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 <title>Mutirão da Gambiarra - metáfora</title>
 <link>http://mutgamb.org/taxonomy/term/116/0</link>
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 <language>pt-br</language>
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 <title>Zona de colaboração: um modelo descentralizado de apropriação e replicação das tecnologias da informação e comunicação no MetaReciclagem</title>
 <link>http://mutgamb.org/fonte/Zona-de-colabora%C3%A7%C3%A3o-um-modelo-descentralizado-de-apropria%C3%A7%C3%A3o-e-replica%C3%A7%C3%A3o-das-tecnologias-da-i</link>
 <description>&lt;p&gt;Publicado por Hernani Dimantas na &lt;a href=&quot;http://www3.usp.br/rumores/visu_art.asp?cod_atual=147&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Rumores&lt;/a&gt; de maio-agosto 2009.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Resumo&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tecnologia social por meio do Meta:Reciclagem, um movimento de conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que se iniciou na web em 2002, atrav&amp;eacute;s de uma lista de discuss&amp;atilde;o que debateu processos de inclus&amp;atilde;o digital no Brasil denominada de Met&amp;aacute;:Fora. Apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tecnologia social vigorando at&amp;eacute; os dias de hoje e intervindo na realidade social brasileira.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;b&gt;1. Conceitos Iniciais de Inclus&amp;atilde;o Digital&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Ao final do s&amp;eacute;culo XX, mais especificamente na &amp;uacute;ltima d&amp;eacute;cada, come&amp;ccedil;ou a surgir no Brasil o debate sobre a import&amp;acirc;ncia do processo de Inclus&amp;atilde;o Digital, ecoando na sociedade civil organizada e governos. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Nessa &amp;eacute;poca, os primeiros programas de governos e ONGs estabeleciam alguns conceitos de inclus&amp;atilde;o pela utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das TICs (Tecnologias de Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o), como a oferta de banda larga, a partir de 2001, pelas companhias de telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es por valores acess&amp;iacute;veis a muitos internautas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Somado a isso, ocorria, paralelamente, a dissemina&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cultura &lt;i&gt;hacker&lt;/i&gt; atrav&amp;eacute;s da ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de software livre em muitos projetos importantes, a exemplo dos Telecentros da Prefeitura do Munic&amp;iacute;pio de S&amp;atilde;o Paulo e do Acessa S&amp;atilde;o Paulo (AcessaSP), do Governo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo, abrindo-se as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a emerg&amp;ecirc;ncia de projetos independentes na interface entre tecnologia e sociedade.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Brasil est&amp;aacute; em torno de 200 milh&amp;otilde;es de pessoas. Somente 34% acessavam a Internet com freq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia (1). O gargalo da exclus&amp;atilde;o era enorme, tanto a exclus&amp;atilde;o social como a digital, segundo S&amp;eacute;rgio Amadeu (SILVEIRA, 2004, p.33): &amp;ldquo;muitos dirigentes p&amp;uacute;blicos e empresariais ainda acham que o uso do computador s&amp;oacute; &amp;eacute; importante para a profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Essa vis&amp;atilde;o (...) deixa de lado a dimens&amp;atilde;o da cidadania&amp;rdquo;. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;N&amp;atilde;o parece t&amp;atilde;o simples encarar esses problemas pelos m&amp;eacute;todos tradicionais. Inicialmente, as expectativas de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda estavam num plano de articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o que se faz pelas vincula&amp;ccedil;&amp;otilde;es da prefeitura, das ONGs e dos l&amp;iacute;deres comunit&amp;aacute;rios. N&amp;atilde;o se pensava, todavia, na atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o daquelas pessoas interessadas no processo, ou seja, os verdadeiros atores. Tratava-se de um movimento de inclus&amp;atilde;o digital de cima pra baixo, fazendo com que o termo perdesse o seu significado inicial.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;As iniciativas permeavam diferentes abordagens entre elas, a da ind&amp;uacute;stria de tecnologia, a abordagem das ONGs, as iniciativas acad&amp;ecirc;micas ligadas &amp;agrave;s universidades do pa&amp;iacute;s e a abordagem do poder p&amp;uacute;blico nas escolas. Entre as iniciativas, destacou-se uma abordagem colaborativa que teve sua inspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o em projetos de conhecimento livre, cujo expoente inicial foi o projeto GNU/Linux.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Software livre &amp;eacute; a ponta do iceberg de um movimento para o conhecimento livre. A diversidade de vozes na internet, as multid&amp;otilde;es, ou pessoas trabalhando em rede t&amp;ecirc;m um ritmo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que as empresas tradicionais, grande parte da academia, o Estado e o terceiro setor tamb&amp;eacute;m conseguem compreender. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Num ecossistema de id&amp;eacute;ias livres baseado na generosidade e no modo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o catalisado pelo &lt;i&gt;copyleft&lt;/i&gt;, a academia, as empresas, o Estado e o terceiro setor entram nessa equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas n&amp;atilde;o como protagonistas ou como detentores do conhecimento e da inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. S&amp;atilde;o participantes, pois, neste ambiente hiperlinkado, a hierarquia &amp;eacute; desbancada pela reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;No Brasil, esse &amp;eacute; o diferencial apresentado pelos projetos independentes que, inseridos no movimento de inclus&amp;atilde;o digital, se caracterizaram por privilegiar a internet das pontas, assumindo uma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o inversa onde a periferia &amp;eacute; o centro.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode ser entendida como um modo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o que, diferente das id&amp;eacute;ias tradicionais, tem vida pr&amp;oacute;pria. Ela nasce em um ambiente ca&amp;oacute;tico, como a internet, e emerge num movimento de baixo para cima, alcan&amp;ccedil;ando um n&amp;iacute;vel razo&amp;aacute;vel de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;b&gt;2. Zonas de Colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;As pessoas t&amp;ecirc;m na internet mais do que uma ferramenta. Utilizam-na como uma aliada. Dessa forma, catalisam a conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre pessoas comuns. E nesse ambiente de burburinho muitos projetos s&amp;atilde;o desenvolvidos. Tais pr&amp;aacute;ticas se relacionam ao conceito de intelig&amp;ecirc;ncia coletiva descrito por Howard Rheingold (2003), autor do excelente Smart Mobs, no qual diz que: &amp;ldquo;Toda vez que o poder descentraliza h&amp;aacute; oportunidades para a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Como poder&amp;aacute; essa nova descentraliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o fazer aparecer novas formas de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es coletivas?&amp;rdquo;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;&amp;Eacute; exatamente na pergunta formulada por Rheingold que enxergamos as oportunidades de uma revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o em termos da apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o das tecnologias pelas pessoas. Toni Negri e Michel Hardt (2004), em &lt;i&gt;Multitude&lt;/i&gt;, denominam esse movimento transformativo de Multid&amp;atilde;o como o conceito de uma pot&amp;ecirc;ncia. &amp;ldquo;Essa pot&amp;ecirc;ncia n&amp;atilde;o quer simplesmente se expandir, ela quer, sobretudo, conquistar um corpo: a carne da multid&amp;atilde;o quer se transformar no corpo da Intelig&amp;ecirc;ncia Coletiva.&amp;rdquo; Entendemos que o processo de redes catalisa a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de coletivos. &amp;ldquo;(...) trabalho imaterial tende a tomar a forma social das redes baseadas na comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, na colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e nos relacionamentos afetivos. O trabalho imaterial inventa as redes novas, redes independentes de coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela qual a rede produz&amp;rdquo;. (NEGRI; HARDT, 2004, p.66-67). &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;David Weinberger (2007), em &lt;i&gt;Small pieces loosely joined&lt;/i&gt;, diz que o &amp;ldquo;conhecimento na Web &amp;eacute; uma atividade social&amp;rdquo;. A multid&amp;atilde;o transforma o corpo em intelig&amp;ecirc;ncia coletiva que por sua vez retroalimenta, via conhecimento, as redes sociais. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A Web &amp;eacute; uma conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o oposto da m&amp;iacute;dia tradicional. Da maneira como aprendemos com McLuhan (1979), a natureza do meio tem conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncias. H&amp;aacute; uma tend&amp;ecirc;ncia de as pessoas que habitam o ciberespa&amp;ccedil;o, fazendo dele uma extens&amp;atilde;o da pr&amp;oacute;pria vida, encarar a internet como um novo lugar.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Conforme menciona Levine et.al. (2001), nesse lugar existem &amp;ldquo;&lt;i&gt;pessoas conversando com pessoas&lt;/i&gt;&amp;rdquo;. Embora a fronteira eletr&amp;ocirc;nica extrapole a no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de lugar geogr&amp;aacute;fico, o conceito de lugar, ou n&amp;atilde;o-lugar, n&amp;atilde;o &amp;eacute; o que delimita as especificidades dessas viv&amp;ecirc;ncias e experi&amp;ecirc;ncias. Nelas o lugar &amp;eacute; substitu&amp;iacute;do por uma interface cultural que tem no link a express&amp;atilde;o do inter-relacionamento de pessoas e grupos a partir de uma experi&amp;ecirc;ncia distinta com o tempo e o espa&amp;ccedil;o. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pessoas em &lt;i&gt;blogs&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;fotologs&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Orkut&lt;/i&gt; ou em qualquer n&amp;atilde;o-lugar informacional faz com que a voz, a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o mais seja monop&amp;oacute;lio da m&amp;iacute;dia de massa, ou da id&amp;eacute;ia da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um para muitos. Entendemos que desde a revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Gutenberg a humanidade n&amp;atilde;o apresentou algo t&amp;atilde;o original como a Internet para o rompimento do paradigma cultural efetivado pelo modernismo. A conversa de muitos para muitos tem um alcance espetacular na rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de poder. O poder, para Foucault (2005), prov&amp;eacute;m de todas as partes, em cada rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre um ponto e outro. Essas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o din&amp;acirc;micas, m&amp;oacute;veis, e mant&amp;ecirc;m ou destroem os esquemas de domina&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A correla&amp;ccedil;&amp;atilde;o de for&amp;ccedil;as imanentes &amp;eacute; expressa na rede como zonas de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o cujo conceito &amp;eacute; o espa&amp;ccedil;o informacional onde as pessoas comuns est&amp;atilde;o engajadas no desenvolvimento de comunidades, rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es, nas conversa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Cabe-nos pensar como essa problem&amp;aacute;tica est&amp;aacute; sendo contemplada e como o estudo das teorias da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o podem desvelar o processo da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma nova gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de comunicadores que, ao contr&amp;aacute;rio das anteriores, se constitu&amp;iacute;a de forma independente dos grandes meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e tinha nas ferramentas de edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o na internet, os blogs, seu meio de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o, difus&amp;atilde;o e troca de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e conhecimento. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;b&gt;3. O Conceito Met&amp;aacute;:Fora e MetaReciclagem de Inclus&amp;atilde;o Digital&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Diante desse contexto, o objeto de estudo dessa pesquisa tem origem no trabalho do autor como participante do processo de desenvolvimento da cibercultura no Brasil, dando continuidade a uma pesquisa que se iniciou em 1999 com o desenvolvimento dos projetos Marketing Hacker, Met&amp;aacute;:Fora e MetaReciclagem.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;O primeiro deles, o Projeto Met&amp;aacute;:Fora nasceu no campo da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, j&amp;aacute; no &amp;acirc;mbito de uma cultura digital brasileira, abordando o desenvolvimento dos blogs, na inter-rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre essa ferramenta e a constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de projetos colaborativos na realidade social de nosso pa&amp;iacute;s. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A internet &amp;eacute; met&amp;aacute;fora. N&amp;atilde;o no sentido comum da compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o, da figura de linguagem. Para Lakoff e Johnson (1980), em &lt;i&gt;Metaphors we live by&lt;/i&gt;, a met&amp;aacute;fora &amp;eacute; transporte, um &amp;ldquo;entre&amp;rdquo;: o sens&amp;oacute;rio/subjetivo, juntos. De acordo com Fonseca (2004) o projeto Met&amp;aacute;:Fora teve seu in&amp;iacute;cio em 2002, atrav&amp;eacute;s de uma lista de discuss&amp;atilde;o do YahooGroups, que reuniu, inicialmente, cento e cinq&amp;uuml;enta pessoas, lus&amp;oacute;fonas, espalhadas pelo mundo, gerando uma s&amp;eacute;rie de projetos colaborativos e subprojetos, todos baseados no conhecimento livre. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Entretanto a origem do movimento, anteriormente &amp;agrave; lista de discuss&amp;atilde;o, se deu a partir da conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de id&amp;eacute;ias disseminadas no livro &lt;i&gt;Marketing Hacker&lt;/i&gt;, de Dimantas (2003) e na Revista NovaE (2) e nas id&amp;eacute;ias de Felipe Fonseca no &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; Hipercortex (3). Considerando que outras vozes come&amp;ccedil;avam a se engajar num debate mais profundo sobre a apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica, colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e, via de regra, o ideal de transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o social poderia ser mais interessante se o debate fosse aberto para outras comunidades. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Est&amp;aacute;vamos, naquele momento, presenciando uma nova experi&amp;ecirc;ncia de publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativa na revista eletr&amp;ocirc;nica NovaE, no entanto, a proposta inicial do projeto Met&amp;aacute;:Fora era de ativar as intelig&amp;ecirc;ncias coletivas atrav&amp;eacute;s da colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o distribu&amp;iacute;da e, basicamente, utilizando a internet como agente catalisador.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;O Met&amp;aacute;:Fora emergiu num plano rizom&amp;aacute;tico, sob os moldes do conceito de rizoma, conforme Deluze e Guattari (2004). Essa emerg&amp;ecirc;ncia significa que foi constru&amp;iacute;do sem uma hierarquia definida. As palavras, as discuss&amp;otilde;es, foram mescladas num Wiki, ou seja, num espa&amp;ccedil;o informacional onde junt&amp;aacute;vamos todas as elucubra&amp;ccedil;&amp;otilde;es que surgiam desse embate colaborativo. Muitas pessoas participaram do projeto e deixaram seus nomes escritos: Felipe Fonseca, Daniel P&amp;aacute;dua, Felipe Albert&amp;atilde;o, Dalton Martins, Glauco Paiva, Paulo Bicarato, Marcelo Estraviz, Paulo Colacino, Tupi, entre outros, trouxeram contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es fant&amp;aacute;sticas para mixar os trabalhos de cada um visando a um objetivo maior e colaborativo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;E falar em conhecimento no ambiente rizom&amp;aacute;tico tem a ver com conceitos como propriedade, liberdade e multiplicidade. Esses conceitos s&amp;oacute; podem ser colocados em pr&amp;aacute;tica por meio de uma autoria comum. Cabe dizer que esse modelo de conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o proposto foi replicado nas diversas &amp;aacute;reas do conhecimento. &amp;Eacute; desse modo de agir que surge o conceito de tecnologia social, ou seja, o uso das ferramentas de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o atrav&amp;eacute;s de uma apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativa, conversacional e criadora de novos projetos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Entretanto, n&amp;atilde;o tendo como objetivo apenas o desenvolvimento cultural, ou mais especificamente, escrever livros, o movimento estava pronto para colocar em pr&amp;aacute;tica seus conceitos de emerg&amp;ecirc;ncia das vozes e o seu impacto na microf&amp;iacute;sica do poder, segundo Foucault (op.cit.). O Met&amp;aacute;:Fora n&amp;atilde;o pretendia utilizar o espa&amp;ccedil;o informacional para um debate sem fim, sem meios e sem objetivos. Pelo contr&amp;aacute;rio, desde o seu princ&amp;iacute;pio carregou a ideologia do compartilhamento e da transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o social. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A import&amp;acirc;ncia do Met&amp;aacute;:Fora est&amp;aacute; na migra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cultura &lt;i&gt;hacker&lt;/i&gt;, que normalmente ocupa um espa&amp;ccedil;o informacional no qual a refer&amp;ecirc;ncias &amp;agrave; programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de computadores &amp;eacute; o assunto dominante, para o &amp;acirc;mbito do conhecimento. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;O projeto tinha como alvo entender e desenvolver conhecimentos adequados a uma nova rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a cultura interconectada, a partir de comunidades locais, para fomentar a inclus&amp;atilde;o digital e o uso efetivo de ferramentas de publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pessoal e constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva, ou como utilizar a tecnologia para incrementar a conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na rede. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Em pouco mais de um ano, o Met&amp;aacute;:Fora passou de uma lista de debates para um grupo de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o, utilizando conceitos de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o para desenvolver uma infra-estrutura ou incubadora, &amp;quot;chocadeira&amp;quot; de projetos colaborativos tornando reais a apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das tecnologias para uma interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o na realidade cultural brasileira.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Dessa forma, a transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o social pela apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica passou pelo questionamento daquilo que se chamava Inclus&amp;atilde;o Digital, passando pelo ativismo midi&amp;aacute;tico, bem como, pela mistura cultural impulsionada e mediada pela cibercultura.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Num determinado momento percebemos, ent&amp;atilde;o, que o Met&amp;aacute;:Fora era uma forma de troca de conhecimento. Percebemos que as pessoas conversavam com outras pessoas, imbu&amp;iacute;das do mesmo interesse pela interatividade. Esse di&amp;aacute;logo ca&amp;oacute;tico e emergente nos possibilitou experimentar a transversalidade do aprendizado. Percebemos que na rede as pessoas aprendem, de fato, atrav&amp;eacute;s da utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das ferramentas colaborativas pelas pr&amp;oacute;prias pessoas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Os projetos desenvolvidos colaborativamente pelo Met&amp;aacute;:Fora abrangeram desde solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es para acesso &amp;agrave; internet at&amp;eacute; alternativas para estimular o esp&amp;iacute;rito empreendedor das comunidades atendidas. Tais iniciativas est&amp;atilde;o baseadas em uma organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o conceitual denominada Tr&amp;iacute;ade da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, uma constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o iniciada por Pierre L&amp;eacute;vy (2001). Essa tr&amp;iacute;ade era composta pelo meio f&amp;iacute;sico, meio l&amp;oacute;gico e pela interatividade.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Ou melhor:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;a) Infra-estrutura f&amp;iacute;sica: esta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, servidores, dispositivos conectados &amp;agrave; rede, integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de redes, estruturas alternativas de interconex&amp;atilde;o;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;b) Infra-estrutura l&amp;oacute;gica: sistemas de publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva, adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o a padr&amp;otilde;es de interc&amp;acirc;mbio de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;c) Intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de capital humano: as trocas de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, arte e mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o social.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Oriundo do Met&amp;aacute;:Fora e concebido sob o mesmo conceito, o MetaReciclagem era um subprojeto que buscou tratar a reciclagem de equipamentos obsoletos com software livre, entregues a entidades de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o social, visando a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do computador como dispositivo em rede, com o objetivo primordial de integrar comunidades.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;O MetaReciclagem estava dividido em duas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es concretas, uma em parceria com a ONG Agente Cidad&amp;atilde;o e outra em parceria com a Prefeitura de Santo Andr&amp;eacute; (Parque Digital). Esse projeto subsistiu ao fim do Met&amp;aacute;:Fora, ganhou autonomia pr&amp;oacute;pria e hoje est&amp;aacute; inserido no projeto de inclus&amp;atilde;o digital do Governo de S&amp;atilde;o Paulo, o AcessaSP.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;O projeto Metareciclagem trabalhou, inicialmente, com o primeiro estrato da tr&amp;iacute;ade da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a infra-estrutura f&amp;iacute;sica. O objetivo era coletar, triar e reciclar microcomputadores usados e torn&amp;aacute;-los minimamente operacionais para a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es b&amp;aacute;sicas em projetos sociais: edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de textos, planilha de c&amp;aacute;lculo, acesso &amp;agrave; web e troca de mensagens. Eventualmente eram utilizados microcomputadores com um perfil mais avan&amp;ccedil;ado para projetos que envolviam a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pelos usu&amp;aacute;rios, de conte&amp;uacute;do multim&amp;iacute;dia. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Dois aspectos foram fundamentais no projeto MetaReciclagem:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;- a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &lt;i&gt;software&lt;/i&gt; livre, por motivos econ&amp;ocirc;micos, escalabilidade do &lt;i&gt;software&lt;/i&gt; em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao equipamento na redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da depend&amp;ecirc;ncia de fabricantes de &lt;i&gt;software&lt;/i&gt;,&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;- a invers&amp;atilde;o do paradigma de &amp;quot;acesso&amp;quot; &amp;agrave; tecnologia. Os equipamentos encaminhados pelo projeto n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o simples terminais de acesso. S&amp;atilde;o esta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativa.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Uma gama de outros softwares livres orientados para a comunidade dos projetos tamb&amp;eacute;m foram utilizados. Todos esses softwares trazem na bagagem o senso colaborativo, pois o software influencia a intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas comunidades. N&amp;atilde;o s&amp;oacute; pelo lado da sustenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um modo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativo, mas pelo espelho virtual que o software livre reflete nas mentes das pessoas. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Isso n&amp;atilde;o tem nada a ver com as m&amp;aacute;quinas. M&amp;aacute;quinas apenas d&amp;atilde;o o suporte para a colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e interatividade. Computadores s&amp;atilde;o apenas ferramentas que potencializam a conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre pessoas comuns. A din&amp;acirc;mica da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o balanceada. &lt;i&gt;Hardware&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;software&lt;/i&gt; s&amp;oacute; podem ser entendidos em import&amp;acirc;ncia se estiverem servindo &amp;agrave; integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da humanidade.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;O MetaReciclagem apresentou, indiretamente, uma proposta para enfrentar o desafio da inclus&amp;atilde;o digital, pois contrariava a l&amp;oacute;gica da ind&amp;uacute;stria da obsolesc&amp;ecirc;ncia (j&amp;aacute; que encontr&amp;aacute;vamos uma quantidade enorme de computadores usados e sucateados dispon&amp;iacute;veis no Brasil e, com a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tecnologia compartilhada e livre, foi poss&amp;iacute;vel aumentar a vida &amp;uacute;til desses computadores) e a reciclagem e a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tecnologia livre, mais especificamente &lt;i&gt;low-tech&lt;/i&gt;, possibilitam a diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos espa&amp;ccedil;os entre as comunidades ricas e pobres. A frase &amp;quot;periferia &amp;eacute; o centro&amp;quot; exemplifica esse fluxo. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A periferia conhece muito mais sobre rede, mutir&amp;otilde;es, participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Creio que os esfor&amp;ccedil;os de inclus&amp;atilde;o devem ter como premissa que o conhecimento est&amp;aacute; na periferia, e que a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o local dever&amp;aacute; passar pela inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tecnologia nos movimentos da comunidade. E para combater a mis&amp;eacute;ria, a exclus&amp;atilde;o e o n&amp;atilde;o exerc&amp;iacute;cio da cidadania temos que pensar em solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es criativas de integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o das periferias com a tecnologia. Dar acesso &amp;agrave; rede &amp;eacute; importante, mas o mais consistente &amp;eacute; criar condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A inclus&amp;atilde;o digital s&amp;oacute; ser&amp;aacute; potencializada quando entendermos que as necessidades das pessoas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o as mesmas necessidades daqueles que concebem os projetos. Em primeiro lugar, vamos contextualizar as fases do MetaReciclagem como um processo de inclus&amp;atilde;o digital.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Podemos dividir em duas fases:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;a) Fase 1:  acesso ao computador.