade da propriedade intelectual;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Release Early, Release Often - &amp;eacute; mais importante realizar do que ter um plano perfeito;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* informalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hackerismo brazuca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive em setembro no Next5Minutes, festival internacional de m&amp;iacute;dia t&amp;aacute;tica realizado em Amsterdam. Alguns dias antes de embarcar, comecei a debater com o pessoal no MetaFora sobre o que falar por l&amp;aacute;. As primeiras id&amp;eacute;ias circularam em torno da &amp;eacute;tica hacker e uma apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do grupo MetaFora. Na manh&amp;atilde; da partida (ou a manh&amp;atilde; anterior, n&amp;atilde;o estou certo), acordei com a opini&amp;atilde;o de que tal linha de argumenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o tinha duas falhas. Em primeiro lugar, eu n&amp;atilde;o havia sido chamado para representar o MetaFora, e sim o M&amp;iacute;dia T&amp;aacute;tica Brasil, festival realizado em mar&amp;ccedil;o de 2003 do qual participamos. Al&amp;eacute;m disso, n&amp;atilde;o faria sentido simplesmente fazer c&amp;ocirc;ro a diversas outras vozes que j&amp;aacute; apregoam os princ&amp;iacute;pios da descentraliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. J&amp;aacute; h&amp;aacute; algum tempo, t&amp;iacute;nhamos percebido que, em termos de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;oacute;s, elite cultural revoltadinha brasileira, temos mais a aprender do que a ensinar com as culturas populares* no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hackerismo tecnol&amp;oacute;gico tem grande aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Brasil, como pode detalhar o Hernani. O governo est&amp;aacute; adotando Software Livre, o pa&amp;iacute;s &amp;eacute; um dos maiores em volume de ataques de crackers. Sexta-feira, Maratimba comentou comigo que ouviu da boca de Miguel de Icaza que o Brasil tem o maior parque instalado do ambiente gr&amp;aacute;fico Gnome. No N5M, alguns programadores de Taiwan que estavam na mesa redonda New Landscapes for Tactical Media, da qual eu e Ricardo Rosas tamb&amp;eacute;m participamos, vieram a mim perguntar, maravilhados, se tudo o que se falava sobre Software Livre no Brasil era verdade. Assenti, orgulhoso. Eu vejo algumas ra&amp;iacute;zes culturais hackers no Brasil desde muito antes da cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do primeiro computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mitos afro-brasileiros**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante alguns s&amp;eacute;culos, pessoas de v&amp;aacute;rias regi&amp;otilde;es da &amp;Aacute;frica foram violentamente seq&amp;uuml;estradas e trazidas ao Brasil, comerciados como escravos e encarcerados a uma vida de trabalho duro, restos de comida e praticamente nenhum direito. N&amp;atilde;o bastassem as agress&amp;otilde;es f&amp;iacute;sicas e a humilha&amp;ccedil;&amp;atilde;o cont&amp;iacute;nua, eles eram proibidos de exercer suas cren&amp;ccedil;as, originalmente an&amp;iacute;micas. Alguns convertiam-se &amp;agrave; &amp;quot;verdadeira f&amp;eacute;&amp;quot; cat&amp;oacute;lica, mas muitos desenvolveram uma alternativa, an&amp;aacute;loga &amp;agrave; engenharia social hacker: o tal sincretismo religioso. Camuflando seus orix&amp;aacute;s com vestes cat&amp;oacute;licas, puderam continuar praticando seus rituais e venerando seus deuses da guerra, do trov&amp;atilde;o e do vento. Embora tenham aparecido diversas lideran&amp;ccedil;as na Umbanda, n&amp;atilde;o havia uma centraliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de poder ou dogma. Assim, as linguagens espirituais afrobrasileiras foram se desenvolvendo de maneira colaborativa. T&amp;ecirc;m uma base comum (o kernel hacker) e diversas adapta&amp;ccedil;&amp;otilde;es locais (a customiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o descentralizada hacker), chegando a abarcar elementos do kardecismo, de culturas ind&amp;iacute;genas, de tradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es ciganas, do budismo e outras cren&amp;ccedil;as orientais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura burguesa brasileira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o &amp;eacute; novidade que, no in&amp;iacute;cio do