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 <title>Mutirão da Gambiarra - cultura</title>
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 <title>Anotações no coletivo</title>
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 <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Artigo escrito em novembro de 2003, na seq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia de uma palestra que dei junto com Hernani Dimantas no Cybercultura 2.0, no Senac, a convite de Lucia Le&amp;atilde;o.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&amp;iacute; uma costura das anota&amp;ccedil;&amp;otilde;es tomadas na linha Lapa - Santo Amaro, quinta-feira passada, a caminho do Cybercultura 2.0, com algumas coisas que realmente cheguei a comentar na mesa redonda com o Hernani, e mais algumas elucubra&amp;ccedil;&amp;otilde;es posteriores. Meu nome &amp;eacute; Felipe Fonseca. Dizem que fui co-fundador do Projeto MetaFora junto com o Hernani. Mas outros dizem que o Projeto MetaFora nunca existiu, foi uma esp&amp;eacute;cie de alucina&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura brasileira como uma cultura hacker (ou poder&amp;iacute;amos definir: a &amp;eacute;tica hacker nas culturas populares brasileiras*).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, quero me desculpar porque vou avan&amp;ccedil;ar em alguns assuntos sobre os quais n&amp;atilde;o sou especialista. N&amp;atilde;o me preocupar muito com isso &amp;eacute; uma das coisas que aprendi com os hackers com quem trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A era das grandes verdades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At&amp;eacute; h&amp;aacute; pouco tempo, a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o concentrava-se em torno das fontes &amp;quot;oficiais&amp;quot; de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e conhecimento: a igreja, o estado, a escola e a academia, e no &amp;uacute;ltimo s&amp;eacute;culo a m&amp;iacute;dia de massa. As estruturas de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o eram facilmente identificadas. Um mapeamento dos fluxos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o revelariam tr&amp;ecirc;s grandes vertentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* as &amp;quot;fontes oficiais&amp;quot; propriamente ditas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* as deriva&amp;ccedil;&amp;otilde;es das fontes (aquele tiozinho que repete no boteco o argumento do padre ou do &amp;acirc;ncora do telejornal), par&amp;aacute;frases das grandes verdades;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* as vozes contr&amp;aacute;rias, ant&amp;iacute;teses das grandes verdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas &amp;uacute;ltimas eram respons&amp;aacute;veis por uma esp&amp;eacute;cie de equil&amp;iacute;brio e um movimento de renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Podem ser identificadas aqui as vanguardas do s&amp;eacute;culo XX e a contracultura do p&amp;oacute;s-guerra, que, de alguma forma, acabavam impedindo uma total tirania na comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A era das m&amp;uacute;ltiplas verdades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas &amp;uacute;ltimas d&amp;eacute;cadas, entretanto, as fontes &amp;quot;oficiais&amp;quot; come&amp;ccedil;aram a se multiplicar e pulverizar. Acredito que alguns fatores influenciaram bastante nesse movimento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* os questionamentos sobre a ci&amp;ecirc;ncia no s&amp;eacute;culo XX;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* os questionamentos sobre a arte e seu papel;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* o intenso desenvolvimento e a facilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o do acesso &amp;agrave;s Tecnologias de Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* o acirramento da competitividade nos mundos corporativo e acad&amp;ecirc;mico, e entre as empresas de m&amp;iacute;dia de massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um hipot&amp;eacute;tico mapa da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos dias de hoje revelaria um cen&amp;aacute;rio complexo, tendendo ao caos. Apesar de o ambiente da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o continuar dominado