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;b) Fase 2:  acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Estas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o bastante diferentes. A primeira fase pode ser resumida por uma pergunta: para que precisamos do computador? Empregabilidade pareceu ser uma resposta que atendia a todos os atores envolvidos. Ensinar computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao povo necessariamente contribuiria para que os novatos rompessem com as fronteiras do trabalho. Essa id&amp;eacute;ia n&amp;atilde;o se mostrou verdadeira.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Mas com o acesso &amp;agrave; internet (e, por conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia, o acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o) come&amp;ccedil;ou-se a perceber que as pessoas est&amp;atilde;o conversando com outras pessoas atrav&amp;eacute;s da rede. Essa conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o traz na bagagem um novo incentivo cultural, catapulta as intelig&amp;ecirc;ncias para novas inst&amp;acirc;ncias. Assim, em vez de se orientar &amp;agrave; empregabilidade, poder&amp;iacute;amos disponibilizar ferramentas para a reverbera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das vozes desses protagonistas. A retomada da voz &amp;eacute; um atalho para a cidadania.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A experi&amp;ecirc;ncia dos Telecentros da Prefeitura Municipal de S&amp;atilde;o Paulo &amp;eacute; muito interessante. Foi relevante pelo pioneirismo na utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do software livre como plataforma de acesso &amp;agrave; rede. O software livre significa, al&amp;eacute;m da economia na aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de softwares e conseq&amp;uuml;entemente a otimiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos recursos, a imers&amp;atilde;o num modo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativo. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A terceira fase foi a circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dentro da comunidade conectada. N&amp;atilde;o podemos ignorar o conhecimento da multid&amp;atilde;o. &amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio, no entanto, que esse conhecimento seja tropicalizado. A jun&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse conhecimento com as informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de fora da comunidade ativa o movimento cultural. Esta circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o tende a ser potencializada pela conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre as pessoas e intracomunidades, criando, assim, possibilidades infinitas de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A originalidade da conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que acontece no Brasil tem sua base na difus&amp;atilde;o do movimento de software livre, pela sua apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o por diversas estruturas do governo, seja no &amp;acirc;mbito federal, estadual ou municipal. E com forte aspecto ideol&amp;oacute;gico e midi&amp;aacute;tico. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Software livre aparece, nesse momento, como um agente catalisador do conhecimento livre. A hist&amp;oacute;ria do conhecimento &amp;eacute; a hist&amp;oacute;ria de apropria&amp;ccedil;&amp;otilde;es e reconstru&amp;ccedil;&amp;otilde;es a partir das bases j&amp;aacute; existentes, ou seja, trata-se de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s necessidades e/ou aos interesses de grupos e/ou comunidades. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Mas, para isso acontecer, demanda um engajamento das pessoas aos projetos. Esse engajamento n&amp;atilde;o pode ser imposto. &amp;Eacute; um movimento que s&amp;oacute; acontece quando a comunidade sente necessidade no seu desenvolvimento. Um movimento de baixo para cima, de dentro para fora das comunidades. Esse processo espelha sobremaneira os anseios e necessidades das comunidades. E quando esta equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o se torna balanceada, as comunidades t&amp;ecirc;m a oportunidade de catalisar o pr&amp;oacute;prio conhecimento que existe na comunidade. Esse conhecimento est&amp;aacute; impregnado nos mutir&amp;otilde;es. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;As propostas atuais de inclus&amp;atilde;o digital sempre tocam num ponto muito similar: a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um telecentro, uma escola de inform&amp;aacute;tica ou uma sala de uso p&amp;uacute;blico onde as pessoas da comunidade local se dirigem para obter o acesso aos computadores e, onde os projetos est&amp;atilde;o mais evolu&amp;iacute;dos, o acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o atrav&amp;eacute;s da internet.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;A partir disso, surgem v&amp;aacute;rias propostas e formas diferenciadas para se validar esse acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Desde a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de blogs, sites colaborativos, listas de discuss&amp;atilde;o, salas de bate-papo inter-telecentros e tantas outras formas de conectar pessoas, promover o debate entre elas. Embora as ferramentas de conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o estejam dispon&amp;iacute;veis na rede, os projetos de inclus&amp;atilde;o digital ainda n&amp;atilde;o se deram conta do comportamento e necessidades das pessoas na rede. Embora isso seja apenas uma quest&amp;atilde;o de tempo para que grupos organizados possam se apropriar do espa&amp;ccedil;o informacional.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;As mais variadas experi&amp;ecirc;ncias pedag&amp;oacute;gicas modernas sempre levantam um tema de import&amp;acirc;ncia fundamental &amp;agrave;s suas metodologias de ensino: a experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o aprendizado pelo erro com base nas necessidades latentes daquele que participa e constr&amp;oacute;i o processo educacional ao qual est&amp;aacute; inserido. Dessa forma, ter acesso aos recursos tecnol&amp;oacute;gicos inerentes ao aprendizado de uma nova ferramenta no local onde a mesma participa do cotidiano de uma determinada tarefa &amp;eacute; pedagogicamente um avan&amp;ccedil;o e uma forma de efetivamente descentralizar o acesso e a experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse novo processo t&amp;eacute;cnico.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Portanto, por que n&amp;atilde;o propor um projeto de inclus&amp;atilde;o digital que n&amp;atilde;o se limite &amp;agrave; cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um telecentro p&amp;uacute;blico? Mas sim um processo de inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tecnologia em centros comunit&amp;aacute;rios, pequenos grupos organizados, cooperativas, centros de encontro, entre outras formas de organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es sociais. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Se a periferia da rede passa a ser o centro no modelo onde os agentes produzem conhecimento e n&amp;atilde;o apenas consomem dos grandes servidores do n&amp;uacute;cleo da rede, a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conceito de inclus&amp;atilde;o digital como modelo de transfer&amp;ecirc;ncia de tecnologia e autonomia passa a ser a concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conceito de que a periferia, n&amp;atilde;o apenas da rede, mas da sociedade, passa a ser o centro produtor das demandas de uma nova forma de enxergar a rede.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Em 2006, em minha disserta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mestrado, abordei o tema da Linkania &amp;ndash; a sociedade da colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Na realidade, esse tema, embora amplo, tem o foco na nova condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos atores para uma outra modalidade, onde a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica deixa de ser transcendental e passa a coexistir, juntamente com outras pessoas em rede, num plano de iman&amp;ecirc;ncia.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Uma nova sociedade colaborativa emerge no caos. Essa sociedade est&amp;aacute; baseada numa forma de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o muito bem exemplificada por Eric Raymond (1998) no ensaio &lt;i&gt;The Cathedral and the Bazaar&lt;/i&gt;, onde o autor faz uma an&amp;aacute;lise tendo como objeto o desenvolvimento de um software denominado &lt;i&gt;Fetchmail&lt;/i&gt;. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Dessa forma, esse projeto pretende a refazer o percurso de Eric Raymond no &amp;acirc;mbito do conhecimento livre. Da mesma forma que buscamos um modelo de desenvolvimento de software sob um aspecto de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de liberdade, de apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o e replica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pensamos na necessidade de pesquisarmos um modelo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativa. Principalmente, com foco em projetos de inclus&amp;atilde;o digital e de projetos colaborativos advindos da utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da internet como rede potencializadora.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Os espa&amp;ccedil;os informacionais contemplam comunidades, &lt;i&gt;softwares&lt;/i&gt; sociais, ferramentas de conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Esses espa&amp;ccedil;os s&amp;atilde;o catalisados por uma conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ass&amp;iacute;ncrona que emerge na rede ao ponto de provocar rupturas na cultura de massa. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Uma cultura de rede traz a reboque uma nova forma de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o descentralizada, tanto do ponto de vista da organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o per si como da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o mediada pela tecnologia hiperconectada. Essa cultura de rede se expande rapidamente. Pessoas comuns se apropriam dessas tecnologias e reverberam em suas comunidades aquilo que aprenderam. A replica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; a forma pela qual as pessoas se valem para aprender e ensinar nesse novo paradigma informacional. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;As tecnologias da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o o cen&amp;aacute;rio l&amp;oacute;gico para a expans&amp;atilde;o das zonas de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o como um meio de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o no contexto da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma nova gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de comunicadores que, ao contr&amp;aacute;rio das anteriores, se constitu&amp;iacute; de forma independente dos grandes meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e tem nas ferramentas de edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o na internet, os &lt;i&gt;blogs&lt;/i&gt;, seu  meio de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o, difus&amp;atilde;o e troca de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e conhecimento.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h2&gt;Bibliografia&lt;/h2&gt;
&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;DELEUZE, G.; GUATTARI, F.  Mil Plat&amp;ocirc;s: capitalismo e esquizofrenia. S&amp;atilde;o Paulo: Editora 34, 2004. v. 1. &lt;/font&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;DIMANTAS, H. Marketing Hacker: a revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos mercados. Rio de Janeiro: Garamond, 2003.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;______. Linkania: a sociedade da colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 2006. 77 f. Disserta&amp;ccedil;&amp;atilde;o (Mestrado em Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Semi&amp;oacute;tica) &amp;ndash; Pontif&amp;iacute;cia Universidade Cat&amp;oacute;lica de S&amp;atilde;o Paulo, S&amp;atilde;o Paulo, 2006. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;FONSECA, F. Tecnologia social. S&amp;atilde;o Paulo, 2004. Dispon&amp;iacute;vel em: &amp;lt; &lt;a href=&quot;http://portal.softwarelivre.org/news/2010&amp;gt;&quot; title=&quot;http://portal.softwarelivre.org/news/2010&amp;gt;&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://portal.softwarelivre.org/news/2010&amp;gt;&lt;/a&gt; Acesso em: 28 fev. 2006.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;FOUCAULT, M. Microf&amp;iacute;sica do poder. 21.ed. Rio de Janeiro: Graal, 2005. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;LACKOFF, G. JOHNSON, M. Metaphors we live by. Chicago: University Chicago Press, 1980.  &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;LEVINE, R. et. al. The cluetrain manifesto: the end of business as usual. New York: Basic Books, 2001. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt; L&amp;Eacute;VY, P. A conex&amp;atilde;o planet&amp;aacute;ria: o mercado, o ciberespa&amp;ccedil;o, a consci&amp;ecirc;ncia.  S&amp;atilde;o Paulo: Editora 34, 2001. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;McLUHAN, M. Os meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o como extens&amp;otilde;es do homem (understanding media). S&amp;atilde;o Paulo: Cultrix, 1979. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;NEGRI, Toni; HARDT, Michael. Multitude: war and democracy in the age of empire. New York: The Penguin Press, 2004.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;RAYMOND, Erick. A catedral e o bazar. Trad. Erik Kohler. 1998. Dispon&amp;iacute;vel em &amp;lt; &lt;a href=&quot;http://www.geocities.com/CollegePark/Union/3590/pt-cathedral-bazaar.html&amp;gt;&quot; title=&quot;http://www.geocities.com/CollegePark/Union/3590/pt-cathedral-bazaar.html&amp;gt;&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.geocities.com/CollegePark/Union/3590/pt-cathedral-bazaar.html&amp;gt;&lt;/a&gt; Acesso em 11 jul. 2008.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;RHEINGOLD, H. Smart mobs: the next social revolution. New York: Perseus Books, 2003.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;SILVEIRA, S. A. et. al. Software livre e inclus&amp;atilde;o digital. S&amp;atilde;o Paulo: Conrad, 2003.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;WEINBERGER, David. Small pieces loosely joined: a unified theory of the web. New York: Perseus Books, 2002.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;Notas&lt;/font&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;(1) Fonte: CGI.BR: Comit&amp;ecirc; Gestor da Internet no Brasil: Pesquisa sobre o uso das Tecnologias da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Brasil, 2007.&lt;/font&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;(2) Dispon&amp;iacute;vel em: &lt;a href=&quot;http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&amp;amp;pid=605&quot; title=&quot;http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&amp;amp;pid=605&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&amp;amp;pid=605&lt;/a&gt; Acesso em 17 jul. 2008.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; color=&quot;#000000&quot;&gt;(3) Dispon&amp;iacute;vel em: &amp;lt; &lt;a href=&quot;http://felipe.hipercortex.com/&amp;gt;&quot; title=&quot;http://felipe.hipercortex.com/&amp;gt;&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://felipe.hipercortex.com/&amp;gt;&lt;/a&gt; Acesso em 17 jul. 2008.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