s&amp;eacute;culo XX, a incipiente intelectualidade brasileira, composta em sua maioria pelos jovens filhos das elites que estudavam na Europa e voltavam ao pa&amp;iacute;s, passava por uma crise de identidade, como ocorreu com todas as ex-col&amp;ocirc;nias europ&amp;eacute;ias emancipadas entre os s&amp;eacute;culos XVII e XX ao redor do mundo. Duas perspectivas levavam a um impasse: de um lado, a cultura europ&amp;eacute;ia, moderna, vibrante, mas associada &amp;agrave; ex-metr&amp;oacute;pole colonial. De outro, uma cultura bruta, neonaturalista e sertaneja, quase crua. Os modernistas resolveram o paradoxo com a antropofagia, basicamente hacker: n&amp;atilde;o renegaram nenhum dos dois mundos para criar novas formas de express&amp;atilde;o. Pelo contr&amp;aacute;rio, ao inv&amp;eacute;s de tentar come&amp;ccedil;ar uma nova cultura do zero, misturaram elementos da cultura europ&amp;eacute;ia com a cultura brasileira. Vestiram a cultura popular de raiz com a experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o formal do primeiro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fen&amp;ocirc;meno semelhante ocorreu no final dos anos 70 com a Tropic&amp;aacute;lia. Uniram o samba ao roquenrou, adaptando a linguagem comum da contracultura mundial com o sotaque local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia pirata&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Premida por uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es cada vez piores, pressionada pela dificuldade de encontrar coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o e subsist&amp;ecirc;ncia na economia formal, grande parte da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Brasil migrou nas &amp;uacute;ltimas duas d&amp;eacute;cadas para a economia informal. Caracterizada por um dinamismo e por uma esp&amp;eacute;cie de empreendedorismo na gambiarra, esse mundo alternativo de trabalho, que possui seu pr&amp;oacute;prio c&amp;iacute;rculo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, envolve hoje praticamente metade da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o considerada &amp;quot;economicamente ativa&amp;quot; no Brasil, e mais uma grande quantidade de jovens e idosos. Possui suas formas de uma m&amp;iacute;dia mambembe que, se n&amp;atilde;o se assemelha &amp;agrave; m&amp;iacute;dia t&amp;aacute;tica do primeiro mundo, tamb&amp;eacute;m chega, de maneira emergente, a questionar os dom&amp;iacute;nios da propriedade intelectual e do poder da m&amp;iacute;dia de massa, em especial o branding corporativo. Outros elementos da &amp;eacute;tica hacker presentes na economia pirata:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* descentraliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &amp;ecirc;nfase na reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* informalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mutir&amp;atilde;o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maratimba descreveu uma analogia do puxadinho feito em mutir&amp;atilde;o com o princ&amp;iacute;pio do Release Early, Release Often, que corre um certo risco de ser uma vis&amp;atilde;o estereotipada, mas que funciona como s&amp;iacute;mbolo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Come&amp;ccedil;o | Barraco - &amp;quot;Vamo botar essa porra em p&amp;eacute;!&amp;quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe como &amp;eacute;? Menos &amp;eacute; mais. Minimalismo funcionalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expans&amp;atilde;o | Puxadinho - &amp;quot;Chame os amigos e ponha &amp;aacute;gua no feij&amp;atilde;o&amp;quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contemplar o m&amp;aacute;ximo de necessidades. Refinamento e oferta de adicionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refunda&amp;ccedil;&amp;atilde;o | Alvenaria - &amp;quot;T&amp;aacute; na hora de botar ordem na casa&amp;quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revis&amp;atilde;o de erros e melhoria da qualidade geral. Consist&amp;ecirc;ncia de dados e de interface E agora? Subi um barraco? Puxei um quarto pras crian&amp;ccedil;as e um banheiro do lado de fora? Troquei os aglomerados e madeirites por tijolo e telha? Basta seguir a vida e esperar. Se precisar de mais teto, voc&amp;ecirc; pode construir a famosa casa nos fundos ou o mais popular segundo andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comunidades perif&amp;eacute;ricas interconectadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As autoridades, a academia e a sociedade civil j&amp;aacute; acordaram para as possibilidades de transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o que as tecnologias de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o trazem para a melhoria de vida das popula&amp;ccedil;&amp;otilde;es perif&amp;eacute;ricas. As duas primeiras fases da &amp;quot;inclus&amp;atilde;o digital&amp;quot; tinham l&amp;aacute; suas falhas, mas podem ser encaradas como um bom come&amp;ccedil;o. H&amp;aacute; um paralelo com um movimento que Mario de Andrade fez no s&amp;eacute;culo passado, de planejar expedi&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao Brasil rural em busca de uma suposta cultura brasileira. Hoje, sabendo que cerca de 70% da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira vive na periferia das grandes cidades, esses projetos t&amp;ecirc;m o potencial de mapear e consolidar as caracter&amp;iacute;sticas de cada comunidade e integr&amp;aacute;-las &amp;agrave;s conversa&amp;ccedil;&amp;otilde;es mundializadas. &amp;Eacute; quest&amp;atilde;o de adaptar as tecnologias &amp;agrave;s necessidades das pessoas, e n&amp;atilde;o o contr&amp;aacute;rio. Vamos nos esfor&amp;ccedil;ando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Observa&amp;ccedil;&amp;otilde;es da moderadora Rita de Oliveira. Obrigado, Rita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** Lucia Le&amp;atilde;o comentou que o site preferido de Roy Ascott &amp;eacute; um site sobre Umbanda. N&amp;atilde;o tenho o link aqui, vou pedir &amp;agrave; Lucia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coment&amp;aacute;rios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucia Le&amp;atilde;o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site indicado pelo Roy &amp;eacute;: &lt;a href=&quot;http://www.umbandaracional.com.br/&quot; title=&quot;http://www.umbandaracional.com.br/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.umbandaracional.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 19:07:38 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>Operação Pirata</title>
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 <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://comunix.org/content/opera%C3%A7%C3%A3o-pirata&quot; title=&quot;http://comunix.org/content/opera%C3%A7%C3%A3o-pirata&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://comunix.org/content/opera%C3%A7%C3%A3o-pirata&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;h1 class=&quot;title&quot;&gt;Opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Pirata&lt;/h1&gt; &lt;p&gt;&lt;span class=&quot;submitted&quot;&gt;Enviado por hernani dimantas | 05/10/2006 |&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um projeto colaborativo se faz com esfor&amp;ccedil;o coletivo. Uma opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o volunt&amp;aacute;ria. N&amp;atilde;o &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel estabelecer v&amp;iacute;nculos entre essa a&amp;ccedil;&amp;atilde;o ca&amp;oacute;tica com os m&amp;eacute;todos de administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o tradicional. Toda vez que tentamos administrar ca&amp;iacute;mos na armadilha do velho mundo: Uma administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o voltada para o neg&amp;oacute;cio, e n&amp;atilde;o para projetos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Uma sociedade pirata, ent&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o era uma sociedade igual &amp;agrave;s outras:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es ideais inclu&amp;iacute;am proximidade com rotas marinhas conhecidas, nativos (e nativas) amistosos, isolamento e grande dist&amp;acirc;ncia de toda autoridade e realidade de pot&amp;ecirc;ncia europ&amp;eacute;ia, um agrad&amp;aacute;vel clima tropical e talvez um posto comercial ou taverna onde pudessem gastar o butim. Estavam preparados para aceitar lideran&amp;ccedil;a tempor&amp;aacute;ria em situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de combate, mas em terra preferiam a liberdade absoluta mesmo se ao pre&amp;ccedil;o da viol&amp;ecirc;ncia. Na busca pelo butim, estavam dispostos a viver ou morrer pela democracia radical como princ&amp;iacute;pio organizador. Mas no desfrute do butim, insistiam na anarquia. [WILSON, 2001:173]&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Desta