pelas mesmas estruturas (hoje, principalmente, as megacorpora&amp;ccedil;&amp;otilde;es), n&amp;atilde;o &amp;eacute; tarefa simples identificar onde se encerra esse poder. Em tal cen&amp;aacute;rio, o papel de uma suposta contracultura precisa necessariamente se reinventar. H&amp;aacute; 30 anos, era f&amp;aacute;cil identificar &amp;quot;o inimigo&amp;quot;: a ditadura no Brasil, a guerra do Vietn&amp;atilde; e as estruturas militares nos EEUU, etc. Hoje, para onde devem apontar as armas da contracultura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali&amp;aacute;s, ainda existe uma contracultura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acredito que n&amp;atilde;o haja uma resposta objetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem papel fundamental na aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o e manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessa realidade. Em O Sistema dos Objetos, Jean Baudrillard identifica que a domina&amp;ccedil;&amp;atilde;o atrav&amp;eacute;s da manipula&amp;ccedil;&amp;atilde;o publicit&amp;aacute;ria n&amp;atilde;o se d&amp;aacute; no &amp;acirc;mbito de cada pe&amp;ccedil;a de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o influenciando uma decis&amp;atilde;o do &amp;quot;consumidor&amp;quot;, mas no contexto do conjunto das pe&amp;ccedil;as publicit&amp;aacute;rias seguindo f&amp;oacute;rmulas assemelhadas e ratificando um modo de vida ocidental, branco e consumista. Uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o claramente emergente, em que a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cada parte &amp;eacute; menos importante do que a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A m&amp;iacute;dia t&amp;aacute;tica surge nesse cen&amp;aacute;rio, tamb&amp;eacute;m como uma for&amp;ccedil;a emergente, potencializada com o novo ativismo que surge ao fim da d&amp;eacute;cada passada, nos protestos em Seattle, G&amp;ecirc;nova, Davos, Washington e tantos outros. Grupos de ativistas midi&amp;aacute;ticos e artistas de todo o mundo passam a utilizar ferramentas &amp;agrave;s quais anteriormente s&amp;oacute; as elites tinham acesso para questionar a credibilidade da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Usam, camuflados ou n&amp;atilde;o, as pr&amp;oacute;prias armas do inimigo para conscientizar as pessoas sobre o que se passa no mundo. A m&amp;iacute;dia t&amp;aacute;tica pode ser vista como a retomada do &amp;quot;social&amp;quot; na comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Sua estrutura como sistema descentralizado e emergente encontra justificativa em Steven Johnson, no Emerg&amp;ecirc;ncia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) se voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; tentando lutar contra uma rede distribu&amp;iacute;da como o capitalismo global, &amp;eacute; melhor mesmo se tornar uma rede distribu&amp;iacute;da.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &amp;eacute;tica hacker&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo do desenvolvimento tecnol&amp;oacute;gico, uma contracultura atuante desde os anos 70 construiu colaborativamente a &amp;Eacute;tica Hacker. N&amp;atilde;o vou entrar em detalhes, mas alguns dos princ&amp;iacute;pios postulados pelos hackers encontram eco e respaldo na m&amp;iacute;dia t&amp;aacute;tica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* a descentraliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o coordenada;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &amp;ecirc;nfase na reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pessoal, baseada no hist&amp;oacute;rico de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es, ao inv&amp;eacute;s de hierarquia baseada em t&amp;iacute;tulos ou honras;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e conhecimento livre e aberto;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* questionamento profundo sobre a validade da propriedade intelectual;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Release Early, Release Often - &amp;eacute; mais importante realizar do que ter um plano perfeito;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* informalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hackerismo brazuca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive em setembro no Next5Minutes, festival internacional de m&amp;iacute;dia t&amp;aacute;tica realizado em Amsterdam. Alguns dias antes de embarcar, comecei a debater com o pessoal no MetaFora sobre o que falar por l&amp;aacute;. As primeiras id&amp;eacute;ias circularam em torno da &amp;eacute;tica hacker e uma apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do grupo MetaFora. Na manh&amp;atilde; da partida (ou a manh&amp;atilde; anterior, n&amp;atilde;o estou certo), acordei com a opini&amp;atilde;o de que tal linha de argumenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o tinha duas falhas. Em primeiro lugar, eu n&amp;atilde;o havia sido chamado para representar o MetaFora, e sim o M&amp;iacute;dia T&amp;aacute;tica Brasil, festival realizado em mar&amp;ccedil;o de 2003 do qual participamos. Al&amp;eacute;m disso, n&amp;atilde;o faria sentido simplesmente fazer c&amp;ocirc;ro a diversas outras vozes que j&amp;aacute; apregoam os princ&amp;iacute;pios da descentraliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. J&amp;aacute; h&amp;aacute; algum tempo, t&amp;iacute;nhamos percebido que, em termos de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;oacute;s, elite cultural revoltadinha brasileira, temos mais a aprender do que a ensinar com as culturas populares* no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hackerismo tecnol&amp;oacute;gico tem grande aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Brasil, como pode detalhar o Hernani. O governo est&amp;aacute; adotando Software Livre, o pa&amp;iacute;s &amp;eacute; um dos maiores em volume de ataques de crackers. Sexta-feira, Maratimba comentou comigo que ouviu da boca de Miguel de Icaza que o Brasil tem o maior parque instalado do ambiente gr&amp;aacute;fico Gnome. No N5M, alguns programadores de Taiwan que estavam na mesa redonda New Landscapes for Tactical Media, da qual eu e Ricardo Rosas tamb&amp;eacute;m participamos, vieram a mim perguntar, maravilhados, se tudo o que se falava sobre Software Livre no Brasil era verdade. Assenti, orgulhoso. Eu vejo algumas ra&amp;iacute;zes culturais hackers no Brasil desde muito antes da cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do primeiro computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mitos afro-brasileiros**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante alguns s&amp;eacute;culos, pessoas de v&amp;aacute;rias regi&amp;otilde;es da &amp;Aacute;frica foram violentamente seq&amp;uuml;estradas e trazidas ao Brasil, comerciados como escravos e encarcerados a uma vida de trabalho duro, restos de comida e praticamente nenhum direito. N&amp;atilde;o bastassem as agress&amp;otilde;es f&amp;iacute;sicas e a humilha&amp;ccedil;&amp;atilde;o cont&amp;iacute;nua, eles eram proibidos de exercer suas cren&amp;ccedil;as, originalmente an&amp;iacute;micas. Alguns convertiam-se &amp;agrave; &amp;quot;verdadeira f&amp;eacute;&amp;quot; cat&amp;oacute;lica, mas muitos desenvolveram uma alternativa, an&amp;aacute;loga &amp;agrave; engenharia social hacker: o tal sincretismo religioso. Camuflando seus orix&amp;aacute;s com vestes cat&amp;oacute;licas, puderam continuar praticando seus rituais e venerando seus deuses da guerra, do trov&amp;atilde;o e do vento. Embora tenham aparecido diversas lideran&amp;ccedil;as na Umbanda, n&amp;atilde;o havia uma centraliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de poder ou dogma. Assim, as linguagens espirituais afrobrasileiras foram se desenvolvendo de maneira colaborativa. T&amp;ecirc;m uma base comum (o kernel hacker) e diversas adapta&amp;ccedil;&amp;otilde;es locais (a customiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o descentralizada hacker), chegando a abarcar elementos do kardecismo, de culturas ind&amp;iacute;genas, de tradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es ciganas, do budismo e outras cren&amp;ccedil;as orientais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura burguesa brasileira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o &amp;eacute; novidade que, no in&amp;iacute;cio do s&amp;eacute;culo XX, a incipiente intelectualidade brasileira, composta em sua maioria pelos jovens filhos das elites que estudavam na Europa e voltavam ao pa&amp;iacute;s, passava por uma crise de identidade, como ocorreu com todas as ex-col&amp;ocirc;nias europ&amp;eacute;ias