 <comments>http://mutgamb.org/fonte/Zona-de-colabora%C3%A7%C3%A3o-um-modelo-descentralizado-de-apropria%C3%A7%C3%A3o-e-replica%C3%A7%C3%A3o-das-tecnologias-da-i#comments</comments>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/academia">academia</category>
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 <pubDate>Wed, 09 Sep 2009 17:14:57 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>Chocadeira colaborativa</title>
 <link>http://mutgamb.org/livro/Chocadeira-colaborativa</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://comunix.org/content/chocadeira-colaborativa&quot; title=&quot;http://comunix.org/content/chocadeira-colaborativa&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://comunix.org/content/chocadeira-colaborativa&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;h1 class=&quot;title&quot;&gt;Chocadeira Colaborativa&lt;/h1&gt;  &lt;p&gt;O objetivo do Projeto Met&amp;aacute;:Fora era entender e desenvolver conhecimentos adequados a uma nova rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a cultura interconectada a partir de comunidades locais e, visando fomentar a inclus&amp;atilde;o digital e o uso efetivo de ferramentas de publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pessoal e constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva de conhecimento.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Met&amp;aacute;Fora &amp;eacute; uma intelig&amp;ecirc;ncia coletiva. &amp;Eacute; ainda algo embrion&amp;aacute;rio, um momento de ebuli&amp;ccedil;&amp;atilde;o ideol&amp;oacute;gica, mas direcionada a ferramentar o cotidiano essencialmente online. E que nos obriga a unificar a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o desenvolvimento da tecnologia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Assim, o Met&amp;aacute;:Fora n&amp;atilde;o &amp;eacute; propriamente um projeto. Tornou- se o que chamamos de chocadeira colaborativa, aludindo &amp;agrave; id&amp;eacute;ia de incubadora de empresas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O Met&amp;aacute;:Fora est&amp;aacute; subdivido em tr&amp;ecirc;s:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;bull; Projetos individuais apoiados pelo grupo,&lt;br /&gt; &amp;bull; Projetos Coletivos e Abertos e&lt;br /&gt; &amp;bull; Projetos apoiados pelo grupo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os projetos est&amp;atilde;o sendo desenvolvidos atrav&amp;eacute;s de uma interface completamente colaborativa. Uma ferramenta de wiki que permite a qualquer participante a intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a comunidade, inclusive com a possibilidade de adicionar conte&amp;uacute;do e projetos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Outros projetos foram gerados, ent&amp;atilde;o, pouco antes da suspens&amp;atilde;o das atividades do Met&amp;aacute;:Fora, em outubro de 2003. As iniciativas que se encontravam num estado mais avan&amp;ccedil;ado de desenvolvimento eram as seguintes:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;bull; blogchalking - &lt;a href=&quot;http://www.blogchalking.tk&quot; title=&quot;www.blogchalking.tk&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;www.blogchalking.tk&lt;/a&gt;. Um projeto pessoal de Daniel P&amp;aacute;dua, que utiliza &amp;ldquo;metatags&amp;rdquo; com informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es geogr&amp;aacute;ficas e demogr&amp;aacute;ficas dos blogs. Um esfor&amp;ccedil;o comunit&amp;aacute;rio para programar coletivamente os sites de busca e possibilitar pesquisas por blogs por regi&amp;atilde;o, por idade, sexo ou pela quantidade de horas que ficamos olhando para o monitor colorido. Embora a id&amp;eacute;ia, a implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e todos os m&amp;eacute;ritos sejam do Daniel P&amp;aacute;dua, o blogchalking nasceu dos debates no Met&amp;aacute;:Fora. O blogchalking pisou no acelerador e alcan&amp;ccedil;ou a comunidade interneteira no Brasil e no exterior. &amp;Eacute; not&amp;iacute;cia de jornais, revistas e blogs pelo mundo afora.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;bull; MetaReciclagem - reciclagem de equipamentos obsoletos com software livre, entregues a entidades de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o social, visando a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do computador como dispositivo em rede, com o objetivo primordial de integrar comunidades. Encontrava-se dividido em duas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es concretas, uma em parceria com a ONG Agente Cidad&amp;atilde;o e outra em parceria com a Prefeitura de Santo Andr&amp;eacute; (Parque Digital). Este projeto subsistiu ao fim do Met&amp;aacute;:Fora, ganhando autonomia pr&amp;oacute;pria.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;bull; MetaDev - n&amp;uacute;cleo de desenvolvimento tecnol&amp;oacute;gico do Met&amp;aacute;:Fora, envolvendo programadores e hackers respons&amp;aacute;veis pela componente tecnol&amp;oacute;gica do projeto global.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;bull; MemeLab - site dispon&amp;iacute;vel em &lt;a href=&quot;http://www.memelab.org&quot; title=&quot;http://www.memelab.org&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.memelab.org&lt;/a&gt;. - Met&amp;aacute;:Fora Media Lab. Realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de interven&amp;ccedil;&amp;otilde;es art&amp;iacute;sticas ou experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o midi&amp;aacute;tica. Visava estimular a experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, gerar e participar em atividades art&amp;iacute;sticas colaborativas e provocar interven&amp;ccedil;&amp;otilde;es no espa&amp;ccedil;o onde se est&amp;aacute; atuando, partindo do prisma da intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o homem-m&amp;aacute;quina, indiv&amp;iacute;duo-conhecimento, indiv&amp;iacute;duo-ambiente, indiv&amp;iacute;duo-indiv&amp;iacute;duo, sempre procurando explorar diferentes maneiras de contar uma hist&amp;oacute;ria, seja esta ficcional ou real, individual ou colaborativa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;bull; MetaMeme. - Estrutura de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o que organiza e distribui informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre todos os projetos do Met&amp;aacute;:Fora. Envolvia a concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o e desenvolvimento de comunicados de imprensa, material did&amp;aacute;tico, banners, sites, folhetos e material de divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o em geral.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;bull; Recicle1Pol&amp;iacute;tico- o Met&amp;aacute;:Fora tamb&amp;eacute;m contava com projetos de cunho mais ativista, como o Recicle1Pol&amp;iacute;tico, uma iniciativa que consistia no recolhimento dos cartazes, material de propaganda e outros &amp;ldquo;lixos&amp;rdquo; deixados pelas ruas das cidades nas v&amp;eacute;speras das elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es presidenciais brasileiras de novembro de 2002 para serem reciclados e reaproveitados, transformando-o em arte urbana, land art e instala&amp;ccedil;&amp;otilde;es de arquitetura n&amp;ocirc;made como um circo, um acampamento para os sem-terra, cabanas para os sem-abrigo, toldos para bailes funk e concertos de hip-hop, moinhos de vento, entre outros. Apesar do fim do Met&amp;aacute;:Fora, este projeto foi retomado em agosto de 2004 pelo movimento Midia T&amp;aacute;tica Brasil.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;bull; MetaOng - site dispon&amp;iacute;vel em &lt;a href=&quot;http://www.metaong.info&quot; title=&quot;http://www.metaong.info&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.metaong.info&lt;/a&gt;. - Outro projeto que ganhou autonomia do Met&amp;aacute;:Fora. MetaOng &amp;eacute; uma comunidade de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es para o setor das organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es sem fins lucrativos, na qual qualquer usu&amp;aacute;rio pode submeter not&amp;iacute;cias, que ser&amp;atilde;o moderadas pelos outros usu&amp;aacute;rios: as not&amp;iacute;cias v&amp;atilde;o para uma fila, e os usu&amp;aacute;rios votam para decidir quais os artigos que ser&amp;atilde;o inclu&amp;iacute;dos na homepage.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Outros projetos foram importantes para o Met&amp;aacute;:Fora, a exemplo do CHD &amp;ndash; coletivo de hist&amp;oacute;ria digitais, elaborado pela Tatiana Wells, &lt;a href=&quot;http://chd.memelab.org/;&quot; title=&quot;http://chd.memelab.org/;&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://chd.memelab.org/;&lt;/a&gt; a Buzzine, revista com objetivos de publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativa &amp;ndash; &lt;a href=&quot;http://buzzine.info;&quot; title=&quot;http://buzzine.info;&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://buzzine.info;&lt;/a&gt; o projeto M&amp;iacute;dia T&amp;aacute;tica Brasil &amp;ndash; que teve seu in&amp;iacute;cio debatido no Met&amp;aacute;:Fora e alcan&amp;ccedil;ou uma notoriedade importante no &amp;acirc;mbito da contracultura e da m&amp;iacute;dia t&amp;aacute;tica tupiniquim &amp;ndash; &lt;a href=&quot;http://www.midiatatica.org&quot; title=&quot;http://www.midiatatica.org&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.midiatatica.org&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://mutgamb.org/livro/Chocadeira-colaborativa#comments</comments>
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 <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 18:26:11 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>O MetaReciclagem</title>
 <link>http://mutgamb.org/livro/O-MetaReciclagem</link>
 <description>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;h1 class=&quot;title&quot;&gt;O Metareciclagem&lt;/h1&gt; &lt;p&gt;&lt;span class=&quot;submitted&quot;&gt;Enviado por hernani dimantas | 05/10/2006 |&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Metareciclagem foi concebido num modelo colaborativo sob o conceito do projeto Met&amp;aacute;:Fora. Este conceito tem como foco o desenvolvimento de tecnologia voltada para a potencializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de redes sociais, criando alternativas para interconectar e integrar comunidades geograficamente dispersas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; din&amp;acirc;mica. Tudo acontece seguindo alguns tra&amp;ccedil;os. Como uma pintura que ganha for&amp;ccedil;a nas nuances e nos tons das tintas que s&amp;atilde;o sobrepostas. Uma constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o em que a base fica estampada no acabamento.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Assim, a din&amp;acirc;mica da tr&amp;iacute;ade da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o livre &amp;eacute; uma decis&amp;atilde;o que deve ser tomada desde a base &amp;agrave; interatividade. O hardware; a infra-estrutura f&amp;iacute;sica para acesso &amp;agrave; rede depende de decis&amp;otilde;es, que s&amp;atilde;o importantes no processo. Como o bater de asas de uma borboleta, a escolha vai ser definitiva para a arquitetura da rede. No Metareciclagem optamos pelo hardware de &amp;ldquo;doa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo; - Pentium 100 com 32 de ram (ou configura&amp;ccedil;&amp;atilde;o semelhante). Ou seja, o hardware padr&amp;atilde;o, que &amp;eacute; objeto de doa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e que nas empresas n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m mais utilidade. Esta op&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o inequ&amp;iacute;voca nos desdobramentos do projeto. A escolha do hardware define as novas escolhas que faremos no desenrolar do projeto.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O projeto Metareciclagem trabalha com o primeiro estrato da tr&amp;iacute;ade da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a infra-estrutura f&amp;iacute;sica. Trata-se de um projeto que tem por objetivo coletar, triar e reciclar microcomputadores usados e torn&amp;aacute;-los minimamente operacionais para a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es b&amp;aacute;sicas em projetos sociais: edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de textos, planilha de c&amp;aacute;lculo, acesso &amp;agrave; web e troca de mensagens. Eventualmente, s&amp;atilde;o utilizados microcomputadores com um perfil mais avan&amp;ccedil;ado para projetos que envolvam a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pelos usu&amp;aacute;rios, de conte&amp;uacute;do multim&amp;iacute;dia. Dois aspectos s&amp;atilde;o fundamentais no projeto Metareciclagem:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;bull; A utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de software livre, por motivos econ&amp;ocirc;micos, escalonabilidade do software em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao equipamento e na redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da depend&amp;ecirc;ncia de fabricantes de software;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;bull; A invers&amp;atilde;o do paradigma do &amp;quot;acesso&amp;quot; &amp;agrave; tecnologia. Os equipamentos encaminhados pelo projeto n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o simples terminais de acesso. S&amp;atilde;o esta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Utilizamos tamb&amp;eacute;m uma gama de outros softwares livres orientados para a continuidade dos projetos. Todos esses softwares trazem na bagagem o senso colaborativo, pois o software influencia a intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas comunidades.&lt;br /&gt; N&amp;atilde;o s&amp;oacute; pelo lado da sustenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um modo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o colaborativo, mas pelo espelho virtual que o software livre reflete nas mentes das pessoas. Lembre-se que o software livre &amp;eacute; apenas a ponta do iceberg do conhecimento livre.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Isso n&amp;atilde;o tem nada a ver com as m&amp;aacute;quinas. M&amp;aacute;quinas apenas d&amp;atilde;o o suporte para a colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e interatividade. Computadores s&amp;atilde;o apenas ferramentas que potencializam a conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre pessoas comuns.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A din&amp;acirc;mica da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o balanceada. Hardware e software s&amp;oacute; podem ser entendidos em import&amp;acirc;ncia se estiverem servindo &amp;agrave; integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da humanidade. Por uma nova realidade, pois pessoas querem estar com pessoas.&lt;/p&gt;</description>