forma, penso num navio como uma c&amp;eacute;lula motivada para alcan&amp;ccedil;ar um objetivo. No caso, pirata era a pilhagem de outros navios. Homens se reuniam para esse fim. Carregavam comida e estrat&amp;eacute;gias (muitas bandeiras diferentes para ludibriar os oponentes) para o mar. Mas o mais importante era a capacidade de tomada de decis&amp;atilde;o aut&amp;ocirc;noma e a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O navio pirata era independente. Contava apenas com suas pr&amp;oacute;prias armas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Estamos come&amp;ccedil;ando a viver numa sociedade em rede. O terror, os partidos pol&amp;iacute;ticos e a pirataria sempre se valeram melhor da rede do que a sociedade concebida sob a &amp;eacute;gide da cultura de massa. E estamos come&amp;ccedil;ando a perceber que para viver em rede temos que perceber seus meandros.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Projetos independentes e colaborativos como o MetaReciclagem s&amp;oacute; podem se desenvolver se pensarmos de forma pirata. C&amp;eacute;lulas orientadas a projetos. Autonomia de gest&amp;atilde;o. Muita informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o fluindo entre as partes e, principalmente, a convic&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que cada c&amp;eacute;lula representa o todo. E assim termos a certeza da constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um projeto comum e rizom&amp;aacute;tico. Cada membro do grupo necessita contribuir como base para os outros.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Richard Barbrook diz que no fim do s&amp;eacute;culo 20 o anarcocomunismo n&amp;atilde;o est&amp;aacute; mais confinado entre em os intelectuais de vanguarda. O que antes f&amp;ocirc;ra revolucion&amp;aacute;rio agora &amp;eacute; banal. Ele diz que:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;ldquo;as pessoas participam dessa hi-tech gift economy, ou seja, uma economia na qual os bens est&amp;atilde;o dispon&amp;iacute;veis t&amp;atilde;o abundantemente que fluem livremente. Uma economia que, de certa forma, rege a pr&amp;aacute;tica do conhecimento livre. Para muitas pessoas a &amp;lsquo;gift economy&amp;rsquo; &amp;eacute; simplesmente o melhor m&amp;eacute;todo de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o no espa&amp;ccedil;o cibern&amp;eacute;tico. Nessa economia mista da Rede, o anarcocomunismo se tornou uma realidade do cotidiano.&amp;rdquo; [BARBROOK,1998]&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; a palavra do s&amp;eacute;culo XXI. Linus Torvalds causou um alvoro&amp;ccedil;o enorme ao liberar o c&amp;oacute;digo numa lista de debates. &amp;lsquo;Release early and release often&amp;rsquo; (libere cedo e libere sempre) passou a redesenhar um modelo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o como capital social. Colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o para fazer qualquer coisa que o desejo provoque. Colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o como condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de sobreviv&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A entrada da internet como ferramenta de catalisa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de redes modifica as estruturas burguesas e, por incr&amp;iacute;vel que possa parecer, essa ferramenta fez um estrago nas idiossincrasias dos poderosos. A internet &amp;eacute; maqu&amp;iacute;nica, pois recria no &amp;acirc;mago da sociedade um poder n&amp;ocirc;made que se recria a cada instante, catalisado pelos n&amp;oacute;s das redes. &amp;Eacute; uma reviravolta nos dogmas ocidentais.&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 18:26:53 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>A rede MetaReciclagem</title>
 <link>http://mutgamb.org/livro/rede-MetaReciclagem</link>