emancipadas entre os s&amp;eacute;culos XVII e XX ao redor do mundo. Duas perspectivas levavam a um impasse: de um lado, a cultura europ&amp;eacute;ia, moderna, vibrante, mas associada &amp;agrave; ex-metr&amp;oacute;pole colonial. De outro, uma cultura bruta, neonaturalista e sertaneja, quase crua. Os modernistas resolveram o paradoxo com a antropofagia, basicamente hacker: n&amp;atilde;o renegaram nenhum dos dois mundos para criar novas formas de express&amp;atilde;o. Pelo contr&amp;aacute;rio, ao inv&amp;eacute;s de tentar come&amp;ccedil;ar uma nova cultura do zero, misturaram elementos da cultura europ&amp;eacute;ia com a cultura brasileira. Vestiram a cultura popular de raiz com a experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o formal do primeiro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fen&amp;ocirc;meno semelhante ocorreu no final dos anos 70 com a Tropic&amp;aacute;lia. Uniram o samba ao roquenrou, adaptando a linguagem comum da contracultura mundial com o sotaque local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia pirata&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Premida por uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es cada vez piores, pressionada pela dificuldade de encontrar coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o e subsist&amp;ecirc;ncia na economia formal, grande parte da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Brasil migrou nas &amp;uacute;ltimas duas d&amp;eacute;cadas para a economia informal. Caracterizada por um dinamismo e por uma esp&amp;eacute;cie de empreendedorismo na gambiarra, esse mundo alternativo de trabalho, que possui seu pr&amp;oacute;prio c&amp;iacute;rculo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, envolve hoje praticamente metade da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o considerada &amp;quot;economicamente ativa&amp;quot; no Brasil, e mais uma grande quantidade de jovens e idosos. Possui suas formas de uma m&amp;iacute;dia mambembe que, se n&amp;atilde;o se assemelha &amp;agrave; m&amp;iacute;dia t&amp;aacute;tica do primeiro mundo, tamb&amp;eacute;m chega, de maneira emergente, a questionar os dom&amp;iacute;nios da propriedade intelectual e do poder da m&amp;iacute;dia de massa, em especial o branding corporativo. Outros elementos da &amp;eacute;tica hacker presentes na economia pirata:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* descentraliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &amp;ecirc;nfase na reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* informalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mutir&amp;atilde;o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maratimba descreveu uma analogia do puxadinho feito em mutir&amp;atilde;o com o princ&amp;iacute;pio do Release Early, Release Often, que corre um certo risco de ser uma vis&amp;atilde;o estereotipada, mas que funciona como s&amp;iacute;mbolo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Come&amp;ccedil;o | Barraco - &amp;quot;Vamo botar essa porra em p&amp;eacute;!&amp;quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe como &amp;eacute;? Menos &amp;eacute; mais. Minimalismo funcionalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expans&amp;atilde;o | Puxadinho - &amp;quot;Chame os amigos e ponha &amp;aacute;gua no feij&amp;atilde;o&amp;quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contemplar o m&amp;aacute;ximo de necessidades. Refinamento e oferta de adicionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refunda&amp;ccedil;&amp;atilde;o | Alvenaria - &amp;quot;T&amp;aacute; na hora de botar ordem na casa&amp;quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revis&amp;atilde;o de erros e melhoria da qualidade geral. Consist&amp;ecirc;ncia de dados e de interface E agora? Subi um barraco? Puxei um quarto pras crian&amp;ccedil;as e um banheiro do lado de fora? Troquei os aglomerados e madeirites por tijolo e telha? Basta seguir a vida e esperar. Se precisar de mais teto, voc&amp;ecirc; pode construir a famosa casa nos fundos ou o mais popular segundo andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comunidades perif&amp;eacute;ricas interconectadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As autoridades, a academia e a sociedade civil j&amp;aacute; acordaram para as possibilidades de transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o que as tecnologias de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o trazem para a melhoria de vida das popula&amp;ccedil;&amp;otilde;es perif&amp;eacute;ricas. As duas primeiras fases da &amp;quot;inclus&amp;atilde;o digital&amp;quot; tinham l&amp;aacute; suas falhas, mas podem ser encaradas como um bom come&amp;ccedil;o. H&amp;aacute; um paralelo com um movimento que Mario de Andrade fez no s&amp;eacute;culo passado, de planejar expedi&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao Brasil rural em busca de uma suposta cultura brasileira. Hoje, sabendo que cerca de 70% da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira vive na periferia das grandes cidades, esses projetos t&amp;ecirc;m o potencial de mapear e consolidar as caracter&amp;iacute;sticas de cada comunidade e integr&amp;aacute;-las &amp;agrave;s conversa&amp;ccedil;&amp;otilde;es mundializadas. &amp;Eacute; quest&amp;atilde;o de adaptar as tecnologias &amp;agrave;s necessidades das pessoas, e n&amp;atilde;o o contr&amp;aacute;rio. Vamos nos esfor&amp;ccedil;ando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Observa&amp;ccedil;&amp;otilde;es da moderadora Rita de Oliveira. Obrigado, Rita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** Lucia Le&amp;atilde;o comentou que o site preferido de Roy Ascott &amp;eacute; um site sobre Umbanda. N&amp;atilde;o tenho o link aqui, vou pedir &amp;agrave; Lucia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coment&amp;aacute;rios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucia Le&amp;atilde;o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site indicado pelo Roy &amp;eacute;: &lt;a href=&quot;http://www.umbandaracional.com.br/&quot; title=&quot;http://www.umbandaracional.com.br/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.umbandaracional.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 19:07:38 +0000</pubDate>
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 <title>Puxadinho colaborativo</title>
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 <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://comunix.org/content/puxadinho-colaborativo&quot; title=&quot;http://comunix.org/content/puxadinho-colaborativo&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://comunix.org/content/puxadinho-colaborativo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;h1 class=&quot;title&quot;&gt;Puxadinho Colaborativo&lt;/h1&gt; &lt;p&gt;&lt;span class=&quot;submitted&quot;&gt;Enviado por hernani dimantas | 05/10/2006 |&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse conhecimento est&amp;aacute; impregnado nos mutir&amp;otilde;es. No efeito puxadinho colaborativo. &amp;Eacute; s&amp;oacute; &amp;ldquo;chegar&amp;rdquo; para ajudar o ser humano ser mais feliz. Uma mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que vai al&amp;eacute;m da boa a&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;Eacute; cotidiana e colaborativa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As propostas atuais de inclus&amp;atilde;o digital sempre tocam num ponto muito similar: a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um telecentro, uma escola de inform&amp;aacute;tica ou uma sala de uso p&amp;uacute;blico onde as pessoas da comunidade local se dirigem para obter o acesso aos computadores e, onde os projetos est&amp;atilde;o mais evolu&amp;iacute;dos, o acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o atrav&amp;eacute;s da internet.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A partir disso, surgem v&amp;aacute;rias propostas e formas diferenciadas para se validar esse acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Desde a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de blogs, sites colaborativos, listas de discuss&amp;atilde;o, salas de bate-papo inter-telecentros e tantas outras formas de conectar pessoas e promover o debate entre elas. Afinal de contas, &amp;eacute; a conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e seu potencial catalisador de novas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es o que efetivamente interessa nesse tipo de experi&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As formas de conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda s&amp;atilde;o muito prec&amp;aacute;rias. Embora as ferramentas de conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o estejam dispon&amp;iacute;veis na rede, os projetos de inclus&amp;atilde;o digital ainda n&amp;atilde;o se deram conta do comportamento e necessidades das pessoas na rede. Embora isso seja apenas uma quest&amp;atilde;o de tempo para que grupos organizados possam se apropriar do espa&amp;ccedil;o informacional.