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 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/met%C3%A1fora">metáfora</category>
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 <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 18:23:14 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>Uma experiência open source</title>
 <link>http://mutgamb.org/livro/Uma-experi%C3%AAncia-open-source</link>
 <description>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;h1 class=&quot;title&quot;&gt;Uma experi&amp;ecirc;ncia opensource&lt;/h1&gt; &lt;p&gt;&lt;span class=&quot;submitted&quot;&gt;Enviado por hernani dimantas | 05/10/2006 | &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em pouco mais de um ano, o Met&amp;aacute;:Fora passou de uma lista de debates para um grupo de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o, utilizando conceitos de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o para desenvolver uma infra-estrutura ou incubadora de projetos colaborativos, ou, mais especificamente, uma chocadeira &amp;ldquo;open source&amp;rdquo;. Ou de c&amp;oacute;digos abertos. Conceitualmente est&amp;aacute; baseado no conhecimento livre, que significa liberdade para modificar, editar, adicionar ou subtrair, visando sempre aprimorar o conte&amp;uacute;do final. Um movimento iniciado pelos programadores e que pode ser replicado em outras &amp;aacute;reas do conhecimento. As conversa&amp;ccedil;&amp;otilde;es propiciadas pelas listas de debates, f&amp;oacute;runs e e-mails promovem a cultura do compartilhamento e beneficia a mentalidade do conhecimento aberto e livre.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O projeto objetivava entender e desenvolver conhecimentos adequados a uma nova rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a cultura interconectada. A partir de comunidades locais, para fomentar a inclus&amp;atilde;o digital e o uso efetivo de ferramentas de publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pessoal e constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva de conhecimento, ou como utilizar a tecnologia para incrementar a conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na rede. Cabe dizer que esse modelo de conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o proposto poderia ser replicado nas diversas &amp;aacute;reas do conhecimento. Pode ser utilizado para debates sobre usos de novas tecnologias bem como para a facilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de outras formas de debates ou a&amp;ccedil;&amp;otilde;es como, por exemplo, engenheiros colaborando para uma obra na &amp;Aacute;frica ou m&amp;eacute;dicos debatendo online sobre a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma t&amp;eacute;cnica de tratamento para um caso qualquer.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Inclus&amp;atilde;o Digital, como j&amp;aacute; foi dito, &amp;eacute; um termo inadequado. A id&amp;eacute;ia de transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o social &amp;eacute; um conceito mais amplo e mais exato para identificarmos o impacto das tecnologias no cotidiano. Implica, al&amp;eacute;m disso, numa &amp;oacute;tica de do corpo humano para apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o e utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das tecnologias.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O Met&amp;aacute;:Fora corporifica os conceitos da apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o das tecnologias e, na pr&amp;aacute;tica, as utiliza como forma t&amp;aacute;tica de diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o das dist&amp;acirc;ncias entre seres humanos. Dessa forma, a transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o social pela apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica passa pelo questionamento daquilo que se chama Inclus&amp;atilde;o Digital, passa pelo ativismo midi&amp;aacute;tico, bem como, pela mistura cultural impulsionada e mediada pela cibercultura.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Num determinado momento percebemos, ent&amp;atilde;o, que o Met&amp;aacute;:Fora era uma forma de troca de conhecimento. Percebemos que as pessoas conversavam com outras pessoas, imbu&amp;iacute;das do mesmo interesse pela interatividade. Este di&amp;aacute;logo ca&amp;oacute;tico e emergente nos possibilitou experimentar a transversalidade do aprendizado. Percebemos que na rede as pessoas aprendem, de fato, atrav&amp;eacute;s da utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das ferramentas colaborativas pelas pr&amp;oacute;prias pessoas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Paulo Bicarato, jornalista e editor do alfarrabio.org numa discuss&amp;atilde;o na lista do Met&amp;aacute;:Fora:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;ldquo;Aprender e apreender. Aprender a apreender. N&amp;atilde;o existe f&amp;oacute;rmula pronta. &amp;Eacute; deixar-se entrar no fluxo, intuitivamente, e sentir-se integrante/participante dessa m&amp;aacute;gica maior que n&amp;atilde;o tem nome. A&amp;iacute; a consci&amp;ecirc;ncia emerge: N&amp;Oacute;S somos conhecimento...&amp;rdquo;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Outro conceito essencial para compreender o Met&amp;aacute;:Fora &amp;eacute; o de Intelig&amp;ecirc;ncia Coletiva. No texto de Apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do projeto, pode-se ler: &amp;ldquo;Met&amp;aacute;:Fora &amp;eacute; uma intelig&amp;ecirc;ncia coletiva para gerar intelig&amp;ecirc;ncias coletivas. Um projeto aberto de pesquisa e desenvolvimento em diversas &amp;aacute;reas do conhecimento, baseado em algumas premissas do modo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o open source&amp;rdquo;. Mais &amp;agrave; frente, verifica-se que o plano de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o do projeto passa pela realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;ldquo;a&amp;ccedil;&amp;otilde;es multiplicadoras ou esporos de intelig&amp;ecirc;ncia coletiva envolvendo o uso de redes de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Segundo Felipe Fonseca, a maior parte das iniciativas deste projeto &amp;ldquo;n&amp;atilde;o foi exatamente ativista&amp;rdquo;, no sentido da defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o tradicional de m&amp;iacute;dia t&amp;aacute;tica, dado que &amp;ldquo;visavam oferecer m&amp;eacute;todos para transformar as ferramentas midi&amp;aacute;ticas de forma a interferir socialmente. Esta posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem que ser encarada sob a perspectiva brasileira, em que colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; uma forma importante de sobreviv&amp;ecirc;ncia. Isso nos levou a estabelecer um elo entre a cultura hacker com diversos tra&amp;ccedil;os da cultura brasileira, fruto de mesti&amp;ccedil;agens, hibridiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es, misceniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e nomadismos v&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;De acordo com Miguel Caetano, em sua disserta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mestrado :&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;ldquo;No ensaio &amp;ldquo;Brasil is a Hacker Culture&amp;rdquo; , apresentado [por Felipe Fonseca] na edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 2003 do festival Next Five Minutes, na Holanda, afirmamos que a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira &#039;n&amp;atilde;o necessita de m&amp;iacute;dia alternativas como jornais locais, r&amp;aacute;dios comunit&amp;aacute;rias e v&amp;iacute;deos amadores, mas de m&amp;iacute;dia t&amp;aacute;ticos em termos da utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o para integrar as pessoas, de forma a que elas possam partilhar a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que realmente importa para elas&#039;. N&amp;atilde;o se trata de trazer mais pessoas para a era da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas de transformar a tecnologia de forma a que possam melhorar de algum modo a sua qualidade de vida.&amp;rdquo;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;ldquo;Felipe Fonseca deixa algumas pistas para o futuro deste tipo de pr&amp;aacute;ticas midi&amp;aacute;ticas: Se vamos pensar em um medium (ou v&amp;aacute;rios m&amp;iacute;dias) que tenham o objetivo expl&amp;iacute;cito de beneficiar milh&amp;otilde;es de pessoas que hoje est&amp;atilde;o ausentes do debate s&amp;oacute;cio-pol&amp;iacute;tico-cient&amp;iacute;fico-cultural, n&amp;atilde;o podemos criar simulacros dos media de massas. Claro que estes s&amp;atilde;o &amp;uacute;teis, mas com o objetivo &amp;uacute;nico de desmascarar a credibilidade das mega-corpora&amp;ccedil;&amp;otilde;es de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas isso &amp;eacute; combater o passado e o presente. Se vamos pensar no futuro, creio que devemos infundir desde o in&amp;iacute;cio as possibilidades que surgem com as novas tecnologias: a colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o relacionamento de pessoas com pessoas (e n&amp;atilde;o de mensagens para pessoas), a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conhecimento coletivo e adequ&amp;aacute;vel a cada realidade (...) Digo n&amp;atilde;o fazer contra-media, mas romper as nossas hesita&amp;ccedil;&amp;otilde;es em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao uso de tecnologia (tinta na caverna, l&amp;aacute;pis e papel, Jabber e Drupal ) para juntar as pessoas com id&amp;eacute;ias, perspectivas e objetivos em comum. Pensar em estrat&amp;eacute;gia e t&amp;aacute;tica autoconstruindo-se, simultaneamente. [CAETANO, 2005]&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas tudo isso &amp;eacute; o pano de fundo desta revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital. Percebemos que havia um pessoal interessante falando coisas semelhantes, mas um de cada lado. Nosso trabalho foi juntar esse pessoal. E deixar fluir para ver o que aconteceria. Em poucas semanas milhares de mensagens foram trocadas. Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o repercutindo conhecimento. Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta, conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ldquo;open source&amp;rdquo; irradiando para a intelig&amp;ecirc;ncia coletiva. A realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos projetos para qualquer um que realmente tenha boa vontade e esp&amp;iacute;rito colaborativo. Essa Met&amp;aacute;:Fora tende a ser um projeto maior. Entre pessoas, em qualquer lugar. Numa viagem n&amp;atilde;o linear no tempo e no espa&amp;ccedil;o.&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 18:22:23 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>Xemelê - entendendo a plataforma agregadora</title>
 <link>http://mutgamb.org/fonte/Xemel%C3%AA-entendendo-plataforma-agregadora</link>
 <description>&lt;h1&gt;Entendendo a Plataforma Agregadora&lt;/h1&gt;
&lt;p&gt;(cole&amp;ccedil;&amp;atilde;o de textos organizados por Daniel P&amp;aacute;dua)&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