 <description>&lt;h2&gt;MetaReciclagem - N&amp;atilde;o rede, mas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=399&quot; title=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=399&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=399&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; 22 junho 2004&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No s&amp;aacute;bado rolou um papo longo sobre o &lt;a href=&quot;http://metareciclagem.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;MetaReciclagem&lt;/a&gt;. Mais de uma d&amp;uacute;zia de pessoas presentes. Come&amp;ccedil;amos falando sobre cada uma das coisas que est&amp;aacute; rolando, mas n&amp;atilde;o deu tempo. &amp;Eacute; coisa demais. No fim, acabamos cortando direto para um papo importante: o que caracteriza o MetaReciclagem coletivamente. Eu tinha ficado alguns dias pensando sobre uma reuni&amp;atilde;o que rolou na Zona Leste, quando o Marcelo do CMI comentou algo como &amp;ldquo;agora que temos algu&amp;eacute;m aqui que pode responder em nome do metareciclagem&amp;rdquo;. O Mota respondeu que tudo era consultado, etc, mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; isso. Fiquei pensando duas coisas: por que eu poderia responder em nome do grupo e o Fernando n&amp;atilde;o; e por que o grupo precisa ter uma resposta. Acabei tocando nesse ponto na reuni&amp;atilde;o de s&amp;aacute;bado. Vou at&amp;eacute; repetir alguns dos argumentos. N&amp;atilde;o acho que o MetaReciclagem necessite ter uma resposta. A gente tem que perder os v&amp;iacute;cios do s&amp;eacute;culo XX, principalmente em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; corporifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos nomes. N&amp;atilde;o temos uma marca que precise de um brand manager definindo estrat&amp;eacute;gias de domina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mercado. N&amp;atilde;o precisamos definir uma personalidade coletiva, uma identidade de marca, tratar o MetaReciclagem como superindiv&amp;iacute;duo, independente de cada um de n&amp;oacute;s. N&amp;atilde;o precisamos ser coerentes! Isso &amp;eacute; pensar em termos de marcas, isso &amp;eacute; cair na armadilha de ser contra a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o que n&amp;atilde;o caracteriza necessariamente inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt; Vejo MetaReciclagem como uma constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o emergente: pessoas interessadas em trabalhar &lt;em&gt;tecnologia para transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o social&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;conhecimento livre&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;otimiza&amp;ccedil;&amp;atilde;oo de recursos tecnol&amp;oacute;gicos falaciosamente tidos como obsoletos&lt;/em&gt;, podem chamar cada uma de suas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es nesse sentido de metareciclagem. A&amp;iacute; n&amp;atilde;o falamos &amp;ldquo;do&amp;rdquo; metareciclagem, como grupo, mas, como o &lt;a href=&quot;http://marketinghacker.com.br/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;hernani&lt;/a&gt; j&amp;aacute; usava e o &lt;a href=&quot;http://entrementes.net/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;p&amp;aacute;dua&lt;/a&gt; est&amp;aacute; usando, &amp;ldquo;a&amp;rdquo; metareciclagem, conceito mutante e emergente. Met&amp;aacute;fora interessante &amp;eacute; a bandeira pirata. Usamos para algumas coisas, para outras n&amp;atilde;o. Como disse o &lt;a href=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/dmartins&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;dalton&lt;/a&gt; a uma menina em Porto Alegre: se encontrares algu&amp;eacute;m que responda oficialmente pelo grupo MetaReciclagem, manda prender que &amp;eacute; mentira.&lt;br /&gt; Isso &amp;eacute; uma maneira diferente de ver as coisas. Opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o pirata, como est&amp;aacute; defendendo o hd. Vamos evoluir o conceito. Ali&amp;aacute;s, ambos. MetaReciclagem e Pirataria.&lt;/p&gt; &lt;!--&lt;rdf:RDF xmlns:rdf=&quot;http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#&quot; 
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&lt;/rdf:RDF&gt;--&gt; &lt;div id=&quot;comments&quot;&gt;&lt;h2&gt;Comments&lt;a title=&quot;leave a comment&quot; href=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=399#postComment&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&amp;raquo;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt; &lt;dl&gt;&lt;dt&gt; &lt;a href=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=399#89&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;1.&lt;/a&gt;     &lt;a rel=&quot;external nofollow&quot; href=&quot;http://www.dpadua.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;dpadua&lt;/a&gt; - 23/6/2004 &lt;/dt&gt;&lt;dd&gt;     &lt;p&gt;s&amp;oacute; uma corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;hellip; eu sempre disse que metareciclagem &amp;eacute; um conceito.