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As mais variadas experi&amp;ecirc;ncias pedag&amp;oacute;gicas modernas sempre levantam um tema de import&amp;acirc;ncia fundamental &amp;agrave;s suas metodologias de ensino: a experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o aprendizado pelo erro com base nas necessidades latentes daquele que participa e constr&amp;oacute;i o processo educacional ao qual est&amp;aacute; inserido. Dessa forma, ter acesso aos recursos tecnol&amp;oacute;gicos inerentes ao aprendizado de uma nova ferramenta no local onde a mesma participa do cotidiano de uma determinada tarefa &amp;eacute; pedagogicamente um avan&amp;ccedil;o e uma forma de efetivamente descentralizar o acesso e a experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse novo processo t&amp;eacute;cnico.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Portanto, por que n&amp;atilde;o propor um projeto de inclus&amp;atilde;o digital que n&amp;atilde;o se limite &amp;agrave; cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um telecentro p&amp;uacute;blico? Mas sim um processo de inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tecnologia em centros comunit&amp;aacute;rios, pequenos grupos organizados, cooperativas, centros de encontro, entre outras formas de organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es sociais. Se a periferia da rede passa a ser o centro no modelo onde os agentes produzem conhecimento e n&amp;atilde;o apenas consomem dos grandes servidores do n&amp;uacute;cleo da rede, a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conceito de inclus&amp;atilde;o digital como modelo de transfer&amp;ecirc;ncia de tecnologia e autonomia passa a ser a concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conceito de que a periferia, n&amp;atilde;o apenas da rede mas da sociedade, passa a ser o centro produtor das demandas de uma nova forma de enxergar a rede.&lt;/p&gt;</description>
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 <title>Metapersonagens</title>
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 <description>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;div class=&quot;field field-type-link field-field-permalink&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-label-inline-first&quot;&gt;permalink:&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;a href=&quot;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=3462&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://blogs.metareciclagem.org/fff/?p=3462&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assisti essa semana a um desses filmes de anima&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma grande produtora nortarmoricana, Rob&amp;ocirc;s. Tirando toda a porcaria rom&amp;acirc;ntica, o antropocentrismo de uma hipot&amp;eacute;tica sociedade de computadores, a origem hollywoodiana e outras quest&amp;otilde;es que costumam incomodar a galera meio intelectual meio de esquerda, o filme me remeteu a uma tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o ficcional que n&amp;atilde;o tenho visto tanto por a&amp;iacute; ultimamente: o arqu&amp;eacute;tipo do inventor. O protagonista do filme &amp;eacute; Rodney Copperbottom, rob&amp;ocirc; em uma sociedade de rob&amp;ocirc;s, que cresce assistindo a um programa de televis&amp;atilde;o do Big Weld, Soldador na vers&amp;atilde;o pt_br, que &amp;eacute; um tioz&amp;atilde;o doido, fundador da empresa que faz partes pra rob&amp;ocirc;s, que conserta e aprimora seus conterr&amp;acirc;neos. O tempo passa, e o Soldador &amp;eacute; escanteado no comando da empresa por um jovem e frio executivo que quer for&amp;ccedil;ar a obsolesc&amp;ecirc;ncia programada na sociedade, cancelando o fornecimento de pe&amp;ccedil;as de reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Copperbottom sai de sua cidadezinha para encontrar o Soldador, mas &amp;eacute; ignorado pelas novas regras da