    &lt;li&gt;xemelizando cada vez mais: RSS, identidade digital e a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da web colaborativa&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;demandas locais: agrega&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema minc | mapsys   convers&amp;ecirc;   estudiolivre&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;a agrega&amp;ccedil;&amp;atilde;o XML via bot: solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o local   movimento global&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;h2&gt;&lt;strong&gt;&lt;a&gt;&lt;i&gt;Xemeliza isso a&amp;iacute;...&lt;/i&gt;: conhecendo a hist&amp;oacute;ria do termo xemel&amp;ecirc;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;original por Felipe Fonseca&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute; cerca de dois anos, no meio da efervesc&amp;ecirc;ncia do projetometafora, um problema se repetia, como &amp;eacute; comum em listas de discuss&amp;atilde;o compostas de pessoas com repert&amp;oacute;rios diversos: a tend&amp;ecirc;ncia ao jarg&amp;atilde;o. Pessoas com know-how em uma ou outra &amp;aacute;rea tendem a adotar um palavreado indecifr&amp;aacute;vel aos &amp;quot;leigos&amp;quot;. N&amp;atilde;o chega a atrapalhar em comunidades de pr&amp;aacute;tica, ambientes que t&amp;ecirc;m por objetivo alcan&amp;ccedil;ar uma espiral de especializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conhecimento. Mas nossos objetivos com o projetometafora eram outros. Na verdade, n&amp;atilde;o sei exatamente quais eram nossos objetivos, mas est&amp;aacute;vamos procurando uma maneira de p&amp;ocirc;r pessoas pra conversar. E garantir que um jornalista, um designer, um pedagogo e um desenvolvedor de software conversem e planejem a&amp;ccedil;&amp;otilde;es em comum &amp;eacute; extremamente complicado com a tend&amp;ecirc;ncia ao jarg&amp;atilde;o. Quer&amp;iacute;amos que todos pudessem opinar sobre um projeto ou a&amp;ccedil;&amp;atilde;o espec&amp;iacute;ficos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um belo dia, um engenheiro que cursava o mestrado na Unicamp enviou uma mensagemsobre agentes distribu&amp;iacute;dos. Eu n&amp;atilde;o entendi quase nada. Respondi: &amp;quot;xemeleia a&amp;iacute; que eu n&amp;atilde;o entendi nada&amp;quot;. Foi o necess&amp;aacute;rio. Sem querer, transformei &amp;quot;XML&amp;quot; em verbo. XML &amp;eacute; uma linguagem simples em texto que permite que diferentes sistemas troquem informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre si.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois transformar&amp;iacute;amos em substantivo novamente, mas j&amp;aacute; devidamente tropicalizado: &amp;quot;xemel&amp;ecirc;&amp;quot; como uma esp&amp;eacute;cie de denominador comum das conversas, um esfor&amp;ccedil;o para manter uma linguagem simples, livre de jarg&amp;otilde;es, compreens&amp;iacute;vel pelo maior n&amp;uacute;mero poss&amp;iacute;vel de pessoas. Um MMC (ou MDC?) da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando a lista no yahoogroups come&amp;ccedil;ou a lotar, criamos nossa lista no mailman do vilago (que bravamente hospeda o projetometafora at&amp;eacute; hoje) e a chamamos xemel&amp;ecirc;. Mas o tempo passou, a conversa esvaziou, o projetometafora foi abandonado por todos e perdemos os arquivos da lista xemel&amp;ecirc;. A maior parte das pessoas que colaboravam com o projetometafora migraram para o metareciclagem. E passamos um bom tempo criando alternativas de apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acontece que o que nos atra&amp;iacute;a para o projetometafora n&amp;atilde;o acontecia mais. Criar coletivamente, debater diversos assuntos, dedicar-se &amp;agrave; masturb4&amp;ccedil;&amp;atilde;o mental, eram malvistos no ambiente metareciclagem, por ess&amp;ecirc;ncia muito mais objetivo e pragm&amp;aacute;tico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No meio do ano passado, cheguei a planejar com o sapo a retomada das conversa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do projetometafora. Nenhum dos dois tinha tempo, e o dom&amp;iacute;nio ficou vago, ocasionalmente abrigando experimenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es para outros projetos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No fim do ano passado, fui &amp;agrave; &amp;Iacute;ndia apresentar um overview do metareciclagem para a plataforma Waag/Sarai, e voltei um pouco frustrado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pareceu que n&amp;oacute;s &amp;eacute;ramos meros recicladores de computadores, o que estava longe da verdade. Mas tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; fato que as conversas que balizaram tantos projetos j&amp;aacute; n&amp;atilde;o tinham mais um ambiente online para transcorrer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Certa tarde, voltando com o Hernani de Santo Andr&amp;eacute;, na esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trem, pensamos em retomar aquelas conversa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Ressuscitar&amp;iacute;amos o projetometafora. Tentamos. As pessoas estavam secas pela conversa. Mas a maioria via projetometafora como uma TAZ. E debatemos por algum tempo uma nova taxonomia para isso tudo. Aconteceu que colab virou (est&amp;aacute; virando) a matriz conceitual. Metareciclagem persiste como solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica e estrutural. MeMeLab est&amp;aacute; voltando como n&amp;uacute;cleo de pesquisa e experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;iacute;dia e linguagem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E xemel&amp;ecirc;? Xemel&amp;ecirc; &amp;eacute; um nome que continua buscando a facilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o das conversa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Nessa nova encarna&amp;ccedil;&amp;atilde;o, concentrando a pesquisa sobre colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o online, aprendizado distribu&amp;iacute;do, sistemas de conversa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e assuntos correlatos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; duradoura? Espero que n&amp;atilde;o. O que vem a seguir, s&amp;oacute; esperar.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;&lt;strong&gt;&lt;a&gt;Web 2.0, Agregadores... para onde vai, Catita?&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;original &lt;/span&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;por Daniel P&amp;aacute;dua&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos os meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do mundo est&amp;atilde;o convergindo na Internet, &amp;eacute; o que dizem. Mas esta grande plataforma agregadora de rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es ainda &amp;eacute; muito confusa e limitada. S&amp;atilde;o m&amp;uacute;ltiplos ambientes, meios e sistemas que n&amp;atilde;o falam entre si e fragmentam conversas, espalhando informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que deveriam estar conectadas umas &amp;agrave;s outras. Dispositivos mal projetados que nos condicionam a rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es isoladas e pobre em sentidos. E o pior: este quadro perdura mesmo j&amp;aacute; existindo alternativas tecnol&amp;oacute;gicas que superam cada vez mais estes problemas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por que isso acontece? Continue olhando para a Internet como esse ponto de converg&amp;ecirc;ncia da &amp;quot;plataforma&amp;quot;. Seu desenvolvimento tecnol&amp;oacute;gico (hardware, software e os padr&amp;otilde;es que conectam ambos) mant&amp;ecirc;m-se amarrado num arranjo econ&amp;ocirc;mico mercantilista que aos poucos cristaliza plataformas de intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o fechadas (Google, Yahoo e MSN s&amp;atilde;o bons exemplos), altamente controladas por minorias (coporativas e governamentais) e competitivas entre si. Um arranjo que, por ser baseado no controle do conhecimento, constantemente atrasa o acesso das pessoas a estruturas melhoradas, e limita nossa capacidade de nos mobilizar livremente. O mesmo arranjo pelo qual outros meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de grande alcance foram desenvolvidos e disponibilizados ao longo da Hist&amp;oacute;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Resumindo, apesar da recente e incr&amp;iacute;vel democratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conhecimento necess&amp;aacute;rio para construir espa&amp;ccedil;os de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o (especialmente software na Internet), a maioria das pessoas continua presa, de alguma maneira mais profunda, ao hist&amp;oacute;rico controle t&amp;eacute;cnol&amp;oacute;gico que as elites econ&amp;ocirc;micas det&amp;ecirc;m sobre a infra-estrutura da qual quase todos n&amp;oacute;s dependemos. E uma vez que estas plataformas fechadas se consolidem no cotidiano das pessoas, maior ser&amp;aacute; a articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos governos para que este controle tecnol&amp;oacute;gico permita que uma conversa qualquer seja interrompida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Somente atrav&amp;eacute;s de uma plataforma de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o agregadora aberta, de livre acesso, compartilhada e mais f&amp;aacute;cil de usar - em todos os aspectos - a Humanidade poder&amp;aacute; forjar uma nova economia, fundada no compartilhamento livre do conhecimento, e capaz de revolucionar a forma injusta como o mundo se manteve organizado at&amp;eacute; hoje. Para alcan&amp;ccedil;ar isso, m&amp;uacute;ltiplas frentes de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o no mundo prop&amp;otilde;e:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;a) Um novo arranjo econ&amp;ocirc;mico, baseado em conhecimento compartilhado, para o cultivo tecnol&amp;oacute;gico desta plataforma agregadora de rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a partir da Internet.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;b) Uma nova abordagem t&amp;eacute;cnica de agrega&amp;ccedil;&amp;atilde;o das conversas que circulam como software na plataforma, de maneira que facilite um uso mais eficiente da rede como ambiente de rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es pessoais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para mim, Metareciclagem &amp;eacute; o nome deste novo arranjo econ&amp;ocirc;mico, baseado em reapropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conhecimento livre em mutir&amp;atilde;o. Livenodes inicialmente foi pensado como uma rede peer-to-peer [?] totalmente livre, que facilitaria este arranjo econ&amp;ocirc;mico. Hoje, muito mais do que uma tecnologia espec&amp;iacute;fica, &amp;quot;livenodes&amp;quot; tornou-se uma gama de conceitos combinados para implementar este arranjo a partir da Internet, numa base tecnol&amp;oacute;gica especialmente desenhada para facilitar e enriquecer as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre as pessoas - feita com hardware reapropriado personaliz&amp;aacute;vel, conex&amp;otilde;es p&amp;uacute;blicas providas cooperativamente, e software livre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por cima de tudo isso, roda um ambiente de socializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que d&amp;aacute; &amp;agrave;s pessoas a sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ver gente do outro lado, e n&amp;atilde;o s&amp;oacute; bot&amp;otilde;es. A Plataforma Agregadora Xemel&amp;ecirc;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img alt=&quot;livenodes&quot; src=&quot;http://imaginarios.net/livenodes/paradigma_livenodes.png&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;&lt;strong&gt;&lt;a&gt;Divagando sobre uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o... e metendo a m&amp;atilde;o na massa&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;por Daniel P&amp;aacute;dua&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O lance seria estruturar um framework com padr&amp;otilde;es populares de interc&amp;acirc;mbio de dados (xml &amp;eacute; um deles) pra:&lt;/p&gt;
&lt;ol type=&quot;1&quot;&gt;
    &lt;li&gt;identificar uma pessoa rede (e a partir disso agregar m&amp;uacute;ltiplas identifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es dela em outros sistemas, como o orkut, yahoo, msn, a intranet de uma empresa, icq, etc)&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;exportar um dado qualquer (post, entrada, arquivo, feed, registro de banco de dados, etc)&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;compartilhar as classifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es locais desses dados (tags, categorias, nome de pastas, descri&amp;ccedil;&amp;otilde;es, metadata, nome do sistema por onde ele trafega, nome da pessoa que o produziu, data, etc... - tudo o que delimita e estrutura semanticamente um dado armazenado)&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p&gt;Com um framework de padr&amp;otilde;es assim, vc facilita a estrutura&amp;ccedil;&amp;atilde;o para exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualquer tipo de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em qualquer sistema existente, e permite a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de agregadores multi-sistemas que v&amp;atilde;o contextualizar toda a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela malha de rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es humanas (integrando conversas com a mesma pessoa que est&amp;atilde;o dispersas entre v&amp;aacute;rios sistemas) - internet como um &lt;strong&gt;meio de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &lt;/strong&gt;mais organizado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quest&amp;otilde;es no caminho:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
    &lt;li&gt;escolher os padr&amp;otilde;es certos &amp;eacute; complicado. cultivar o uso deles &amp;eacute; complicado.&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;montar o agregador assim exige no desenvolvimento de um sistema a quebra do h&amp;aacute;bito classificar tudo a priori (campos pr&amp;eacute;-definidos em bancos de dados, etc..) antes de armazenar. e tem muito engenheiro de software com visao engessada nesse mundo.&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;um agregador desse tem de permitir a fluidez das conversas sem complicar a navega&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os m&amp;uacute;ltiplos sistemas.. mas sem querer criar um ambiente central de uso da rede... a ecologia da internet &amp;eacute; sustentada pela livre cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novos sistemas.&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;essa rede agregadora nao pode depender da infra comercial de servidores pra funcionar. ou seja, tem de combinar p2p com o uso de servidores simples (php, mysql, etc)... assim pode se espalhar como fogo selvagem em meio ao movimento de clusteriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;os sociais que o Google, Yahoo e M$ est&amp;atilde;o empreendendo na Rede.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Enfim, uma rede integradora transversal de conversas n&amp;atilde;o &amp;eacute; um super desafio t&amp;eacute;cnico. O desafio &amp;eacute; que a experi&amp;ecirc;ncia social e de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conversas proporcionada por ele fomente a sua expans&amp;atilde;o de uma maneira que supere a experi&amp;ecirc;ncia social de um multiply ou um delicious da vida. Tudo residir&amp;aacute; nos padr&amp;otilde;es de interc&amp;acirc;mbio de dados e identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o na Rede.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estamos pensando numa rede de CMSs independentes que cospem-engolem dados xml automaticamente uns dos outros (automatizar o RSS/ATOM), usando a rede Jabber (protocolo xmpp) como maneira de endere&amp;ccedil;ar as pessoas. A partir da&amp;iacute;, forma-se uma base de intelig&amp;ecirc;ncia social na rede que qualquer novo sistema pode usar, se quiser.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img alt=&quot;plataforma xemele&quot; src=&quot;http://imaginarios.net/midiateca/dpadua/plataformaxemele.png&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