&lt;/p&gt;   &lt;/dd&gt;&lt;dt&gt; &lt;a href=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=399#91&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;2.&lt;/a&gt;     &lt;a rel=&quot;external nofollow&quot; href=&quot;http://felipe.hipercortex.com/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;ff&lt;/a&gt; - 23/6/2004 &lt;/dt&gt;&lt;dd&gt;     &lt;p&gt;eu sei que sim, mas to falando de chamar de &amp;ldquo;a&amp;rdquo; metareciclagem, nao &amp;ldquo;o&amp;rdquo; metareciclagem, tah ligado? isso muda muito.&lt;/p&gt;   &lt;/dd&gt;&lt;dt&gt; &lt;a href=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=399#92&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;3.&lt;/a&gt;     &lt;a rel=&quot;external nofollow&quot; href=&quot;http://www.dpadua.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;dpadua&lt;/a&gt; - 23/6/2004 &lt;/dt&gt;&lt;dd&gt;     &lt;p&gt;podicr&amp;ecirc; &lt;img class=&quot;wp-smiley&quot; alt=&quot;:)&quot; src=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/fff/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif&quot; /&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/dd&gt;&lt;dt&gt; &lt;a href=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=399#93&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;4.&lt;/a&gt;     &lt;a rel=&quot;external nofollow&quot; href=&quot;http://memelab.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;xpop&lt;/a&gt; - 23/6/2004 &lt;/dt&gt;&lt;dd&gt;     &lt;p&gt;eu ainda acho que ainda pode-se criar o seguinte impasse. Todos &amp;ldquo;respondem&amp;rdquo; pelo grupo. Ok. Mas meu receio fica em um dado momento que algo sair errado envolvendo o nome do coletivo. Algu&amp;eacute;m vai responder (tanto melhor) e reavaliar o papel do coletivo, ou ningu&amp;eacute;m responder&amp;aacute; (dizendo que n&amp;atilde;o &amp;eacute; respons&amp;aacute;vel pelo grupo) o que pode comprometer qualquer a&amp;ccedil;&amp;atilde;o futura (o karma do mR). Mas aprendo e venho aprendendo com vcs outras maneira de me relacionar em grupo, podemos criar uma nova maneira de gerir os desencontros.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;e tenho dito.&lt;/p&gt;   &lt;/dd&gt;&lt;dt&gt; &lt;a href=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=399#94&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;5.&lt;/a&gt; ff - 23/6/2004 &lt;/dt&gt;&lt;dd&gt;     &lt;p&gt;&amp;oacute;ia que t&amp;aacute; bem frequentado esse blogue. xopps, minha posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o pessoal a respeito &amp;eacute; essa: no dia que algu&amp;eacute;m responder oficialmente pelo metareciclagem e isso levar a alguma merda, ok. acaba o metareciclagem e ainda meto um processo no imbecil que assumiu essa.&lt;/p&gt;   &lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2&gt;Mais sobre metanomenclaturas&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=499&quot; title=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=499&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=499&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Respondendo a uma resposta do fernando para um amigo dele.&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&amp;gt; Como o povo define, um bando de gente em uma lista de discuss&amp;atilde;o&amp;hellip;&lt;br /&gt; &amp;gt; Isso pra mim &amp;eacute; nebuloso desde que entrei pro grupo, esse que n&amp;atilde;o&lt;br /&gt; &amp;gt; existe&amp;hellip; por&amp;eacute;m fazemos v&amp;aacute;rios trampos juntos, como se fossemos um&lt;br /&gt; &amp;gt; grupo, tomamos algumas decis&amp;otilde;es em conjunto,&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Disse bem. Algumas.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&amp;gt; consultamos o grupo&lt;br /&gt; &amp;gt; para tirar algumas d&amp;uacute;vidas, apesar do grupo n&amp;atilde;o existir ele existe,&lt;br /&gt; &amp;gt; est&amp;aacute; claro isso pra voc&amp;ecirc; ?