empresa. Frustrado, usa suas habilidades de inventor para consertar os amigos outsiders. O desenho flerta um pouco com o formato do cyberpunk: uma corpora&amp;ccedil;&amp;atilde;o malvada e um submundo onde nasce a resist&amp;ecirc;ncia. Depois vira bobo, tem final feliz e tal, mas o papel de Copperbottom &amp;eacute; interessante: em uma sociedade que se tornou uma sociedade da falsa obsolesc&amp;ecirc;ncia, ele &amp;eacute; um inventor, mas al&amp;eacute;m disso um reparador - come&amp;ccedil;a a consertar os outros rob&amp;ocirc;s, no velho esquem&amp;atilde;o gambiarra que a gente conhece - fita adesiva, chave de fenda, molas e criatividade. Um metarecicleiro, da maneira como eu vejo.&lt;br /&gt;Uma das caracter&amp;iacute;sticas de v&amp;aacute;rios personagens que eu admirei ao longo da minha vida &amp;eacute; a inven&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Do japinha dos goonies ao McGyver, passando pelo Doc em de volta para o futuro, e indo tamb&amp;eacute;m pro inspetor Bugiganga, pro professor Pardal, o Franjinha, pra aqueles cientistas que faziam todos os badulaques que o 007 usava, e mais um monte. Talvez eles tenham me influenciado a usar uma chave de fenda pra abrir - e nunca mais conseguir fechar - a calculadora da m&amp;atilde;e de minha irm&amp;atilde; aos oito anos. Talvez tenham me influenciado a colecionar cada exemplar de equipamento que passava pela minha frente e guardar no por&amp;atilde;o da casinha de madeira em que eu morava aos doze, treze. Talvez tenham me influenciado a quase me inscrever pro vestibular de Engenharia Eletr&amp;ocirc;nica em 1995, e na &amp;uacute;ltima hora trocar pra Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, porque queria muito mexer com m&amp;aacute;quinas de m&amp;iacute;dia.&lt;br /&gt;Eu fico pensando na conex&amp;atilde;o disso tudo com o quase-debate que o Duende e o P&amp;aacute;dua encetam vez por outra na MetaReciclagem - debate que n&amp;atilde;o anda por algum motivo, talvez uma diferen&amp;ccedil;a entre as linguagens dos dois e a do pessoal - sobre a necessidade que a gente tem hoje de estimular uma mitologia metarecicleira. J&amp;aacute; falei sobre o risco de a gente se apegar &amp;agrave; desmistifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pura e simples, e n&amp;atilde;o aproveitar todo o potencial que os n&amp;iacute;veis simb&amp;oacute;licos de intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m de ajudar o aprendizado e a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativa. Isso vai na onda de apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o s&amp;oacute; da tecnologia em si, mas da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;iacute;dia. E vai al&amp;eacute;m: mais do que a apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;iacute;dia para provar que a gente pode fazer m&amp;iacute;dia (e algu&amp;eacute;m ainda duvida disso?), mas para tentar construir experi&amp;ecirc;ncias in&amp;uacute;teis, tempor&amp;aacute;rias e auto-referentes - mas ainda assim profundas e divertidas - de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o em n&amp;iacute;veis outros que somente o &amp;ldquo;preciso fazer isso&amp;rdquo; / &amp;ldquo;tente assim&amp;rdquo;, que &amp;eacute; chato e tedioso.&lt;br /&gt;No encontro de conhecimentos livres de Rio Claro, no ano passado, troquei uma id&amp;eacute;ia com o Robson, da Casa de Cultura Tain&amp;atilde;, sobre a possibilidade de um material em quadrinhos sobre a MetaReciclagem. De l&amp;aacute; pra c&amp;aacute;, parei uma dezena de vezes pra pensar sobre isso, e n&amp;atilde;o conseguia sair do modelo apostila ilustrada, que pode at&amp;eacute; ser &amp;uacute;til, mas &amp;eacute; chata e tediosa de fazer e talvez mais ainda de ler. Esse filme pode ter me inspirado a pensar em outros termos: um her&amp;oacute;i cujo &amp;uacute;nico superpoder &amp;eacute; n&amp;atilde;o ter medo de usar uma chave de fenda. Personagem, claro, copylefteado como o Capit&amp;atilde;o Presen&amp;ccedil;a: definida em consenso sua personalidade, qualquer um@ pode criar hist&amp;oacute;rias.&lt;br /&gt;Ser&amp;aacute; que algu&amp;eacute;m topa fazer algo, a s&amp;eacute;rio?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 18:17:31 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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