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 <pubDate>Sun, 01 Jul 2007 14:34:00 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>Projeto MetáFora</title>
 <link>http://mutgamb.org/fonte/Projeto-Met%C3%A1Fora</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;2&quot; face=&quot;Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif&quot;&gt;O &lt;a target=&quot;_BLANK&quot; href=&quot;http://www.projetometafora.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Projeto Met&amp;aacute;Fora&lt;/a&gt; come&amp;ccedil;ou como um grupo, numa conversa descompromissada com o Felipe Fonseca, que pretendia a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um canal de pesquisa sobre comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, internet, filosofia e cibercultura. Ent&amp;atilde;o surgiu a id&amp;eacute;ia e o nome Met&amp;aacute;Fora &amp;mdash; uma simples lista de discuss&amp;atilde;o e muita vontade de compartilhar o conhecimento. Um projeto aberto. Baseado nos conceitos do software livre e dos c&amp;oacute;digos abertos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O software livre aparece como um arcabou&amp;ccedil;o filos&amp;oacute;fico. Um bom senso comum para a maioria que costuma freq&amp;uuml;entar este ambiente cibern&amp;eacute;tico. Atrav&amp;eacute;s da internet esta filosofia foi potencializada, pois de forma colaborativa milhares de pessoas se uniram para a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Linux. A grande sacada do Linus Torvalds n&amp;atilde;o foi o Linux propriamente dito, mas a disponibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um projeto para ser discutido, implementado, melhorado, deletado, editado ou apenas dialogado. A comunidade de desenvolvedores construiu um sistema operacional vi&amp;aacute;vel. E subversivo. Pois rompe com o modelo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de software. Atualmente, para a vanguarda tecnol&amp;oacute;gica, o software n&amp;atilde;o &amp;eacute; mais visto como um bem, e sim como uma ferramenta para atingir o conhecimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A abund&amp;acirc;ncia do conhecimento, dispon&amp;iacute;vel livremente na rede, poderia, ent&amp;atilde;o, ser incrementada pelo efeito colaborativo. Assim como as comunidades de programadores romperam as amarras com o velho sistema ao apresentar &amp;agrave; humanidade um novo modo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pensamos que a avalanche tecnol&amp;oacute;gica poderia fazer o mesmo nas &amp;aacute;reas restritas &amp;agrave;s trocas de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conhecimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O car&amp;aacute;ter aberto do projeto deu ao grupo as possibilidades para exerc&amp;iacute;cio total da criatividade. A id&amp;eacute;ia original estava em pontuar a ruptura dos modelos de aprendizado atrav&amp;eacute;s de um debate transparente, a colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os participantes, a descentraliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e muita paix&amp;atilde;o. Atrav&amp;eacute;s de uma comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o multi-facetada, multi-lateral, interativa e independente criamos um fluxo l&amp;iacute;quido de id&amp;eacute;ias que alimentam um reposit&amp;oacute;rio de conhecimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta forma de express&amp;atilde;o &amp;eacute; a met&amp;aacute;fora que procur&amp;aacute;vamos. Combina com os anseios da rede. Provoca e isola os conceitos da cultura de massa, que pressup&amp;otilde;e o comando e controle das pessoas. No Met&amp;aacute;Fora, estamos abrindo passagem para a virtualidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Aprendizado transversal&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas nem tudo saiu como planejado. O sonho de interatividade foi potencializado pela velocidade fren&amp;eacute;tica da conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O Met&amp;aacute;Fora n&amp;atilde;o se comportava como um simples debate. Apesar de participar de mais de 30 listas, jamais tinha presenciado um tr&amp;aacute;fego t&amp;atilde;o intenso de mensagens. Nada de bobagem. Simplesmente est&amp;aacute;vamos experimentando a catalisa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das intelig&amp;ecirc;ncias. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Percebemos, ent&amp;atilde;o, que o Met&amp;aacute;Fora tinha mais a ver com uma forma de troca de conhecimento do que com uma discuss&amp;atilde;o ins&amp;iacute;pida. Percebemos que as pessoas conversavam com outras pessoas, imbu&amp;iacute;das do mesmo tes&amp;atilde;o pela interatividade. Este di&amp;aacute;logo ca&amp;oacute;tico e para os lados nos possibilitou experimentar a transversalidade do aprendizado. Percebemos que na rede as pessoas aprendem, de fato, atrav&amp;eacute;s da utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das ferramentas colaborativas pelas pr&amp;oacute;prias pessoas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a target=&quot;_BLANK&quot; href=&quot;http://alfarrabio.blogspot.com/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Paulo Bicarato&lt;/a&gt; diz: &amp;ldquo;Aprender e apreender. Aprender a apreender. N&amp;atilde;o existe f&amp;oacute;rmula pronta. &amp;Eacute; deixar-se entrar no fluxo, intuitivamente, e sentir-se integrante/participante dessa m&amp;aacute;gica maior que n&amp;atilde;o tem nome. A&amp;iacute; a consci&amp;ecirc;ncia emerge: N&amp;Oacute;S somos conhecimento...&amp;rdquo; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Chocadeira Colaborativa&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um projeto de car&amp;aacute;ter Open Source ou de c&amp;oacute;digos abertos. Conceitualmente est&amp;aacute; baseado no conhecimento livre, que significa liberdade para modificar, editar, adicionar ou subtrair. Visando sempre aprimorar o conte&amp;uacute;do final. Um movimento iniciado pelos programadores, e que pode ser replicado em outras &amp;aacute;reas do conhecimento. Pois a somat&amp;oacute;ria de intelig&amp;ecirc;ncias incrementa o poder criativo. As conversa&amp;ccedil;&amp;otilde;es propiciadas pelas listas de debates, f&amp;oacute;runs e e-mails promovem a cultura do compartilhamento e beneficia a mentalidade do conhecimento aberto e livre. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Temos como objetivo entender e desenvolver conhecimentos adequados a uma nova rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a cultura interconectada. A partir de comunidades locais, para fomentar a inclus&amp;atilde;o digital e o uso efetivo de ferramentas de publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pessoal e constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva de conhecimento. Formada por uma lista de debates, um f&amp;oacute;rum e um monte de pessoas comuns debatendo sobre como utilizar a tecnologia para incrementar a conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na rede. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro fruto foi o blogchalking &amp;mdash; &lt;a href=&quot;http://www.blogchalking.tk&quot; title=&quot;www.blogchalking.tk&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;www.blogchalking.tk&lt;/a&gt;. Um projeto pessoal do Daniel P&amp;aacute;dua, que utiliza &amp;ldquo;metatags&amp;rdquo; com informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es geogr&amp;aacute;ficas e demogr&amp;aacute;ficas dos blogs. Um esfor&amp;ccedil;o comunit&amp;aacute;rio para programar coletivamente os sites de busca e possibilitar pesquisas por blogs por regi&amp;atilde;o, por idade, sexo ou pela quantidade de horas que ficamos olhando para o monitor colorido. Embora a id&amp;eacute;ia, a implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e todos os m&amp;eacute;ritos sejam do Daniel P&amp;aacute;dua, o blogchalking nasceu dos debates na Met&amp;aacute;Fora. O blogchalking pisou no acelerador e alcan&amp;ccedil;ou a comunidade interneteira no Brasil e no exterior. &amp;Eacute; noticia de jornais, revistas e blogs pelo mundo afora. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem muito mais sendo feito. Todos os projetos est&amp;atilde;o referenciados, listados e devidamente explicados no site &lt;a href=&quot;http://www.projetometafora.org&quot; title=&quot;www.projetometafora.org&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;www.projetometafora.org&lt;/a&gt;. Existe liberdade para participar dos projetos, pois acreditamos que as pessoas s&amp;oacute; se engajam nas coisas que sejam do seu interesse pessoal. O MetaForaProjetos est&amp;aacute; subdivido em tr&amp;ecirc;s: Projetos individuais apoiados pelo grupo, Projetos Coletivos e Abertos e Projetos apoiados pelo Grupo. Entre outros, estamos desenvolvendo uma MetaLicen&amp;ccedil;a &amp;mdash; para atender a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conte&amp;uacute;do; MetaForaComunidades &amp;mdash; ou seja, estabelecer comunidades online interconectadas para fomentar a inclus&amp;atilde;o digital e o uso efetivo de ferramentas de publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pessoal e constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva de conhecimento; e a MetaReciclagem &amp;mdash; que visa a reciclagem de microcomputadores e a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de softwares livres, bem como refor&amp;ccedil;a a inclus&amp;atilde;o digital pela imers&amp;atilde;o ao hardware e ao software. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas tudo isso &amp;eacute; o pano de fundo desta revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Percebemos que havia um pessoal interessante falando coisas semelhantes, mas um de cada lado. Nosso trabalho foi juntar o pessoal. E deixar fluir para ver o que aconteceria. Em poucas semanas milhares de mensagens foram trocadas. Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o repercutindo conhecimento. Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta, conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e &amp;ldquo;open source&amp;rdquo; irradiando para a intelig&amp;ecirc;ncia coletiva. A realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos projetos para qualquer um que realmente tenha boa vontade e esp&amp;iacute;rito colaborativo. Essa Met&amp;aacute;Fora tende a ser um projeto maior. Entre pessoas, em qualquer lugar. Numa viagem n&amp;atilde;o-linear no tempo e no espa&amp;ccedil;o. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;A periferia &amp;eacute; o centro&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta viagem nos levou a reencontrar a met&amp;aacute;fora perdida. Foi durante os preparativos para o evento &lt;a href=&quot;http://www.midiatatica.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;M&amp;iacute;dia T&amp;aacute;tica Brasil&lt;/a&gt;, cuja partida deu-se nos debates metaf&amp;oacute;ricos que incorporamos a id&amp;eacute;ia de que a &amp;ldquo;periferia &amp;eacute; o centro&amp;rdquo;. Segundo Marcelo Estraviz: &amp;ldquo;&lt;a target=&quot;_BLANK&quot; href=&quot;http://www.novae.inf.br/estraviz/centroperiferia.html&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;A periferia &amp;eacute; o centro. Porque l&amp;aacute; ele est&amp;aacute; inclu&amp;iacute;do. Porque l&amp;aacute; Sebasti&amp;atilde;o &amp;eacute; o rei do samba. Porque o filho do Sebasti&amp;atilde;o trabalha no centro comunit&amp;aacute;rio e o sobrinho, junto com os amigos, est&amp;atilde;o quase conseguindo o computador para a escola municipal. &amp;Eacute; o centro porque l&amp;aacute; a comunidade se organiza para tirar os traficantes e tentar livrar seus filhos da grana da droga. Uma grana que mata antes dos 20. Pobre sabe o nome do traficante, mora perto dele e reza para que o filho n&amp;atilde;o caia no conto do t&amp;ecirc;nis importado. Pobre sabe que o traficante, que empinava pipa com ele faz 15 anos l&amp;aacute; no morro, est&amp;aacute; cheio da grana. Grana dos almofadinhas que cheiram p&amp;oacute; e gritam com os subordinados.&amp;rdquo; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;ldquo;A periferia &amp;eacute; o centro. Porque no outro centro, aquele das avenidas e dos engravatados, pobre chega de cabe&amp;ccedil;a baixa. Na comunidade ningu&amp;eacute;m anda de cabe&amp;ccedil;a baixa. S&amp;oacute; aquele que se perdeu na bebida depois de anos desempregado. Mas tamb&amp;eacute;m para ele pobre tem comida e entrega num prato. Pobre se organiza, faz rifa e compra ber&amp;ccedil;o e mantimentos para a menina que foi estuprada mas n&amp;atilde;o aborta porque &amp;eacute; crente. Pobre se junta, faz mutir&amp;atilde;o para pintar a creche. Pobre s&amp;oacute; n&amp;atilde;o sabe ainda que tem muitos direitos. Ainda n&amp;atilde;o sabe e se depender da &amp;lsquo;cidadania&amp;rsquo; n&amp;atilde;o vai saber.&amp;rdquo; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;ldquo;A periferia est&amp;aacute; se organizando. Est&amp;aacute; cansada, mas se organiza. Pobre quer que o filho estude, mesmo que ele seja burro, mesmo que a escola seja ruim. Pobre quer ler. E um dia vai ler em algum lugar seus direitos.