&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Existe um grupo de pessoas. Mas metareciclagem n&amp;atilde;o &amp;eacute; s&amp;oacute; esse grupo&lt;br /&gt; de pessoas. E por qu&amp;ecirc;? Basicamente porque n&amp;atilde;o somos uma entidade,&lt;br /&gt; ou empresa, ou simplesmente uma lista de discuss&amp;atilde;o. Porque as pessoas&lt;br /&gt; envolvidas com a metareciclagem n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m, todas, o mesmo grau de&lt;br /&gt; envolvimento, e isso &amp;eacute; umas das coisas que, pra mim, mant&amp;eacute;m a&lt;br /&gt; correria interessante. Tem nego entrando de cabe&amp;ccedil;a e dedicando a&lt;br /&gt; vida, tem nego mandando uma mensagem por m&amp;ecirc;s. Se colocamos&lt;br /&gt; todos no mesmo saco, &amp;ldquo;o grupo metareciclagem&amp;rdquo;, e tentamos nos&lt;br /&gt; obrigar a tomar decis&amp;otilde;es coletivas, v&amp;atilde;o rolar distor&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Se tentamos&lt;br /&gt; excluir quem n&amp;atilde;o t&amp;aacute; na correria di&amp;aacute;ria, perdemos muito da ess&amp;ecirc;ncia&lt;br /&gt; e das novas id&amp;eacute;ias que circulam entre essa galera. Por isso metareciclagem&lt;br /&gt; &amp;eacute; uma metodologia descentralizada. Estou certo que tem espa&amp;ccedil;o pra pensar&lt;br /&gt; tanto na metareciclagem como um nome pra a&amp;ccedil;&amp;otilde;es quanto no metareciclagem&lt;br /&gt; como um grupelho organizado. Entretanto, isso pode dar problemas fora.&lt;br /&gt; A partir do momento que a metareciclagem passa a interessar &amp;agrave; folha&lt;br /&gt; de s&amp;atilde;o paulo e que a martinha fala sobre &amp;ldquo;a ong metareciclagem&amp;rdquo; em&lt;br /&gt; uma palestra na semana de inclus&amp;atilde;o digital, &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio que a gente&lt;br /&gt; defina pelo menos o que a gente n&amp;atilde;o &amp;eacute;. N&amp;atilde;o somos s&amp;oacute; uma id&amp;eacute;ia circulando&lt;br /&gt; em uma lista de discuss&amp;atilde;o e weblogs e wikis, &amp;eacute; claro. Mas tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o&lt;br /&gt; somos s&amp;oacute; um grupo de pessoas instalando GNU. Tem mais, conceitualmente,&lt;br /&gt; e tem mais na pr&amp;aacute;tica. Estamos propondo, e estamos fazendo, coisas&lt;br /&gt; totalmente novas por aqui. E justamente por isso n&amp;atilde;o podemos nos&lt;br /&gt; apegar &amp;agrave; maneira antiga de fazer as coisas: um grupo de pessoas&lt;br /&gt; trabalhando juntas, p&amp;otilde;e um nome e passa a faturar tudo nesse nome.&lt;br /&gt; At&amp;eacute; porque, sem querer ser repetitivo, a metareciclagem n&amp;atilde;o se limita&lt;br /&gt; &amp;agrave;s pessoas que est&amp;atilde;o envolvidas na correria do dia a dia. Pensar&lt;br /&gt; grande pra andar bastante&amp;hellip;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&amp;gt; Esse conceito do grupo que n&amp;atilde;o &amp;eacute; grupo, mas um flash-mob cont&amp;iacute;nuo&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;esquece flashmob. viagem essa tua id&amp;eacute;ia fixa.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&amp;gt; &amp;eacute; super complicado de entender principalmente quando o interessado&lt;br /&gt; &amp;gt; procura por um grupo de pessoas com um trabalho em comum, meu caso,&lt;br /&gt; &amp;gt; ou institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es ou ONGs que procuram parcerias com o grupo&amp;hellip; o que &amp;eacute;&lt;br /&gt; &amp;gt; imposs&amp;iacute;vel j&amp;aacute; que o grupo n&amp;atilde;o existe.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Pensa por outro lado. Um monte de gente entrou na lista@metarec n&amp;atilde;o&lt;br /&gt; pra necessariamente trampar com GNU, mas pra pensar e debater novas&lt;br /&gt; formas de transformar a tecnologia para mudar a vida das pessoas.&lt;br /&gt; Se metareciclagem se limitar a santo amaro, agente cidad&amp;atilde;o, santo&lt;br /&gt; andr&amp;eacute;, olido, caju4, o que sobra pra essas pessoas? N&amp;atilde;o falar nada&lt;br /&gt; nunca, porque n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o envolvidos com os trampos?&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&amp;gt; Superei essa dificuldade de&lt;br /&gt; &amp;gt; entender o &lt;em&gt;grupo&lt;/em&gt; enxergando o &lt;em&gt;grupo&lt;/em&gt; como um &lt;em&gt;grupo&lt;/em&gt;, mesmo contra a&lt;br /&gt; &amp;gt; vontade do &lt;em&gt;grupo&lt;/em&gt;, s&amp;oacute; tomo o cuidado de n&amp;atilde;o chamar o &lt;em&gt;grupo&lt;/em&gt; de&lt;br /&gt; &amp;gt; metareciclagem na frente do &lt;em&gt;grupo&lt;/em&gt;, ou o &lt;em&gt;grupo&lt;/em&gt; que n&amp;atilde;o existe pode se&lt;br /&gt; &amp;gt; zangar&amp;hellip; deu pra entender ?&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;=P&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&amp;gt; Na pr&amp;aacute;tica o grupo existe mas seu nome n&amp;atilde;o&lt;br /&gt; &amp;gt; pode ser pronunciado &amp;ldquo;formalmente&amp;rdquo;, mas sim apenas para fins did&amp;aacute;ticos e&lt;br /&gt; &amp;gt; n&amp;atilde;o comerciais&amp;hellip;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Na pr&amp;aacute;tica o nome metareciclagem &amp;eacute; uma bandeira pirata, usamos quando&lt;br /&gt; necess&amp;aacute;rio pra subverter preconceitos mentais de pessoas que ainda pensam&lt;br /&gt; como no s&amp;eacute;culo XX - a marca Kolynos &amp;eacute; dentes brancos, a marca Omo &amp;eacute;&lt;br /&gt; roupas brancas, a marca Medellin &amp;eacute; outras coisas brancas. N&amp;atilde;o podemos&lt;br /&gt; acreditar no poder da marca. N&amp;atilde;o podemos levar &amp;ldquo;o metareciclagem&amp;rdquo;&lt;br /&gt; a s&amp;eacute;rio, porque nada pode ser levado a s&amp;eacute;rio.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Essa correria toda que a gente faz &amp;eacute; s&amp;oacute; o come&amp;ccedil;o de uma pusta &amp;eacute;poca&lt;br /&gt; de inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Anota a&amp;iacute;: daqui a sete anos a gente vai olhar pra tr&amp;aacute;s e&lt;br /&gt; rir. Ou chorar. N&amp;atilde;o podemos acreditar que o que j&amp;aacute; fizemos at&amp;eacute; agora&lt;br /&gt; &amp;eacute; a grande revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Essa ainda nem come&amp;ccedil;ou.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&amp;gt; Quando falo do grupo para pessoas de fora, chamo de&lt;br /&gt; &amp;gt; &amp;ldquo;metareciclagem&amp;rdquo;,&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Perfeito. Estrat&amp;eacute;gia pirata.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&amp;gt; quando saio de casa para encontrar o grupo digo a&lt;br /&gt; &amp;gt; minha m&amp;atilde;e que fui encontrar o &amp;ldquo;metareciclagem&amp;rdquo; pois se disser que fui ao&lt;br /&gt; &amp;gt; encontro do grupo que n&amp;atilde;o existe ela pode achar que estou com febre.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Melhor ainda.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&amp;gt; N&amp;atilde;o leve muito a s&amp;eacute;rio essa hist&amp;oacute;ria do grupo que n&amp;atilde;o existe, o grupo&lt;br /&gt; &amp;gt; existe mesmo sem existir, &amp;eacute; inevit&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Sim. Existe e depois inexiste. E existe como conceito com todo mundo&lt;br /&gt; que quer conversar sobre tecnologia social. E existe como identidade&lt;br /&gt; de um grupo de pessoas que est&amp;aacute; trabalhando em menos de meia d&amp;uacute;zia&lt;br /&gt; de projetos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;gt; Apesar do grupo n&amp;atilde;o existir ele produz uma s&amp;eacute;rie de coisas&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&amp;ldquo;O grupo&amp;rdquo; n&amp;atilde;o produz nada. As pessoas, sim. E chamam isso de metareciclagem&lt;br /&gt; porque lhes conv&amp;eacute;m. Qualquer abstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o maior que isso &amp;eacute; v&amp;iacute;cio no s&amp;eacute;culo XX.&lt;br /&gt; Na minha opini&amp;atilde;o. E n&amp;atilde;o existe maior prova disso do que o fato de que qualquer&lt;br /&gt; um pode discordar de mim e usar o nome de outra forma.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;gt; As v&amp;aacute;rias pessoas que comp&amp;otilde;em o grupo produzem em suas &amp;aacute;reas de maior&lt;br /&gt; &amp;gt; interesse, eu por exemplo gosto de escrever tutoriais em txt,&lt;br /&gt; &amp;gt; relacionados a distribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es linux, gosto de experimentar desktops leves&lt;br /&gt; &amp;gt; (como o FVWM), escrevo material did&amp;aacute;tico para alguns cursos etc.&lt;br /&gt; &amp;gt; E &amp;eacute; desse jeito que a coisa caminha, analisando as necessidades do&lt;br /&gt; &amp;gt; conceito metareciclagem e desenvolvendo solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es para que outros&lt;br /&gt; &amp;gt; grupos/ONGs/pessoas apliquem essas t&amp;eacute;cnicas.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;E justamente por isso metareciclagem n&amp;atilde;o se limita aos quatro-seis labs&lt;br /&gt; nos quais o dalton, o fernando, o mota, o thiago, o hernani e o felipe&lt;br /&gt; est&amp;atilde;o envolvidos.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 18:12:45 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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