&lt;/a&gt;&amp;rdquo; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, a periferia &amp;eacute; o centro. O Met&amp;aacute;Fora buscou se incluir neste centro. N&amp;atilde;o quer&amp;iacute;amos ensinar nada. N&amp;atilde;o pens&amp;aacute;vamos em tutelar. Est&amp;aacute;vamos mostrando as possibilidades que as pessoas de baixa renda e que vivem na periferia t&amp;ecirc;m para amplificar as suas vozes. Exercer a linkania. Eles t&amp;ecirc;m telecentros, eles t&amp;ecirc;m monitores, eles est&amp;atilde;o contemplados por pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas progressistas que t&amp;ecirc;m como objetivo a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da estrutura f&amp;iacute;sica. Ou seja, a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de centros comunit&amp;aacute;rios conectados. Assim, o Met&amp;aacute;Fora falava a l&amp;iacute;ngua da periferia, e a Prefeitura de S&amp;atilde;o Paulo respondia a primeira vari&amp;aacute;vel da tr&amp;iacute;ade da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Tr&amp;iacute;ade da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os projetos desenvolvidos colaborativamente pelo Met&amp;aacute;fora abrangem desde solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es para acesso &amp;agrave; internet at&amp;eacute; alternativas para estimular o esp&amp;iacute;rito empreendedor das comunidades atendidas. Tais iniciativas est&amp;atilde;o baseadas em uma organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o conceitual denominada a Tr&amp;iacute;ade da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Infra-estrutura f&amp;iacute;sica: microcomputadores, dispositivos interconectados, hubs, gateways; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Infra-estrutura l&amp;oacute;gica: padr&amp;otilde;es de interconex&amp;atilde;o, sistemas de publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, gest&amp;atilde;o de conhecimento, redes de processamento distribu&amp;iacute;do, protocolos; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o: colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, capital social, aprendizado, conhecimento compartilhado, consumer-to-consumer, mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Esporos e os memes&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;font size=&quot;1&quot;&gt;&amp;ldquo;Os memes devem ser considerados estruturas vivas, n&amp;atilde;o apenas metaf&amp;oacute;rica mas tecnicamente. Quando voc&amp;ecirc; planta um meme f&amp;eacute;rtil em minha mente, voc&amp;ecirc; literalmente parasita meu c&amp;eacute;rebro, transformando-o num ve&amp;iacute;culo para a propaga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do meme, exatamente como um v&amp;iacute;rus pode parasitar o mecanismo gen&amp;eacute;tico de uma c&amp;eacute;lula hospedeira. E isso n&amp;atilde;o &amp;eacute; apenas uma maneira de falar &amp;mdash; o meme, por exemplo, para &amp;quot;cren&amp;ccedil;a numa vida ap&amp;oacute;s a morte&amp;quot; &amp;eacute;, de fato, realizado fisicamente, milh&amp;otilde;es de vezes, como uma estrutura nos sistemas nervosos dos homens, individualmente, por todo o mundo&amp;rdquo; (Richard Dawkins &amp;ndash; &amp;ldquo;O gene ego&amp;iacute;sta&amp;rdquo;).&lt;/font&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Met&amp;aacute;Fora foi &amp;agrave; periferia. Foi &amp;agrave; Cidade Tiradentes, zona leste de S&amp;atilde;o Paulo, para aplicar um workshop para o pessoal das comunidades no entorno do telecentro. Preparamos um site portal, desenvolvido sob a interface Drupal no &lt;a target=&quot;_BLANK&quot; href=&quot;http://www.memelab.org/telecentros/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.memelab.org/telecentros/&lt;/a&gt;. Um sistema bastante colaborativo, que permite a todo usu&amp;aacute;rio cadastrado a possibilidade de publicar seu pr&amp;oacute;prio blog. Al&amp;eacute;m disso, permite outras formas de intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tais como um livro colaborativo, sala de bate-papo, f&amp;oacute;runs, publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de artigos, mensagens pessoais. Tudo isso interligado por XML e RSSficado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As pessoas foram, ent&amp;atilde;o, incentivadas, desde o in&amp;iacute;cio, a publicar nos seus blogs tudo que aprenderam durante o workshop, bem como suas experi&amp;ecirc;ncias autodidatas. Conversamos sobre conceitos de bricolage, que na internet se popularizou como copiar e colar, sobre reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, conhecimento livre, trocas de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, voz humana e colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;Eacute; f&amp;aacute;cil compreender que, ap&amp;oacute;s um certo tempo com workshops constantes, um banco de conhecimento livre &amp;eacute; desenvolvido. Voc&amp;ecirc;s concordam que o sujeito que fizer o curso de m&amp;uacute;sica digital, provavelmente aquele que se destacou no curso, vai querer voltar l&amp;aacute; depois do curso para gravar o som da banda dele? Ou aquele que tem opini&amp;atilde;o vai querer continuar publicando na Internet, incrementando sua reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o? Por que n&amp;atilde;o criar uma moeda de troca tang&amp;iacute;vel, e pedir em retribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o como trabalho volunt&amp;aacute;rio por determinado tempo? Por que n&amp;atilde;o aproveitar os caras que despontam, ou que foram identificados com potencial? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por que n&amp;atilde;o? Existem muitas maneiras para replicar esse conhecimento. Estamos defendendo um modelo em que o ensino/aprendizado tem um envolvimento e um comprometimento, nada de uma hierarquia fixa. O aspecto de &amp;quot;pessoas que sabem mais&amp;quot; &amp;eacute; inevit&amp;aacute;vel, mas com a tecnologia a gente pode fazer isso virar um processo completamente din&amp;acirc;mico. Neguinho &amp;eacute; aprendiz de tr&amp;ecirc;s caras, escolhidos por reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o/karma. Depois de um tempo, ele j&amp;aacute; tem seus pr&amp;oacute;prios aprendizes na sua especialidade. Uma constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o inequ&amp;iacute;voca de conhecimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas os falsos projetos de &amp;quot;inclus&amp;atilde;o&amp;quot; est&amp;atilde;o direcionados ao mercado de trabalho. O foco &amp;eacute; t&amp;atilde;o esquizofr&amp;ecirc;nico &amp;mdash; pois pressup&amp;otilde;e que &amp;ldquo;n&amp;oacute;s, os donos do saber, seremos magn&amp;acirc;nimos e levaremos a cultura para a periferia&amp;rdquo;. Uma fal&amp;aacute;cia, pois a cultura j&amp;aacute; est&amp;aacute; l&amp;aacute;. Temos &amp;eacute; que incentivar as conversas, amplificar suas as vozes e ficar atentos para aprender coisas que nem imaginamos. Devemos maximizar o engajamento das pessoas aos projetos que rolam nas suas comunidades. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A catalisa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conhecimento livre, somada aos agentes locais replicadores deste conhecimento nos mostram a esporifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema. As pessoas, assim, s&amp;atilde;o capazes de tomar as pr&amp;oacute;prias r&amp;eacute;deas, andar sozinhas e protagonizar suas pr&amp;oacute;prias vidas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os esporos s&amp;atilde;o os n&amp;oacute;s vivos da rede. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Met&amp;aacute;Fora &amp;eacute; um conceito&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dalton Martins me chamou a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ele disse: &amp;ldquo;da mesma forma que os caras que fazem o kernel do Linux ganham muito quando v&amp;atilde;o represent&amp;aacute;-lo e ningu&amp;eacute;m sai por a&amp;iacute; chiando que est&amp;aacute; sendo roubado, n&amp;atilde;o estamos roubando ningu&amp;eacute;m, por que a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; livre, o xemel&amp;ecirc; &amp;eacute; livre&amp;rdquo;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No &amp;ldquo;Marketing Hacker &amp;ndash; A revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos mercados&amp;rdquo; escrevi: &amp;ldquo;somos todos teoricamente open source, militantes de um processo grupal em que o produto &amp;eacute; intang&amp;iacute;vel. Estamos desenvolvendo nosso conhecimento e queremos utiliz&amp;aacute;-lo em forma de trabalho (...). Observe os homens do Linux. O software &amp;eacute; tang&amp;iacute;vel, mas o desenvolvimento deste processo de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; totalmente novo. N&amp;atilde;o difere do nosso trabalho de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mercados e conhecimento. Somos os hackers desses novos mercados. E nossas comunidades est&amp;atilde;o peitando o tradicionalismo de cima para baixo. Estamos tentando criar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;rdquo; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Met&amp;aacute;Fora &amp;eacute; um conceito de intelig&amp;ecirc;ncia coletiva. O movimento do software livre aparece como a ponta do iceberg. Acredito que a verdadeira revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; na base da pir&amp;acirc;mide de gelo. A conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da rede &amp;eacute; muito mais do que apenas discuss&amp;atilde;o e bate-papo. Alguns produtos, assim como o software livre, est&amp;atilde;o sendo criados nesses debates sem fim. Esses produtos s&amp;atilde;o intang&amp;iacute;veis e, muitas vezes, invis&amp;iacute;veis pelos incautos. A colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o incrementa de fato as intelig&amp;ecirc;ncias latentes. A informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o passou a ser livre. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O conceito Met&amp;aacute;Fora &amp;eacute; totalmente independente. &amp;Eacute; aberto e flex&amp;iacute;vel. N&amp;atilde;o &amp;eacute; um projeto acad&amp;ecirc;mico. &amp;Eacute; uma nova forma de gerar conhecimento. O nosso enfoque &amp;eacute; o incentivo de projetos pessoais atrav&amp;eacute;s da colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os participantes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E se voc&amp;ecirc; estiver num barco a vapor, v&amp;aacute; de encontro a um Iceberg. V&amp;aacute; a todo vapor adiante e quebre o barco ao meio. Rompa com a continuidade de um futuro previs&amp;iacute;vel para a tua vida. O Met&amp;aacute;Fora quer a transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://mutgamb.org/fonte/Projeto-Met%C3%A1Fora#comments</comments>
 <category domain="http://mutgamb.org/assunto/Tags/met%C3%A1fora">metáfora</category>
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 <pubDate>Wed, 18 Jun 2003 16:38:00 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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 <title>Agente Cidadão associa-se ao Projeto Metáfora para reciclagem de computadores</title>
 <link>http://mutgamb.org/fonte/Agente-Cidad%C3%A3o-associa-se-ao-Projeto-Met%C3%A1fora-para-reciclagem-de-computadores</link>
 <description>&lt;div class=&quot;textoS&quot;&gt;&lt;p&gt;O objetivo do projeto visa a recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;aacute;quinas doadas para que possam novamente entrar em uso e sirvam de ferramentas na contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da inclus&amp;atilde;o digital de grupos sociais, comunidades e organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es interessadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fonte: Not&amp;iacute;cias do Agente Cidad&amp;atilde;o&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dalton Lopes Martins, do Projeto Met&amp;aacute;fora, engenheiro el&amp;eacute;trico e mestrando em engenharia de computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), &amp;eacute; o respons&amp;aacute;vel t&amp;eacute;cnico pela montagem do laborat&amp;oacute;rio de reciclagem e do material de treinamento a ser desenvolvido com a experi&amp;ecirc;ncia adquirida pelo grupo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na fase de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ser&amp;aacute; dada &amp;ecirc;nfase na reconfigura&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos programas que ser&amp;atilde;o previamente instalados nas m&amp;aacute;quinas que ser&amp;atilde;o entregues &amp;agrave; comunidade. Ser&amp;aacute; privilegiado o sistema GNU/Linux e programas que sigam a licen&amp;ccedil;a GPL, devido ao fato de serem sistemas de c&amp;oacute;digo aberto, permitindo altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es por parte dos usu&amp;aacute;rios e do grupo de trabalho de reciclagem, trazendo como benef&amp;iacute;cio a adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema a cada caso de uso espec&amp;iacute;fico e o apoio da comunidade de desenvolvedores dos sistemas utilizados, al&amp;eacute;m do fato de poderem ser distribu&amp;iacute;dos juntamente com as m&amp;aacute;quinas com baixo custo, tornando-as operacionais em curto prazo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O projeto visa dotar cada m&amp;aacute;quina de requisitos m&amp;iacute;nimos operacionais de uso, de tal forma que todas possam ser utilizadas para tarefas comuns em ambientes computacionais, como acesso a Internet, uso de processador de texto, planilha de c&amp;aacute;lculo e banco de dados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Projeto Met&amp;aacute;fora: &lt;a href=&quot;http://projetometafora.tk/&quot; title=&quot;http://projetometafora.tk/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://projetometafora.tk/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;MetaReciclagem: &lt;a href=&quot;http://www.joelhasso.com.br/metafora/wiki/&quot; title=&quot;http://www.joelhasso.com.br/metafora/wiki/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.joelhasso.com.br/metafora/wiki/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agente Cidad&amp;atilde;o: &lt;a href=&quot;http://www.agentecidadao.com.br/&quot; title=&quot;http://www.agentecidadao.com.br/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.agentecidadao.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     &lt;p&gt;Fonte:&lt;/p&gt;&lt;a class=&quot;titulo&quot; href=&quot;http://www.cipsga.org.br/article.php?sid=3973&amp;amp;mode=thread&amp;amp;order=0&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Cipsga&lt;/a&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://mutgamb.org/fonte/Agente-Cidad%C3%A3o-associa-se-ao-Projeto-Met%C3%A1fora-para-reciclagem-de-computadores#comments</comments>
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 <pubDate>Mon, 20 Jan 2003 22:17:40 +0000</pubDate>
 <dc:creator>felipefonseca</dc:creator>
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